Eu Li: Denominatio - Igor Quadros
5 de maio de 2020
Título:
Denominatio
Autor:
Igor Quadros
Editora:
Independente
Série:
Coleção O Pacto Macabro
Ano:
2020
Adicione ao Skoob
Um chamado sobrenatural vindo através de pesadelos leva o professor Leonardo a um lugar que ele jamais esperava entrar. Um cenário bizarro de canibalismo, blasfêmia e uma seita que idolatra uma suposta messias o tiram do seu cotidiano e o levam a descobrir o inimaginável dentro de si.
Neste ano o blog Garota Pai D'Égua está em parceria oficial com o paraense Igor Quadros. O autor configura uma das referências do gênero de terror na região e tem outras obras publicadas.
Já falamos sobre o seu "Agonia" aqui no blog, que é um livro com diversos contos de arrepiar e de refletir.
"Denominatio" é um conto da Coleção O Pacto Macabro que Igor Quadros está realizando em parceria com o autor Antônio Pimenta que trarão histórias de terror e horror independentes mas que se passam no mesmo universo.
A narrativa curta de "Denominatio" não interfere em nada na qualidade da história e alcança com louvor a proposta de dar ao leitor aquela sensação de estranhamento e, claro, aquele arrepio na espinha.
Por Fernanda Karen
Convite: evento de lançamento de Névoa, de Lenmarck Andrade
18 de janeiro de 2019
Boas notícias para os fãs de terror!
Lenmarck Andrade é um dos autores paraenses que está em destaque no circuito de eventos. O conheci em 2016, durante a Feira Literária do Pará, com seu conto "O corvo do inverno", publicado de forma independente. Após alguns trabalhos na Revistinha Pulp, o autor agora lança seu romance, publicado pela Editora Folheando, intitulado "Névoa".
O evento acontecerá na nossa querida livraria FOX neste sábado, dia 19 de janeiro, a partir das 18h.
Além da clássica sessão de autógrafos, haverá bate-papo com o autor onde os leitores poderão trocar informações sobre sua carreira e processo de escrita.
"Névoa" é um romance de suspense e mistério sobrenatural disponibilizado anteriormente em versão e-book que, desde aquela época, veio conquistando leitores pelo Brasil.
Confiram a sinopse:
Em Névoa, uma vila isolada do resto do mundo, Dave, Lílian, Alan, Bruce e John decidem desvendar os mistérios da Floresta Morta, um lugar sem vida que cerca o vilarejo carregando uma neblina indissipável. Porém uma sequência de eventos, que leva à morte de um deles, os obriga a tomarem caminhos distintos e os jovens acabam crescendo separados e sem respostas. Então, quinze anos depois, Lílian, a única que nunca deixou Névoa, desaparece misteriosamente. Os amigos decidem retornar para sua antiga morada em busca de respostas após serem misteriosamente informados do ocorrido.
Agora, vistos sob um olhar xenofóbico pelos moradores de sua terra natal, os três amigos retornam às suas raízes para investigar o que pode ter acontecido com Dave e Lílian, enquanto são perseguidos pelo seu passado, enfrentam complicadas reconciliações familiares e são vigiados pelos olhos ardilosos do Conselho.
Quem está por trás das mortes e desaparecimentos? Quais os mistérios de Névoa e o que se esconde por detrás da neblina que abarca a Floresta Morta?
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Mistérios sombrios |
Vocês podem acompanhar as postagens sobre a obra e o autor na página do evento. Aproveitem e confirmem presença!
Também podem seguir o Lenmarck em sua página de autor e conferir as novidades em primeira mão.
Evento imperdível e, claro, nos vemos lá!
Até breve!
Por Fernanda Karen
Vem aí... Revista Pulp!
27 de março de 2018
Oi, gente!
Como estamos nas leituras nossas de cada dia? E nos eventos literários? Estão participando de todos que estão acontecendo durante os meses? Não? Como assim, gente??Você tem passado batido nas datas, lugares e horários? Pois eis aqui mais uma chance de você participar de um evento que promete ser aterrorizador.
Como estamos nas leituras nossas de cada dia? E nos eventos literários? Estão participando de todos que estão acontecendo durante os meses? Não? Como assim, gente??Você tem passado batido nas datas, lugares e horários? Pois eis aqui mais uma chance de você participar de um evento que promete ser aterrorizador.
Para saber se te interessa participar, basta responder sinceramente as seguintes perguntas:
1 - Gosta de histórias de terror ou horror?
2 - Os clássicos dentro desse gênero literário são os que mais te atraem?
3 - Você gosta de contos?
4 - Você gosta ou quer tentar ler autores paraenses?
Então você vai amar o convite que estou para te fazer!
Por Anne Magno
Entrevista com o autor Andrei Simões - Novidades para 2018
28 de fevereiro de 2018
Andrei Simões é um nome muito conhecido e comentando em Belém do Pará e neste blog. Autor de "Putrefação", "Zon - o Rei do nada", "Luz, o deus do horror" e diversas antologias, Andrei está entre os nomes mais consolidados quando falamos em histórias de terror.
Recentemente o convidamos para falar sobre seus planos artísticos em 2018 e Andrei cedeu de muito bom grado a entrevista que vamos repassar na íntegra e desde já peço que vocês se preparem porque teremos MUITAS novidades.
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Autor paraense |
Por Fernanda Karen
Quinta Em Outra Língua #64 - Light: A Gone Novel - Gone #6 - Michael Grant
21 de dezembro de 2017
Título:LightAutor:Michael GrantEditoraKatherine Tegen BooksSérie:GoneJá faz mais de um ano que cada pessoa com idade acima de 14 anos desapareceu da cidade de Praia Perdida, California. Nesse meio tempo, incontáveis batalhas foram travadas: batalhas contra a fome, e as mentiras, e as pragas e pior, batalhas do bem contra o mal e de crianças contra crianças. Alianças foram conquistadas, perdidas, traídas e conquistadas novamente; idéias foram quebradas e substituídas por outras, e as crianças do LGAR começaram a acreditar que a sua nova sociedade é o único tipo de vida existente. Mas agora a Escuridão encontrou uma forma de ressurgir, a existência tênue que eles conseguiram estabelecer está próxima de ser destruída para sempre. As crianças de Praia Perdida sobreviverão?
Por Victor Rogério
Eu Li: Agonia - Igor Quadros
12 de dezembro de 2017
Título:
Agonia
Autor:
Igor Quadros
Editora:
Independente
Ano:
2017
Um menino que adoece por um contato sobrenatural; um casal disposto a sacrificar tudo para alcançar um outro mundo; estranhos fenômenos acontecendo em uma cidade no interior do Pará; uma idosa solitária que ouve um choro no andar de baixo de sua casa; duas irmãs que se odeiam, mas que se unem para sobreviverem a um sequestro. Situações angustiantes, escolhas perturbadoras e retratos da psique humana fazem parte desta coletânea de terror.
O livro contém cinco contos de um terror psicológico que
deixa o leitor envolvido e constantemente preocupado com os personagens. É
interessante como a tensão permeia em cada página. Começamos tão bem e
terminamos assim:
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Tedoidé! |
No conto “Pestilência” conhecemos uma mãe e um filho
pequeno. Eles moram no interior e em uma noite a criança reclama que tem um
bicho no quarto. A mãe, claro, vai procurar e nada encontra mas ainda sim leva
o menino para dormir com ela. Nas noites seguintes, o mesmo choro por um bicho
que ela não encontra de jeito nenhum.
Talvez seja manha de criança, né. Normal. Portanto, ela decide ser firme e
deixa o pequeno em seu quarto para dormir sozinho em uma noite. Ela adormece
ainda ouvindo o choro alto da criança. O menino acorda diferente, quieto,
soturno e claramente alguma coisa mudou. Mas o que a espera é inacreditável.
Esse primeiro conto do livro, em específico, costuma deixar os leitores bem chateados mas é um inicial condizente com o que nos aguarda no decorrer das histórias.
Os outros contos, que se chamam “Sacríficos”, “Ermo”, “O choro” e “Por trás das paredes” , também são de uma aflição que só lendo para compreender.
Esse primeiro conto do livro, em específico, costuma deixar os leitores bem chateados mas é um inicial condizente com o que nos aguarda no decorrer das histórias.
Os outros contos, que se chamam “Sacríficos”, “Ermo”, “O choro” e “Por trás das paredes” , também são de uma aflição que só lendo para compreender.
O autor pegou muitas referências das nossas próprias lendas do norte e as
desenvolveu com um toque pessoal de crueldade. O terror contido nas páginas de “Agonia”
não é aquele que nos faz gritar de susto, mas aquele sutil que nos deixa
reflexivos e nos faz adiar aquela ida ao banheiro na madrugada, sabe.
Igor Quadros é um autor jovem com um talento inegável para contações de histórias. Sua narrativa é fácil e nos prende logo de cara com personagens palpáveis que poderia ser vocês ou eu.
Igor Quadros é um autor jovem com um talento inegável para contações de histórias. Sua narrativa é fácil e nos prende logo de cara com personagens palpáveis que poderia ser vocês ou eu.
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Deuzulivre e guarde |
A produção dos exemplares físicos de “Agonia” foi toda independente e teve o
acompanhamento direto do autor. O livro também está disponível em e-book na Amazon com um
preço bem módico.
Vocês podem conhecer esse e outros trabalhos de Igor Quadros em sua página no facebook.
Confiram essa trevosidade e bons pesadelos!
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Leiam! |
Por Fernanda Karen
[Listopia] - Mangás de Terror
25 de outubro de 2017
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Fragmentos de Horror: saiu recentemente no Brasil pela Darkside |
O Horror Japonês é considerado um gênero de terror a parte no cinemas por causa da forma diferente como lida com coisas assustadoras e/ou bizarras. Nos quadrinhos não é muito diferente. Até existem HQ's clássicas ocidentais que envolvem o gênero do terror como Hellboy, The Walking Dead, Cripta do terror e outros, mas poucas coisas são tão psicológicas e perturbadoras quanto alguns mangás. Vai aí então uma lista com alguns mangás de terror que foram lançados no Brasil e valem muito a pena ser conhecidos:
1 - Fragmentos de Horror - Junji Ito
Um dos primeiros quadrinhos lançados pelo selo de Graphic Novels da Darkside, Fragmentos de Horror trás um clássico autor do gênero: Junji Ito. O Mangaka é conhecido por misturar o terror psicológico, com gore, grotesco, bizarro e, as vezes, o escatológico. São nove contos de horror passados no Japão e que conseguem chocar quem não está lá muito acostumado a esse tipo de leitura. A arte bem detalhada de Junji, garante horror extra.
H. P. Lovecraft é, sem dúvida, um dos autores de terror mais cultuados e um gênio. Os mitos do Cthulhu são uma das obras de terror mais referenciadas por outros autores (ontem mesmo eu resenhei uma adaptação em HQ brasileira). Eis que o Mangaka Gou Tanabe propôs uma releitura de alguns contos do autor e criou o mangá O Cão de Caça e outras histórias. Lançado no Brasil pela editora JBC, a edição reúne três histórias relacionadas ao universo de Lovercraft adaptadas em quadrinhos. A arte é muito boa e alguns trechos são perturbadores.
3 - Nijigahara Holograh - Inio Asano
É até meio complicado falar desse mangá aqui. Resumir a trama sem dar spoilers é praticamente impossível, mas dá para destacar que esse é diferente dos outros. O terror aqui mistura um pouco de coisas bizarras com um toque de conto de fadas e o horror completamente humano e real. O mangá foi lançado no Brasil também pela editora JBC e vale um destaque para a genialidade da trama. O roteiro não é linear e é narrado em vários fragmentos. A medida que a leitura avança, você pensa não estar entendendo nada, mas no final, tudo fará sentido.
4 - Hideout - Masasumi Kakizaki
Lançado no Brasil pela Panini, Hideout trás uma história altamente psicológica e, não sei se era a intenção do autor, mas me lembrou muito os toques que o Stephen King dá nas suas obras. O mangá narra a história de um autor que após muito sucesso, encontra-se quebrado e fracassado. Encaminhando-se para a loucura, ele resolve viajar com a esposa para uma ilha paradisíaca, mas nem tudo é o que parece. A genialidade está na mistura do terror psicológico, com monstros, mas sempre deixando aquela dúvida sobre se o que está sendo narrado é real ou uma alucinação de um personagem.
Esse aqui eu não consegui ir muito longe. Primeiro, os mangás anteriores são todos one shot. Esse aqui é uma série de 10 edições (saiu no Brasil pela JBC). Segundo, eu realmente não sou a pessoa mais forte do mundo e não vou negar que o conceito desse mangá realmente me agrediu. A ideia aqui é que ocorreu um ataque alienígena (os aliens são parecidos com vermes) e várias pessoas acabaram sendo parasitadas por eles. O conceito é que eles entram nos corpos humanos pelo nariz ou orelhas e passam a controlar os cérebros. O personagem principal da trama quase passou pelo processo, mas seu parasita ficou limitado apenas à sua mão e ambos passam a viver um relação um tanto simbiótica. Ao longo da trama outros parasitas surgem e tentam matá-los por não gostar da relação. Esse aqui nem é o mais bizarro da lista, mas esse conceito do corpo sendo alterado bizarramente, pra mim é bem difícil de processar.
Ufa... Aqui tem terror para todos os gostos, é só escolher um. E aí? Curtiram a lista? Gostariam de indicar algum mangás que não foi listado? Até a próxima!
Por Victor Rogério
Eu Li: O Despertar do Cthulhu em Quadrinhos
24 de outubro de 2017
Título:O Despertar do Cthulhu em QuadrinhosOrganizador:
Raphael Fernandes
Ilustradores/Roteiristas:VáriosEditora
Draco
Adicione ao SkoobA cultuada obra de H. P. Lovecraft é a principal inspiração dessa coletânea com oito HQs que transportarão a imaginação para o lado mais obscuro da mente humana, um horror cósmico em preto, branco e verde.
O desespero é verde
São 168 páginas desesperadoras onde criaturas tão antigas quanto o universo são capazes de corromper a alma humana apenas com sua presença. Onde a doença, a loucura e a perversão são pano de fundo para histórias que vão testar os limites de sua sanidade.
A organização do álbum envolveu Raphael Fernandes, que maculou a alma do time de quadrinistas formado por Dudu Torres, Antonio Tadeu, LuCas Chewie, Airton Marinho, Fabrício Bohrer, Caiuã Araújo, Marcio de Castro, Lucas Pereira, Samuel Bono, Jun Sugiyama, Daniel Bretas, Hilton P. Rocha, Bárbara Garcia e Elias Aquino. Todos perdidos em uma enigmática capa de João Pirolla.
O despertar de Cthulhu em Quadrinhos é o horror que não pode ser pronunciado, perca-se em imagens e histórias que não deveriam ter sido concebidas. Agora não há mais volta para os envolvidos pelos tentáculos do desespero, é hora de acordar para uma realidade decadente e tingida em apenas duas cores.
A editora Draco de tempos em tempos lança coletâneas de contos ou de quadrinhos. Vários livros de contos deles estão disponíveis a venda (todos bem interessantes). O Despertar do Cthulhu foi a segunda coletânea de uma série de quadrinhos lançada seguindo uma linha de terror. A primeira delas foi inspirada em O Rei de Amarelo e a terceira está para sair e é intitulada Demônios da Goetia. A ideia das três foi reunir HQ's inspiradas em obras de terror, roterizadas e ilustradas por artistas nacionais e deixar você perturbado. Cada uma delas também segue uma cor específica: O Rei de Amarelo em tons de amarelo, O Despertar do Cthulhu em tons de verde e Demônios da Goetia em tons de vermelho. A cor aliás é um ponto de destaque da arte dos desenhos: sempre em tons de cinza com os detalhes em verde revelando ou dando destaque a algo.
O Despertar do Cthulhu reúne oito histórias, todas com exatas vinte páginas e todas insanas. Mais interessante é que, quando se pensa nos mitos do Cthulhu, sempre se vem à cabeça um terror mais psicológico. Nessa HQ, o psicológico é bem presente, mas vem acompanhado de perto de várias outras inspirações, principalmente do gore e do visceral.
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Tudo isso misturado a oito roteiros muito interessantes e todos passados em cenários que lembram muito a realidade brasileira: desde uma cidadezinha de interior sendo perturbada por uma moléstia até uma religião muito misteriosa que ganha adeptos através de shows de cura pela televisão. É realmente bem diferente ler algo que é claramente inspirado na obra de H. P. Lovrecraft, mas em um cenário completamente diferente do Norte Americano ou da Inglês.
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Das oito histórias, destaco aqui quatro:
O Salmo do Sangue Antigo: o que você faz após receber a visita e um pedido de um amigo que se suicidou?
Os Tambores de Azathoth: esse é provavelmente o mais leve (ou menos pesado) dos contos. O único com um cenário que não tem aparência de ser brasileiro, conta sobre como a explosão da bomba atômica, o final da Segunda Guerra e um monstro bizarro estão interligados.
Macio: o final que me deixou mais chocado (HQ da imagem acima). Uma cidade está tendo problema com uma moléstia. O final (que é quando você entende o título) é muito insano.
O Caso da Truta Salmonada: o mais "What the hell?!" de todos. Depois de ler, tenho certeza que você vai pensar duas vezes antes de pedir um polvo no almoço.
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Enfim, O Despertar do Cthulhu é uma das melhores HQ's de terror da atualidade e é espetacular saber que temos um produto nacional com tanto qualidade.
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Ah, quer ganhar uma edição? Não percam a promoção que tá rolando no nosso facebook:
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E tem funko!!! |
Por Victor Rogério
Eu li: Pesadelos Infaustos - Breno Torres
5 de setembro de 2017
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Que capa fofa! |
Título:Pesadelos InfaustosAutor: Breno Torres
Editora: Arwen
Ano: 2017
Adicione ao Skoob
Nevoeiros povoam as utopias e cotidianos das infaustas criaturas dos mundos desde as remotas eras. Caminhando no tênue limiar entre pesadelos e triunfos, os peregrinos dos universos, em suas eternas buscas por conquistas e glórias, confrontam os enredos obscuros que Algo ou Alguém – Deus? – tece para cada um de seus passos, deparando-se com as sombras, melancolias e temores inevitavelmente encontrados no caminho. O que de profano, ultrarromântico, caótico e celestial ecoa nas narrativas dos andarilhos dos mundos? Há espaço para a contraditória natureza angélica e demoníaca do ser? Há salvação para os mais miseráveis e condenados errantes das raças?
Descubra através das páginas de Pesadelos Infaustos, a obra de estreia de Breno Torres no mundo do Terror.
Pesadelos Infaustos é o primeiro livro solo do autor Breno Torres e lançamento da editora Arwen. Suas páginas reúnem um antologia de contos de terror e fantasia com diversas criaturas fantásticas, desde as clássicas como bruxas e lobisomens até algumas mais obscuras e menos conhecidas como o Upir e a Érato. São, no total, dez contos, todos envolvendo alguma criatura mística, com um texto altamente poético, inspirado e descritivo, com toques de terror vitoriano e um certo sadismo em algumas cenas mais violentas.
Racionalidade. A assassina mordaz da loucura saudável que é a criatividade na camadas mais profunda de sua essência. Assassina que não só matou os que valorizaram sua loucura, como também o que de gigantesco provinha dela.
O terror aqui é bem diferente do que estamos acostumados com um contemporâneo e visceral do Stephen King ou perturbador como Lovecraft ou ainda o sadomasoquista de Clive Barker (apesar de ter sentido alguns toques desse estilo nos contos). Aqui tudo é bem mais sutil, lembrando o estilo mais clássico. Os personagens inclusive parecem muito inspirados nos clássicos de terror, sem contar as várias menções as obras de Anne Rice, Robert Louis Stevenson, Bram Stoker e outros. Em alguns momentos me senti assistindo Penny Dreadful de novo.
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O Canto do Querubim: o primeiro conto do livro. É bem curtinho e narra as desventuras de um padre tentando resistir as tentações de um demônio. Aliás, é bem complicado você ser padre ou altamente religioso nos contos desse livro.
Aos vales dos condenados: não vou revelar exatamente qual a criatura desse conto, pois o spoiler poderia estragar a experiência. Mas o que eu achei extremamente interessante é que há um trecho inicial que funciona quase como um monólogo e você inicialmente não entende qual a ligação dele com a história, até que se entenda a trama. Quando eu finalmente liguei o pontos, funcionou quase como um plot twist para mim.
Érato, a última: sem dúvida o mais poético de todos. Ele se apresenta quase que inteiramente como um monólogo (o trecho citado acima é desse conto), narrando a tristeza do esquecimento de Érato (uma musa da mitologia grega) e de suas irmãs. É bem interessante analisar o texto detalhadamente para se entender todas as metáforas.
Bolero de sangue: esse foi o que me deixou mais intrigado. Primeiro por apresentar essa figura que eu não conhecia, o Upir (tá, quem assistiu Hemlock Grove sabe do que eu estou falando). Ele é como se fosse um vampiro das lendas ucranianas, mas, diferente do clássico, esse pode andar sob o Sol sem sem queimar (ou brilhar). Nesse conto ele se apresenta como uma figura pansexual, estando a procura de prazer carnal e um servo. Vale muito pela referência a O Médico e o Monstro.
Enfim, Pesadelos Infaustos é um ótimo exemplar de terror clássico e poético. Realmente recomendo para todos.
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E não percam, hoje as 18:00hs, o lançamento do livro na Livraria Fox da Dr. Moraes:
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Por Victor Rogério
Eu Li: Maze Runner: Prova de Fogo - Maze Runner #2 - James Dashner
25 de julho de 2017
Título: Maze Runner: Prova de Fogo
Autor: James Dashner
Editora: V & R
Série: Maze Runner
Adicione ao Skoob
O Labirinto foi só o começo... o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos.
Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo.
Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar.
Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.
Atenção, Maze Runner: Prova de Fogo é o segundo livro de uma série e essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Já resenhamos o primeiro livro AQUI e a Graphic Novel derivada AQUI.
Sabe aquela máxima que diz que o segundo livro de uma série sempre é o mais fraco? Ainda não li o terceiro de Maze Runner, mas por enquanto isso é uma verdade.
O Labirinto ficou para trás. Thomas, Teresa e os demais clareanos sobreviventes conseguiram fugir da experiência do CRUEL e estão num lugar aparentemente seguro, salvos por um grupo misterioso. Entretanto, tudo vira completamente quando seus salvadores aparecem mortos e Teresa some. Em seu lugar surge um outro garoto, Aris, que também possui uma conexão mental com Thomas e informa que existe mais um grupo (esse composto por garotas) que também estava preso num labirinto.
Quando os clareanos estão a beira do desespero, sem recursos e prestes a serem atacados pelos cranks (pessoas descontroladas, contaminadas com a doença conhecida como fulgor), um homem desconhecido surge, os salva, informando que a experiência do CRUEL ainda não acabou e que os sobreviventes tem uma nova missão. Além do lugar onde eles se encontram existe um deserto inóspito que eles devem atravessar e, caso consigam, serão salvos pelo CRUEL. O Homem também informa aos clareanos que por ter entrado em contato com os cranks, todos foram contaminados com aquela doença misteriosa chamada fulgor, mas, caso cumpram com a missão, todos serão curados.
- Vocês podem pensar, ou pode parecer, que estejamos meramente testando a sua capacidade de sobreviver. Superficialmente, o Experimento Labirinto poderia ser erroneamente classificado dessa maneira. Mas eu lhes asseguro… não se trata apenas de sobrevivência e da vontade de viver. Essa é só uma parte deste experimento. O quadro maior é algo que vocês só entenderão no final.
Ok, essa ideia de você escrever um história com um grupo em perigo que é salvo no final do primeiro livro, só para descobrir no início do segundo livro que, na verdade, eles estão em um perigo ainda maior é um clichezasso que, se bem apresentado, ainda dá uma boa história (Em Chamas é isso e é o melhor livro da série Jogos Vorazes). Não é o caso aqui. Prova de Fogo acabou sendo para mim um livro altamente repetitivo e que cai naquele erro de acumular vários mistérios que nunca são solucionados.
Primeiramente, o deserto: aparentemente aqui é o mundo real (não sei porque ainda não li o último livro e pode acabar sendo algo completamente diferente) e está tudo destruído. Em dado momento há um diálogo em que eles discutem que ali seria um parte do México. Houve algum grande cataclismo que levou à destruição de boa parte do mundo (transformado em deserto) e a liberação dessa doença chamada fulgor que leva as pessoas a se transformarem em algo muito próximo de um zumbi. O grande problema da trama é que toda a construção do livro e da viagem pelo deserto, remete a uma repetição dos acontecimento do primeiro livro e dos perigos do labirinto.
Os personagens pouco evoluem e alguns, inclusive, tomam algumas decisões que não fazem o menor sentido. Thomas mantém aqui o papel de líder e permanece mais ou menos como no primeiro livro, mas toda a inteligência que os clareanos tiveram antes para manter um sociedade coesa foi esquecida. Teresa também está um porre: em dado momento eu estava ficando com raiva toda vez que ela aparecia na trama. Fora que o romance entre ela e Thomas (ou melhor, o Thomas sendo feito de trouxa por ela a cada 20 páginas) acaba ficando imensamente raso e cansativo.
Por outro lado, o livro não é de todo ruim. O poder descritivo do autor continua bem presente aqui e trás ótimas cenas de lutas e suspense. Uma coisa que o James Dashner sabe fazer é trazer brutalidade pras cenas que envolvem violência e aqui ele está mais sádico do que nunca pra imaginar as mais diferente formas de matar personagens. Uma coisa que evoluiu bastante do primeiro livro são os diálogos: em Correr ou Morrer vários são extremamente repetitivos e arrastados. Em Prova de Fogo esse aspecto melhorou muito.
No final das contas Prova de Fogo poderia ter sido um ótimo livro se tivesse solucionado pelo menos alguns mistérios e trouxesse alguma evolução para os personagens. Uma pena a resolução toda aparentemente ter ficado tudo para o último livro... Ah, o final me deu uma raiva absurda.
Por Victor Rogério
[Resultado] Promoções Sonata em Punk Rock e Luz: O Deus do horror
25 de janeiro de 2017
Olá pessoal, vamos ao resultado das nossas promoções?
Primeiramente temos a promoção de Luz: o Deus do horror de Andrei Simões que nós resenhamos bem AQUI
Na postagem tivemos cinco comentários participantes da promoção que foram numerados conforme a seguir:
1 - Keila Ionara
2 - Erika Farias
3 - Carla Lobato
4 - Stéphannie Serique
5 - Thyago Santos
Fizemos o sorteio pelo Random e:
E agora a segunda promoção de Sonata em Punk Rock da Babi Dewet, que nós resenhamos AQUI
Esse sorteio foi realizado através do Sorteie.me no facebook. O resultado pode ser conferido AQUI . A ganhadora do livro autografado é Franciele Santos. Assim como na promoção anterior Envie seu contato para o email garotapaidegua@hotmail.com ou entre em contato através do facebook até o próximo sábado as 23:59.
É isso, pessoal. Até a próxima. Não percam as postagens e resenhas porque temos várias promoções muito boas vindo por aí.
Por Victor Rogério
Eu Li: Maze Runner: Prova de Fogo - Graphic Novel Oficial
30 de novembro de 2016
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Título:Maze Runner: Prova de Fogo - Graphic Novel Oficial
Roteiristas:VáriosEditora:
Pixel Media
O mundo pensou que tivesse visto o pior depois que explosões solares atingiram a superfície do planeta e milhões de pessoas foram mortas. Mas o desastre aconteceu novamente na forma de uma doença que devastou rapidamente os sobreviventes. Simplesmente conhecida como O Fulgor, a doença parecia incontrolável, até que uma cura foi descoberta. Mas ela veio a um alto preço ao preço de vidas humanas , e agora Thomas, Teresa, Newt, Minho e os demais sobreviventes do programa Labirinto vão descobrir em breve que, embora tenham escapado do labirinto, eles podem ter entrado em uma experiência ainda mais aterrorizante e que jamais poderiam ter imaginado. Diretamente do mundo de The Maze Runner, esta antologia com cinco histórias curtas revelam a história oculta dos personagens do segundo filme da série. Explore como surgiu a aterrorizante organização CRUEL (Catástrofe e Ruína Universal: Experimento Letal), e como o primeiro labirinto foi projetado. Descubra o que é preciso para sobreviver em um mundo pós-Fulgor, contra os violentos Cranks que começaram a dominar o mundo. E, finalmente, descubra que a Clareira pode não ter sido o único Labirinto que CRUEL estava controlando.
Como já falei na resenha do primeiro livro da série (que você pode ler aqui) Maze Runner é uma série meio complicada de classificar como sendo de um gênero ou de outro. Cabe um pouco de distopia, aventura, pós apocalíptico, ação e por aí vai. A série já ganhou duas adaptações para o cinema, ambas muito boas, mas um tanto destoantes do conteúdo do livro. O primeiro filme tem um roteiro bem simplificado, se comparado ao que acontece no primeiro livro e o segundo filme apenas se inspira de uma forma bem leve no segundo livro. Eis que, foi lançada um graphic novel que funciona tanto como prelúdio, quanto como epílogo para os dois filmes. Maze Runner: Prova de Fogo - Graphic Novel Oficial apresenta cinco contos curtos que se passam em partes variadas da linha do tempo da história do filme. Mas, pensando bem alguns contos funcionam até muito bem como expensões do universo do livros.
O primeiro conto é se chama "Correr Sozinho" se passa ainda quando os garotos ainda estão na clareira. Aparentemente Thomas ainda não apareceu e Minho está treinando um novo corredor para auxiliá-lo nas buscas através do labirinto.
Esse é um dos contos que cabem tanto no universo dos livros, quanto no dos filmes.
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O design dos personagens é inspirado nos rosto do atores dos filmes |
O segundo conto se chama "Meu amigo George" e traz uma monólogo de Alby (o líder dos clareanos e o primeiro dos garotos a ser enviado à clareira) falando um pouco sobre o segundo garoto que foi enviado para lá. Esse conto também se encaixa na cronologia dos livros.
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A arte trás bastante da ideia de como deve ter sido difícil para Alby permanecer só na clareira, até que enviassem mais um garoto |
"O verdadeiro labirinto" traz alguns personagens que ainda não tínhamos visto que são referentes à clareira onde Aris (personagem do segundo livro/filme) estava preso.
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Ao invés dos Verdugos, são os Icers quem aterrorizam os clareanos desse outro labirinto |
O conto "Braço Direito" apresenta uma pouco sobre o deserto (retratado no segundo filme) e mostra como Brenda e Jorge (personagens de Prova de Fogo) se encontram pela primeira vez.
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O último conto é o maior de todos. "Mundo Cruel" mostra pela primeira vez o que exatamente aconteceu antes dos acontecimentos do labirinto, porque o mundo está do jeito como aparece em Prova de Fogo e o que exatamente é o CRUEL (da trama dos filmes).
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Definitivamente o que aconteceu não deve ter sido muito legal... |
Esse foi o conto que eu mais gostei da Graphic novel: dá pra finalmente ter uma ideia do que exatamente motiva a Ava Paige (porta voz do CRUEL). Pena que esse conto não faça muito sentido em relação a trama dos livros: como não terminei de ler ainda, não sei exatamente o que é o CRUEL na trama de lá.
Enfim, é uma Graphic Novel muito boa, tem ótimas artes e serve pra se situar melhor no universo de Maze Runner dos filmes. Recomendo para todos.
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Por Victor Rogério
Eu Li: Maze Runner: Correr ou Morrer - Maze Runner #1 - James Dashner
23 de novembro de 2016
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A única editora que percebeu que nós não queremos capas filmes nos livros. |
Título: Maze Runner: Correr ou Morrer
Autor: James Dashner
Editora: V & R
Série: Maze Runner
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Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.
Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.
Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito.
Maze Runner: Correr ou Morrer é um livro de 2009 (chegou no Brasil em 2012) que veio na onda das distopias (apesar de não ser exatamente desse gênero). O livro fez bastante sucesso e ganhou até uma adaptação para os cinemas (legalzinha) em 2014. É meio difícil classificar exatamente em que gênero o livro é classificado. Há um "q" de distopia, misturado com um pouco de terror e aventura.
A primeira cena começa exatamente com o personagem principal, Thomas, subindo por um elevador para a algum lugar. Ele não se lembra de quem é, de onde veio, o que está fazendo ali e muito menos sabe para onde está sendo levado. Quando o transporte chega ao topo, ele descobre estar na Clareira: um lugar totalmente aberto, cercado por muros gigantescos e habitado por vários garotos de idades variadas. Aos poucos Thomas vai descobrindo como exatamente funciona aquela sociedade: cada garoto tem sua função, todos trabalham em conjunto para sua sobrevivência e nenhum deles tem memória de seu passado antes da Clareira. O que eles sabem é que todo mês um novo garoto é enviado através do elevador, junto de vários suprimentos. Além disso, que os muros gigantes que se estendem por toda área possuem algumas portas de pedra que são abertas todas as manhãs. Além delas há um gigantesco labirinto, aparentemente indecifrável e cheio de criaturas monstruosas que os garotos conhecem como verdugos.
Desde o início, Thomas tem a sensação de que é diferente dos outros garotos e, aparentemente, sua chegada ali causou uma grande mudança na rotina deles. Os clareanos, inclusive, começam a estranhar toda a curiosidade de Thomas sobre os mistérios do labirinto e dos verdugos, coisa que não é muito normal para um novato. As mudanças aumentam ainda mais quando, logo no dia seguinte, chega uma nova pessoa na Clareira: uma garota. E ela traz uma mensagem: "Tudo vai mudar". A partir daí é bem difícil prever exatamente o que acontecerá a seguir e inúmeras reviravoltas vão acontecer.
O que pra mim foi mais interessante em Maze Runner é a capacidade de James Dashner em criar um texto extremamente imersivo. Você lê e tem a sensação de estar nas cenas descritas, sentindo todo o pavor e tensão possíveis. A descrição das cenas, dos personagens e, principalmente, dos verdugos é bem detalhadas e completa. O livro é bem denso: tem quase 430 páginas, mas tem tantos acontecimentos, que é bem difícil para de ler.
Todos os personagens são interessantes de alguma forma. Thomas é o personagem principal, sem dúvidas, e acaba recebendo mais atenção do narrador, mas, a dinâmica dele com a garota que surge na clareira, Teresa, é bem interessante. Outros personagens secundários como Alby (o líder dos garotos da Clareira), Newt (segundo em comando), Gally (não gosta do Thomas desde o início e funciona mais ou menos como um "vilão"), Chuck (um dos poucos clareanos que simpatiza com Thomas logo no início) e Minho (um dos corredores responsáveis por tentar decifrar o labirinto) são muito bem descritos e tem personalidades aprofundadas. Todas as ações tomadas pelos personagens são bem resolvidas e fazem bastante sentido.
Fora isso, algumas coisas me incomodarem na trama. Primeiro foi excesso de organização da sociedade da clareira. Achei realmente demais para um monte de garotos o nível de hierarquia que eles possuíam. Quando li a sinopse de Maze Runner imaginei algo caos total quase no nível de Gone (resenha aqui). Mas o que ocorre mesmo é algo até bastante distópico. Há até uma tentativa de explicação no final, mas ela não me convenceu. O outro problema são alguma cenas que ocorrem mais para o meio e final da trama que acabaram sendo abstratas demais para mim e meio confusas de entender. O final é si é um pouquinho confuso e só fui entender melhor quando comecei a ler o segundo livro, Prova de Fogo.
Mas, no final, a experiência de ler Maze Runner é extremamente positiva. O livro é realmente muito bom e recomendo a todos.
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Aguardem, em breve vou resenhar os outros livros da série.
Por Victor Rogério
Nerdice Pai D'égua #15 - Livros de terror/horror para ler no Halloween
28 de outubro de 2016
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Quanto mais trevoso, melhor! |
E aí, pessoal. Tudo bem? Ansiosos pelo Halloween? Nesse novo e trevoso episódio de Nerdice Pai D'égua vamos fazer algumas indicações de livros para dar aquela sobrecarregada nas entidades das trevas e trazer o terror para esse mundo. (Sério, tem uns livros aí que são traumatizantes...) Vamos lá:
1 - Os Três e O Quarto dia - Sarah Lotz
Os dois livros de Sarah Lotz se passam no mesmo universo. Os Três acontece alguns anos antes (em 2012): no mesmo dia 4 aviões caem, praticamente na mesma hora e em pontos distintos do globo. Três crianças sobreviveram milagrosamente a essa tragédia e uma das vítimas conseguiu deixar uma mensagem enigmática por telefone, antes da queda. O livro se desenvolve com um texto que lembra muito uma Creepypasta: vários relatos de pessoas distintas vão sendo expostos tentando chegar a uma conclusão se algo sobrenatural está acontecendo ou não, em meio a várias teorias da conspiração e anúncios do apocalipse. O segundo livro, O Quarto Dia, se passa alguns anos depois na virada do ano de 2016 para 2017. Um cruzeiro desapareceu sem deixar rastros e reapareceu alguns dias depois completamente abandonado. São encontrados apenas dois corpos e todos os outros tripulantes simplesmente sumiram. O livro vai contando através da visão de 7 personagens diferentes o que ocorreu nesse navio, após o Quarto dia de viagem quando, aparentemente, tudo começa a dar errado. Os dois livros tem ligações bem sutis e tem que prestar bastante atenção para pegá-las. Ambos são um tanto claustrofóbicos (principalmente o segundo) e não focam exatamente em assustar o leitor. Mas, cada vez que você compreende uma ligação entre os personagens ou entre os livros, dá pra sentir um arrepio na espinha. Mais bizarro ainda é a imersividade das duas tramas: você acredita que todos aqueles personagens existem e passa até a sofrer com eles. As resenhas de ambos podem ser conferidas Aqui (Os Três) e Aqui (O quarto dia).
2 - Alien - Alan Dean Foster
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Alien é um clássico de terror do cinema do mestre Ridley Scott. A novelização escrita por Alan Dean Foster não fica atrás. Os 7 tripulantes da nave Nostromo estão viajando pelo espaço em sono criogênico, quando são despertados antes da hora para atenderem um pedido de socorro. A viagem ao planeta e o retorno à nave, aparentemente tranquilos, trazem uma surpresa inesperada: um oitavo passageiro oculto e que pode estar em qualquer lugar (inclusive dentro de você). Agora, como enfrentar essa criatura desconhecida dentro num espaço tão confinado como uma nave espacial?
Outro livro extremamente claustrofóbico: a Nostromo é praticamente uma prisão e o 7 passageiros são apenas as iscas para o Alien. O livro cumpre em ser bem imersivo e faz você mergulhar na ideia de ser perseguido por uma besta desconhecida dentro de um espaço limitado de onde não há saídas.
3 - Tubarão - Peter Benchley

4 - Misery: Louca Obsessão

Paul Sheldon é um autor de sucesso que acabou de finalizar seu novo livro. Ao sair para dirigir um tanto bêbado, acaba se envolvendo num acidente e é resgatado por Annie Wilkes, uma enfermeira psicótica que é sua fã nº1. Ensandecida pelo fato de Paul ter matado sua personagem preferida, Misery, Annie obriga o autor a escrever um novo livro e, cada vez que ele se rebelar, um castigo terrível o aguarda.
Esse livro é extremamente pesado. Paul Sheldon passa maus bocados nas mãos de Annie e não há como tentar prever como o livro terminará. Stephen King mostrar muito bem como ele é o mestre, inserindo o terror nas menores sutilezas da trama. Um exemplo: Annie detesta palavrões e fala isso ao longo do livro inteiro. Quando ela profere um pela primeira vez você entende o quanto a situação está tensa. Já fizemos um Na tela comparando o livro ao filme. Você pode ler Aqui
5 - Série Gone - Michael Grant

A trama se passa na cidade de Praia Perdida. Num dia, de repente, todos os adultos desaparecerem do nada. Surge uma cúpula em volta da cidade que impede qualquer pessoa de sair dali. Todas as crianças passam a ter que sobreviver sozinhas sem ajuda de pais ou parentes. Além disso, algumas começam a desenvolver poderes estranhos. Alguns animais também.
Eu sofri muito lendo essa série. Ao longo dos seis livros os personagens mudam brutalmente e muita gente morre das formas mais loucas, trágicas, dolorosas e asquerosas possíveis. E o pior de tudo: todos os personagens são crianças e adolescentes.
Você pode conferir resenhas mais detalhadas de cada livro nos links a seguir:
O último livro (Luz) ainda não saiu no Brasil.
Espero que tenham curtido todas as dicas. Até a próxima!
Por Victor Rogério
Pai D'égua
É uma expressão comumente utilizada no Pará no sentido de qualidade positiva; Interjeição de admiração. Alguns sinônimos são: Bom, ótimo, fantástico, excelente.