quarta-feira, julho 27, 2016

Na tela #14: Misery - Louca Obsessão

E lá vamos nós falar um pouco sobre Stephen King, esse senhor que consegue lançar um milhão de livros por ano e deve ser o autor com a maior quantidade de livros adaptados no cinema...
Título:Misery - Louca ObessãoAutor:Stephen KingEditora:Suma das Letras
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Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.


O Livro

Misery foi o melhor livro que eu li em 2015 e o primeiro que eu li do Stephen King. Já adiantando um pouco do meu review final, foi um ótimo começo. O livro traz um tipo de terror psicológico que eu ainda não tinha visto em narrativas. A sensação de angústia que você sente ao estar nos pensamente de Paul Sheldon é absurda e não existe uma gota do sobrenatural, comum de muitos livros de Stephen King.

Mas eu to me adiantando um pouco. Vamos falar sobre a trama: Paul Sheldon é um autor de sucesso que acabou de finalizar seu novo manuscrito. Entretanto, após sair para dirigir no meio de uma nevasca (e meio bêbado) acaba se acidentando gravemente e sendo resgatado por uma enfermeira que o leva para sua casa e cuida de seus ferimentos. O grande problema é que ela é Annie Wilkes, sua psicótica, perturbada e aterrorizante fã número 1. No início, ela parece normal (apesar de ter súbitas mudanças de humor): cuida dos ferimentos de Paul, o alimenta e fala até sobre levá-lo a um hospital, quando a nevasca passar. 

Tudo se complica quando Annie consegue comprar o novo livro do autor, onde sua personagem favorita, Misery) morre. A enfermeira enlouquece completamente e o terror começa. Logo, a estadia de Paul Sheldon passa a ser um cárcere: Annie o deixa preso num quarto, faz ele tomar (e se viciar) num remédio para dor e coisas terríveis acontecem quando ele se rebela. Agora, ele terá que escrever um novo livro onde Misery deverá ressuscitar de uma forma que Annie aprove.

A bizarra, mas totalmente plausível premissa da situação é um dos pontos altos do livro. Afinal, o que mais existe por aí são história de fãs malucos. Mais ainda, Stephen King já falou que tem medo de seus fãs. Acompanharmos tudo do ponto de vista de Paul é outro ponto positivo. O texto faz você mergulhar na angústia do autor e faz sentir a opressão do ambiente todas as vezes que Annie aparece ou muda de humor. As vezes você fica tenso com apenas um palavra da enfermeira.

O livro se constrói para um cena específica um pouco antes do final e à medida que se vai finalizando o texto, a angústia só aumenta. Paul fica cada vez mais amedrontado com Annie (afinal nunca dá para saber do que ela será capaz de fazer) e em nenhum momento dá para ter certeza do que acontecerá com ambos os personagens. O final em si é muito bom e ainda deixa um pouco do terror no ar.

Por isso, assim que eu terminei de ler, não podia dar outra nota ao livro senão:

O Filme

De 1990 (sim, o filme é mais velho que eu) Louca Obssessão é estrelado por James Caan (lembra do Sonny Corleone?) e Kathy Bates nos papéis de Paul Sheldon e Annie Wilkes. A premissa da trama é a mesma do livro e, em termos de adaptação, foi muito bem feito. Boa parte das principais cenas do livro, está presente no filme e Kathy Bates soube dar o tom de bizarro de Annie na sua interpretação. 

Já pensou acordar e dar de cara com essa mulher?

A Annie Wilkes é de longe a melhor parte desse filme. Boa parte do terror que ela é no livro, foi muito bem representado no filme, com requintes de crueldade. Tem cenas em que dá pra ter realmente medo das varas que Kathy faz.

Estava procurando por isso?
Entretanto o que pra mim acabou sendo um ponto negativo foram as alterações de trama do livro: as cenas mais violentas e agressivas não estão no filme e isso corta um pouco do que o terror psicológico deveria ser. O ambiente tenso e angustiante praticamente não aparece e, apesar do Paul Sheldon do filme também sofrer bastante, não chega nem perto do que aconteceu no livro.

Mesmo assim, algumas substituições acabaram sendo até interessantes: no livro há um trecho em específico (calma, sem spoilers) em que Annie faz uso de um cutelo para ameaçar Paul. No filme essa cena existe, mas o objeto em questão é uma marreta (que ilustra o poster) e o resultado acabou sendo tão chocante quanto (ou mais). Mas isso é uma excessão.   

Imagem meramente ilustrativa do Paul se dando mal
Ou pronto negativo é a interpretação do James Caan. Muito do terror do livro que falta no filme está nas cenas do Paul Sheldon lidando com Annie e demonstrando seu medo e raiva por ela. As cenas mais angustiantes são justamente quando o autor está aterrorizado com a enfermeira e simplesmente não pode reagir. Além disso, no livro, Paul, tem os piores sentimento possíveis por Annie, mas, ao mesmo tempo, sente que sem ela, nunca estaria escrevendo um livro tão bom quanto essa ressurreição de Misery. Esse sentimento dúbio é genial, mas nada disso está no filme.

Mesmo assim, com sua 1h. e 40 minutos vale uma conferida (tem no netflix). Minha nota final para ele foi:


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