quarta-feira, julho 27, 2016

Na tela #14: Misery - Louca Obsessão

E lá vamos nós falar um pouco sobre Stephen King, esse senhor que consegue lançar um milhão de livros por ano e deve ser o autor com a maior quantidade de livros adaptados no cinema...
Título:Misery - Louca ObessãoAutor:Stephen KingEditora:Suma das Letras
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Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.


O Livro

Misery foi o melhor livro que eu li em 2015 e o primeiro que eu li do Stephen King. Já adiantando um pouco do meu review final, foi um ótimo começo. O livro traz um tipo de terror psicológico que eu ainda não tinha visto em narrativas. A sensação de angústia que você sente ao estar nos pensamente de Paul Sheldon é absurda e não existe uma gota do sobrenatural, comum de muitos livros de Stephen King.

Mas eu to me adiantando um pouco. Vamos falar sobre a trama: Paul Sheldon é um autor de sucesso que acabou de finalizar seu novo manuscrito. Entretanto, após sair para dirigir no meio de uma nevasca (e meio bêbado) acaba se acidentando gravemente e sendo resgatado por uma enfermeira que o leva para sua casa e cuida de seus ferimentos. O grande problema é que ela é Annie Wilkes, sua psicótica, perturbada e aterrorizante fã número 1. No início, ela parece normal (apesar de ter súbitas mudanças de humor): cuida dos ferimentos de Paul, o alimenta e fala até sobre levá-lo a um hospital, quando a nevasca passar. 

Tudo se complica quando Annie consegue comprar o novo livro do autor, onde sua personagem favorita, Misery) morre. A enfermeira enlouquece completamente e o terror começa. Logo, a estadia de Paul Sheldon passa a ser um cárcere: Annie o deixa preso num quarto, faz ele tomar (e se viciar) num remédio para dor e coisas terríveis acontecem quando ele se rebela. Agora, ele terá que escrever um novo livro onde Misery deverá ressuscitar de uma forma que Annie aprove.

A bizarra, mas totalmente plausível premissa da situação é um dos pontos altos do livro. Afinal, o que mais existe por aí são história de fãs malucos. Mais ainda, Stephen King já falou que tem medo de seus fãs. Acompanharmos tudo do ponto de vista de Paul é outro ponto positivo. O texto faz você mergulhar na angústia do autor e faz sentir a opressão do ambiente todas as vezes que Annie aparece ou muda de humor. As vezes você fica tenso com apenas um palavra da enfermeira.

O livro se constrói para um cena específica um pouco antes do final e à medida que se vai finalizando o texto, a angústia só aumenta. Paul fica cada vez mais amedrontado com Annie (afinal nunca dá para saber do que ela será capaz de fazer) e em nenhum momento dá para ter certeza do que acontecerá com ambos os personagens. O final em si é muito bom e ainda deixa um pouco do terror no ar.

Por isso, assim que eu terminei de ler, não podia dar outra nota ao livro senão:

O Filme

De 1990 (sim, o filme é mais velho que eu) Louca Obssessão é estrelado por James Caan (lembra do Sonny Corleone?) e Kathy Bates nos papéis de Paul Sheldon e Annie Wilkes. A premissa da trama é a mesma do livro e, em termos de adaptação, foi muito bem feito. Boa parte das principais cenas do livro, está presente no filme e Kathy Bates soube dar o tom de bizarro de Annie na sua interpretação. 

Já pensou acordar e dar de cara com essa mulher?

A Annie Wilkes é de longe a melhor parte desse filme. Boa parte do terror que ela é no livro, foi muito bem representado no filme, com requintes de crueldade. Tem cenas em que dá pra ter realmente medo das varas que Kathy faz.

Estava procurando por isso?
Entretanto o que pra mim acabou sendo um ponto negativo foram as alterações de trama do livro: as cenas mais violentas e agressivas não estão no filme e isso corta um pouco do que o terror psicológico deveria ser. O ambiente tenso e angustiante praticamente não aparece e, apesar do Paul Sheldon do filme também sofrer bastante, não chega nem perto do que aconteceu no livro.

Mesmo assim, algumas substituições acabaram sendo até interessantes: no livro há um trecho em específico (calma, sem spoilers) em que Annie faz uso de um cutelo para ameaçar Paul. No filme essa cena existe, mas o objeto em questão é uma marreta (que ilustra o poster) e o resultado acabou sendo tão chocante quanto (ou mais). Mas isso é uma excessão.   

Imagem meramente ilustrativa do Paul se dando mal
Ou pronto negativo é a interpretação do James Caan. Muito do terror do livro que falta no filme está nas cenas do Paul Sheldon lidando com Annie e demonstrando seu medo e raiva por ela. As cenas mais angustiantes são justamente quando o autor está aterrorizado com a enfermeira e simplesmente não pode reagir. Além disso, no livro, Paul, tem os piores sentimento possíveis por Annie, mas, ao mesmo tempo, sente que sem ela, nunca estaria escrevendo um livro tão bom quanto essa ressurreição de Misery. Esse sentimento dúbio é genial, mas nada disso está no filme.

Mesmo assim, com sua 1h. e 40 minutos vale uma conferida (tem no netflix). Minha nota final para ele foi:


terça-feira, julho 26, 2016

Eu Li: Sedução da Seda - Loretta Chase

Título:
Sedução da Seda
Autora:
Loretta Chase
Editora:
Arqueiro
Série:
As modistas #1

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Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.

Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna.
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.

Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.
Oi gente...como estamos? Vamos de romances de época?

Para quem gosta de romances de época, mas não curte muito séries longas, já começo a resenha te convidando a conhecer essa autora. Ela tem uma forma bem única de escrita, e no universo dos livros dela, pelo menos os que li até agora, tudo pode acontecer! Uma das coisas que percebo ao ler Loretta Chase, é que você sente o impacto das diferenças na escrita que a autora demostra nos seus livros, por exemplo as mocinhas dela, não são nada ingênuas e bobas, geralmente elas são femme fatales.

Para ser franca, o primeiro livro dessa nova série é muito bom, bom mesmo! Mas, o casal principal é deverás louquinho, e não fez meu coração palpitar descompassadamente...eu ri muito...adorei a história tórrida da família de Marcelline, e o gênio das 3 irmãs é impagável! Totalmente um livro cativante, mas a química entre o Duque e Marcelline...faltou uma pitadinha de pimenta, ou um mega ponta pé para emplacar!

No prólogo do livro você já vai sentir o drama da família delas, e que drama #OHMYGOSH. Os pais delas tem um relacionamento nada comum para a época, e por isso você vai acabar descobrindo porque as 3 irmãs são tão diferentes uma da outra, e não quero dizer só no gênio não. Sophia é uma loira deslumbrante que adora escrever para o jornal, é uma ótima espiã e consegue vender gelo para esquimó. Loire, é uma intrépida ruiva, vocês sabem a fama que as ruivas tem, que ama números e é ótima para tirar a família delas de confusões.

E temos nossa femme fatale maior, Marcelline, Senhora Noirot.  Sim, meus queridos, Marcelline já não é mais uma debutante...ela ainda deve ter menos que 30 anos, mas para a época já era uma idade alta para as mulheres permanecerem solteiras. E ela tem uma filha que mais parece uma boneca linda, chamada Clara, que apesar de ter 6 anos é muitissimo inteligente. E a inteligência dessa criança adorável vai colocar toda a família dela em muitas histórias loucas. 

Juntas as três irmãs criam a Clara/Errol, e administram a melhor loja de vestidos da cidade. Elas são costureiras excelentes, e tem os mais belos vestidos, mas não as mais famosas clientes. A ambição delas é desbancar de uma vez a loja que tenta ser adversária delas, chamada carinhosamente por elas de Trapos. E o plano delas é ambicioso (demais até) e com um alto risco de fracasso. Elas querem vestir a nova/futura duquesa de Clevedon. Pois só assim, usando Clara Fairfax como modelo de elegância e beleza ala Maison Noirot elas vão conseguir trazer todas as Ladys para se tornarem clientes fieis. 

Então Marcelline embarca para a França para tentar convencer o Duque de Clevedon a permitir que ela e suas irmãs passem a vestir a sua futura noiva, pois elas acharam mais fácil convencer ele do que a mãe de Lady Clara Fairfax. Só que no joguinho de Marcelline o que ela menos esperava é que Gervase, duque de Clevedon fosse um Deus Grego de cachos negros e olhos verdes ardentes. Aí você já imagina o que acontece, né? O feitiço vira contra a feiticeira. Marcelline se vê como alvo de uma perseguição. Ela totalmente cativa o Duque, não apenas por ela ser uma beleza de cachos negros como a noite, mas pelo gênio forte dela, por ser uma mulher decidida.

Então começa de fato nossa história onde Marcelline tenta a todo custo colocar algum juízo na cabeça de Gervase, sobre moda, sobre como o mundo burguês dela funciona e como ele pode de fato conquistar Lady Clara, desde que ele permita que ela e as irmãs dela possam vestir Clara.

Gervase é um jovem lorde que perdeu os pais muito cedo e acabou sendo criado pelo melhor amigo de seu pai, que por acaso é o pai de Clara. Ele há 3 anos foi com Henry (guardem esse nome), irmão de Clara, para uma viagem na França, e não voltou mais para Londres. Ele resolveu viver um pouco longe de tudo para conhecer mais da vida. Em Londres toda a sociedade nobre  já compreendeu que entre ele e Clara há um arranjo antigo, que só precisa de um anúncio formal. Mas aí ele conhece Marcelline...e um mundo novo e as coisas para Gervase já não são tão simples quanto um arranjo antigo.

Essa burguesa dona de uma loja de vestidos sempre desafia Gervase a conhecer um pouco mais do mundo fora dos muros da nobreza, e dessa forma acaba levando Gervase longe...loooooonge até mesmo dos sentimentos que ele tinha por Clara, ou melhor ele acaba descobrindo de fato o que sente por Lady Clara, assim como ela mesma acaba descobrindo o que de fato quer da vida.

Ambos tem muito o que parar para pensar...e se a história te interessou e você quer saber como esse par de teimosos acaba, você vai ter que ler o livro!

Eu fiquei ALUCINADA para ler logo o segundo livro...então Editora Arqueiro já aceito a prova do livro 2!

kkkkk...então fica a dica...e espero que vocês tenham gostado da resenha!


segunda-feira, julho 25, 2016

Eu Li: Problemas à vista - Rachel Gibson

Título:
Problemas à vista
Autora:
Rachel Gibson
Editora:
Pandorga
Série: 
Chinooks Hockey Team #05
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A carreira de atriz de Chelsea Ross foi um fracasso total. O mais próximo que ela conseguiu chegar do estrelato foi sua performance brilhante como Garota bonita morta #1. Porém, deixar Hollywood para se tornar a assistente pessoal de um famoso jogador de hóquei pode ter sido a mudança mais idiota de sua carreira.


Os dias de glória da estrela contundida Mark Bressler chegaram ao fim. O ex-atleta bad boy poderia pelo menos tratar bem o mulherão em tamanho miniatura de cabelos cor-de-rosa que o Seattle Chinooks contratou para ser a sua assistente. Se Chelsea não precisasse do dinheiro, estaria fugindo do maior imbecil do mundo, tão rápido quanto suas pernas conseguissem levá-la.



Chelsea consegue lidar com a atitude malcriada de Mark e seu mau humor. O problema é aquele corpo e bíceps maravilhosos! E quando o bad boy começa a avançar o sinal com ela, Chelsea sabe que é hora de colocá-lo de lado, na zona de punição Se ao menos ela conseguisse resistir ao tipo de problemas que ele tem em mente!

Gente, socorro blogueira em crise. Simplesmente ODEIO quando leio um livro que pertence a uma série de livros, e ele está fora de ordem! Foi o que aconteceu dessa vez. Li o quinto livro pensando que era único.

Quando vou escrever as resenhas, sempre pesquiso um ´´pouquinho`` sobre o livro, para ver se não existe outros livros escritos pela mesma autora inseridos no mesmo universo. E que surpresa eu tive na resenha de hoje, descobri que esse livro é parte de uma série de livros do time de Hockey Chinooks. Aí eu te pergunto: quantos jogadores um time de Hockey tem? 6. E comecei pelo livro 5!

Foi mal gente, precisava desabafar! Vamos a resenha?

Esse livro bem que poderia ser adaptado para um desses filmes românticos de sessão da tarde, que nós tanto amamos ver. Temos aqui um casal que não tem absolutamente nada a ver um com o outro e que acaba dando certo no final, e você fica se perguntando: COMOOOOOO? Ou no mínimo porque essas coisas não acontecem com você?

Um é alto o outro baixo, muito baixo. Um atleta e a outra nem pensar. Um mesmo quando está com roupas bem relaxadas, ele fica lindo e na moda e a outra tem um senso de moda único e excêntrico, digno de um clipe da Lady Gaga. Um tenta ser bom astral, e o outro é a treva. Ok, já deu! O que eles têm em comum, na minha humilde opinião, é que ambos são muito caricatos a seu jeito, e principalmente ambos são estupidamente teimosos.

Desta vez nossa querida irritante mocinha é a Chelsea Ross, uma mulher de vinte e poucos anos, com seus quase 1,55 de altura, e cabelos cor de rosa que tem uma carreira bem peculiar. Ela é uma "Screem Queen"! Sim, uma daquelas garotas lindas que aparecem nos filmes de terror que entram em cena correndo, gritando com pouca roupa, e geralmente são as primeiras pessoas que morrem. Na vida real Chelsea não é a pessoa mais sábia do mundo, todos os trabalhos/bicos que ela faz são para alcançar um único objetivo: ter dinheiro suficiente para fazer uma cirurgia de redução de seios. Porque na mente dela ter seios menores vai fazer com que ela seja mais respeitada no meio do cinema e teatro.

Ela passa boa parte do livro achando argumentos para convencer a sua irmã gêmea de que é uma boa decisão, sendo que a irmã dela acha essa cirurgia a maior abominação do mundo. Essas gêmeas são o típico estereótipo de irmãs. Elas TOTALMENTE opostas. E pela descrição delas já deu para sabermos que Chelsea é a ovelha negra da família. Logo a irmã dela é a certinha da família, que se tornou uma executiva de sucesso e trabalho em um conceituado time de Hockey. Devido a isso a gêmea boazinha arranja um emprego de última hora para Chelsea: esta tem que aguentar ser a Babá do líder do time de Hockey, que está afastado no momento do ringue de gelo. 

Nosso querido líder machucado é o típico atleta de ouro americano: Lindo, grande, sarado...e com um gênio do cão! Ele sempre foi conhecido como o melhor jogador de hockey de todos os tempos, também conhecido por adorar deixar os dentes dos jogadores do time adversário no gelo durante os jogos. Só que dessa vez foi um pouco diferente, quase no fim da temporada faltando poucos jogos para o Chinooks se tornar campeão, ele sofre um acidente grave de carro e acaba sendo afastado do gelo. O que não imaginava era que durante os exames pós acidente ele descobre uma situação catastrófica que vai mudar a sua vida...e isso só faz o gênio dele piorar. 

Apesar de ´´temporariamente``  afastado do gelo, ele ainda é um jogador de muito lucro para o time, com propagandas de tv, entrevista ou somente aparições em festas e eventos. Então, eles tentam colocar sempre uma assistente pessoal para fazer que ele cumpra seus compromissos pelo time. Mas ele sempre coloca todos os assistentes para correr. Até que em um belo dia quando ele retorna para casa depois de uma consulta médica nada agradável, encontra sentada na frente de sua casa uma cópia mini e falsificada da Lady Gaga que veste tanta coisa neon que doí até olhar para ela. 

Chelsea já tinha ouvido falar pela sua gêmea que ele era um osso duro de roer, mas o time ofereceu a ela um bônus salarial irrecusável, estamos falando aqui de mitos zeros, e que resolveria de uma vez a questão do dinheiro necessário para a sua cirurgia plástica. E tudo o que ela tinha que fazer era ser persistente e resistente ao nosso endiabrado Mark, então toda vez que ele tenta afastar ou assustar ela , ela mentaliza a cirurgia que vai fazer com que as pessoas contratem ela por ser uma boa atriz e não uma "screem queen" e no fim das contas acaba surpreendendo ele porque tudo o que ele faz para irritar ela, ela aguenta firme e sempre responde a tudo o que ele faz de igual, mesmo ele tendo quase 2 metros de altura e ela chegando com dificuldade nos 1,55 metros.

Mesmo se estranhando por muito tempo, eles começam a a entender em parte porque cada um está enfrentando problemas pessoas que os consomem aos poucos, e acabam encontrando consolo um no outro, em vários aspectos, se é que deu para me entender...rsrsrsr... Mark, apesar de ficar meio constrangido com algumas coisas que Chelsea diz para ele, principalmente quando ela explica para ele o porquê a cirurgia é tão importante, acaba entendendo que não há nada que ele faça que vá tirar o foco dela de conseguir a grana para a cirurgia.

O envolvimento deles de forma amorosa, acaba acontecendo nas formas mais divertidas possíveis, e quando a gente vê, eles já são mais um casal do que adversários dentro da casa de Mark. Até que ele descobre o que o time dele fez para que Chelsea aceitasse ser sua assistente. Aí é que a treta começa!

É um livrinho rápido e ótimo para curar aquela ressaca literária nossa de cada mês.

Então...fica a dica e espero que tenham curtido a resenha!


sexta-feira, julho 22, 2016

Eu li: Wacraft: Durotan - Christie Golden

Título:
Warcraft: Durotan 
Autora:
Christie Golden 
Editora:
Galera Record
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Prequel do aguardadíssimo filme de ação e fantasia, dirigido por Duncan Jones.
Em Draenor, sob a sombra da Montanha do Grande Pai, entre a Serra do Fogofrio e as terras do sul, o forte, honrado e ferozmente livre clã Lobo do Gelo enfrenta invernos cada vez mais rigorosos... e caça talbuques e fenocerontes cada vez mais escassos. No entanto, um Lobo do Gelo não reclama. Sob a liderança sábia de Garad eles perseveram, honrando os Espíritos da Terra, do Fogo, do Ar, da Água e da Vida. Outros orcs podem sentir prazer na matança... Não os Lobo do Gelo. Quando Guldan, um misterioso forasteiro, chega ao inóspito território ao norte, oferecendo uma terra rica em alimentos em troca da submissão do clã à sua Horda de orcs, o chefe declina. A dignidade de seu povo não está à venda. Assim como sua liberdade.
Arauto da morte, a partida de Guldan traz a reboque a morte de Garad e a ascensão de seu filho: Durotan. Agora cabe ao jovem líder manter seu povo unido em um dos momentos mais críticos de sua história. Contra a fome, o inverno rigoroso, a fúria dos elementos e os Andarilhos vermelhos... Será possível?

Siiim, pessoal. Estamos em 2016 e esse é o ano em que o cinema de filmes de games ganhou/ganhará 3 novas boas tentativas de sucesso: Angry Birds, Warcraft e Assassin's Creed. Angry Birds (eu curti) fez bastante sucesso e deu uma boa bilheteria; Warcraft (não consegui ver no cinema...) fez até uma bilheteria bem alta, mas ainda não se sabe se terá continuação; Assassin's Creed está por vir (lançamento em dezembro) e é a minha maior esperança.

Mas eis que para o lançamento de Warcraft, a Blizzard (produtora do jogo) começou a lançar conteúdo a rodo. Tivemos um novo guia sobre esse universo (Warcraft: Crônica), um guia sobre a arte do filme (Warcraft: Por trás do Portal Negro) e dois livros relativos à história do filme. O primeiro é um prequel e o segundo a novelização. 

Warcraft: Durotan é o prelúdio da história que foi ao cinema. Estamos no mundo de Draenor e os Orcs do clã do Lobo do Gelo levam uma vida um tanto difícil sob a Montanha do Grande Pai, seu lar ancestral. O norte sempre foi um lugar onde a vida era mais escassa e as caças e plantações era mais difíceis. Os Orcs percebem que as dificuldades estão cada vez maiores, mas mesmo assim, as tradições do clã, o respeito ao xamã e aos espíritos dos elementos não devem ser esquecidos. 

Tudo muda depois que surge um misterioso forasteiro, Guldan, e, sob a proteção de uma tradição antiga dos orcs, solicita conversar com o lider do clã, Garad. O forasteiro sugere que Draenor está para ser destruída e que está oferecendo a todos os clãs uma proposta de união para que todos se justem à sua Horda. Em troca ele ofereceria um novos lar, com terra rica e caça abundante. Avisa ainda que os orcs que não se juntaram a essa Horda, os Andarilhos Vermelhos, estão passando por muitas dificuldades, tiveram de se tornar nômades e estão próximos de desaparecer. Garad recusa a proposta.

-Então você veio para nos salvar, não foi? - perguntou Garad. - Nós somos Lobo do Gelo, Gul'dan. Não precisamos de sua salvação, de sua Horda, de sua terra que não passa de uma promessa. A Serra do Fogofrio tem sido o lar dos Lobos de Gelo desde quando qualquer história possa contar, e assim permanecerá!

O problema é que após a partida de Guldan tudo começa a desandar: Após um ataque dos andarilhos vermelhos, Garad é assassinado brutalmente, deixando para Durotan a tarefa de ser o lider do clã. O inverno está cada vez mais rigoroso, a caça menor e a reservas de alimentos menores. Pior, após a Montanha do Grande Pai sangrar fogo, a aldeia dos orcs foi completamente destruída. E agora cabe a Durotan lutar para liderar seu clã, manter todos a salvo e suas tradições.

Um fogo líquido, reluzindo no tom laranja avermelhado da forja do ferreiro, brotou do pico mais alto da Montanha do Grande Pai. O líquido subiu alto no céu, iluminando os ângulos e as reentrâncias da montanha antes de cair e escorrer por um caminho sinuoso que delineava a forma da montanha em tiras de pedra derretida.
Um rio de sangue.
Um instante depois, a noite explodiu.

O que é bem interessante destacar é o texto de Christie Golden. Ela já escreveu vários outros livros do universo de Warcraft e a linguagem que ela utiliza é espetacular. O livro é relativamente curto (tem um pouco mais de 200 páginas) mas é extremamente denso. A trama consegue ao mesmo tempo, apresentar toda a história do clã dos Lobos do Gelo, vários detalhes do mundo de Draenor e da mística de sua criação, além de apresentar vários personagens e ainda deixar alguns mistérios no ar. Não sabemos exatamente, por exemplo, o que Guldan pretende ao juntar a Horda (mentira, eu sei porque li os spoilers e já joguei um tempo atrás) nem se ele realmente tem algum poder e isso funciona perfeitamente para deixar um gancho para o livro principal (com a história do filme). 

Todos os personagens tem um propósito e ganharam ótimas motivações para a trama principal que vira no livro do filme. O desenvolvimento de todos, principalmente de Durotan traz uma evolução que eu achei muito boa e já me deixou curioso sobre como vai ser explorada no próximo livro. Além disso, todas as lutas são muito bem descritas e épicas. Há inserções do uso de armas e magias do jogo que ficam bem claras pra quem conhece o universo a fundo, mas sem ficar maçantes para que nunca jogou. O poder descritivo da autora é muito bom também, algo extremamente útil numa novelização ou história do universo do Warcraft, pois os cenários são muito importantes na trama.

O livro é daqueles page turners. Se você curte universos fantásticos vai achar muito interessante e não vai conseguir para de ler. Eu li realmente bem rápido e adorei toda a história. Minha nota final é:

PS: Em breve resenha de Warcraft





quarta-feira, julho 20, 2016

Eu Li: Você lembra de mim? - Megan Maxwell. (Parte II)

Título:
Você Lembra de Mim?
Autora:
Megan Maxwell
Editora:
Essência

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Alana é uma mulher independente que não acredita no amor e tem na profissão sua única razão de viver. Jornalista freelancer, é enviada a Nova York para escrever uma reportagem sobre a metrópole, onde conhece o atraente Joel Parker. Quando ela descobre que aquele homem bonito e sedutor que tem lhe feito companhia nos últimos dias é um militar, como seu pai uma lembrança que ainda a assombra , a jornalista desaparece sem deixar vestígios. Apesar de resoluta em sua vontade de se afastar do capitão da Marinha americana para não repetir a história de sofrimento de sua mãe, ela não conseguirá aplacar o desejo de seu coração por Parker. Quem vencerá essa disputa entre razão e emoção? O passado de sua mãe irá assombrá-la ainda mais ou irá ajudá-la a esclarecer muitas questões mal resolvidas?

Oi! Sem muita enrolação vamos a segunda parte do livro?

Se você não leu a resenha de ontem, sugiro você ler primeiro ela, pois tem muitas peças do quebra-cabeça da segunda parte do livro que você só vai achar na primeira parte. Para os que já leram a de ontem deixei vocês aflitos por mais detalhes ontem? Foi essa a intensão! Então vou correr logo para os fatos seguintes da história para acabar com o suspense, ou pelo menos parte dele!

A segunda parte da história acontece em Madri em 2003 e já é contada por Alana, uma jovem adulta de vinte e tantos anos, emponderada e desapegada. Loira, alta e com curvas invejáveis (que vão colocar ela em apuros em algumas partes do livro) ela também possui uma tatuagem no braço escrito em espanhol o lema da sua vida: ´´O que não mata você, torna você mais forte!`` que ela fez após o termino de seu noivado. O primeiro capitulo já te mostra muito sobre a Alana!

Muito do que conhecemos da personalidade forte de Alana se mantem no livro todo, acredito que a autora fez isso, para você se surpreender logo no início e não estranhar certas atitudes dela no decorrer do livro. Vamos conhecer um pouco mais dela?

Alana mora no mesmo prédio de sua mãe que tem uns 50 e poucos anos, e se chama Carmem, e é uma mulher super inteira, acho que é o sangue latino que conserva ela. Elas moram em apartamentos diferentes e vivem uma vida amorosa de mãe e filha, mas também independentes uma da outra. Alana e sua mãe estão se preparando para receber as melhores amigas da mãe: Renata, Lola e Teresa, que são tias maravilhosas para Alana. E no meio dos preparativos dessa recepção, Carmem acha uma caixa e insiste que Alana fique com ela, nessa caixa tem as únicas informações sobre quem é o pai de Alana. Mas ela se recusa a ver o que tem dentro, mesmo recebendo a caixa para agradar a mãe.

Alana na vida profissional apesar de jovem, já é uma jornalista premiada diversas vezes, e atualmente trabalha para um periódico de sua cidade, mas a empresa em que ela trabalha tem várias filiais ao redor do mundo, então parte do trabalho dela é viajar com uma das suas melhores amigas, que é sua fotografa. Alana neste emprego vem sofrendo sobre a mira de sua atual chefe que não perdoa Alana por ser mais bonita e ter atraído a atenção de um carinha que ela estava afim. Então tudo que ela pode fazer para tornar a vida de Alana miserável, ela com toda a certeza faz. Até pegar as matérias sugeridas por Alana e dar para outra repórter.

No meio desse tiroteio entre chefe e jornalista, elas acabam envolvidas em uma disputa, onde o ganhador escolhe em que parte do mundo quer trabalhar, desde que lá tenha uma filial da empresa. Para isso cada um dos 3 candidatos tem que fazer A MEGA MATÉRIA. Eles vão ter alguns meses para escrever, e um período de folga renumerada para viajar. E nessa disputa Alana acaba em Nova York com sua melhor amiga, e ´´acidentalmente`` com a caixa de sua mãe.

Alana nunca quis conhecer nada do cara que abandonou a sua mãe grávida no meio da Alemanha. Mas no decorrer dos fatos acaba se vendo no meio de uma caça ao tesouro, em que o tesouro é saber o que aconteceu com esse homem misterioso, de que ela só sabe o nome: Teddy.

Algumas pessoas podem dizer que um raio não pode cair duas vezes no mesmo lugar, mas temos aqui no correr dos fatos uma Alana que acaba conhecendo um deus grego loiro em um bar, que só de olhar para ela, faz ela transpirar. Ela até tenta correr e se esconder quando descobre o que ele faz, adivinha qual a profissão dele? Ela entra em crise quando descobre que ele é, nada mais, nada menos que Capitão dos fuzileiros Americanos. Aí você se pergunta: E aí, ela deu um fora nele? Gente, a tentação dela foi tão forte que o máximo que ela conseguiu fazer foi transformar ele em um amigo colorido, apesar de que não é bem isso o que ele quer, ele quer mais.

E com esse suporte ao time, Alana continua a caçada por Teddy, para tentar colocar um ponto final no sentimento que a mãe dela ainda nutre por ele. Esse seria o final ideal para ela. Mas será que vai ser isso mesmo que vai acontecer?

Logico que para saber, você vai ter que ler o livro!

Fica a dica, e espero que tenham curtido a resenha!



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