sexta-feira, janeiro 13, 2017

Eu Li: Sonata em Punk Rock - Babi Dewet

Título:
Sonata em Punk Rock
Autora:
Babi Dewet
Editora:
Gutenberg
Série:
Cidade da Música #1

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Por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock? Essa sempre foi a dúvida de Valentina Gontcharov. Entre o trabalho como gerente do mercado do bairro e as tarefas de casa, o sonho de viver de música estava, aos poucos, ficando em segundo plano. Até que, ao descobrir que tem ouvido absoluto e ser aceita na Academia Margareth Vilela, o conservatório de música mais famoso do país, a garota tem a chance de seguir uma nova vida na conhecida Cidade da Música, o lugar capaz de realizar todos os seus sonhos.No conservatório, Tim, como prefere ser chamada, terá que superar seus medos e inseguranças e provar a si mesma do que é capaz, mesmo que isso signifique dominar o tão assustador piano e abraçar de vez o seu lado de musicista clássica. Só que, para dificultar ainda mais as coisas, o arrogante e talentoso Kim cruza seu caminho de uma forma que é impossível ignorar.
Em um universo completamente diferente do que estava acostumada, repleto de notas, arpejos, partituras, instrumentos e disciplina, Valentina irá mostrar ao certinho Kim que não é só ele que está precisando de um pouco de rock’n’roll, mas sim toda a Cidade da Música.
Olá gente bonita, vamos de livro nacional?

Quem aí já ouviu falar da linda e diva Babi Dewet? Quem acompanha o instagram do blog viu que ela esteve em Belém esse semestre e deixou um vídeozinho muito fofo para os fãs paraenses dela. Se você ainda não viu, corre no nosso insta! Bem, esse ano ela lançou o tão esperado livro Sonata em Punk Rock, e estou aqui hoje para compartilhar a minha experiência lendo meu primeiro livro dela!

Bom vamos direto ao ponto...o livro conta a história da Valentina, ou Tim, pois é como ela gosta de ser chamada, uma garota que ama punk rock, tem muito estilo e personalidade, assim como ela tem uma mãe que batalha diariamente para que elas possam ter uma vida confortável e de quebra tem um pai que é mundialmente famoso no meio da música clássica e que nunca foi um pai de verdade para Tim pois ele nunca reconheceu ela como filha fora da certidão de nascimento.

Infelizmente para o pai dela, e felizmente para Tim ela nasceu como que chamam no meio da música como 'ouvido absoluto'...que é a capacidade de escutar uma música ou melodia e identificar notas e reproduzir a música no instrumento, e foi assim que ela aprendeu a tocar violão e guitarra. Acredito eu que todo o músico clássico gostaria de ter nascido (ou não) com essa habilidade.

Valentina podia muito bem, com essa habilidade, montar sua própria banda de punk rock, e olha que ela tentou...até os ouvidos dela sangrarem de tanto que ela ouvia suas colegas em desarmonia na banda. Em off, não contou nem para a mãe nem para a melhor amiga, que ela acabou se inscrevendo para tentar uma vaga na cidade da música, como é chamada a escola de música mais famosa do Brasil, e reconhecida no mundo todo. Essa escola é tão grande e famosa que acabou virando uma cidade universitária onde vários estilos de música, instrumentos e dança se encontram.

A mente da Valentina começa a entrar em crise um dia quando ela recebe uma carta de felicitação da escola dizendo que ela foi aceita, e não muito tempo depois recebe a visita de seu 'pai' dizendo que recebeu uma ligação da escola para saber se ele tinha alguma relação com a Valentina pois ambos possuíam o sobrenome Gontcharov, e ele disse que ela era filha dele. Ele também ficou muito surpreso em saber que possuía uma filha com o ouvido absoluto e tanto talento, pois que o filho de seu relacionamento atual, por mais que ele insistisse em práticas musicais constantes, não possuía aptidão para a música como o pai e a meia irmã.

Tim repudia o pai, mas não pôde deixar a oportunidade de seguir o seu sonho por orgulho e capricho. Desta forma ela parte para acidade da música disposta a mostrar qual o valor do rock'n'roll. Logo de cara ela se destaca pelo perfil e estilo...mas também conhece algumas pessoas que são promissoras para se tornarem amigos dela, assim como conhece um roll inesgotável de pessoas ainda mais babacas...

E tudo ia bem até que ela teve a 'infelicidade' de esbarrar em um asiático (ele é Coreano...ai meu coração) muito gostoso e bêbado nos corredores da escola, e teve que socorrer ele porque é o que uma pessoal legal faria, mesmo ele sendo um idiota algumas vezes durante esse momento. E assim Tim conheceu o Kim, o maior astro da escola, um pianista clássico perfeito em tudo, e filho adotivo da diretora, e essa mulher mais parece a Cruela Devil!

Kim é um jovem adulto acostumado a ser o príncipe sempre por sua grande habilidade junto ao piano. Em grande parte do tempo ele parece esnobar a maioria das pessoas exceto os dois parasitas que sempre estão ao seu redor e são de duas famílias muito distintas, e que ele precisa socializar a pedido da mãe. Mas na verdade Kim tem sérios problemas para se concentrar e recordar as notas e partituras. Ele constantemente precisa tomar remédios para dormir que ele insiste em tomar misturado com álcool. E foi em um desses dias difíceis para ele que a Tim resgata ele no corredor.

Tim e Kim são totalmente opostos um do outro...ele é clássico, ela é rock...ele tem dificuldade em se concentrar, ela tem ouvido absoluto...ele toca piano desde que se entendo por gente, ela escolheu o piano agora e precisa da ajuda dele para dominar o instrumento e mostrar ao mundo do que ela é capaz. E em meio a muito barulho Kim acaba aceitando dar aulas a Tim sobre o piano.

Valentina era diferente, Kim não sabia como ela conseguia, mas toda vez que ela estava próxima dele a mente dele se acalmava...e daí temos um Coreano muito gato lutando contra sua aparente dependência física e mental da presença da Valentina. Nem preciso dizer que no decorrer da história eles acabam engatando um romance, porque né gente? Tá na cara...mas para meu primeiro livro da Babi, eu achei ele surpreendente.

Ele realmente me deixou surpresa com a maturidade da Valentina em decisões tão adultas, por vezes eu ví no livro a Valentina aplicando o conceito de Sororidade, que é a empatia e companheirismo entre as mulheres por objetivos em comum, como quando a Tim conhece a ex do Kim...e mesmo essa ex sendo um pouco vaca, a Tim foi muito madura para olhar também o lado dessa ex e aconselhar ela a sair dessa e se valorizar. E nem preciso dizer que para mim, uma viciada em doramas e lakorns, ter um personagem principal Coreano (oppa) foi perfeito! Eu ainda não tinha lido um livro onde pudesse encontrar um oppa tão parecido com os do doramas que vejo...obrigada Babi...

E para compartilhar com vocês minha experiência lendo esse livro, que tal participar de um sorteio? Para participar basta clicar aqui na palavra Sorteio e você será direcionado para a página onde poderá se inscrever e participar!

Enfim...espero que vocês tenham gostado do livro e da resenha, boa sorte aos participantes do sorteio... e até o próximo post!

Beijos!


quinta-feira, janeiro 12, 2017

Eu Li: Simon vs. a Agenda Homo Sapiens - Becky Albertalli


Título:Simon vs. a Agenda Homo Sapiens
Autora:
Becky Albertalli

Editora:
Intrínseca

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Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. 
Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. 
Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.
Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos.

E vamos mais uma vez de Young Adult? E esse tem a temática GLBTQ+.

Simon é um adolescente como qualquer outro. Ele tem plena consciência de que é gay, mas ainda não revelou isso para ninguém. Quer dizer... Ninguém que ele conheça pessoalmente, porque Blue (seu grande e desconhecido amigo, com o qual troca emails) sabe de tudo e um pouco mais. A relação dos dois é tão próxima e Blue sabe tanto da vida de Simon, que algumas vezes seu coração bate até mais forte pelo amigo virtual.

Entretanto tudo pode ser posto a perder quando Martin (um colega de escola) lê alguns emails trocados com Blue e resolve chantagear Simon, ameaçando revelar seu segredo. A chantagem cínica (Martin fala como se estivesse pedindo um favor e não ameaçando) consiste em que Simon faça com que Abby (uma de suas melhores amigas) se aproxime mais e tenha interesse em Martin. Com seu segredo em risco, tentando descobrir a verdadeira identidade de Blue e tendo que lidar com toda a chantagem do colega de escola, Simon está totalmente fora de sua zona de conforto e vai ter que descobrir uma forma de sair dessa bagunça.

Você não acha que todo mundo deveria ter que sair do armário? Por que o comum é ser hétero? Todo mundo deveria ter que declarar o que é.

Simon vs a Agenda Homo Sapiens é aquele livro que sabe bem abordar um tema sensível (homossexualidade e descoberta adolescente) de uma forma bem leve e com personagens bem cativantes. O Simon é aquele adolescente padrão: alguns dramas diários, um crush virtual (no caso o Blue), vários altos e baixos na vida escolar e o problema de ter que lidar com o chantageador chato do Martin. A questão toda de revelar ou não para todos se é gay, não chega a ser tratada por ele como um problema. O problema mesmo é por que ele tem que "sair do armário"? Por que isso tem que ser uma "agenda homossexual" e todos os que não se encaixam no padrão hétero tem que passar por essa experiência? Tudo isso culmina num diálogo genial que ele e Blue tem por email:

(...)
É mesmo muito irritante que hétero (e branco, diga-se de passagem) seja normal e que as pessoas que precisam pensar sobre sua identidade sejam só aquelas que não se encaixam nesse molde. Os héteros deviam mesmo ter que sair do armário, e quando mais constrangedor fosse, melhor. O constrangimento devia ser obrigatório. Seria essa a nossa versão da Agenda Homossexual?
(...)
Agenda Homossexual? Não sei.
Acho que está mais para Agenda Homo Sapiens.

A ideia por trás de toda a trama é genial. Por outro lado, a execução em si tem seus altos e baixos. Alguns trechos são um tanto arrastados. As vezes a autora mergulha tanto no drama adolescente de Simon que acaba ficando um tanto repetitivo. Mas isso é sempre compensado com os capítulos em que ele está trocando emails com Blue (todos são bem engraçados e/ou interessantes). A resolução da trama é um tanto previsível também e acaba caindo em alguns clichês, mas nada que prejudique demais. 

Os personagens que estão em volta da vida do Simon também são bem interessantes e trazem um extra pra história. Toda a parte da trama em que ele tem que lidar com seus amigos e refletir sobre se revelar para eles e para quais deles é um dos pontos altos do livro. Os personagens da família dele também são ótimos. A melhor de todas é sua irmã, Nora: todos os diálogos entre eles são impagáveis.

No final das contas, descobrir quem é o Blue acaba sendo uma história secundária (pelo menos pra mim foi) e acaba não fazendo tanta diferença na reflexão principal. É um livro bem interessante e engraçadinho, mas fiquei com a sensação de que a sinopse prometia mais do que foi entregue. Mas, recomendo a leitura a todos.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Eu Li: Ligeiramente Pecaminosos - Mary Balogh

Título:
Ligeiramente Pecaminosos
Autora:
Mary Balogh
Editora:
Arqueiro
Série:
Os Bedwyns #5

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Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia. Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos. Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão.
Vamos começar os trabalhos do ano com um romance de época desses que adoramos? #Claro ou #VamosLogoComIssoAnne

Então, para quem ainda não conhece Os Bedwyns vamos nos situar um pouquinho pois a resenha de hoje se trata do penúltimo livro de uma série engraçada, divertida, pouco convencional, e com um nariz aristocrático. Esses livros contam as histórias de como cada um dos membros da família Bedwyn acabou tendo seus corações fisgados das formas mais diferentes e inesperadas possíveis. Os livros anteriores contam nessa ordem as histórias de: Coronel Lorde Aidan Bedwyn, o Cavaleiro Ranulf  (Ralf) Bedwyn, a intrépida Lady Freyja Bedwyn e Morgan Bedwyn. Mas, calma aí que apesar do ideal ser você ler eles em ordem, e é rapidinho pois até agora são 5 livros, eles são bem curtinhos, tipo 200 e poucas páginas. Você pode ler eles isoladamente, não me batam, não acredito que você vá ter um grande prejuízo na leitura, só não recomendo muito fazer isso de ler aleatoriamente os livros de Morgam e Alleyne pois são muito interligados.

Essa família, apesar de ser uma das, senão A mais poderosa, da sociedade aristocrática em Londres é também conhecida como uma família cercada de mistérios e com certas características únicas. O irmão mais velho deles Wulfric Bewcastle, que é o detentor do título, é uma figura bem magnânima e impõe aos irmãos certos ditames, como por exemplo: se eles casarem será uma viagem única, pois ele não aceita divórcios. Ele sempre consegue o que quer independente da escolha dos irmãos, ele é muito na dele, e consegue passar sua mensagem somente com uma olhada torta, ou seja, ele é assustador. Mas, o livro de hoje não é o de Wulfric, o dele é o próximo, chamado Ligeiramente Perigosos!

ALERTA DE SPOILER LEVE: No livro de Morgan, o Ligeiramente Seduzidos, ela e Alleyne estão em uma cidade próxima de onde está ocorrendo a batalha de Waterloo, e as repercussões da batalha estão cada vez mais próximas, e acontece uma coisa que acaba separando os irmãos e deixando Alleyne desaparecido, e depois de muito procurar, Morgan e sua família acabam dando por morto o irmão.

No livro Ligeiramente Pecaminosos, temos como ambiente inicial do livro o fim da batalha de Waterloo, quando eis que surge milagrosamente, mesmo que pelos motivos errados, a linda e correta Srta Rachel York em uma missão em meio aos corpos dos soldados na floresta que margeia os campos. O que ela jamais poderia imaginar é que o primeiro corpo que ela achou na floresta, não era bem um corpo morto...estava mais para um corpo lindo e nú...mas ainda sim vivo!

Ela faz um escândalo as margens da floresta para as pessoas que estão passando possam ajudar ela a socorrer aquele homem, mas ninguém dá ouvidos a ela...então como medida desesperada ela começa a gritar que ela achou o marido dela e ele só está desacordado e baleado. Assim as pessoas pararam e ajudam ela. Desta forma vamos descobrindo quem é Rachael York de verdade e quão sofrida tem sido a vida dela. E também descobrimos com uma moça ´´pura`` foi parar vivendo em um bordel com suas melhores amigas que são Ladys da noite!

Rachael fica de prontidão durante todo o tempo ao lado do mistérios o homem desacordado, até o dia que ele acorda e as senhoras descobrem que ele perdeu a memória. Elas passam a chamar ele de Jonathan Smith e durante a sua recuperação ele permanece com elas. No passar dos dias elas passam a desconfiar que Jonathan é algum filho aristocrático perdido na batalha e que o filho da mãe é muito sedutor, atraente e lindo. E por mais casta que ela seja, até Rachael percebe isso.

Jonathan e Rachael vão instintivamente se envolvendo até o dia em que algo novo acontece entre eles e tudo vem abaixo, distanciando eles de uma forma muito fria. Depois disso Jonathan, apesar de ainda muito machucado na perna devido ao tiro que levou, passa a se exercitar pela casa e começa a descobrir que mistérios rondam a senhorita Rachael.

ALERTA DE SPOILER LEVE: Na verdade ela é filha de uma aristocrata com um plebeu, que se casaram por amor. Mas no decorrer do tempo esse amor se provou não verdadeiro e após a morte prematura da mãe dela, o pai de Rachael passa a não ligar para a filha até a morte dele. Ela acaba descobrindo que a mãe deixou para ela algumas jóias valiosíssimas e ela precisa dessas peças para poder ajudar as suas amigas e criar uma vida para ela, sem depender de ninguém.

Para Rachel pegar as jóias ela tem que ter 25 anos ou estar casada com um homem que seu tio nobre aprove. Desta forma eis que surge a ideia de Jonathan de se passar pelo marido dela perante o tio para que ela possa pegar as jóias. Só que o tiro saiu pela culatra pois o tio, suspeitando que se tratava de uma farsa pediu que eles passassem o mês com ele para que o tio pudesse aprovar ou não Jonathan. 

Rachael e Jonathan passam a viver quase como um casal normal da época...quase! E as vezes eles acabam meio que se esquecendo que não são um casal de verdade e coisas começam a acontecer. Rachael começa a ficar cada vez mais próxima do tio também, e a mentira começa a ficar pesada demais para suportar.

O livro é cheio de altos e baixos, e a caçada a um certo vigarista é hilária. De todos os livros dessa série, esse é o que tem menos cenas hots e o que mostra mais a construção do novo casal. Percebi que a autora tentou segurar as pontas para não deixar o romance correr solto durante boa parte do livro, pois o Alleyne não tinha memória então ficava muito incerto ele se jogar em uma relação com Rachael, e foi lindo de ver quando ele recorda de tudo e literalmente se jogo em um relacionamento de verdade com Racahel. 

O livro teve um dos finais mais lindos que lí em muito tempo em um livro de época...desculpem o clichê mais o final foi muito épico!

Então, espero que tenham gostado da história e da resenha e até a próxima!


sexta-feira, dezembro 30, 2016

Eu Li: Dez Formas De Fazer Um Coração Derreter - Sarah MacLean

Título:
Dez formas de fazer um coração derreter
Autora:
Sarah MacLean
Série:
Os Números do Amor
Editora:                                                                       Arqueiro



Isabel Townsend não é exatamente o que se espera da filha de um conde. Apesar de ter a pele delicada e de saber se portar como uma dama quando necessário, a jovem também monta a cavalo, conserta telhados, administra a propriedade e cria o irmão caçula desde que a mãe faleceu – tudo isso sem despertar a menor suspeita de que não há um homem sequer para cuidar de sua família.

Para o pai dela, que só queria se divertir e gastar dinheiro em jogatinas, pouco importava o que ela fizesse. Porém, quando ele morre, Isabel se vê sem recursos e precisa defender os direitos do irmão, ameaçados pela chegada iminente de um tutor. Assim, não lhe resta saída senão vender sua coleção de estátuas de mármore, o único bem que herdou.

Para sorte sua, um especialista em antiguidades acaba de chegar ao condado. Inteligente e sensual, lorde Nicholas St. John é um solteiro convicto que deixou Londres para se livrar das jovens que passaram a persegui-lo desde que foi eleito um dos melhores partidos da cidade.

Em poucos dias, fica claro para Nick que Isabel é a mulher mais obstinada e misteriosa – além da mais interessante – que já cruzou seu caminho. Ao mesmo tempo, ao conhecê-lo melhor, a independente Isabel percebe que há homens em que vale a pena confiar. Enquanto eles põem de lado suas antigas convicções, seus corações se abrem para dar uma chance ao amor.


Eu sempre achei que nasci na época errada, meu sonho era ter nascido no século XIX e ter um romance histórico para chamar de meu. Mas bem, estou eu aqui no século XXI e a gente dá um jeito com o que tem. Logo, mergulhar em romances de época faz parte da jogada, obviamente. 

A Anne fez a resenha para o primeiro livro da série “Os números do Amor” da autora Sarah MacLean. Eu também li o primeiro livro e quero dizer que é um dos meus favoritos. Logicamente, minhas expectativas cresceram só de pensar no segundo e lembrar que o personagem principal ia ser o irmão gêmeo de Gabriel St. John. 

Pérolas e Peliças é o nome de uma revista para damas e nela se encontra o artigo ditando regras de como conquistar um lorde (quase uma revista Capricho da época heim?). E então, entra Lorde Nicholas St. John, que está no topo dessa lista e não está nada feliz com isso hehe. 

O duque de Leighton (tenho certeza que veremos mais desse ser no próximo livro), amigo de Nicholas, pede ajuda então para encontrar sua irmã mais nova, que fugiu de casa. Nick nem mesmo hesita em aceitar e parte para Duncroft em Yorkshire. É nessa busca que o caminho de Nick cruza com o de Isabel Townsend (garota sortuda!!!). 

Ela é uma garota batalhadora, cheia de dívidas deixadas pelo falecido pai e está em busca de soluções para salvar a propriedade em que vive, uma dessas soluções é vender seus bens mais preciosos e Nicholas (sendo um antiquário) entra na sua vida exatamente quando ela mais precisa. 

Isabel é uma pessoa independente, que não confia completamente em ninguém, resultado das diversas desilusões causadas pelo pai, mas Nicholas foi um mocinho exemplar, muito maravilhoso, charmoso, hot (posso continuar pra sempre) e mostrou que estava disposto a batalhar pela confiança dessa mulher teimosa e como nenhuma outra. 

No começo Nick está apenas intrigado e no decorrer do livro eles irritam demais um ao outro (hehe paixão heim?), mas ambos tentaram superar seus problemas para se entenderem (nem que seja com beijinhos) e admiração foi crescendo e se tornando em amor. 

Em quesito de história o livro é divertido, apaixonante, muito bem escrito, com ótimos personagens (Gente, tem muito personagem engraçado), e um plot que flui que é uma maravilha, você termina o livro sem sentir, sério! Eu tive vários momentos em que ri, momento que achei fofo (principalmente nas conversas entre Nick e o irmão de 10 anos de Isabel) e claro momentos sensuais e AWNNNNNNNNNN. 

Entrego então para vocês uma ótima opção para leitura na virada de ano e já imaginar encontrar um romance desse no ano de 2017! Aproveitem e se divirtam, pois Sarah MacLean é uma caixinha de surpresas.


quinta-feira, dezembro 29, 2016

Eu Li: Além-mundos - Scott Westerfeld

Título: 
Além-mundos
Autor: 
Scott Westerfeld
Editora:
 Galera Record

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Scott Westerfeld, autor da série Feios, retorna em mais uma aventura de tirar o fôlego.Darcy Patel escreveu seu primeiro livro em um mês. Não muito tempo depois, se mudou para Nova York, para realizar o sonho de viver de escrever. Lizzie se prepara para mais uma viagem de avião, até terroristas invadirem o aeroporto e começarem a atirar em todos. Desesperada, Lizzie se joga no chão. Eu estou morta, eu estou morta... No fim, está tão convencida de pertencer ao lugar dos mortos que acaba atravessando a fronteira do além-mundo. Darcy criou Lizzie. A menina de Além-mundos é sua protagonista. Enquanto Lizzie se vê cada vez mais envolvida nos assuntos dos mortos e do submundo, Darcy luta para se manter no paraíso do YA, na Big Apple, e quanto mais Darcy aprende e amadurece, mais a história de Lizzie também cresce. Ou seria o contrário? Sempre atravessando as barreiras entre mundos, as duas irão se redescobrir, se reescrever e explorar os infinitos mundos dentro de si mesmas.

Além-mundos nos apresenta duas protagonistas. Elas se encontram em histórias diferentes, onde Darcy faz parte do mundo real e Lizzie faz parte de um universo criado por Darcy. 

Darcy Patel é uma autora jovem, iniciando sua carreira como escritora. O lançamento de Além-mundos para essa menina indiana é um evento que vai mudar sua vida. A história aborda justamente os momentos em que Darcy deixa de ser uma menina que escreveu um livro - cheia de inseguranças e lutando com bloqueios - para uma verdadeira autora, essa já confiante do que fez e do que faz. 

Lizzie é a personagem principal do livro de Darcy, ela se encontra no aeroporto quando esse é atacado por terroristas e por sorte, destino ou instinto de sobrevivência, ela descobre que pode atravessar para o Além-Mundo (uma espécie de submundo para os mortos). Ela embarca então em uma aventura para entender o que é aquele poder, com a ajuda de um espírito indiano gato (Adivinha quem é o par romântico dela, pode adivinhar, eu deixo hehe...). 

Bem, eu poderia dizer que Darcy e Lizzie se interligam apenas pelo fator autor e personagem, mas na verdade, as duas tem muito mais em comum do que pode parecer. São garotas jovens, que estão se descobrindo na vida e essas descobertas são muito mais reveladoras e diferentes do que elas podiam imaginar. 

Eu vou ser sincera e dizer que me conectar com os personagens e com a história foi muito difícil, não que o livro não tenha capacidade de ser incrível (Vamos combinar que a ideia é bem original!), mas os pensamentos das personagens não se adequam ao que está realmente se passando e em muitos momentos eu acabava por achar a cena superficial. Eu queria tanto algo que me chamasse e dissesse: Olha esse mundo que incrível, veja o quanto a gente pode explorar e fazer você querer visitar isso ou conhecer essas pessoas. 

Talvez o fato de a história de ambas as personagens serem dividas em capítulos intercalados tenha prejudicado minha conexão, pois quando eu estava finalmente empolgada com algo, o capitulo acabava e pulava para história da outra. A intenção do autor pode ter sido a de criar o suspense entre as histórias, mas a retomada de capitulo exigia mais força para manter o leitor engajado. 

No geral o livro vale a pena pela experiência diferente e com muita capacidade de uma continuação incrível (não sei se vai ter gente). Para mim Além-mundos não foi um caso de amor, mas eu me diverti em certas partes, o romance é fofo e tem um plot inteligente.


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