quinta-feira, maio 19, 2016

[Quinta em Outra Língua #41] Captive Prince - Captive Prince #1 - C. S. Pacat


Título:

Captive Prince

Autora:

C. S. Pacat

Editora:

Berkley



"Esta era Vere, voluptuosa e decadente, um país de doces venenos"
Damen é um herói de guerra do seu reino, mas quando o seu meio irmão toma poder no país, Damen é capturado, despido de sua identidade e mandado para servir um príncipe de uma nação inimiga como escravo de prazer. 
Bonito, manipulador e fatal, o seu novo mestre, Príncipe Laurent é o epítome do pior da corte de Vere. Mas dentro da letal teia política da corte Vereciana, nada é o que parece, e quando Damen se encontra no meio do jogo pelo trono, ele deve trabalhar junto com Laurent para sobreviver e salvar o seu país. Para Damen, só há somente uma regra: nunca, nunca mesmo revelar a sua verdadeira identidade. Por que o único homem que Damen precisa é justamente o homem que mais tem motivos para odiá-lo do que qualquer outro... (Tradução direta do Goodreads).




Damen é o príncipe herdeiro de Akielos, reino vizinho e inimigo de Vere. Quando o seu pai morre, o seu próprio irmão o manda para ser escravo do príncipe do reino vizinho. Vere esteve recentemente em guerra, e Damen teve papel importantíssimo para que Akielos ganhasse tal guerra. Kastor mandou Damen para o único lugar onde revelar a verdadeira identidade dele só pioraria a sua situação e o príncipe nem sequer previu tamanha traição do irmão.

Como eu me sinto toda vez que o Damen é pego de surpresa.
(Sabe, toda hora) (E o Laurent é muito a Cersei)

É através dos olhos de Damen que vemos os fatos se desenrolar, e a partir do seu ponto de vista, um tanto que ingênuo; ele é um homem de honra, traições e conspirações não são o seu forte. Vere tem uma corte cheia de intrigas, o novo mestre de Damen, príncipe Laurent é o centro de várias dessas intrigas. Logo de cara os dois se odeiam profundamente. Damen pelas constantes humilhações e Laurent por desprezar tudo que Damen representa: um escravo com o nome do herói da guerra que Vere perdeu. 

Os dois países, Akielos e Vere são muito diferentes apesar de serem vizinhos. Damen e Laurent, os príncipes herdeiros respectivamente são completamente diferentes também. Damen é um guerreiro, honesto e direto. Laurent é um jovem príncipe sempre ocupado com as intrigas palacianas. Enquanto Damen foi treinado para lutar desde pequeno e já se provou um ótimo guerreiro e general, Laurent é visto como preguiçoso e mimado, mais preocupado com os prazeres da corte de Vere do que com o trono que um dia irá comandar. Os dois são completos opostos.

Esse é o Laurent durante o livro todo. Meu pobre bebê maquiavélico.

Laurent nos é apresentado pela visão de Damen, o nosso narrador que despreza completamente toda a rede de conspirações da corte. As duas culturas são muito diferentes, e os dois príncipes ainda mais. Mas o personagem que mais vemos se desenvolver é justamente Laurent. De início vemos um jovem príncipe sádico e mimado, que tormenta Damen, sendo que este que finge se dobrar aos desejos de seu novo mestre para sobreviver. Com o decorrer da trama, Laurent se mostra ser muito mais do que aparenta ser; mesmo que não deixe de ser exatamente a pessoa, para dizer o mínimo, difícil que é. O príncipe de Vere tem muitas faces, o que mais nos transparece é sua inteligência e a sua habilidade com as palavras. Essas são as principais armas de Laurent. A pergunta que vai se desenvolvendo durante o livro é justamente o quê ele está lutando. Ao decorrer da trama, assim como a de Damen, nossa opinião de Laurent muda, e consequentemente a relação deles. De total desprezo, vamos a uma parceria relutante e um certo grau de respeito. Mesmo que a contra gosto, os dois aprendem a trabalhar juntos, o que dá certo até demais, e irrita ambos.

Você pode odiar pessoas e ainda achar elas gostosas.
(Basicamente o Damen em relação ao Laurent)
(A recíproca é uma dúvida que me corrói)

Em relação ao romance, não há muita coisa nesse livro ainda. Eu já sabia que a relação deles é o foco principal da série, e que o povo shippa os dois loucamente, mas o que acontece no início do livro dá para duvidar muito que realmente vai rolar algo mais entre eles futuramente. O Laurent é um filho da mãe com o Damen. Mas o final me deu esperanças, a relação deles evoluiu tanto. Os dois são tão incríveis juntos, só precisam aprender a não irritar um ao outro. Ou sei lá, não querer se matar todo instante.

Esse livro inspira umas reações bem extremas no tumblr (foi lá que eu primeiro ouvi falar dele). Tem gente que odeia profundamente e tem gente que pira shippando sem medo do amanhã. Realmente o livro tem alguns elementos bem pesados. Temos cenas de estrupo, alusões a pedofilia e descrições gráficas de cenas de sexo público e de açoite. Mas de nenhuma maneira isso é romantizado. Contudo, é algo que pode impressionar e afetar alguns leitores. Esse tipo de conteúdo é mais concentrado nesse livro, nos próximos a autora se afasta um pouco desses elementos. Captive Prince é sem dúvida um livro para leitores mais maduros. Aqui tem listado todos os trigger warnings (aviso de gatilhos) dos três livros.

Como primeiro livro da série Captive Prince tem seus problemas e muita promessa. Admito que o ritmo lento do romance dos dois me enlouqueceu. Sim, eu pulei para dar aquela checada nos próximos livros para ver como o relacionamento deles ia desenvolver. Isso me ajudou a querer ainda mais rápido para chegar na parte em que eles finalmente iam ficar juntos. Esse negócio de romance lento para ficar desenvolvimento em três livros não é muito para mim, não. Até curto série, mas gente, dá uma demorada legal até que eles sequer comecem a considerar um ao outro romanticamente. É para deixar qualquer um louco e principalmente tão bem construído. Ainda não entendo como eu amo tanto esses dois. Principalmente o Laurent que é um filho (daquilo mesmo que você está pensando). Mas eu amo essa desgraça, como proceder? Como?


Eu amo esses idiotas.

Captive Prince terminou com gostinho de quero mais. Teve tanta reviravolta que  não deu para largar, e quando terminei corri logo para o próximo. Ele deixa muita coisa para ser acertada nos próximos livros e muitas perguntas. O ritmo é tão enloquecedor que até tenho pena de quem acompanhava isso no Whattpad. Devia ser tortura ficar esperando pelos capítulos. Só sei que eu quero mais, e mal posso esperar para ler mais sobre Laurent e Damen.

Amei esse livro! Cadê o próximo?!


segunda-feira, maio 16, 2016

Eu li: O Espadachim de Carvão - Affonso Solano


Título: O Espadachim de Carvão
Autor: Affonso Solano

Editora: Leya

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Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada.

Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda.
Testemunhando a ilha ser invadida por um misterioso grupo de assassinos, Adapak se vê forçado a fugir pela vida e se expor aos olhos do mundo pela primeira vez, aplicando seus conhecimentos e uma exótica técnica de combate na busca pela identidade daqueles que desejam a morte dos Deuses de Kurgala.
O Espadachim de carvão é um dos belos exemplares de ficção fantástica da literatura brasileira atual. O livro traz um mundo totalmente novo onde humanos e todo o tipo de criatura convivem juntos. Aqui conhecemos o mundo de Kurgala.
No princípio Kurgala era mar, e os espíritos de Tiamatu e Abzuku sobre ele pairavam. Seus olhos eram o vento curioso e com a espuma das águas escutavam o mundo. E nada mais além Deles existia, pois assim desejavam.
E então os Quatro Que São Um desceram dos céus.

Kurgala é um mundo criado por duas entidades conhecidas como Tiamatu e Abzuku. Foi criado como uma mar gigante e assim permaneceu até a vinda de 4 entidades conhecidas como Dingiri e "Os quatro que são um". Enki’ När, Anu' När, Enlil' När e Nintu' När trouxeram presentes para as entidades criadoras de Kurgala e essas permitiram que os quatro criassem suas casas ali. Cada criou sua própria casa e essas se tornaram a ilhas daquele mundo (Larsuria, Eriduria, Badibiria e Sipparu).

Entretanto depois de muito tempo em suas moradas, os Dingiri se sentiram sozinhos naquele mundo e resolveram criar vida. As criatura mortais então passaram a povoar Kurgala, mas isso desagradou Tiamatu e Abzuku, que decidiram destruir esses seres. Para impedir isso, os Dingiri decidiram enviar Enki' nar para para convencer as entidades do contrário. Entretanto, mesmo sendo o mais sábio dos quatro, ele não conseguiu convencê-los e trancafiou-os em sua própria casa, ao transofrmá-la num deserto de cristal. As outra três entidades não gostaram da atitude de Enki' nar e discutiram por muito tempo. Sem chegar a uma conclusão, cada um se trancou em sua própria casa, para nunca mais sair e a criação e a vida se desenvolveram sem a sabedoria dos Quatro e acabaram caindo em guerra e desgraça.
Mapa de Kurgala
O foco principal da história do livro é no personagem do Adapak. Ele é filho de um de Enki' nar, mas não é como as outras criaturas criadas pelos Quatro. Ele possui a pele negra como carvão (daí o nome do livro) e passou toda a sua infãncia vivendo com seu pai e um templo, sem conhecer o resto do mundo de Kurgala. Os capítulos do livro são intercalados em dois tempos: no passado, contando a infância de Adapak, seu treinamento para dominar o estilo de luta de espadas dos círculos (achei essa técnica ótima) e a sabedoria que seu pai ensina; e no presente onde, aparentemente, Adapak saiu de sua casa para o mundo pois está sendo perseguido por seres desconhecidos.

A trama toda se passa em terceira pessoa e a grande genialidade do texto (além da mitologia, claro) está na capacidade de descrição de Affonso Solano (as lutas são extremamente loucas, mas compreensíveis pela descrição) e no fato do Adapak ser completamente inocente. Ele passou boa parte de sua vida preso junto de seu pai e a única forma como ele conheceu o mundo foi através de livros de fantasia e de enciclopédias. Como ele vê seus personagens favoritos dos livros, Tamtul e Magano, sendo guerreiros nobres e honrados, ele acredita que todo o mundo também é assim. A inocência de Adapak é muito bem utilizada para movimentar a trama, criando desde cenas hilárias, até motivações para o personagem seguir adiante.

A ideia do personagem principal não conhecer Kurgala como ela realmente é, serve tanto para que o autor apresente esse mundo desconhecido para o leitor, como um fator de desenvolvimento. Além disso, o fato de Adapak ser o único ser naquele mundo com pele negra, acaba sendo uma metáfora gigantesca para o preconceito que ele sofre e a estranheza que ele passa para os outros seres.

Um dos poucos pontos fracos é a descrição de algumas das raças que são mais diferentes. Muitas delas diferem da ideia do corpo de um humano (tem três pernas, masi de dois braços, etc.) e o texto acaba falhando um pouco em explicar como essas criaturas lutam, andam e se movimentam. Fora isso, o livro é engraçado, tem uma boa dose de mistério, um plot twist muito interessante, ótimas cenas de ação e é bem curtinho (255 páginas). Recomendo para todo mundo. Minha nota final é:


O Espadachim de carvão é uma coleção. O segundo livro (O Espachim de carvão e as pontes de Puzur) já saiu (Skoob); existe uma HQ que conta a história dos personagens que o Adapk lia quando morava com o seu pai, Tamtul e Magano (Skoob); e o terceiro deverá sair em março do ano que vem. Para o lançamento do dele, o autor, Affonso Solano, está promovendo um financiamento coletivo. E, por mais incrível que pareça, não é para o livro e, sim, para um álbum musical de Opera Rock, inspirado nele. 





No link a seguir é possível contribuir para o projeto. Vale a pena dar uma olhada.

http://kickante.com.br/campanhas/espadachim-de-carvao-tales-of-kurgala


sexta-feira, maio 13, 2016

Nerdice Pai D'égua #13: Os aranhas do aranhaverso

Vamos falar novamente de HQ's e o tema é Marvel (juro que estou providenciando um texto sobre a DC Comics). Hoje nós falaremos um pouco sobre essa HQ que está sendo lançada agora no Brasil, pela Panini e, na minha opinião, deve ser lida por todos os fãs do Homem Aranha: O Aranhaverso.


A primeira coisa a se pensar é: quantos universos paralelos existem no multiverso Marvel? A resposta não importa, o que importa é que em cada um deles existe um super heroi com poderes inspirados em uma aranha. Na HQ eles são tratados como totens-aranha e tem de tudo: temos o Homem Aranha clássico, passando pela Mulher Aranha, Garota Aranha e chegamos até ao Porco Aranha... (não é o dos Simpsons).

Apresento a vocês o Peter Porker, o Porco Aranha. (Não tô de brincadeira, é esse nome mesmo)
Morlun, além de vilão é um cara
super estiloso.
E por que não juntar todos esses super heróis aranhas em um única saga, contra um vilão em comum? Eis que surge o Aranhaverso. O vilão (dando uma simplificada gigantesca na história para que spoilers não sejam revelados) é o Morlun, um personagem pouco conhecido dos quadrinhos (sua primeira aparição foi em 2001 na HQ O Espetacular Homem Aranha: De volta ao Lar). Seu principal poder está em absorver a energia vital de outros seres vivos, mas, para manter-se vivo e jovem, ele precisa absorver os poderes dos totens e daí o seu primeiro encontro com o Aranha. Em Aranhaverso, o vilão retorna para caçar todos os totens aranhas existentes pelo multiverso Marvel. E pior ainda, ele não está sozinho: ele tem a ajuda dos Herdeiros, seres parecidos com ele, com poder equivalente e que também estão à caça dos totens-aranha.

Os Herdeiros e sua decoração nada convencional
A história começa com o Homem Aranha Superior (explicaremos quem ele é mais para a frente) viajando acidentalmente pelo tempo-espaço e indo parar no universo futurístico de 2099. Quando tenta voltar a linha do tempo normal, ele acaba chegando a uma dimensão onde houve uma grande batalha e um Homem Aranha foi assassinado. Ao fazer mais algumas viagens temporais, ele começa a perceber que vários totens-aranhas estão sendo caçados e passa a recrutar os sobreviventes para formar uma super equipe de aranhas e enfrentar a ameaça. Praticamente todos os personagens aranha já criados pela Marvel aparecem nessa saga. Há referências inclusive aos dos filmes (apesar de que eles não aparecem diretamente, pois a Sony não autorizou). Por isso faremos aqui uma lista com os melhores aranhas do Aranhaverso, começando claro por:


1 - Homem Aranha (Peter Parker)



É o clássico, amigão da vizinhança, Peter Parker. Sabe, aquele do grandes poderes. grandes responsabilidades, picada de aranha radioativa e que vive apanhando? Pois é. Ele é o aranha clássico e passa a ser o líder da equipe, mais a frente, na saga. Mas quem foi realmente responsável por juntar toda a equipe de aranhas foi:
2 - Homem Aranha Superior (Otto Octavius)


Durante a saga Homem Aranha Superior (anterior ao Aranhaverso) Peter Parker trocou de corpo com o Dr. Octopus, mas antes fez o vilão jurar que levaria seu legado adiante, utilizando os poderes do aranha. Otto, no corpo de Peter Parker acaba virando uma espécie de anti-heroi, sendo cruel com seus adversários, mas, em alguns casos, bem mais efetivo que o herói. É ele quem detecta que os totens-aranha estão sendo atracados e junta super equipe.





3 - Spider Gwen (Gwen Stacy)


De um universo alternativo onde quem foi picada pela aranha radioativa na verdade foi a Gwen Stacy. Nesse universo, Peter Parker continua sendo um nerd simples e, tentando imitar a Garota Aranha e ganhar poderes, se transforma no Lagarto. Gwen o enfrenta e ele acaba morrendo, fato que se torna o trauma de heroína, assim como o tio Ben foi para o Homem Aranha Clássico.







4 - Homem Aranha Noir (Peter Parker)



É um homem aranha um tanto diferente dos outros. A história dele se passa por volta dos anos 30 e tem um estilo clássico. Sua história e os vilões foram adaptados para lembrar a estilística de filme policial dos anos 30. Ele usa armas, luta de forma mais stealth, mas tem os poderes de clássicos do aranha. Teve uma HQ dedicada a ele e sua introdução no Aranhaverso é uma continuação direta a ela.





5 - Homem Aranha 1602 (Peter Parquagh)




1602 é uma história especial da Marvel, escrita por Neil Gaiman, que reimagina todos os herois numa trama passada na Inglaterra de 1602. Aqui Peter é o assistente de Sir Nicholas Fury, e acaba sendo picado por uma aranha "incomum", se tornando o herói. Ele é muito importante na trama do Aranhaverso.





6 - Mulher Aranha (Jessica Drew)



Jessica Drew também faz parte do universo principal da Marvel e é uma personagem bem antiga, inclusive. Entretanto, apesar de ter esse nome, a origem e os poderes dela não tem muito a ver com o Homem Aranha. Ela recebeu seus poderes através de uma experiência, ainda no útero de sua mãe. Apesar disso ela também é um totem-aranha e tem uma participação muito interessante na saga.





7 - Teia de seda (Cindy Moon)


Cindy Moon é outra personagem que também faz parte do universo principal da Marvel, mas foi adicionada ao hall de herois recentemente, na saga Pecado Original. Ela foi picada por uma aranha, irradiada por um acelerador de partículas, que havia picado Peter Parker. Assim, ela acaba recebendo parte dos poderes de Parker, virando a Teia de Seda. Quando começou a manifestar seus poderes (ela possui teias orgânicas) um personagem chamado Ezekiel Sims descobriu que Morlun estava cançando-a e tentou escondê-la. Ela permaneceu escondida e reclusa por treze anos até que foi encontrada por Peter. A história do Aranhaverso gira principalmente em torno dela.


8 - Supaidaman (Takuya Yamashiro)



Você sabia que já ouve um Tokusatsu (série de heróis japoneses) do Homem Aranha? Takuya Yamashiro recebeu sangue de um alienígena do planeta Spider e acabou virando o Homem Aranha. Seus poderes são os mesmo do Peter Parker, mas ele possui (olha só) um robô gigante, o Leopardon. E, sim, o robô gigante aparece no Aranhaverso. 







Ufa... É muita gente, não? E olha que eu não falei nem sobre a metade. Por isso super recomendo a HQ para todo mundo. No Brasil ela está saindo pela Panini na revista mensal O Espetacular Homem Aranha (desde a edição 6) e tem uma revista exclusiva bimestral do Aranhaverso que está na edição número 3. Até a próxima, pessoal.

quinta-feira, maio 12, 2016

[Quinta Em Outra Língua #40] The Rose & the Dagger - The Wrath And The Dawn #2 - Renne Ahdieh


Título: The Rose & the Dagger
Autor: Renne Ahdieh
Editora: G.P. Putnam's Sons Books for Young Readers

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Eu estou cercada pelo deserto por todos os lados. Uma convidada, em uma prisão de arei e sol. Minha família está aqui. E eu não sei em quem confiar.


Em uma terra à beira da Guerra, Shahrzad foi tirada do amor de seu marido Khalid, o caliph de Khorasan. Certa vez, ela acreditou que ele era um monstro, mas seus segredos revelaram um homem atormentado pela culpa e uma poderosa maldição- uma que pode mantê-los separados para sempre. Reunida com sua família, que se refugiaram com os inimigos de Khalid, e Tariq, seu amor de infância, ela deveria estar feliz. Mas Tariq agora comanda as forças que querem destruir o império de Khalid. Shahrzad é quase uma prisioneira, presa entre lealdades para as pessoas que ama. Mas ela se recusa a ser um peão e elabora um plano.

Enquanto seu pai, Jahandar, continua a jogar com forças mágicas que ele ainda não entende, Shahrzad tenta descobrir habilidades que estão dormentes dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho esfarrapado e um jovem tempestuoso, mas sábio, Shahrzad tentará quebrar a maldição e se reunir com seu verdadeiro amor.

Tive uma surpresa. Mas tipo foi um super surpresa. Eu, já acostumada com séries grandes, ou mesmo trilogias (tudo é trilogia hoje em dia), fiquei de boca aberta quando descobri que a série de The Wrath and the Dawn continha só dois livros. SIM! Isso mesmo que vocês leram, esse livro é o segundo e último da série e que série! Eu só descobri que era realmente o fim quando cheguei no epilogo do livro, mas bem foi uma surpresa boa, porque vamos encarar, a pior coisa é ter que esperar as continuações serem lançadas. 

Eu não gosto que me deixem esperando. NÃO MESMO!

Eu não quero me estender muito nessa resenha, até mesmo porque não posso falar muito sem revelar spoilers. 

The Rose and the Dagger continua a história de Shahrzad e Khalid que vão fazer de tudo para acabar com uma maldição e poder viver juntos e felizes.

❝She belonged in a palace of marble and stone. A queen, in her own right. With a boy-king who loved her, as she loved him.❞
“Ela pertencia em um palácio de mármore e pedra. Uma rainha, no seu próprio direito. Com um garoto-rei que a amava como ela amava a ele.”

Esse livro envolveu mais personagens e chego a dizer que até mesmo se centrou mais em alguns deles. Os sentimentos de Tariq, primeiro amor da Sharzi ficam tão mais evidentes e apesar do ódio dele pelo Caliph, ele mostra ser uma pessoa honrada e forte. 

Algumas lealdades são testadas e não exatamente com um bom resultado. Quem ganha um forte destaque também é a irmã de Shazi, Irsa e o melhor amigo de Tariq, Rahim que tem um romance bem fofinho e mostram que não nasceram pra ficar só olhando os personagens principais terem destaque, eles queriam o destaque deles também. 

Shazi passa a seguir sua herança mágica e isso leva ela ao “magos” do Tempo de Fogo, onde um dos melhores personagens desse livro se apresenta. Com um humor meio louco e bastante duvidoso, Artan ganhou meu coração e se mostrou um ótimo amigo pra causa do nosso casal favorito. 

Sharz está ainda mais petulante e mais rainha ainda. Khalid continua sendo o cara calado, sombrio e inteligente (muito homem gente), mas ele mostra sempre o lado mais fofo dele pra esposa. Assim, facilmente, ele se mostra um dos personagens mais queridos pra mim. 

Posso ter ele de presente de aniversário?
 (Tipo, ta meio longe, ainda dá tempo de encomendar)
A história se desenrolou muito bem em meio a guerra, magia, romance e traições (algumas bem surpreendentes), se eu tenho uma reclamação é que tudo foi um pouco corrido, acho que se houvesse um terceiro livro, a história poderia ser melhor explorada (sim, nem eu acredito que to pedindo por um terceiro livro, mas tenho que ser sincera aqui). Tirando isso eu gostei de tudo, da nova ambientação, dos novos personagens, das interações entres os outros personagens que eu já queria ver faz um tempo e claro da mitologia desse livro que eu amo. 

The rose and the dagger foi uma ótima conclusão pra essa série que eu li esse ano e me apaixonei, não tão poderoso quando The Wrath and the Dawn, mas uma verdadeira obra prima dessa autora que me mostrou como essa cultura pode ser interessante e ainda mais mística do que eu pensava. Eu to triste que terminou.

P.S. Essa capa é tão bonitaaaa *-*

Sou uma pessoa muito boa e vou dar cinco Khalids pra vocês hehe
(Quem dera fosse verdade gente!)



quarta-feira, maio 11, 2016

Eu li: Tensão - Gail McHugh


Título: Tensão

Autora: Gail McHugh


Editora: Arqueiro

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Após a morte da mãe, a vida de Emily Cooper vira de cabeça para baixo. Ela precisa de um novo começo, e Dillon Parker, seu namorado, a convence a se mudar para mais perto dele a fim de passarem mais tempo juntos.
Em Nova York, Emily arranja um emprego temporário como garçonete em um restaurante no centro de Manhattan. Ao sair para fazer uma entrega logo no primeiro dia de trabalho, ela esbarra em Gavin Blake, um empresário sexy e bem-sucedido. Assim que seus olhares se encontram, há uma tensão no ar, mas nenhum dos dois consegue entender ou explicar essa forte conexão. Atormentada, Emily tenta não pensar muito naquele desconhecido que mexeu tanto com ela.
Porém, ela descobre que Dillon e Gavin são amigos e que terá de conviver com ele muito mais do que poderia ter imaginado. Perdida em sentimentos confusos, Emily sente o desejo por Gavin crescer e se tornar mais ardente a cada vez que se encontram. Será que os dois vão resistir à tensão ou se entregar a essa paixão, apesar de todas as consequências?

Olá, pessoal. Hoje vamos falar desse livro que é um erótico, mas nem tanto.
A capa e a sinopse de Tensão vendem como se fossem um livro puramente erótico com triângulo amaroso, mas não é bem assim. Emily Cooper acabou de perder sua mãe, após uma longa luta contra um câncer. Sem muitas opções em sua cidade natal e, por sugestão de seu namorado, Dillon Parker, ela decide se mudar para Nova York e tentar uma nova vida. Morando junto com sua melhor amiga, Olívia, (morar com o namorado era um passo grande demais para o qual Emily ainda não estava pronta) começa a trabalhar em um restaurante enquanto não consegue arrumar um emprego como professora. Eis que surge o estereótipo de livros eróticos: o homem rico, bonito, bem sucedido e que sabe realizar todas as fantasias das mulheres, Gavin Blake, e é óbvio que foi amor a primeira vista.

Embora o pai tivesse lhe contado histórias sobre amor à primeira vista, até aquela tarde fatídica, Gavin Blake tinha acreditado que isso não passava de um mito. A atenção dele estava concentrada na loura do balcão de informações, mas seus olhos se fixaram em Emily no instante em que ela entrou. Ele notou o modo como ela sorriu para o segurança. Sua beleza o atingiu em cheio, de imediato. Porém, mais do que isso, sentiu-se atraído por ela como se houvesse uma corda amarrada à sua cintura e ela estivesse na outra extremidade puxando-o.

O título Tensão faz jus à trama: a personagem principal obviamente está apaixonada por Gavin, mas também se sente muito segura com seu namorado Dillon, apesar de ele claramente subvalorizar-la. Emily e Gavin passam grande parte da trama justamente nessa tensão sexual por estarem atraídos, mas não poderem ir para os finalmentes e boa parte da diversão do livro está justamente nisso. Os diálogos entre eles são hilários e as situações, apesar de algumas vezes forçadas por coincidências excessivas (eles se encontram sem querer toda hora) deixam bem claro que o romance do livro nunca foi um triângulo amoroso de verdade. 

Outro ponto alto do livro e que, diferente de outros livros do genêro, Gail McHuch se preocupou em dar um passado e desenvolver bem os personagens que estão em volta do romance. O próprio Gavin possui um background interessante e que trás uma boa reviravolta no final. A melhor amiga de Emily, Olívia, já detesta Dillon há algum tempo e eles vivem trocando farpas. As brigas deles são outra parte muito engraçada.

- Estou tão feliz por você estar aqui! - exclamou a amiga. - Como foi o voo?
- Resisti sem precisar de drogas ou de bebidas alcoólicas - Emily sorriu - Então diria que foi tudo bem.
- Em ficou bem. - Dillon se aproximou e passou o braço pela cintura de Emily. - De qualquer forma, eu não deixaria que nada acontecesse a ela.
Revirando os olhos castanhos, Olivia cruzou os braços.
- Claro, porque você seria capaz de impedir a queda de um avião, Dillon.
Ele olhou sério para Olivia e colocou as malas de Emily no chão.
- É isso mesmo, Oliver Twist. Sou a porra do Super-Homem, lembre-se disso.
Emilý deixou escapar um suspiro.
- Já faz um tempo que não encontro vocês dois juntos. Tinha esquecido o quanto se curtem.
Olivia deu um sorrisinho afetado e pegou a mão de Emily.
- Vamos, deixe eu lhe mostrar a casa. - Puxando a amiga recém-chegada pelo corredor, Olivia se virou para Dillon: - Seja útil e desfaça as malas dela ou algo assim, Babaca-Mor.

A narração e o poder de descrição da autora são bons, nada além disso. O texto em terceira pessoa faz você viajar da cabeça de Emily para a cabeça de Gavin de capítulo em capítulo, apesar do foco ser muito maior nela. O livro em si não é exatamente erótico. Comparando com outros como Cinquenta tons de cinza ou livros da Silvia Day, a quantidade de cenas de sexo por página é até bem pequena.  O foco mesmo é muito maior na tensão sexual da vida de Emily do que no ato em si. 

O final do livro que deixa alguns ganchos para a continuação (Pulsação) eu achei particularmente forçado. Claramente a trama podia ter acabado em um único livro, mas a autora resolveu trazer uma complicação extra para que houvesse a continuação. Acaba que o livro ficou com um final bem vago, não curti. Fora que um dos ganchos aparentemente será algo extremamente clichê, mas contarei pra vocês sobre isso quando resenhar o segundo livro.

Eu gostei de Tensão e minha nota final é:

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