terça-feira, julho 25, 2017

Eu Li: Maze Runner: Prova de Fogo - Maze Runner #2 - James Dashner

Título: Maze Runner: Prova de Fogo
Autor: James Dashner

Editora: V & R

Série: Maze Runner

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O Labirinto foi só o começo... o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos.
Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo.

Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar.

Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.


Atenção, Maze Runner: Prova de Fogo é o segundo livro de uma série e essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Já resenhamos o primeiro livro AQUI e a Graphic Novel derivada AQUI.

Sabe aquela máxima que diz que o segundo livro de uma série sempre é o mais fraco? Ainda não li o terceiro de Maze Runner, mas por enquanto isso é uma verdade. 

O Labirinto ficou para trás. Thomas, Teresa e os demais clareanos sobreviventes conseguiram fugir da experiência do CRUEL e estão num lugar aparentemente seguro, salvos por um grupo misterioso. Entretanto, tudo vira completamente quando seus salvadores aparecem mortos e Teresa some. Em seu lugar surge um outro garoto, Aris, que também possui uma conexão mental com Thomas e informa que existe mais um grupo (esse composto por garotas) que também estava preso num labirinto. 

Quando os clareanos estão a beira do desespero, sem recursos e prestes a serem atacados pelos cranks (pessoas descontroladas, contaminadas com a doença conhecida como fulgor), um homem desconhecido surge, os salva, informando que a experiência do CRUEL ainda não acabou e que os sobreviventes tem uma nova missão. Além do lugar onde eles se encontram existe um deserto inóspito que eles devem atravessar e, caso consigam, serão salvos pelo CRUEL. O Homem também informa aos clareanos que por ter entrado em contato com os cranks, todos foram contaminados com aquela doença misteriosa chamada fulgor, mas, caso cumpram com a missão, todos serão curados.
- Vocês podem pensar, ou pode parecer, que estejamos meramente testando a sua capacidade de sobreviver. Superficialmente, o Experimento Labirinto poderia ser erroneamente classificado dessa maneira. Mas eu lhes asseguro… não se trata apenas de sobrevivência e da vontade de viver. Essa é só uma parte deste experimento. O quadro maior é algo que vocês só entenderão no final.
Ok, essa ideia de você escrever um história com um grupo em perigo que é salvo no final do primeiro livro, só para descobrir no início do segundo livro que, na verdade, eles estão em um perigo ainda maior é um clichezasso que, se bem apresentado, ainda dá uma boa história (Em Chamas é isso e é o melhor livro da série Jogos Vorazes). Não é o caso aqui. Prova de Fogo acabou sendo para mim um livro altamente repetitivo e que cai naquele erro de acumular vários mistérios que nunca são solucionados.

Primeiramente, o deserto: aparentemente aqui é o mundo real (não sei porque ainda não li o último livro e pode acabar sendo algo completamente diferente) e está tudo destruído. Em dado momento há um diálogo em que eles discutem que ali seria um parte do México. Houve algum grande cataclismo que levou à destruição de boa parte do mundo (transformado em deserto) e a liberação dessa doença chamada fulgor que leva as pessoas a se transformarem em algo muito próximo de um zumbi. O grande problema da trama é que toda a construção do livro e da viagem pelo deserto, remete a uma repetição dos acontecimento do primeiro livro e dos perigos do labirinto.

Os personagens pouco evoluem e alguns, inclusive, tomam algumas decisões que não fazem o menor sentido. Thomas mantém aqui o papel de líder e permanece mais ou menos como no primeiro livro, mas toda a inteligência que os clareanos tiveram antes para manter um sociedade coesa foi esquecida. Teresa também está um porre: em dado momento eu estava ficando com raiva toda vez que ela aparecia na trama. Fora que o romance entre ela e Thomas (ou melhor, o Thomas sendo feito de trouxa por ela a cada 20 páginas) acaba ficando imensamente raso e cansativo.

Por outro lado, o livro não é de todo ruim. O poder descritivo do autor continua bem presente aqui e trás ótimas cenas de lutas e suspense. Uma coisa que o James Dashner sabe fazer é trazer brutalidade pras cenas que envolvem violência e aqui ele está mais sádico do que nunca pra imaginar as mais diferente formas de matar personagens. Uma coisa que evoluiu bastante do primeiro livro são os diálogos: em Correr ou Morrer vários são extremamente repetitivos e arrastados. Em Prova de Fogo esse aspecto melhorou muito.

No final das contas Prova de Fogo poderia ter sido um ótimo livro se tivesse solucionado pelo menos alguns mistérios e trouxesse alguma evolução para os personagens. Uma pena a resolução toda aparentemente ter ficado tudo para o último livro... Ah, o final me deu uma raiva absurda.


sábado, julho 22, 2017

[Lista] Séries de Livros Gigantescas

Série Mortal da Nora Roberts (J. D. Robb é psedônimo): 56 livros e contando...
Ok, todo mundo aqui adora ler e sabe que existem séries de livros maravilhosas. Mas as vezes os autores perdem a mão (talvez literalmente de tanto escrever) e acabam criando umas séries que não tem fim. Não é de todo ruim, mas as vezes é um inferno financeiro tentar juntar um série inteira ou mesmo se dedicar a ler tudo. Quem nunca chegou no último livro já nem se lembrando mais do que aconteceu no primeiro?... E quando a editora não comprou os direitos de publicação da série inteira e sai em parte? Que inferno!... 

Então como bons leitores e sofredores , criamos aqui uma lista com algumas dessas séries sem fim. Fiquem até o final e respirem fundo porque você ainda vai sofrer muita ansiedade esperando algumas continuações...

1 - Série Mortal - Nora Roberts (como J. D Robb)


Nora Roberts é, basicamente, uma máquina de escrever. A mulher lança pelo menos três livros todo ano e consegue magistralmente escrever os mais variados tipos de literatura. De romance a fantasia, Nora já escreveu de tudo um pouco. Mas nada se iguala em extensão à sua série Mortal. A série policial e de mistério é protagonizada pela Detetive Eve Dallas e se passa numa Nova York futurista. Escrevendo com o pseudônimo de J. D. Robb, Nora já lançou 55 livros da série, com o próximo já previsto para sair em setembro (lá fora). Isso sem falar de alguns contos publicados pela autora que se situam nesse universo. Aí que está o grande problema para o fã brasileiro: mais ou menos metade da série ainda não foi publicada oficialmente no Brasil. Mas, se você se desesperou só de ver a quantidade de livros, não se preocupe: cada um deles pode ser lido individualmente pois a continuidade das tramas é fechada. O primeiro livro da série, Nudez Mortal, inclusive, é muito bom e eu recomendo.

2 - Shadowhunters - Cassandra Clare



A série de fantasia urbana de Cassandra Clare, nascida originalmente como uma fanfic de Harry Potter, inicialmente seria uma trilogia. Após a conclusão dos três primeiros livros, descobrimos que, na verdade, Os Insturmentos Mortais só terminaria na 6ª publicação, sendo que, ao mesmo tempo, Cassandra começou a lançar a trilogia prelúdio As Peças Infernais. No final das contas, enquanto estiver dando dinheiro, imagino que essa série não vá acabar. Hoje, oficialmente, o universo dos Shadowhunters é composto de 13 livros, entre séries, trilogias, manuais e livros de contos. Achou pouco? Não se preocupe: já há pelo menos mais nove livros engatilhados para produção. O próximo, inclusive é o segundo da série Os Artifícios das Sombras (Senhor da Sombras) e sai em setembro. A grande vantagem para quem curte acompanhar essa série é que ela está saindo inteira no mercado brasileiro.

3 - Crônicas Saxônicas - Bernard Cornwell
Sim, as capas se complementam
Bernard Cornwell é um autor focado em romances históricos. Ele já escreveu várias séries de livros como a trilogia do Arthur, a da Busca pelo Graal, além de ter vários livros one shot. Mas, quando ele resolveu que queria escrever um série gigantesca não poupou esforços, nascendo daí as Crônicas Saxônicas. Narrando a história de Uhtred um nascido lorde saxão, sequestrado e criado por dinamarqueses, a série já rendeu 10 livros, todos já lançados no Brasil. Pouco? Que nada: Cornwell já afirmou que a série não terminará antes do 16º livro.

4 - Wild Cards - George R. R. Martin


Ao invés de escrever logo o final de GoT, George Martin fica editando outros livro por aí... Tsc... Tsc...
George R. R. Martin ficou famoso com As Crônicas de Gelo e Fogo, os livros que originaram a série da HBO Game of Thrones. Mas, bem antes disso, Martin já era um premiado escritor de ficção científica. Em meados de 1987 o autor começou a jogar um RPG de super heróis e ficou fascinado com vários personagens que havia criado, iniciando a partir deles a série Wild Cards. Os livros narram através de vários contos um mundo onde uma arma alienígena explodiu liberando um vírus que reescreve o DNA humano. A mutação pode tanto matar a pessoa (acontece com 90% das pessoas atingidas), quanto torná-la uma criatura deformada, os chamados coringas (aconteceu com 9% das pessoas) ou ainda garantir-lhe super poderes, os chamados ases (os outros 1%). Martin edita os livros dessa série de 1987 e ela já possui 22 livros escritos. Achou muito? Então aguenta porque ela ainda não acabou e ainda vem mais por aí. No Brasil a Leya vem lançando de dois a três livros anualmente, sendo o último lançado o volume 8: Luta de Valetes.

5 - Os Guardiões de Ga' Hoole -  Kathryn Lasky


Guardiões de Ga'Hoole não é uma série de livros exatamente muito conhecida, tendo maior reconhecimento pelo filme A Lenda dos Guardiões de 2010, dirigido pelo nosso querido amigo Zack slow motion Snyder. Os livros em si são uma história infantil protagonizada pelas corujas que vivem na Floresta de Tyto e passam por várias aventuras. Mas se você achou que por ser uma série infantil a autora Kathryn Lasky ia pegar leve, se enganou. Entre todos as histórias, mais os contos e um guia, a série conta com 18 livros, todos já lançados no Brasil. Não satisfeita, a autora ainda criou uma outra série spin-off de 6 livros: Guardiões da Coragem, sendo que os dois primeiros já saíram aqui nas terras tupiniquins.

Menção Honrosa - Universo Expandido Star Wars - Vários Autores


Não podíamos terminar uma lista de séries gigantes sem citar Star Wars. Originalmente o Universo Expandido contava, entre quadrinhos, livros e jogos, com mais ou menos 400 obras. Quando a Disney adquiriu os direitos da LucasFilm, eles trataram de remover praticamente todas essas obras do universo oficial, passando a chama-las de Legends e começaram a trabalhar num novo cânone. Logo que eu comecei a escrever para o blog no ano passado fiz uma matéria em 7 partes (os primeiros Nerdice Pai D'égua) listando todo esse novo cânone de Star Wars e, na época, existiam mais ou menos uns 20 livros e quadrinhos. Atualmente a série já foi atualizada para pelo menos o dobro. Enfim, é impossível acompanhar tudo: saem pelo menos 10 novos livros por ano e quase todo mês são anunciados novos quadrinhos. Nem metade sai oficialmente no Brasil...

É isso aí pessoal. Espero que você tenham curtido mais essa lista. Gostaram? Esqueci alguma série gigantesca? Se lembrarem, comentem.

sexta-feira, julho 21, 2017

Eu Li: Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh

Título:
Ligeiramente Perigosos
Autora:
Mary Balogh
Editora:
Arqueiro
Série:
Os Bedwyns #6
Ano:
2017

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Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.
Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.
Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.
Em Ligeiramente Perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito.
Oiiii...vamos de romances de época hoje? Claro!

Hoje é com pesar que resenho o último livro da série os Bedwyns. Sim, esse livro conta o que aconteceu no final com o todo poderoso Wulfric, vulgo o taciturno e inatingível Duque de Bewcastle. Para você que ainda não leu nenhum livro da série, me desculpe mais agora no início da resenha já vou ter que soltar alguns spoilers inofensivos para poder dar continuidade, ok? 

No todo são 6 irmãos Bedwyns, Wulfric é o primeiro logo levou o título e a responsabilidade sobre a família. Mas nesse livro ele já está com a certeza de que seus irmãos estão bem encaminhados na vida, então chegou a vez dele se arranjar com alguém? Na Nani Na Não... Wulfric vive muito bem a sua vida de tirano assustador, organiza bem suas terras, posses e afins... fica vigilante sobre os irmãos e tem uma amante que cumpre a sua função sem ficar pedindo mais em troca. E lembra que em um dos livros, se eu não me engano no da Morgan, nós descobrimos o que aconteceu de fato com aquele noivado dele de muitos anos atrás. Pois é... só lembrar dele é traumatizante demais... imagina se ele vai encarar outro.

O problema é quando essa amante dele morre... pois é... nem tudo que é bom dura para sempre. Depois de alguns meses sem a família para fazer barulho na casa enorme e sem a amante para esquentar suas noites, e sem problemas do ducado para resolver, o que sobra? Sobra um convite para ir passar alguns dias no campo para comemorar o noivado de um parente de um ´´amigo`` se é que o outro nobre pode receber esse título. E por incrível que pareça, Wulfric chegou ao ponto de aceitar o convite.

E é no campo que o Duque vai ser afrontado pela Sra. Cristine, a prima por aderência do anfitrião do baile. Cristine é uma mulher viúva que vive com a mãe e a irmã mais velha que tem muito orgulho de ser uma solteirona convicta. Cristine leva uma vida sossegada com elas em um povoado em que todos se conhecem e acolhem ela apesar das fofocas que rodam o nome dela em meio a nobreza.

Cristine não tem muita ambição na vida, ainda sente de forma mais singela a falta do esposo por quem ela se apaixonou de cara, mas que acabou descobrindo posteriormente que ele tinha certos problemas. E assim ela vai levando a vida até que sua grande amiga invade a casa dela em uma bela tarde dizendo que em sua próxima festividade um convidado masculino a mais está chegando repentinamente e ela precisa equilibrar o número de casais e colocou na cabeça que só a Cristine pode salvar a reunião.

Essa amiga dela não deixa brechas para uma recusa, e mesmo com todos os temores dela sobre as fofocas que a rodam ela vai para ajudar a amiga. Cristine, apesar de já ter feito parte da nobreza, não conseguiu deixar de ser ela mesma. Ela não é uma mulher belíssima, mas é uma mulher atraente, cativante, com autonomia e autenticidade, e isso em uma mulher naquele período era sinônimo de problemas. E é mais por causa disso que as pessoas fofocam sobre ela, isso e a misteriosa morte de seu esposo.

Essas características dela chamam a atenção do Duque de Bewcastle, que logo vê uma possível substituta para a sua amante. O que ele não poderia contar era encontrar uma mulher que conseguisse fazer ele ceder, subir em arvores e percorrer labirintos só para encontrá-la no centro e roubar um beijo. É... quem diria que esse Duque um dia estaria fazendo esse tipo de coisa... o embate de forças entre eles é engraçado e por vezes bem distintos. A forma como ela vai conseguindo adentrar a armadura de Wulfric chama a atenção de todos, mesmo a família dele... que na surdina da noite trama altas situações para que Wulfric fique com Cristine.

O livro lembrou bastante meu livro favorito... Orgulho e Preconceito... os diálogos deles foram fantásticos. E admiro o fato da autora não ter mudado drasticamente o personagem Wulfric, acho que isso faria uma desconstrução horrenda dele. O livro é um final real para essa série que eu amei tanto acompanhar, obrigada a Arqueiro e a Mary Balogh pelo livro!

Espero que tenham gostado da resenha, e fica a dica!


terça-feira, julho 18, 2017

Eu Li: Mentira Perfeita - Carina Rissi

Título:
Mentira Perfeita
Autora:
Carina Rissi
Editora:
Verus
Ano:
2016
Série:
Spin-off de ´´´Procura-se Um Marido``

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Com Mentira Perfeita, Carina Rissi prova mais uma vez que o seu forte é contar boas histórias, com ritmo acelerado e repletas de paixão, humor e reviravoltas. Júlia não tem tempo para distrações. Ela é brilhante e sempre se esforça para ser a melhor naquilo que faz; por essa razão, sua vida pessoal acabou ficando de lado. Algo que sempre preocupou sua tia Berenice. Gravemente doente, a mulher teme que Júlia acabe completamente sozinha quando ela se for. Júlia faria qualquer coisa qualquer coisa mesmo! por tia Berê e, em seu desespero para agradar a única mãe que já conheceu, inventa um noivo enquanto torce por um milagre... E então o milagre acontece: Berenice se recupera e, assim que deixa o hospital, gasta todas as suas economias com o casamento dos sonhos para a sobrinha. Como Júlia pode contar a ela que mentiu, com a saúde da tia ainda tão frágil? É quando Júlia conhece Marcus Cassani. Ele é irritantemente cínico, mulherengo e lindo de um jeito que a deixa desconfortável. Marcus também está enfrentando problemas, e um acordo entre eles parece ser a solução. Tudo o que Júlia sabe é que deveria se afastar de Marcus. Mas seu coração tem uma ideia muito diferente... Mentira Perfeita é um spin-off de Procura-se Um Marido, uma história que se passa no mesmo universo da primeira. Aqui você vai conhecer novos personagens inesquecíveis, além de rever aqueles que já moram no seu coração.

Oi genteeeeeeeeeeeeeeeee... Quem já leu esse querido Spin-Off? 

Hoje temos resenha de mais um dos maravilhosos livros da Carina Rissi, essa autora nacional, responsável por aquecer nossos corações e mentes com livros como: ´´Perdida``, ´´Encontrada``, ´´No mundo da Luna``, Destinado``, ´´Prometida`` e agora a editora Verus está lançando o novo livro dela chamado ´´Quando a noite cai`` e tomei como missão apresentar um pouco mais do trabalho dela para as pessoas que ainda não conhecem. Você precisa ler, pois está perdendo a oportunidade de se deliciar com essas histórias fantásticas!

Se você está procurando uma dica para saber por onde começar a ler a Carina, minha dica para você é: comece pelo ´´Procura-se Um Marido`` pois alguns personagens do livro ´´Mentira Perfeita`` são apresentados no primeiro livro, e desenvolvidos como protagonistas somente o segundo livro. Como por exemplo o nosso protagonista masculino, o belíssimo Marcus Cassani. Não tá entendendo como? Bem, o Marcus aparece no primeiro livro como irmão mais novo do Max o mocinho do primeiro livro. No primeiro livro o Marcus não está em evidência, ele aparece como o irmão do Max que é um pentelho e está em uma cadeira de rodas devido há um acidente. 

O que aconteceu de fato com o Marcus não é bem explanado no primeiro livro, somente no livro de hoje o personagem e todos os seus mistérios serão revelados para os leitores. No primeiro livro algumas pessoas podem dizer que o Marcus é um garoto muito extrovertido e as vezes chato. No segundo livro ele está mais amadurecido, e continua na cadeira de rodas, e tem que lidar com a possibilidade de permanecer nela por um tempo assustador para ele.

Enquanto isso precisamos conhecer a nossa mocinha da história. Acho que não tem como descrever Júlia além de nada convencional. Júlia é uma jovem adulta que começou a trabalhar na empresa de Alicia (a mocinha do primeiro livro) como estagiária de certa forma, e acabou se destacando como uma excelente profissional no setor de tecnológicas e posteriormente foi contratada. Ela e seu mais que chato parceiro de setor são responsáveis por desenvolver e organizar o site da empresa com toda a logística possível para que o consumidor fique satisfeito.

Ela não é uma femme fatale, ela é mais uma garota comum com carinha de nerd e que se destaca como profissional da área de tecnologias. Essa personagem como adulta reflete muito todo o drama que ela passou na infância. Infelizmente não posso contar o que aconteceu com ela por que isso é um MEGA SPOILER e vocês sabem como sou muito contra spoilers em resenhas. 

Júlia desde a infância mora com sua tia Berênice, uma senhora muito marcante para todos nós. E Julia rala muito no trabalho para juntar dinheiro para bancar toda a logística da cirurgia da tia, pois a tia Berê é uma linda com um coração mais lindo ainda, só que o coração dela está com os dias contados. Sim, ela tem um problema no coração e precisa de transplante urgente, ela está por um fio!

E em uma das vezes que a tia de Julia passou mal, depois de recobrar a consciência em um hospital acabou dizendo que o sonho dela sempre foi ver o casamento de Júlia. Só que Júlia não namora com ninguém desde o pateta do wi-fi. Então Júlia se vê mentindo para a tia, dizendo que tem um namorado que é um Sr. Darcy de tão perfeito (palavras minhas claro...kkkk). Então é aí que nossa história começa, quando essa ratinha de computadores começa a procurar alguém que a ajude a mentir para a tia, para que ela fique mais tranquila até surgir um doador.

O problema é que algumas mentiras são uma bola de neve! A tia de Julia saí do hospital e adivinha qual é a primeira coisa que ela faz? Pega todas as suas economias e paga uma empresa para preparar o casamento de Júlia, então essa corre até a empresa do casamento e conta a verdade para anular o contrato, só que está no contrato que somente a tia Berê pode cancelar o contrato.

A solução de Júlia surge quando Marcus descobre o que aconteceu e resolve fazer uma troca de favores com Júlia. Ela finge que é a cuidadora dele para que a família dele pare de encher o saco dele sobre morar sozinho e ele finge que é o namorado perfeito. Sem saída Júlia se vê obrigada a aceitar a proposta. E vocês já podem imaginar o que vai acontecendo, né? A proximidade permite que eles se conheçam melhor. 

Até o momento que a mentira já não é tão mentira assim... e coloca a Júlia em uma posição super desconfortável onde ela não sabe mais diferenciar se o que eles vivem é real ou Marcus é um bom ator. Ela não tem essa vivência toda em relacionamentos para saber diferenciar... e Marcus que já tem uma super experiência com mulheres se vê pensando somente em Júlia e não consegue aceitar o que está de fato sentindo.

A história deles é super linda, pois eles dois por mais incrível que possa parecer são tãoooo reais, não sei se outros leitores sentiram isso, mas quando li o livro me pareceu que uma amiga estava contando o que aconteceu com ela, e como ela conheceu o cara perfeitamente imperfeito, ele é chatinho as vezes, tem um histórico de mulheres bem vasto, e tem seus temores e travas, mas ainda assim é perfeito para ela. 

Nossa... queria contar tantas outras coisas do livro, mas elas iriam entrar no campo dos spoilers. Então, decidi terminar essa resenha com um recadinho a nossa querida autora: Carina, minha linda, quando você vai lançar o livro do Nicholas? Me diz pelo amor de Deus que você já escreveu, ou pelo menos pretende escrever... POR FAAAAAAAAAAAAAAAAVOORRRRRRRRRRRRRRRRRRR!

Fica a dica, e espero que vocês tenham gostado da resenha... até a próxima!


segunda-feira, julho 17, 2017

Eu Li: Star Wars: Herdeiro do Jedi - Kevin Hearne

Mas eles não acertam essas traduções...

Título:Star Wars: Herdeiro do Jedi
Autor:
Kevin Hearne

Editora:
Aleph

Ano:
2016
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A Guerra Civil Galáctica segue após a destruição da Estrela da Morte e Luke Skywalker se esforça para aprender mais sobre a Força sem a ajuda de Obi-Wan Kenobi – ou de fato sem nenhuma ajuda. Mas as poucas memórias que ele tem das instruções de Obi-Wan apontam a direção para um maior controle da Força, e ele é encorajado para perseguir isso por um novo amigo na Aliança. Quando Luke, R2-D2 e seu novo aliado recebem a missão de liberarem uma pessoa do Império e entregando-a em um planeta seguro onde ela pode ajudar a Aliança, a jornada deles pela galáxia é cheia de perigos – e oportunidades para Luke descobrir os mistérios da Força.


E vamos entrar nessa série infinita chamada Universo Expandido Star Wars. Desde que a Disney comprou a LucasFilm em 2012 e todas as propriedades intelectuais da mesma, Star Wars vem ganhando um novo universo expandido. Boa parte dos livros que existiam anteriormente foi ignorada (ou se tornou a série legends) e, desde então novos autores (e alguns antigos) foram chamados para compor novas histórias do cânone com personagens conhecidos ou não. No caso de Herdeiro do Jedi, o protagonista aqui é Luke Skywalker e o livro se passa entre os episódio IV e V.

Luke ainda não é um Jedi. Apesar de ter conseguido se utilizar da Força para destruir a Estrela da Morte, ele ainda não sabe bem como ela funciona. De fato, ele não tem certeza nem se ela existe mesmo e se seu falecido mestre, Obi-Wan Kenobi, realmente falou com ele durante a batalha Yavin 4. Apesar disso, Luke é um herói. Ele não só salvou a Aliança Rebelde de uma grande destruição como também está agora a seu serviço e executando diversas missões para conseguir recursos, armas e suporte para os rebeldes. Várias dessas missões ele cumpre junte de seu droide astromecânico R2-D2 e com Nakari Kelen (personagem da capa) que é uma simpatizante da Aliança. Seu pai pesquisa recursos biológicos em planetas distantes, tendo muitos recursos com várias naves, sendo que ela fornece uma delas, a Jóia do Deserto, para que várias missões sejam cumpridas. 
Nós somos o espinho que espeta o dedo do imperador quando ele enxerga a galáxia como seu jardim pessoal.
Herdeiro do Jedi não tem exatamente uma história bem definida. Até a metade do livro mais ou menos, Luke e Nakari estão basicamente cumprindo variadas missões para a Aliança Rebelde, conseguindo recursos para a nave Joia do Deserto e negociando armas. Os dois fazem um bom par de protagonistas. Seria muito fácil colocar Luke como protagonista numa história de Star Wars, mas Kevin Hearne foi além e criou uma personagem completamente nova nesse universo e elevou-a a um personagem principal do livro. Se Luke chega vivo ao final do livro é graças a Nakari que o salva de várias enrascadas. 

Da metade do texto em diante, a trama passa a se focar numa única missão da dupla: resgatar a criptógrafa Drusil Bephorin do Império e levá-la em segurança para os rebeldes. Drusil é outra personagem maravilhosa. Da raça dos Givin, ela é altamente inteligente e sua habilidade criptográfica a faz tanto uma ótima hacker, quanto permite a ela analisar todas as possibilidades de uma situação e ajudar os heróis a escolher a melhor delas. Drusil tem uma mente lógica e isso acaba levando a diversos diálogos hilários com Luke.
Como você bem sabe, ao contrário da cinética, do tempo ou da distância, a idiotice humana é incalculável
A presença feminina no livro, aliás, é um ponto alto. Varias personagens são apresentadas ao longo de toda a trama e todas elas contribuem de alguma forma para as missões. Inclusive, Luke passa por diversas situações de perigo de morte e acaba salvo por elas. A sensação que o livro passa é a mesma de você assistir Rogue One: cada personagem e importante para que as missões sejam cumpridas e caso faltasse qualquer um deles, tudo daria errado.

Aliado a tudo isso, temos uma ótima expansão de universo. Muito se fala sobre o funcionamento da força, sobre o passado de Vader e do Império, vários tipos de planetas e seres são apresentados e, claro, ótimas batalhas espaciais. Há até um cena que eu achei em especial muito boa, onde Luke desmonta um sabre de luz para entender como ele funciona. Para o fã do Universo Star Wars, é um livro espetacular e cheio de detalhes.


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