sexta-feira, novembro 21, 2014

Eu Li: Zon - O Rei do Nada - Andrei Simões


Título:
Zon - O Rei do Nada
Autor:
Andrei Simões
Editora:
Empíreo
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC

Como seria reinar sobre absolutamente nada? Em Zon – O rei do nada, os leitores entrarão em contato com uma narrativa profunda e intensa, na qual conhecerão um personagem que precisa invadir mentes e consciências para continuar vivendo. E ele só ficará totalmente satisfeito se, no fim, destruir as crenças daqueles que domina. Dessa forma, abre espaço para que ele mesmo seja o substituto e se torne a grande divindade do universo. Porém, quando descobre que outras forças também trabalham em sua mente, Zon se vê preso num paradoxo, e já não tem certeza de que conseguirá dominar a realidade com tanta rapidez. Ao mesmo tempo em que constrói novas crenças, destrói sua própria existência. Quem estaria por trás desse controle? Conseguirá Zon permanecer vivo e são? Zon – O rei do nada é uma aventura fantástica onde verdade e mentira, realidade e ficção se misturam, fazendo com que até o mais calmo leitor estremeça diante das profundas descobertas.


“Zon – O rei do nada” é um livro quem tem o estilo atípico do que costumo ler com frequência e foi uma surpresa positiva. Gosto de diversificar nos estilos dos livros. Acho extremamente saudável, pois assim o leitor não fica preso a um universo, entendem? E ao iniciar a leitura de “Zon”, tive um ótimo pressentimento sobre ele. Nada melhor do que uma leitura já te pegar de primeira, não acham? O autor, Andrei Simões, é paraense e tive o prazer de conhecê-lo em uma feira literária que teve na cidade. Lendo a sinopse da obra, eu realmente não sabia o que esperar e, acreditem, nada poderia me preparar para a proposta desse livro. 

Zon é um personagem que se percebeu de sua não-existência. Ou seja, ele se descobriu uma criação do fruto da imaginação de um ser humano, que é chamado de Aquele que Escreve. Observem que proposta interessante: um personagem que se descobre um personagem e tenta se desvencilhar de seu autor. Antes de ter essa consciência, a vida de Zon é descrita como uma rotina cruelmente real. 

“Zon não era feliz. Ele apenas era. (...) Mãos braços pernas bagos olhos. Um professor de meia-idade, artista frustrado, quase pintor. Abdicou dos sonhos de sua juventude e os vendeu um a um para pagar o aluguel, os presentes caros em uma sociedade que só sabe demonstrar afeto com dinheiro e viciada em consumo mais que qualquer droga ilícita...” 

Quando ele se descobre uma criação dAquele que Escreve, Zon tenta (e vai) expandir. A posse dessa consciência reflete diretamente em seu criador e em outra figura que também é citada: Aquele que Lê.

A partir dessa descoberta, Zon parte em busca de outras consciências, outras vidas, outros personagens. Ele dá para Aquele que Lê uma perspectiva interessante do que é a percepção da vida de vários prismas: O rapaz que se auto exilou por completo porque teve uma súbita certeza de que alguma coisa estava errada; O mendigo que incomodou o homem que lhe dava o que comer porque se fez ser percebido; A menina que não sonhava, mas que tinha um grande poder imaginativo; entre vários outros. Andrei Simões leva o seu leitor a viagens em mundos fantásticos de consciências complexas e profundas. 

O livro, lançado pela editora Empíreo, é repleto de ilustrações lindamente perturbadoras. Narrativa e imagens se complementam de forma magnífica. A artista, Lupe Vasconcelos, conta sua versão da história através de imagens aparentemente desconexas. Talvez, se vistas isoladamente, só as imagens já causariam um impacto forte aos olhos, então a parceria com o texto foi uma união incrível e muito marcante.

A narrativa de Andrei Simões me remete a fluxo de ideias; Nem sempre é linear, nem sempre o texto faz completo sentido, mas a clara intenção de subversão está posta para o leitor abraçar esse caos e juntar os sentidos de forma subjetiva.

Entendam, amigos, esse não é um livro que conta uma narrativa com o enredo todo no lugar. É uma história que precisa diretamente do leitor – Aquele que Lê – para fazer sentido. O autor estimula o leitor a dar um adjetivo para sentimentos inenarráveis. É interessante. É agridoce. É apaixonante.

O texto, o estilo da narrativa, as ilustrações... é tudo perfeitamente apropriado. O livro ainda tem algumas referencias marcantes, o que só contribuiu para minha fascinação.

Depois da leitura deste livro, posso afirmar que a dedicatória do autografo finalmente me pertence:
“... Neste caos de palavras, a ordem da reflexão.”
Vocês podem saber um pouco mais sobre “Zon – O Rei do Nada” e o autor Andrei Simões aqui.  





Fernanda Karen Estudante de Serviço Social com o coração no curso de Letras. Apaixonada por séries, dramas e café. Bookaholic  irrecuperável e promíscua literária. Eventualmente estou trocando um de meus rins por livros muito desejados. (Qualquer coisa é só entrar em contato). Amo YA, ficção-fantasia, clássicos (brasileiros, portugueses, ingleses, latinos etc), chick-lits... Perceberam que meu preconceito literário é zero? Ops, quase zero; não leio auto-ajuda.

~~~~ PROMOÇÃO ~~~~


Depois de ler essa super resenha, quem aí não está doidinho para ter a oportunidade de ler ZON?

É por isso que está chegando mais uma promoção na II Semana Nacional Pai D'égua! Dessa vez o livro sorteado é ZON - O Rei do Nada! #surtando!

Para participar é muito fácil! É só seguir as instruções do Rafflecopter e ter um endereço de entrega no Brasil. Além do mais, cada comentário feito nas postagens da semana vale pontos extras! A promoção vai até 07/12.




Boa sorte pessoal!

9 comentários:

  1. Nossa, que incrível! Acho que nunca li nenhum livro sobre um personagem fruto da imaginação de outro. Parece uma história bem diferente, tanto na proposta, quanto na forma de narrar do autor.
    Não conhecia esse livro e estou muito animada com uma futura leitura dele!! Espero que seja em breve.
    bjs

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  2. Parece um djavú, parece que já vi algum personagem assim, algo que não existe, mas existe :s, que confusão, de que como esse Rei vai passando de mente em mente, se é assim o que entendi.
    Gostei da capa, parece ter algo nela, que me fez sentir me fora da minha zona de conforto.
    As viagens de cada mente em que ele passa, bem interessante, nunca vi um livro assim.
    Beijos Fernanda, ThaynáQ.

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  3. Olá, Fernanda.

    Uaul! Que livro é esse. Fiquei bem curiosa quanto a leitura dele. E imaginando essas imagens e tudo mais. Um personagem fictício que quer sair da ficção. Também gosto de me aventurar em livros diferentes e acho que esse é uma ótima oportunidade. Quem sabe não ganho ele no sorteio. Que a sorte esteja ao meu lado.

    Beijos.

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  4. Fernanda, quando digo que tenho dois empregos e um deles é ser escritor, muitas vezes vejo aquele risinho sarcástico no canto da boca de algumas pessoas. Pra muita gente escrever é uma perda de tempo ou algo que se faz no tempo livre, um hobby. Levar literatura a sério no Brasil é uma tarefa complicada e esta resenha compensa qualquer ironia ou descaso a esta arte preciosa. Ver pessoas como vocês, resenhando, lendo, discutindo literatura, enchem-me de orgulho e é um combustível pra continuar escrevendo, nadando contra a maré até o que dia quem sabe, que a maré esteja a nosso favor. A favor da literatura paraense. Vocês podem ter certeza que, se depender de mim, o clube do livro e o Garota pai D'Égua serão parceiros e receberão sempre meus livros para resenhas e sorteios, além de outras promoções. Grande abraço.

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  5. Eu li também! Tive a impressão de que a cada palavra as ilustrações se construíam, é assustador ao mesmo tempo que belo, palavras que traduzem alguns dos mais profundos sentimentos do homem. É belo. Vale a pena, de todas as formas. A obra é daquelas que quero 'olhar' um pouco todos os dias.

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  6. Uma história diferente e empolgante. Não conhecia ainda. E pelos comentários que li aqui sobre a história já fiquei bastante entusiasmada. Vou tentar ler e espero amar assim como você.
    Beijos.
    elizabethmsalles@hotmail.com

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  7. Oiee ^^
    Também não conhecia o livro, mas fiquei curiosa. Dei uma olhadinha na opinião de outros leitores e a maioria gostou, acho que vale a pena então :)

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  8. Caramba, esse livro propõe um diálogo constante entre personagem-autor-leitor. Trata-se da transcrição para o meio literário do que já acontece no mundo real: homem (criação/ator) X Deus (criador) X homem (expectador). É uma reflexão filosófica/teológica legal...
    Deve ser uma experiência no mínimo interessante.
    jaque_borchardt@hotmail.com

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  9. Olá Fernanda, vi que ganhei o livro. Mas não recebi nenhum email para enviar os dados. :\
    Ainda está válido ?

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