sexta-feira, setembro 29, 2017

Eu Li: A Maldição de Hollow - A sina dos sete #2 - Nora Roberts




Título: 
A Maldição de Hollow
Autora: 
Nora Roberts
Série: 
A sina dos Sete
Editora: 
Arqueiro 


Quando tinham apenas 10 anos, Fox, Cal e Gage libertaram um demônio aprisionado havia séculos ao fazerem um pacto de sangue sobre a Pedra Pagã. O inocente ritual deu poderes sobrenaturais aos três jovens, mas lançou uma terrível maldição sobre Hawkins Hollow: a cada sete anos, a cidade é dominada por atos de loucura, violência e destruição.
Vinte e um anos depois, esses irmãos de sangue começam a enfrentar mais um ciclo de batalhas contra o demônio, que terá seu auge no sétimo mês. Mas desta vez não estarão sozinhos: ao lado do trio de amigos estão Quinn, Layla e Cybil, três mulheres corajosas ligadas a eles pelo destino.
Fox O’Dell, o advogado da cidade, é capaz de ler mentes, um talento que compartilha com Layla Darnell. A conexão entre eles pode se tornar o trunfo de que o grupo precisa para derrotar as trevas que ameaçam engolir a cidade. Porém, Layla está tendo dificuldade em lidar com sua recém-descoberta habilidade e com a forte atração que sente por Fox.
Em A maldição de Hollow, Nora Roberts dá continuidade à trilogia A Sina do Sete e prepara o leitor para o emocionante clímax dessa batalha sobrenatural em busca da salvação de uma pequena cidade.

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Bota a musiquinha de suspense aí!

A maldição do Hollow é o segundo livro da série a sina dos sete e é focado no personagem principal que parece ser mais tranquilo com toda a situação: Fox O’dell. 

No primeiro livro descobrimos que 3 meninos de 10 anos (Fox, Cal e Gage) libertam um demônio na pequena cidade de Hawkins e desde disso os três tem poderes sobrenaturais e de sete em sete anos a cidade passa por um verdadeiro inferno na terra, onde acontecem assassinatos, suicídios e todos tipo de barbárie. 

O livro continua então a briga com o ser que traz tanta desgraça para a cidade e para vida dos nossos queridos protagonistas. 

A gang está toda unida. De um lado os que começaram tudo e de outro lado as garotas destinadas a ajudarem a acabar com tudo (Quinn, Layla e Cybil). 

Quem leu o primeiro livro sabe que Fox é um advogado muito charmoso, tranquilo, engraçado e aquele tipo de cara que é fácil se ter uma amizade. Eu gosto dele o suficiente para esperar uma mulher incrível para ele. 

Layla já não me agradou tanto assim. Vindo de uma cidade grande, ela parece sempre indecisa nas decisões que toma, até mesmo pra começar um relacionamento com o fofo do Fox. Ok, entendo que ela está passando por uma adaptação complicada (e põe complicada nisso), ainda mais descobrindo os poderes psíquicos que ela compartilha com fox, mas GAROTA, engole o problema e se joga no boy maravilhoso na tua frente. 

Com o tempo, clarooo, ela acaba caindo nos braços do Fox e parece que cria consciência e ajuda a galera no que eles têm que fazer (GO GIRL, MOSTRA TEU PODER). 

Como esse é um livro de transição, é compreensível que não tenha tantos momentos de combate físico e sim mais conversas e progresso na história por trás da criatura que eles libertaram. 

Enfim, os livros da Nora são sempre um prazer de ler. Esse pode não ter sido INCRÍVEL, mas foi empolgante o suficiente (Norinha ta arrasando no sobrenatural viu?), e me deu ainda mais vontade de entrar na história de Gage e Cybil (esses dois tão me deixando cada vez mais curiosa) e ver onde vai dar essa luta com o demônio e o que vai ser preciso para derrota-lo.

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:) 
Três Fox's e meio para alegrar seu dia 


quinta-feira, setembro 28, 2017

Quinta em Outra Língua #59 - Flame in the Mist - Renée Ahdieh




Título: 
Flame in the Mist 
Autora: 
Renée Adhieh
Editora: 
G.P. Putnam's Sons Books for Young Readers



A única filha de um proeminente samurai, Mariko sempre soube que ela tinha sido criada para um propósito, um único propósito: casar. Não importa a sua astúcia, que rivaliza com a de seu irmão gêmeo, Kenshin, ou suas habilidades como uma ótima alquimista. Desde o dia que Mariko não nasceu um menino, seu destino foi selado no momento em que respirou a primeira vez.
Assim, apenas aos dezessete anos, Mariko é enviada ao palácio imperial para encontrar seu noivo, o homem que ela não escolheu, pela primeira vez. Mas a jornada é interrompida quando o grupo de Mariko é violentamente atacado pelo Black Clan, um grupo perigoso de bandidos que foi contratado para matar Mariko antes que ela alcance o palácio. Sendo a única sobrevivente, Mariko escapa para a floresta, onde ela planeja se vingar. Vestida como um menino camponês, ela se propõe a se infiltrar no Black Clan e a perseguir os responsáveis ​​pelo alvo em suas costas. Entretanto, uma vez que ela está dentro d0 esconderijo do grupo, Mariko descobre que pela primeira vez que ela é apreciada pelo seu intelecto e habilidades. Ela até encontra-se apaixonada - um amor que a forçará a questionar tudo o que ela já conheceu sobre sua família, seu propósito e seus desejos mais profundos.

Mariko está para se tornar esposa do filho do imperador. Vindo de uma família de boa posição, com um irmão guerreiro lendário e atada a regras rigorosas de conduta, ela cresceu sentindo que ser mulher era sinônimo de não ter sua opinião ou decisões apreciadas. (segue o bonde)

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Ai ai ai homens 

No dia que Mariko caminha para um futuro do qual não tem saída, ela é atacada na estrada e dada por morta. Ela tem absoluta certeza que os responsáveis são o Black Clan, um Clan de fugitivos e infratores comandados por um ronin (samurai sem mestre) que esconde segredos sobre um tempo em que a disputa pelo império teve resultados catastróficos. 

Mariko se infiltra no Black Clan como um menino - com a intensão de se vingar pela morte de pessoas queridas na noite do seu ataque - mas chama muito a atenção do principal guerreiro do Clan: Okami (Conhecido como lobo). 

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Eu meio que amo esse filme ok? 
Okami é inteligente, rápido e desconfia tremendamente de Mariko (com toda razão), sendo melhor amigo de Takeda Ranmaru (o líder do clan), ele é capaz de absolutamente tudo para seus segredos, o do amigo e o do clan continuarem escondidos. Mesmo que isso signifique dar um fim no garoto que está tirando ele do sério e o surpreendendo cada vez mais. 
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Okami!!! (Só que nem tanto) :D 

Enquanto Mariko tenta guardar seu segredo, manter sua vingança e sentimentos separados e descobrir o que o Black Clan esconde, seu irmão Kenshin procura por ela, iniciando uma caçada cheia de mal-entendidos e raiva cega que não vai fazer bem para ninguém. 

Lembrando que Flame in the Mist é um reconto de Mulan (por isso os gifs hehe), você pode esperar muitos termos japoneses, cultura e lendas orientais e também muitas cenas que lembram o desenho da Disney. Confesso que o que me chamou a atenção no livro foi essa semelhança. Entretanto, apesar de eu ter amado Okami (por todo seu senso de justiça e característica misteriosa) e também ter criado um vínculo com a protagonista, faltaram alguns pontos na história que me deixaram incomodada.
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Mariko, é você?
Demora um pouco para você entrar no livro, para você se ver sugada e começar a imaginar o cenário e as pessoas. Finalmente quando isso acontece, parece que o livro corre e tudo acontece muito apressado, sem desenvolver realmente a cena. Infelizmente quando isso acontece em livros, fica muito difícil você sentir os personagens e toda a situação que eles estão passando, você não consegue sentir a empatia por eles. 

Por sorte, os personagens da autora são fortes e conseguem segurar bem a história em seu lugar. O potencial de desenvolvimento, em questão de cultura, universo, magia, flashbacks e etc, é imenso. Eu acredito que a autora quis focar uma introdução e planeje explorar tudo isso no segundo livro. Eu confio muito na Renée Ahdieh (sou muito fã de “A fúria e a aurora”) e espero ansiosa a continuação.

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Mesmo tento certeza do potencial, vamos acrescentar um grilo só para ajudar :D

Três moshus e meio :)

quarta-feira, setembro 27, 2017

Eu Li: O diário de Suzana para Nicolas - James Patterson

Título:
O diário de Suzana para Nicolas

Autor:
James Patterson

Editora:
Arqueiro

Ano:
2011


Depois de quase um ano juntos, o poeta Matt Harrison acaba de romper com Katie Wilkinson. A jovem editora, que não tinha qualquer dúvida quanto ao amor que os unia, não consegue entender como um relacionamento tão perfeito pôde acabar tão de repente.
Mas tudo está prestes a ser explicado. No dia seguinte ao rompimento, Katie encontra um pacote deixado por Matt na porta de sua casa. Dentro dele, um pequeno volume encadernado traz na capa cinco palavras, escritas com uma caligrafia que ela não reconhece: “Diário de Suzana para Nicolas”.
Ao folhear aquelas páginas, Katie logo descobre que Suzana é uma jovem médica que, depois de sofrer um infarto, decidiu deixar para trás a correria de Boston e se mudar para um chalé na pacata ilha de Martha’s Vineyard. Foi lá que conheceu Matt. E lá nasceu o filho deles, Nicolas.
Por que Matt teria lhe deixado aquele diário? Agora, confusa e sofrendo pelo fim do relacionamento, é nas palavras de outra mulher que Katie buscará as respostas para sua vida. O diário de Suzana para Nicolas é uma história de amor que se constrói ao virar de cada página. Cada revelação é mais uma nuance sobre seus personagens. Cada descoberta é um fio a mais a ligar vidas que o destino entrelaçou.

James Patterson é um autor com várias facetas. Ele escreve de drama à livros policiais com uma maestria digna de nota. E "O diário de Suzana para Nicolas" é um daqueles livros que surpreendem. Seu início deixa o leitor com várias teorias. Afinal, é uma história de vilões ou de mocinhos?
Mas quanto mais mergulhamos na história, mais vamos ficando tocados, emocionados e apaixonados. 

Suzana é uma jovem médica que, após de sofrer um infarto, decide rever suas prioridades e mudar de vida. Ela começa saido da agitada Boston para viver numa ilha chamanda Martha’s Vineyard.
Suzana conhece Matt e juntos eles vivem um belo e encantador romance. De um amor profundo nasce Nicolas, uma criança linda, muito espera e acima de tudo, muito amada. Nicolas, Suzana e Matt são um. 
Conhecemos essa bela história através do diário que Suzana escreve para seu filhinho.

Seria mais uma história comum de felicidade se o diário não fosse lido por Katie, a mulher que Matt se envolveu por meses e que ele jurava amar. Katie não sabe o que pensar quando Matt termina a relação sem mais nem menos e envia o diário de Suzana para ser lido por ela.
É aí que entra as supracitadas teorias que comentei no começo da resenha. Assim como Katie, o leitor é levado a pensar o que significa essa atitude de Matt. 
O diário nos explica melhor quem é Matt, sua família, seu passado e responde todos os "porque's" que Katie precisa saber.

A narrativa se divide entre Suzana, através do diário, e Katie. É uma leitura fácil e simples que realmente encanta o leitor. No começo compartilhamos da indignação de Katie, mas depois é a força do amor de Suzana, tanto por Nicolas quando por Matt, que é sentido e vivido por nós. O desfecho é esclarecedor e provavelmente arrancará algumas lágrimas dos leitores (como foi meu caso).
O livro é tao rápido de ler que parece aqueles livros de bancas, sabe. 
Foi publicado no Brasil há alguns anos e, ainda hoje, é um dos livros que mais compro de presente para quem está começando sua carreira de leitor. 
É uma leitura recomendada para quem procura um livro leve e bonito com uma pitada de drama. 
Recomendo! 

Leiam

terça-feira, setembro 26, 2017

#Pensando Bem: Leituras de Aniversário



Oi gente... volteiiiiii... e estou em clima de festa, e quero contagiar todo mundo. Para quem não sabe, mês que vem o blog Garota Pai D'égua estará de aniversário, e os colaboradores do blog se organizarão uma programação toda especial que esperamos que vocês gostem. Mas, hoje, eu estou de aniversário! ÊEEEEEEE... estou completando 30 anos... e estou dançando Thriller loucamente....kkkkk... #SóQueNão

Semana passada pós Pa Book club, estava eu com os amigos blogueiros do Pausa Para Um Capitulo e Sooda Blog na livraria leitura, passeando entre as estantes, achei alguns livros que estava esperando loucamente chegarem na livraria, e enquanto escolhia qual levar para casa, surgiu o seguinte comentário da amiga Carol (valeu, sua linda!): ´´Nos meus aniversários eu me presenteio com 10 livros``. Aí pensei, por que não?

Analisando as minhas finanças (obviamente) percebi que poderia me dar esse tipo de presente em comemoração a essa nova idade tão marcante... então, vocês podem imaginar o que aconteceu, né? Naquele dia levei para casa 6 livros... e na quarta fui para a reunião de planeamento do blog, acabei indo a saraiva para uma voltinha e acabei voltando para casa com os 4 livros restantes. 

A Miss Fofinha (vulgo: Fernanda Karen) pediu que mostrasse para vocês 10 dicas de livros by Anne Magno em comemoração ao aniversário. Espero que vocês gostem... Vamos lá?

TOP 10 LIVROS DE ANIVERSÁRIO

Dica 10 - Os Sobras - J R Ward

Este é o 12º livro da Irmandade da Adaga Negra, uma daquelas mega série de livros/Romances que ainda estão em andamento e que não tem previsão de conclusão. Então, se você não gosta de séries longas esta é uma dica que talvez não te apeteça. 
Eu amo a forma de escrita da J R Ward, e junte: Vampiros, Romance (Hot) e treta... e você vai ter a fórmula da autora de encantar as leitoras fieis.
Já namorava o livro há algum tempo... mas com a chegada do evento IAN Day no dia 30 de setembro na leitura...resolvi colocar a leitura em dia.


Dica 09 - Herói nas Highlands - Suzanne Enoch

Todo mundo que lê o blog, ou me conhece de eventos literários de que participo ou sou organizadora/mediadora bem sabe que sou absurdamente louca por romances de época, então este livro dispensa certas justificativas. 
Mas... no todo o livro chamou a minha atenção pois: 
1) é da Gutemberg!
2) é romance de época;
3) não conheço a autora... e adoro descobrir novas autoras do gênero. E sempre me falaram bem dessa em particular.
Então aguardem a minha resenha...
Dica - 08 - O Erro - Elle Kenedy

Durante minha recente viagem ao Rio Grande Do Sul, ganhei de presente e aniversario antecipado o livro ´´O Acordo`` que é o primeiro livro da série Amores Improváveis. O que as pessoas pouco sabem é que sou louca por esportes no gelo, e essa série conta a história de 4 amigos que são jogadores universitários e Hockey. As amigas Reata e Carol do blog Pausa Para Um Capitulo já tinham super recomendado o livro... então li sem medo. Só que me viciei e precisei meio que imediatamente do livro 2 (tipo 2 dias depois do termino do primeiro). Por favor LEIAM ESSA SÉRIE!

Dica - 07 - O Jogo - Elle Kennedy

Se o primeiro livro me viciou e induziu logo ao segundo livro, e meio que obvio que o segundo fez o mesmo com o terceiro.
Ainda não li este, mas o primeiro e o segundo não me decepcionaram...
Então não acho que esse vai ser diferente!

Essa autora sabe como prender a sua atenção com romances e temas importantes como: projetos pessoais, família, amizade, virgindade, estupro.



Dica - 06 - Volúpia de Veludo - Loretta Chase

Os romances de época publicados pela editora Arqueiro dispensam apresentações, ainda mais quando e trata de uma das minhas autoras favoritas... a Loretta Chase. Este livro é o terceiro livro da série ´´As Modistas``, uma série com um humor, cinismo e inteligência que são únicos.

Na minha lista de aniversário tentei alertar entre contemporâneos e os de época.



Dica - 05 - Esposa até segunda - Catherine Bybee

Este é o segundo livro de obviamente 7 livros... e nas férias ganhei o primeiro que me ajudou a curar uma ressaca literária daquelas... é  tipo do livro que é uma delícia e que dá para terminar o livro naquelas três horinhas que você pode as vezes dispor para ler.

O segundo eu ainda não li, mas se o segundo tiver a mesma sagacidade que o primeiro, realmente ao termino da leitura sairei correndo para a livraria para comprar o terceiro.


Dica - 04 - Quando a noite cai - Carina Rissi

Essa autora dispensa apresentações!

E como estou em uma vibe Highlanders... estou lendo tudo quanto é livro de época que tenha algum escocês lindo de plantão, então não poderia deixar esse livro de fora da minha lista.

Ele não é e época... mas é Carina Rissi né gente?



Dica 03 - Surpresa Irresistível - Christina Lauren

Esse aqui nem sei o que dizer!

A Carol e a Renata me convenceram a levar ele para casa com apenas três palavras: ELE. É. BRITÂNICO!

E já conheço o trabalho das autoras... então, por que não?

A ordem do dia é se divertir, lendo algo prazeroso!


Dica - 02 - Brumas do Tempo - Karen Marie Moning

Prazer em conhecer você, Karen Marie Moning!

Este livro é uma das apostas da Verus sobre romances de época... já disse para vocês que estou em uma vibe Highlanders?

Pois é...

Espero que a leitura me cative... não só com o que está dentro do kilt!


Dica - 01 - A noiva Fantasma - Yangsze Choo

Esse é um livro que está na minha lista há algum tempo... e eu sinto, pelo que os amigos que já leram falam, que este vai ser o primeiro livro na minha vida de bookaholic blogueira em que eu vou shipar errado.

Mas existe primeira vez para tudo na vida, não é mesmo?

E gente, cá entre nós: essa capa é muito divante!



Bom, me perdoem elo post enorme! A proposta inicial era fazer um post rápido sobre minhas escolhas, e não tecer muitos comentários. Mas, quando vi, já estava aqui escrevendo minhas desculpas a todos pois me empolguei no texto....kkkkk

Espero que tenham gostado, e até o próximo post.




segunda-feira, setembro 25, 2017

Carina Rissi em Belém - Turnê de lançamento de Menina Veneno

Olá, leitores! 
Nessa última sexta-feira, dia 22 de setembro, aconteceu em Belém o lançamento de "Menina Veneno", da maravilhosa Carina Rissi, publicado pela Galera Record. 

Olar, Malvina

O livro é fruto de um conto que Carina fez para "O livro dos vilões", que também saiu pela Galera, onde a personagem, Malvina fez tanto sucesso que surgiu um livro só dela. 
Em breve escreveremos sobre ele aqui no blog, claramente. 
O intuito primordial deste post é enaltecer a figura linda de Carina e todo o carinho que ela passa para os leitores. Foi lindo de ver ♥

Carina Rissi com alguns dos muitos leitores em Belém 

Em parceria com a livraria Leitura, nós, do blog Garota Pai D'Égua, juntamente com o Sooda e Pausa para um capítulo, ajudamos na organização do evento. Então, provavelmente, quem foi ao lançamento nos viu com um cracházinho pra lá e pra cá, rssss. 

Blogueiros parceiros

Meu amor por Carina não é de hoje. Como ela mesma comentou, sou fangirl raiz, sabe. De comprar "Perdida" da editora anterior a Verus à fazer caçada pela livraria que teria seu evento no Rio de Janeiro (adendo: era minha primeira vez no Rio e eu não fazia ideia de onde era a tal livraria. Deixei Anne e Victor doidos. Cês podem conferir essa aventura e nesse post). 
O fato é que é uma felicidade tremenda a ter em Belém. Ai, gente, é tanto amor!

Rafaella Machado e Família Rissi Capela ♥

A autora sempre viaja com a sua família. E isso é adorável porque a gente meio que acompanha o crescimento da Lalá e percebe claramente o cuidado e amor de Adriano, que não é apenas seu marido, como também seu agente. Eles estão sempre por perto e são gentis e receptivos com todos os leitores. É uma família que acompanha de perto o sucesso da Carina e isso é incrível! 
E o que dizer da diva da editora Galera Record que veio acompanhar a turnê? Rafaella, mana, és muito rainha, viu. Venha mais também!

Garotas pai d'égua Fernanda Karen e Vivian Cardoso

O lançamento contou com quase 200 pessoas. Muitas fãs lindas e maravilhosas marcaram presença, (inclusive o fã clube oficial Perdida Belém que encheu a autora de amor e presentes) não apenas para assinar livros, mas para ver a Carina e ter um contato mais direto com a Carina mesmo. E ficamos sabendo de algumas novidades por lá, no entanto, acredito que isso seja papo para outro post. 
As fotos do evento foram por conta das meninas do Pausa para um capítulo e vocês podem conferir aqui na página do blog delas. Elas também fizeram um vlog lindo demais que cês podem ver aqui
Foi bonito? Foi. Foi intenso? Foi! 
Esperamos próximos lançamentos de livros/autoras adoráveis em nossa terrinha, amém, leitores?! AMÉM. 


quarta-feira, setembro 20, 2017

Eu Li: Filha da Tempestade - Richelle Mead

Título:
Filha da Tempestade

Autora:
Richelle Mead

Editora:
Agir

Ano:
2011

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Eugenie Markham foi contratada para resolver um novo caso: o rapto de uma adolescente. O problema é que a menina não está presa no mundo dos humanos: ela foi levada para o Outro Mundo, habitado por nobres, criaturas mitológicas e almas perdidas, um lugar desconhecido e traiçoeiro. Mas Eugenie é uma poderosa xamã e já está mais do que acostumada a combater espíritos.
Antes de fazer essa perigosa transição, ela acaba conhecendo Kiyo, por quem fica atraída de forma incomum. Após uma noite tumultuada e excitante, seus sentimentos estão confusos. Sem conseguir tirá-lo da cabeça, mesmo depois de dias, Eugenie parte para o Outro Mundo.
O que era para ser uma missão breve e tranquila se torna uma grande reviravolta em sua vida. Contra a vontade, ela percebe que está cada vez mais conectada ao mundo que sempre odiou e também aos nobres — em especial a Dorian, um rei sedutor e ambicioso. Mas seu corpo ainda deseja Kiyo, e ela se vê mergulhada num ardente triângulo amoroso.
Em Filha da Tempestade, Richelle Mead começa a apresentar uma nova face mágica de sua literatura: uma terra dividida em reinos, embates entre monarcas, uma profecia de guerras e conquistas, e uma herança revelada, com ambientes carregados de magia, sensualidade e luta pelo poder. Nesta nova série, a autora se volta para um público mais maduro, com um texto cheio de referências ao mundo pop contemporâneo, mas sem abrir mão de altas doses de fantasia e humor.

Desde que li “Academia de Vampiros”, Richelle Mead me cativou. A autora chama atenção com suas mocinhas lindas, fortes e sexys. E, obviamente, seus mocinhos sexys, fortes e lindos. Com uma leitura leve e moderna, Richelle nos transporta para ambientes fantásticos e nos faz devorar seus livros como se não houvesse amanhã.

“Filha da tempestade” é o livro um da série Dark Swan. E nela a autora nos faz interagir com personagens interessantes, como fadas (que nem sempre são boazinhas), metamorfos, reis poderosos (no sentido literal) e coisas do gênero.
O mundo paralelo que essa série vai nos apresentar é de tirar o folego!

Eugenie Markham é uma poderosa xamã conhecida como Odile Cisne Negro. O trabalho divertido dela é mandar criaturas que invadem nosso mundo de volta seu mundo de origem. No entanto, atualmente as criaturas sabem seu nome verdadeiro e ela tem recebido umas propostas audaciosas. Eugenie tem sido molestada pelos seres do outro mundo que ela captura e isso não a agrada nada.
Antes de uma nova missão de trabalho, que a força ir para o outro mundo para resgatar uma garotinha sequestrada, e onde Eugenie não é nada bem vinda, ela conhece Kiyo. Eles tem um envolvimento bem forte (tanto emocionalmente quanto físico) e esse estranho e lindo homem não sai da sua cabeça. 

Quando Eugenie começa a interagir mais diretamente com o outro mundo ela descobre coisas novas a  seu respeito e grande parte disso é culpa de um rei bem charmoso e singular, chamado Dorian. Sua perspectiva sobre tudo que sempre conheceu começa a mudar quando ela descobre que seu pai biológico era um poderoso e impiedoso rei do outro mundo. E de quebra, Eugenie é surpreendida com uma profecia referente à ela, que diz que seu filho dominará o mundo das fadas e o mundo humano. 
Todos os habitantes do outro mundo sabem dessa profecia e todos os homens querem ser o pai do primeiro filho de Eugenie; mas nem todos vão propor flores e rosas (na verdade, nenhum). Cuidar de sua integridade sexual será uma tarefa árdua, mas enfim, às vezes alguns homens (leia-se Kiyo e Dorian) são difíceis de resistir. 

A magia que Eugenie herdou de seu pai começa a fluir e ela realmente não sabe o que fazer com isso. O poder a agrada, mas ela teme usa-lo demais. 
A história guarda muitas surpresas do meio para o final e já nos encaminha direitinho para a continuação.

O livro é em primeira pessoa (fato que, particularmente, gosto pois é impossível não se pôr no lugar do personagem depois que você se acostuma como o “eu”) e a leitura é bem simples e prazerosa . “Filha da tempestade” é um livro beeeeeeeeeeem quente. O bom humor negro e a forma sagaz de sempre de Richelle Mead é bem apreciado nos monólogos da protagonista e nos diálogos com os demais personagens.

Richelle Mead é viciante!
Passei por isso com as séries “Vampire Academy”, “Georgina Kincaid” e com “Dark Swan” não foi diferente. A conclusão dos livros da autora são uma regra para a leitura do próximo. É impossível não querer. 
O que me leva a questionar o fato que "A filha da tempestade" é o único livro da série publicado no Brasil, mesmo que os livros já tenham saído na gringa há séculos!
Eu já li os quatro livros de "Dark Swan" e SÃO TÃO BONS! Claro que tenho alguns poréns, principalmente para a conclusão, no entanto é uma série que vale muito a pena ser lida. 
E obviamente que não sou ingênua então, provavelmente, o livro não vendeu tão bem quanto merecia. 

*Insira gritos revoltados*

Aparentemente, os direitos desta série (e de "Academia de Vampiros") é da editora Agir, que há algum tempo atrás veio com uma proposta nova com a Agir Now. Ouvi boatos na época que a continuação de "Filha da tempestade" iria sair e ainda estou na fé! Nada é impossível para um fã com fé, como diz a palavra do Senhor. 

Para que curte fantasia, muita ação e - digamos que - um texto hot, recomendo demais "Filha da Tempestade”. Talvez se mais gente conhecer, a Agir Now decida publicar de vez os demais para minha estante ficar feliz, rssssss. 

Leiam pelamordi

terça-feira, setembro 19, 2017

Eu li: Jardins da Lua - O Livro Malazano dos Caídos #1 - Steven Erickson

Amei e Odiei resume bem...
Título:
Jardins da Lua

Autor:
Steven Erickson

Editora:
Arqueiro

Série:
O Livro Malazano dos Caídos

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Desde pequeno, Ganoes Paran decidiu trocar os privilégios da nobreza malazana por uma vida a serviço do exército imperial. O que o jovem capitão não sabia, porém, era que seu destino acabaria entrelaçado aos desígnios dos deuses, e que ele seria praticamente arremessado ao centro de um dos maiores conflitos que o Império Malazano já tinha visto.
Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de ­Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite. O local ainda resiste à ocupação malazana e é a joia cobiçada pela imperatriz Laseen, que não está disposta a estancar o derramamento de sangue enquanto não conquistá-lo.
Porém, em pouco tempo fica claro que essa não será uma campanha militar comum: na Cidade do Fogo Azul não está em jogo apenas o futuro do Império Malazano, mas estão envolvidos também deuses ancestrais, criaturas das sombras e uma magia de poder inimaginável.
Em Jardins da lua, Steven Erikson nos apresenta um universo com­plexo de cenários estonteantes e ações vertiginosas que mostram por que esta é considerada uma das maiores sagas épicas.


Provavelmente essa é a resenha mais difícil que eu já escrevi até hoje (isso levando em consideração de que eu não vou ter que resenhar Outlander). Passei dois meses para ler Jardins da Lua (o livro tem quase 600 páginas) e quando terminei não tinha entendido direito o sentimento que eu tive com a leitura. Pra começar, esqueçam a sinopse oficial do livro. Ganoes Paran, até é um personagem importante da trama, mas não é nem de longe o protagonista. É difícil, inclusive resumir o que acontece em Jardins da Lua, mas, vamos tentar. 

O livro apresenta um universo fantástico diferente de qualquer coisa que você já viu. Existem aqui inúmera raças de seres inteligentes, mas nada muito do lugar comum das mitologias clássicas. Você não vai ver elfos, anões ou fadas aqui. A única raça que você entende exatamente o que é, são os humanos. 

Nesse mundo há um grande império (o Império Malazano) que hoje é comandado por uma cruel e poderosas imperatriz, a Laseen. Ela, no passado, traiu o antigo imperador e tomou o governo para si, atacando logo em seguida o continente de Genabackis (uma terra composta por nove cidades livres) para incorporá-lo ao seu império. No início de Jardins da Lua a maior parte dessas cidades caiu frente a guerra, restando apenas duas: Pale e Darujhistan. A trama toda vai envolver a batalha por Pale (que cai logo nas primeira páginas); a intriga política dentro do Império Malazano, dentro de Darujhistan e envolvida nos exércitos que estão em batalha; o envolvimento de várias divindades nessa guerra, que possuem as mais diversas motivações e poderes; e como a magia vai influir nesse mundo. Há ainda mais uma porção de tramas paralelas que são meio complicadas de explicar sem dar spoilers.

Continente de Genabackis e a campanha Malazana
O livro em si se desenvolve em núcleos de personagens (mais ou menos como em Game of Thrones), sendo que cada personagem tem lá sua importância. Não há de fato um protagonista ou um vilão: todo mundo tem motivações e age de acordo com elas. Há uma quantidade absurda de personagens em destaque (mais de trinta), mas vale destacar alguns:

Imperatriz Laseen: como falei lá em cima, ela traiu o antigo governo e o assumiu. Seu primeiro ato foi mandar assassinar qualquer herdeiro que existisse e/ou família nobre que pudesse tentar derrubá-la. Ela não chega a aparecer tanto na trama desse primeiro livro, mas seu poder é uma sombra sobre todos os personagens.

Conselheira Lorn: braço direito da imperatriz. É enviada para Darujhistan para avaliar o andamento da guerra, analisar movimentos suspeitos de uma parte especial do exército (os Queimadores de Pontes) e possui mais uma missão secreta.

Sargento Whiskeyjack: Líder dos Queimadores de Pontes, uma tropa lendária que atendia diretamente ao antigo Imperador. Após o golpe de Laseen, essa tropa ficou relegada a funções menores e está aos poucos sendo descartada. Entretanto a imperatriz teme seu poder e uma rebelião.

Ganoes Paran: nobre pertencente a uma das poucas famílias que não foi executada após o golpe da Imperatriz. Abandonou sua vida na corte para se tornar um oficial do Império Malazano. Ganha a confiança de Laseen e é enviado para ser o novo líder dos Queimadores de Pontes.

Tattersail (minha personagem preferida): Feiticeira que trabalha no segundo exército. Logo no inicio participa da batalha de invasão a Pale. Acaba se envolvendo na trama dos Queimadores de Ponte e o medo deles de estarem sendo descartados.

Hairlock: Também componente do segundo exército junto com Tattersail e acaba sendo mortalmente ferido logo no início durante a invasão a Pale. É "salvo" pelos Queimadores de Pontes, mas sua alma tem que ser transferida para o corpo de uma marionete, para que continue vivo.

Anomander Rake (personagem da capa): Uma divindade pertencente a uma antiga raça e senhor da Cria da Lua (uma montanha voadora com grande poder mágico que influi diretamente nas batalhas do Império Malazano). 

Baruk: Alto Alquimista com grande influência em Darujhistan que tentará usar seu poder e até uma aliança com Anomander Rake para proteger a cidade contra o Império Malazano.

Ataque a Pale e a Cria da Lua
Ao longo das quase 600 páginas Steven Erickson desenvolve uma das tramas mais fora da caixa que eu já vi até hoje. O universo que ele criou é extremamente rico e complexo. Junte a isso várias batalhas épicas que ocorrem ao longo da trama (uma invasão a uma cidade, com uma montanha sobrevoando-a e um ataque massivo de corvos ao exército é realmente algo muito diferente), vários personagens bem complexos e temos um ótimo exemplar de fantasia, como ainda não visto antes. Vale destacar também dois conceitos bem interessantes e diferentes: 
- as divindades são uma realidade nesse mundo, ao ponto de que os estrategistas de guerra consideram os deuses antes de montar sua ideia para ataque. 
- o sistema de magia dos labirintos que é um tanto difícil de entender, mas traz algumas cenas de batalhas mais loucas que eu já vi em mundos fantásticos;

Por outro lado, o livro tem alguns problemas estruturais um tanto graves. Primeiramente, o texto é completamente desconexo e difícil de entender, assim como o poder descritivo de Erickson extremamente limitado. Isso prejudica muito o entendimento do leitor de um universo tão fantástico como esse. Complica-se também a quantidade de personagens, todos com quase o mesmo destaque. São tantos, que em dado momento você esquece de onde cada um veio e sua motivações e, quando eles ressurgem, é muito fácil perder a linha de pensamento. Além disso, a quantidade absurda de tramas paralelas atrapalha bastante, pois várias delas são inúteis, não levando a lugar nenhum (as vezes nem ao desenvolvimento de um personagem). Como falei acima, o sistema de magia de labirintos é algo completamente diferente de qualquer coisa relacionada em outros livro de fantasia, mas lendo apenas esse livro, é impossível entender realmente como ele funciona. Ao final da leitura, eu sabia que tinha gostado do livro, mas tinha a sensação de que poderia ser muito melhor se o texto foi um pouco mais consistente.

Enfim, por isso que eu falei lá em cima que amei e odiei Jardins da Lua: é um ótimo universo fantástico, mas com um texto bem difícil de engolir.


segunda-feira, setembro 18, 2017

Eu Li: Os Leões de Bagdá - Brian K. Vaughan e Niko Henrichon

Título:
Os leões de Bagdá

Autor:
Brian K. Vaughan e Niko Henrichon

Editora:
Panini

Em seus premiados Y: O Último Homem e Ex Machina (eleito pela revista Entertainment Weekly como um dos melhores títulos de ficção de 2005), o roteirista Brian K. Vaughan mostrou-se capaz de entender tanto o instinto de sobrevivência quanto as nuances políticas do mundo moderno. Agora, nesta surpreendente graphic novel, Brian retrata as ruas destroçadas pela Guerra do Iraque.
Na primavera de 2003, um bando de leões escapou do Zoológico de Bagdá durante um bombardeio norte-americano. Perdidos, confusos, famintos e finalmente livres, os quatro leões perambularam pelas ruas destruídas de Bagdá numa batalha pela sobrevivência. Retratando o drama dos animais, Os Leões de Bagdá levanta algumas questões sobre o verdadeiro significado da liberdade - ela pode ser presenteada ou apenas conquistada por meio de luta e sacrifício?
Inspirado-se numa história real, Brian K. Vaughan e Niko Henrichon criaram um ponto de vista único sobre a vida durante a guerra, lançando luz sobre esse conflito como apenas uma graphic novel é capaz.

Olá, pessoal! 
Me chamo Juliana Dias (@jubs_chan) e faço parte de um grupo de leitores do PA Book Club em Belém. Fui convidada por uma das garotas pai d'égua para expor sobre uma HQ que AMEI e que já li há alguns anos. Vamos lá? 

Em "Os Leões de Bagdá" acompanhamos a jornada de quatro Leões (o macho Zili, as fêmeas Noor e Safa, e o filhote Ali) que, uma vez libertados do zoológico onde viviam em Bagdá - devido à bombardeios - lutam para sobreviver ao mesmo tempo em que tentam compreender o desconhecido que lhes é apresentado: uma cidade totalmente destruída, tanques de guerra (alegoricamente chamados "leões da Babilônia"), cadáveres e outras coisas que se possa imaginar em um cenário de guerra.

Muitos questionamentos são levantados através do conflito entre ideias e a necessidade de sobrevivência dos leões, de modo que é inevitável ao leitor se colocar no lugar deles em vários momentos. Afinal: quem são os verdadeiros predadores? Até que ponto podemos chegar para garantir nossa sobrevivência? Pelo quê e por quem vale à pena lutar? A liberdade é dada ou conquistada?


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A HQ de volume único é lindíssima em todos os sentidos. Brian K. Vaughan aborta o tema guerra no Iraque com certa sensibilidade que, por mais que a linha dos acontecimentos seja cruel, a história consegue se manter lindíssima. Confesso que sou uma leiga nesses assuntos de HQ, traços, desenhos e afins... mas do pouco de já li nesta mídia, Leões de Bagdá foi o que mais me fez perceber a importância dos desenhos/cores; as imagens não são apenas bonitas (bonitas não... LINDAS), mas são o complemento PERFEITO para a história, em diversas situações... não foi preciso balões de diálogo para expressar um turbilhão de mensagens e emoções.

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Meus sentimentos foram pisoteados do início ao fim e concluí esta HQ besuntada nas minhas próprias lágrimas. Abraço grupal em Brian, Niko, Vertigo e todos os responsáveis por esta obra maravilhosa!
R e c o m e n d a d í s s i m o!


Resenha produzida originalmente para o blog Nem te conto.

Leiam 

quinta-feira, setembro 14, 2017

Quinta em Outra Língua #58 - Webcomics, Uma Lista Do Que Eu Tenho Lido

Há alguns anos atrás, em mais um episódio de Nana persegue autores na internet eu descobri uma resenha do John Green de Elenor & Park no blog da Stephanie Perkins. O que me levou ao blog da Rainbow que estava muito feliz com a capa do seu novo livro Fangirl, que foi feito por uma ilustradora que ela admirava muito: Noelle Stevens. E o que isso importa? Bem, foi nesse fatídico dia que conheci Nimona. A minha primeira webcomic, e como muitas outras coisas legais na internet, foi totalmente por acaso.

De forma geral webcomics são quadrinhos publicados na internet de forma independente pelos próprios autores. É um mercado crescente e ajuda muito a começar a carreira de ilustradores. A magia desse formato é quanto ele permite a experimentação e ir além do formato clássico dos quadrinhos, e, é claro, uma interação bem direta entre autores e leitores. Existem webcomics que são simplesmente tirinhas, outras seguem o modelo clássico de uma página de quadrinhos, há ainda o uso de vídeos e gifs. Ou seja, a regra é que não tem regras indo além do que o papel pode oferecer.

A lista de hoje é uma compilação de tudo que eu tenho lido e de forma alguma envolveu qualquer critério. ¯\_(ツ)_/¯

Depois de Nimona é o meu amor mais antigo. É escrito de uma forma experimental como se fosse um script para um filme. Eu fui atraída para essa belezinha por causa do traço e das cores. Admito que tenho dificuldades de ler coisas com o desenho ruim. 
A história é de uma garota que passou a vida toda com uma demônia chamada Wrathia que só ela pode ver. A Wrathia era uma imperatriz de um mundo perdido e procura vingança e reencontrar o seu marido e generais para realizar o seu plano mas ficou presa com uma garota que ela considera inadequada para seus planos. E se a vida da Ava já não era boa com a Wrathia perturbando ela, o planeta em que ela vivia é atacado e ela tem que fugir para sobreviver. 
Os quadros são lindos e volta e meia tem um Kickstarter para financiar vídeos, vender os volumes e, é claro, dar sustento à autora. 
Atualização: toda quinta feira, e normalmente com 10 painéis.


Check, Please
Uma das coisas mais fofas que eu já li é essa webcomic. Eric Brittle — antigo campeão júnior de patinação no gelo da Georgia, vlogger extraordinário, e fazedor compulsivo de tortas — está começando o seu primeiro ano jogando hóquei na prestigiosa Samwell University em Samwell, Massachusetts. E o hóquei na universidade não é nada como o que ele jogava na Geórgia, principalmente por causa das marcações que literalmente fazem o Brittle desmaiar de medo. É uma história sobre hóquei e amizade e bros, e sobre tentar se encontrar durantes os seus melhores quatro ano de vida. Já foi comprado por uma editora, e em breve vai sair em papel. (o ship é canon, dá pra ler tranquilo)
Atualiazação: quando dá na telha da autora -.-


Eu comecei a ler esse por indicação da C. S. Pacat, a princesa autora de Captive Prince. Num futuro indeterminado, estamos em uma estação espacial que abriga uma frota de caças, cada nave é tripulada por um lutador e um navegador. Abel é um navegador e é atribuído ao notório Cain, logo de cara, marca Abel com uma cicatriz na boca para que todos saibam que ele é sua propriedade. Forçados a ficar juntos pelo comando militar, Abel tenta fazer o melhor da situação e ser profissional mas acaba entrando numa relação brutal com Cain, que o confunde e lhe parece ser mais perigoso do que aparenta. É um romance meio inconvencional, o Cain não é exatamente delicado com o Abel e temos vários momentos NSFW (cuidado onde vocês abrem isso aí, galera)(sério).
Atualização: outro que eu não faço a miníma ideia, mas consigo saber pelo twitter. 
Achei em português aqui


Menção honrosa:

Tecnicamente, 19 Days, é uma webtoon, que, de forma geral, são as webcomics orientais. Eu conheci por causa da minha irmã e não sei se agradeço ou xingo ela.
É a história de dois melhores amigos de infância Zhan Zheng Xi e Jian Yi (carinhosamente chamados de Suave e Revolts), sendo que um deles ressurgiu agora depois de sumir por anos sem dar qualquer explicação. No início é somente ilustrações dos dois e dias aleatórios, mas aos poucos vamos conhecendo melhor o que aconteceu nos 19 dias antes do Suave desaparecer. É bem engraçado, mas tem horas que a gente fica com pena do Suave e do crush dele no Revolts. E é claro, tem o mistério ainda não resolvido de o porquê de que o Suave sumiu por anos. 
Atualização: quando dá na telha da titia chinesa lá ;-;
Disponível também em português aqui

Então essa lista acabou se tornando uma lista de webcomics gays, mas fazer o que né? Eu fico aqui me segurando pra não reler tudo (já reli todos esses muitas vezes, é o efeito da espera de atualizações). Espero que vocês tenham gostado, tem algo que vocês não entenderam? Falei alguma besteira? E o mais importante quem já lê webcomics ou webtoons quais vocês indicam? *-*

Isso é tudo pessoal!

quarta-feira, setembro 13, 2017

Nerdice PaiD'egua #20: O Universo Expandido Overwatch


E vamos novamente para o mundo dos games. Eu já falei pra você o quanto eu amo a Blizzard? Já falei AQUI e AQUI um pouco sobre o mundo de Warcraft (aliás, ainda não entendi como esse roteiro genial virou aquele filme bem meia boca...), mas hoje vamos focar no lançamento mais recente (recente? tem um ano... mas tudo bem) dessa produtora de jogos que está no coração de grande parte dos nerds. Overwatch é um jogo de estratégia/tiro em primeira pessoa que tem (atualmente) 25 heróis diferentes, cada um com sua habilidade, arma e poder diferentes. Totalmente online, o jogo foca em batalhas em times de 6 variando entre missões de dominação de ponto e escolta de cargas. Mas o grande diferencial aqui é a história desse universo e de cada um dos personagens jogáveis.

Muita gente não sabe (muito jogadores, inclusive), mas Overwatch tem uma história bem rica e um universo expandido até bem extenso. Há inúmeros curtas de animação, várias HQ's e um site que funciona como um portal de notícias, todos eles explicando a história desse universo. Vamos saber um pouco mais dela?

1 - História
A Crise Ômnica

O mundo de Overwatch é uma Terra futurística onde uma empresa (a Omnica Corp.) começou a produzir máquinas altamente inteligentes que tinha o poder de se replicar e evoluir. A promessa para o futuro era de algo revolucionário, mas a Omnica Corp. acabou caindo devido a processos envolvendo corrupção e fraude. Entretanto, a tecnologia ômnica criada chegou a um nível tão avançado que passou a se replicar automaticamente e a controlar todas as fábricas remanescentes. Os Ômnicos mais inteligente declararam guerra a humanidade e se aproveitaram do poderio de fogo do maquinário para derrubar todas as defesas da humanidade.

Daí iniciou-se a Crise Ômnica, uma guerra sem precedentes na história. Os exércitos humanos não eram páreo para o maquinário de guerra e estavam sendo derrotados aos poucos. Então, a ONU resolveu montar um equipe de soldados com habilidade especiais que pudessem fazer frente ao Omnicos: nascia a Overwatch.

Da esquerda para a direita: Torbjörn Lindholm, Reinhardt Wilhelm, Ana Amari, Jack Morrison e Gabriel Reyes
Através de várias missões, desde infiltrações a batalhas em campo aberto, a Overwatch conseguiu deter os Ômnicos e por fim a crise. Entretanto o trabalho não estava completo. Várias unidades de inteligências artificiais ainda continuaram tentando derrubar várias cidades humanas em pequenos focos de batalha. A Overwatch então se tornou uma organização maior, estabelecida tanto para defender a humanidade, quanto com pesquisas científicas e para integrar os Ômnicos restantes a sociedade.

A Dissolução da Overwatch

Who Watches the Watchmen? Depois de defender a humanidade, a Overwatch passou a ser vista com olhos desconfiados. Uma organização com seres extremamente poderosos e articulados poderia a qualquer momento tentar tomar o poder em algum lugar. Além disso, começaram a surgir boatos de missões secretas, assassinatos e conspirações estavam sendo executadas pela organização. 



Tudo piorou quando foi revelada a existência da Blackwatch, um braço da Overwatch responsável por várias missões secretas e não aprovadas. Além disso, após a explosão da sede da organização na Suíça (justificada como um acidente, mas posteriormente revelada como resultado de um briga interna), a ONU e os governos mundiais resolveram dissolver a equipe. 

Sociedade Ômnica

Apesar da dissolução da Overwatch, a paz reinava na sociedade. Não totalmente, claro. As marcas da guerra deixaram um rastro de problemas de convivência entre os humanos e as máquinas. Apesar dos líderes Ômnicos da crise estarem todos derrotados e provada a inocência da grande maioria dos outros, o sentimentos contra as máquinas era extremamente negativo.

Mesmo assim, a sociedade estava meio que se organizando para um convivência com ambos. Várias iniciativas foram surgindo em torno dos direitos civis da máquinas, a economia global melhorava cada vez mais e várias boas notícias surgiam. Até começarem a ocorrer vários incidentes. Ataques inexplicados, assassinatos, fugas de prísões, culminando na ocorrência do assassinato de Tekhartha Mondatta, um líder espiritual entre os Ômnicos.


A Talon e o retorno da Overwatch

Eis que surge a Talon, uma organização suspeita, cujo o objetivo é desconhecido, mas está causando vários transtornos pelo mundo. Desde atentados a figuras importantes (tanto humanos, como máquinas) e ataque em campo aberto em cidades que onde a convivência já é pacífica. Até que, em um ataque da organização a sede da Overwatch em Gibraltar, onde um dos componentes restantes da organização permanecia fazendo pesquisas, um alerta é dado.


Finalmente, após o Ataque, Winston resolve convocar os integrantes da Overwatch novamente e é onde as missões do jogo se desenrolam.


2 - O universo expandido.
A história desse mundo do jogo vai se desenvolvendo em várias mídias ao mesmo tempo. No jogo, periodicamente temos a revelação de novos personagens e vários eventos especiais que vão narrando novos capítulos da trama. Recentemente ocorreu um evento com missões especiais chamado Insurreição. Na trama descobrimos que se passa na época do passado quando a Overwatch venceu a Crise Ômnica e está tentando acabar com os últimos focos de guerra em Londres. Ao mesmo tempo, a Blizzard liberou uma HQ contando alguns detalhes da trama.

O destaque dessa HQ é para a Tracer
Da mesma forma, um novo personagem foi liberado nas últimas semanas, o Doomfist. Automaticamente descobrimos nos curtas de animação e nas HQ's liberadas que ele na verdade é o líder da Talon que acabou de escapar ta prisão.




No site da Overwatch (https://playoverwatch.com/pt-br/media/) é possível ler todas as HQ's (que são bem curtinhas) e assistir todos os curtas de animação. O nível das produções é muito bom. Animações como O Último Bastion e Rise and Shine, lembra muito a qualidade de produtoras como a Pixar.








3 - Representatividade
Uma das coisas mais legais da produção de Overwatch é que dá para ver que os desenvolvedores se preocuparam em representar as mais diversas classes e minorias no jogo. Começando pela própria capa:

Não é exatamente comum termos uma personagem feminina na capa de um game de tiro. Além disso, descobrimos depois numa HQ posterior que a personagem representada (Tracer) tem uma namorada.

Melhor casal que você respeita
Temos também personagens de diversas etnias e países na trama do jogo. Lúcio é um DJ brasileiro que usou sua influência para acabar com a opressão da Corporação Vishkar durante a reconstrução do Rio de Janeiro


Zarya era uma atleta russa que, após um ataque a sua vila, se alistou no exército e virou uma das melhores soldados, se tornando um símbolo. Após a Crise, ela se tornou guarda costas de uma grande empresária russa.

Symmetra é uma cientista que possui uma doença do espectro autista e trabalha com experimentos de luz sólida. Ela é uma peça importante de Corporação Vishkar.

Enfim, dá pra ver que os produtores do jogo quiseram que as pessoas pudessem se identificar com os heróis e isso é realmente muito bom. Há vários outros exemplos entre os personagens, cada um tem sua história e, com certeza, é possível se identificar com um deles.

E aí? Curtiu? Aguardem as próximas postagens do Nerdice Pai d'égua. Vem mais coisa por aí.
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