quarta-feira, setembro 13, 2017

Nerdice PaiD'egua #20: O Universo Expandido Overwatch


E vamos novamente para o mundo dos games. Eu já falei pra você o quanto eu amo a Blizzard? Já falei AQUI e AQUI um pouco sobre o mundo de Warcraft (aliás, ainda não entendi como esse roteiro genial virou aquele filme bem meia boca...), mas hoje vamos focar no lançamento mais recente (recente? tem um ano... mas tudo bem) dessa produtora de jogos que está no coração de grande parte dos nerds. Overwatch é um jogo de estratégia/tiro em primeira pessoa que tem (atualmente) 25 heróis diferentes, cada um com sua habilidade, arma e poder diferentes. Totalmente online, o jogo foca em batalhas em times de 6 variando entre missões de dominação de ponto e escolta de cargas. Mas o grande diferencial aqui é a história desse universo e de cada um dos personagens jogáveis.

Muita gente não sabe (muito jogadores, inclusive), mas Overwatch tem uma história bem rica e um universo expandido até bem extenso. Há inúmeros curtas de animação, várias HQ's e um site que funciona como um portal de notícias, todos eles explicando a história desse universo. Vamos saber um pouco mais dela?

1 - História
A Crise Ômnica

O mundo de Overwatch é uma Terra futurística onde uma empresa (a Omnica Corp.) começou a produzir máquinas altamente inteligentes que tinha o poder de se replicar e evoluir. A promessa para o futuro era de algo revolucionário, mas a Omnica Corp. acabou caindo devido a processos envolvendo corrupção e fraude. Entretanto, a tecnologia ômnica criada chegou a um nível tão avançado que passou a se replicar automaticamente e a controlar todas as fábricas remanescentes. Os Ômnicos mais inteligente declararam guerra a humanidade e se aproveitaram do poderio de fogo do maquinário para derrubar todas as defesas da humanidade.

Daí iniciou-se a Crise Ômnica, uma guerra sem precedentes na história. Os exércitos humanos não eram páreo para o maquinário de guerra e estavam sendo derrotados aos poucos. Então, a ONU resolveu montar um equipe de soldados com habilidade especiais que pudessem fazer frente ao Omnicos: nascia a Overwatch.

Da esquerda para a direita: Torbjörn Lindholm, Reinhardt Wilhelm, Ana Amari, Jack Morrison e Gabriel Reyes
Através de várias missões, desde infiltrações a batalhas em campo aberto, a Overwatch conseguiu deter os Ômnicos e por fim a crise. Entretanto o trabalho não estava completo. Várias unidades de inteligências artificiais ainda continuaram tentando derrubar várias cidades humanas em pequenos focos de batalha. A Overwatch então se tornou uma organização maior, estabelecida tanto para defender a humanidade, quanto com pesquisas científicas e para integrar os Ômnicos restantes a sociedade.

A Dissolução da Overwatch

Who Watches the Watchmen? Depois de defender a humanidade, a Overwatch passou a ser vista com olhos desconfiados. Uma organização com seres extremamente poderosos e articulados poderia a qualquer momento tentar tomar o poder em algum lugar. Além disso, começaram a surgir boatos de missões secretas, assassinatos e conspirações estavam sendo executadas pela organização. 



Tudo piorou quando foi revelada a existência da Blackwatch, um braço da Overwatch responsável por várias missões secretas e não aprovadas. Além disso, após a explosão da sede da organização na Suíça (justificada como um acidente, mas posteriormente revelada como resultado de um briga interna), a ONU e os governos mundiais resolveram dissolver a equipe. 

Sociedade Ômnica

Apesar da dissolução da Overwatch, a paz reinava na sociedade. Não totalmente, claro. As marcas da guerra deixaram um rastro de problemas de convivência entre os humanos e as máquinas. Apesar dos líderes Ômnicos da crise estarem todos derrotados e provada a inocência da grande maioria dos outros, o sentimentos contra as máquinas era extremamente negativo.

Mesmo assim, a sociedade estava meio que se organizando para um convivência com ambos. Várias iniciativas foram surgindo em torno dos direitos civis da máquinas, a economia global melhorava cada vez mais e várias boas notícias surgiam. Até começarem a ocorrer vários incidentes. Ataques inexplicados, assassinatos, fugas de prísões, culminando na ocorrência do assassinato de Tekhartha Mondatta, um líder espiritual entre os Ômnicos.


A Talon e o retorno da Overwatch

Eis que surge a Talon, uma organização suspeita, cujo o objetivo é desconhecido, mas está causando vários transtornos pelo mundo. Desde atentados a figuras importantes (tanto humanos, como máquinas) e ataque em campo aberto em cidades que onde a convivência já é pacífica. Até que, em um ataque da organização a sede da Overwatch em Gibraltar, onde um dos componentes restantes da organização permanecia fazendo pesquisas, um alerta é dado.


Finalmente, após o Ataque, Winston resolve convocar os integrantes da Overwatch novamente e é onde as missões do jogo se desenrolam.


2 - O universo expandido.
A história desse mundo do jogo vai se desenvolvendo em várias mídias ao mesmo tempo. No jogo, periodicamente temos a revelação de novos personagens e vários eventos especiais que vão narrando novos capítulos da trama. Recentemente ocorreu um evento com missões especiais chamado Insurreição. Na trama descobrimos que se passa na época do passado quando a Overwatch venceu a Crise Ômnica e está tentando acabar com os últimos focos de guerra em Londres. Ao mesmo tempo, a Blizzard liberou uma HQ contando alguns detalhes da trama.

O destaque dessa HQ é para a Tracer
Da mesma forma, um novo personagem foi liberado nas últimas semanas, o Doomfist. Automaticamente descobrimos nos curtas de animação e nas HQ's liberadas que ele na verdade é o líder da Talon que acabou de escapar ta prisão.




No site da Overwatch (https://playoverwatch.com/pt-br/media/) é possível ler todas as HQ's (que são bem curtinhas) e assistir todos os curtas de animação. O nível das produções é muito bom. Animações como O Último Bastion e Rise and Shine, lembra muito a qualidade de produtoras como a Pixar.








3 - Representatividade
Uma das coisas mais legais da produção de Overwatch é que dá para ver que os desenvolvedores se preocuparam em representar as mais diversas classes e minorias no jogo. Começando pela própria capa:

Não é exatamente comum termos uma personagem feminina na capa de um game de tiro. Além disso, descobrimos depois numa HQ posterior que a personagem representada (Tracer) tem uma namorada.

Melhor casal que você respeita
Temos também personagens de diversas etnias e países na trama do jogo. Lúcio é um DJ brasileiro que usou sua influência para acabar com a opressão da Corporação Vishkar durante a reconstrução do Rio de Janeiro


Zarya era uma atleta russa que, após um ataque a sua vila, se alistou no exército e virou uma das melhores soldados, se tornando um símbolo. Após a Crise, ela se tornou guarda costas de uma grande empresária russa.

Symmetra é uma cientista que possui uma doença do espectro autista e trabalha com experimentos de luz sólida. Ela é uma peça importante de Corporação Vishkar.

Enfim, dá pra ver que os produtores do jogo quiseram que as pessoas pudessem se identificar com os heróis e isso é realmente muito bom. Há vários outros exemplos entre os personagens, cada um tem sua história e, com certeza, é possível se identificar com um deles.

E aí? Curtiu? Aguardem as próximas postagens do Nerdice Pai d'égua. Vem mais coisa por aí.

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