segunda-feira, setembro 18, 2017

Eu Li: Os Leões de Bagdá - Brian K. Vaughan e Niko Henrichon

Título:
Os leões de Bagdá

Autor:
Brian K. Vaughan e Niko Henrichon

Editora:
Panini

Em seus premiados Y: O Último Homem e Ex Machina (eleito pela revista Entertainment Weekly como um dos melhores títulos de ficção de 2005), o roteirista Brian K. Vaughan mostrou-se capaz de entender tanto o instinto de sobrevivência quanto as nuances políticas do mundo moderno. Agora, nesta surpreendente graphic novel, Brian retrata as ruas destroçadas pela Guerra do Iraque.
Na primavera de 2003, um bando de leões escapou do Zoológico de Bagdá durante um bombardeio norte-americano. Perdidos, confusos, famintos e finalmente livres, os quatro leões perambularam pelas ruas destruídas de Bagdá numa batalha pela sobrevivência. Retratando o drama dos animais, Os Leões de Bagdá levanta algumas questões sobre o verdadeiro significado da liberdade - ela pode ser presenteada ou apenas conquistada por meio de luta e sacrifício?
Inspirado-se numa história real, Brian K. Vaughan e Niko Henrichon criaram um ponto de vista único sobre a vida durante a guerra, lançando luz sobre esse conflito como apenas uma graphic novel é capaz.

Olá, pessoal! 
Me chamo Juliana Dias (@jubs_chan) e faço parte de um grupo de leitores do PA Book Club em Belém. Fui convidada por uma das garotas pai d'égua para expor sobre uma HQ que AMEI e que já li há alguns anos. Vamos lá? 

Em "Os Leões de Bagdá" acompanhamos a jornada de quatro Leões (o macho Zili, as fêmeas Noor e Safa, e o filhote Ali) que, uma vez libertados do zoológico onde viviam em Bagdá - devido à bombardeios - lutam para sobreviver ao mesmo tempo em que tentam compreender o desconhecido que lhes é apresentado: uma cidade totalmente destruída, tanques de guerra (alegoricamente chamados "leões da Babilônia"), cadáveres e outras coisas que se possa imaginar em um cenário de guerra.

Muitos questionamentos são levantados através do conflito entre ideias e a necessidade de sobrevivência dos leões, de modo que é inevitável ao leitor se colocar no lugar deles em vários momentos. Afinal: quem são os verdadeiros predadores? Até que ponto podemos chegar para garantir nossa sobrevivência? Pelo quê e por quem vale à pena lutar? A liberdade é dada ou conquistada?


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A HQ de volume único é lindíssima em todos os sentidos. Brian K. Vaughan aborta o tema guerra no Iraque com certa sensibilidade que, por mais que a linha dos acontecimentos seja cruel, a história consegue se manter lindíssima. Confesso que sou uma leiga nesses assuntos de HQ, traços, desenhos e afins... mas do pouco de já li nesta mídia, Leões de Bagdá foi o que mais me fez perceber a importância dos desenhos/cores; as imagens não são apenas bonitas (bonitas não... LINDAS), mas são o complemento PERFEITO para a história, em diversas situações... não foi preciso balões de diálogo para expressar um turbilhão de mensagens e emoções.

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Meus sentimentos foram pisoteados do início ao fim e concluí esta HQ besuntada nas minhas próprias lágrimas. Abraço grupal em Brian, Niko, Vertigo e todos os responsáveis por esta obra maravilhosa!
R e c o m e n d a d í s s i m o!


Resenha produzida originalmente para o blog Nem te conto.

Leiam 

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