sexta-feira, junho 30, 2017

5 Livros para o Dia do Orgulho LGBT

Olá, leitores! 

No dia 28 de junho (a ultima quarta-feira, no caso) foi o Dia do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais). A data é celebrada e lembrada mundialmente pois marca um episódio lamentável que ocorreu em 1969, em Nova Iorque, onde gays, lésbicas e trans reagiram a perseguições policiais que aconteciam na época em um bar. 
Da resistência aos LGBTs resultou a organização na 1° parada do orgulho LGBT, realizada no dia 1° de julho de 1970, para lembrar o ocorrido e até hoje as Paradas do Orgulho LGBT acontecem em vários países do mundo e em muitas cidades do Brasil ao longo do ano. (Fonte)

Através da literatura se tem quebrados algumas barreiras importantes e, atualmente, temos diversos livros incríveis que abordam a temática LGBT e adoraria indicar alguns para vocês. 
Cês podem saber mais sobre os livros clicando no link direto para as resenhas!
Então vamos a eles? 

VA-MOS!!!

1. Dois Garotos se Beijando, de David Levithan;


Talvez esse seja o meu livro LGBT favorito. Ele me emocionou, ensinou e inspirou. David Levithan faz isso, sabe. Amo todos os livros que leio do homem e ele tem a propensão em abordar personagens LGBTs em suas histórias, talvez pelo fato de ele ser gay e saber exatamente o que expressar. Uma coisa que me deixa maravilhada em seus livros é que ele costuma abordar a vida dos personagens de uma forma tão natural, sabe. Seus personagens tem problemas, como qualquer um de nós, não pelo fato de serem gays, mas pelo fato de serem pessoas.
Em "Dois garotos se beijando", no entanto, o autor vai abordar pesadamente vários personagens em suas distintas personalidades e como cada um deles reage e convive com sua sexualidade. Alguns são maravilhosos, aceitos e felizes. Outros ainda enfrentam aquelas dificuldades terríveis que eu queria que fosse só ficção.
Um livro MARAVILHOSO que toca na empatia, hein.



2. Carry On, de Rainbow Rowell;

Livros do gênero fantasia com personagens LGBT? Aqui temos! "Carry On" foi criado a partir de um outro livro da autora chamado "Fangirl", onde a personagem Cath escrevia uma fanfic sobre personagens de um livro chamado "Simon Snow", que envolvia magia e muita treta. Eu fiquei super curiosa com essa bendita história e amei quando soube da existência de "Carry On". Fiquei sabendo recentemente que esse livro não seria a fanfic de Cath e sim a fanfic da própria Rainbow sobre "Simon Snow". Mas acho que aí fica a cargo a imaginação do leitor mesmo, não é mesmo? rsss.
"Carry On" é uma história de fantasmas, amor, mistério e melodrama. Este último patrocinado por nossos dois adoráveis protagonistas, Simon e Baz, que são um casal.
Para quem gosta de fantasia e ainda sim quer a experiência de ler um livro LGBT, sejam bem-vindos! 




3. Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli;

"Simon vs. a agenda homo sapiens" é uma história com uma pegada mais adolescente mas altamente recomendada para todos os públicos. Simon é gay e sabe disso, no entanto, ainda não contou para ninguém. É aquela velha e conhecida história dos que ainda estão no armário. Bom, não cabe a nós julgar a realidade e as escolhas de ninguém mas alguém precisa avisar ao Martin, o bobão da escola. Ele descobriu a sexualidade de Simon e ameaça contar para todos. Portanto, Simon corre o risco de, não apenas ser arrancado do armário com violência, como também de estragar seu relacionamento com Blue, um carinha/crush que ele anda batendo uns papos nas interwebs. Um verdadeiro drama! O interessante desse livro é que já vi várias histórias semelhantes na vida real. Acredito então que seja necessário lermos e falarmos sobre isso para tentarmos compreender um pouco melhor os Simons de nossas vidas. Ah, em breve terá filme então provavelmente falaremos mais sobre essa história no futuro. 



4. Garoto encontra Garoto, de David Levithan;

Mais David Levithan, sim!!! Porque o amo e o quero bem!! "Garoto encontra garoto" é uma comédia romântica bem articulada e com adolescentes. Na comunidade em que Paul vive, as pessoas não tens tabus com gays. Portanto, ele é bem aceito e feliz. Seu conflito vai se resumir aos dramas normais com crush (que nos descabelam às vezes, convenhamos), amigos loucos e incríveis e o dia-a-dia de um adolescente comum. No entanto, essa maravilhosa utopia não é tudo que encontraremos no livro. Como comentei anteriormente, David Levithan explora variadas personalidades e vivências. Paul tem um amigo com uma família extremamente religiosa e, bem, eventualmente temos alguns exemplos de quando a religião deixa de ser uma doutrina amorosa para ser tornar sufocante.  
Bem, este livro tem muito amor para dar e algumas boas perspectivas para adotar. Recomendo com loucura e ardor! 



5. Apenas um Garoto, de Bill Konisberg.

E para encerrar as indicações, temos "Apenas um garoto". Olhem só que interessante: Rafe é assumido desde os 13 anos e nunca teve nenhum tipo de problema, a não ser o estereótipo. E depois de alguns anos, ele está cansado de ser "o garoto gay". Rafe que ser "apenas um garoto". Então em sua nova escola, ele não conta para ninguém de sua sexualidade, se enturmando em fazendo amigos. Porém como nada são flores, ele acaba se apaixonando pelo amigo hétero! Nós, que nos apaixonamos por héteros, sabemos que não é nada fácil, Rafe. Força, amigo!
"Apenas um garoto" é um livro muito relevante para nos despertar sobre como forçamos a barra, às vezes. Sabe, nem tudo sobre uma pessoa se define por sua sexualidade e esse livro vai abordar bem essa perspectiva.
Mais uma ótima dica para trabalhar um pouco a empatia, né non?




Meus queridos leitores, esta pequena lista de indicações não são de lançamentos recentes, como alguns de vocês podem ter notado. No entanto, são livros que já falamos no blog e achei válido reiterar como sugestão para quem quiser conhecer mais livros LGBTs. 
Atualmente estou com alguns livros da temática na TBR que são lançamentos, como "Fera", publicado pela Editora Seguinte e "À primeira vista", publicado pela Galera Record, dentre outros. Ou seja, ainda teremos muitos livros para indicar com a temática LGBT aqui pelo blog!
Espero que vocês tenham gostado e estou no aguardo de indicações aqui nos comentários, por favor, obrigada, por nada. 
Paz. 

quinta-feira, junho 29, 2017

Quinta em Outra Língua #53 - Crooked Kingdom - Six of Crows #2 - Leigh Bardugo



Título: 
Crooked Kingdom
Autor: 
 Leigh Bargugo
Editora: 
Orion Children's Books

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Seja bem-vindo ao mundo dos Grishas

Depois de sair de um assalto aparentemente impossível na notória Corte de gelo, o criminoso e prodígio Kaz Brekker se sente imparável. Mas a vida está para fazer uma curva perigosa e com amigos que estão entre os mais mortais párias da cidade de Ketterdam, Kaz vai precisar mais do que sorte para sobreviver esse imperdoável submundo


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O mundo grisha começou com a história de Alina em Ravka no livro Sombra e Ossos, então a autora resolveu criar uma duologia se passando em Ketterdan envolvendo personagens diferentes anos depois dos acontecimentos do último livro de Sombra e Ossos.
Se Six of Crows (resenha aqui) foi uma história surpreendente o suficiente (Vocês podem me ver falando sobre o primeiro livro na resenha dele aqui do blog), Crooked Kingdom trouxe uma trama muito bem formulada para encerrar essa duologia incrível.

Esse é o tipo de livro feito pra você ler de uma vez, porque se for pra ser atingido pelos feels é melhor ser atingido logo com a força toda. Crooked Kingdom é uma montanha russa de emoções e por cada capitulo ser de um personagem, você se sente tão conectado com eles que é impossível não sentir toda emoção, raiva ou o que quer que seja que essas pessoas tão destoantes e ao mesmo tão iguais, estão sentindo. 

As trapaças nesse livro estão maiores, os planos cada vez mais perigosos e arriscados. No lugar em que nossos seis protagonistas estão tudo pesa para o lado do inimigo, mas eles precisam passar por cima disso, e virar a balança a favor deles. Quem melhor do que Kaz Brekker para fazer isso? 

Kaz continua tão misterioso em seus assuntos e como vai resolver eles do que nunca, ele parece sentir real prazer em revelar seus planos de última hora para os companheiros, apenas para ver as caras de surpresa deles (HEHE). Ao mesmo tempo algo dentro de Kaz parece ter mudado e o relacionamento dele com todos também, principalmente com Inej. 

A química dos dois parece ter dado um salto do primeiro livro para o segundo e qualquer momento dos dois em cena é motivo para ficar procurando qualquer motivo para shippar. 

Nina e Matthias continuam tentando passar por cima de preconceitos e encontrar o equilíbrio certo do relacionamento deles, ainda mais depois dos acontecimentos do primeiro livro (Resenha sem spoilers, perdão). Eles continuam amorzinhos mesmo assim. 

Wyllan e Jesper fizeram meu mundo mais feliz, que casal maravilhoso. É lindo ver eles apoiando os problemas um do outro e tentando se ajudar, a serem melhores também. 

Estamos falando aqui de muita aventura, loucura, planos mirabolantes em que você não sabe o que é real e eles estão realmente se ferrando ou se algo vai acontecer para salvar a pele deles, ação, aquela vingança básica e muito merecida que todos nós amamos e podendo ver todos esses personagens serem lendas e Kaz Brekker ser ainda mais maravilhoso (Dá vontade de botar outras palavras aqui, mas é melhor não). 

Foi uma leitura incrível, fascinante, merecedora de cinco estrelas e vai me deixar querendo ver mais histórias desse grupo que se tornou uma família querendo eles ou não. São finais assim que o leitor sente profundamente e te atinge diretamente no coração.

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Tudo dói e eu to morrendo hehe
Cinco corvos 








quarta-feira, junho 28, 2017

Eu li: Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir - Sarah MacLean

Onze Leis a Cumprir Na Hora de Seduzir
Título:
Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir
Autora: 
Sarah MacLean
Série: 
Os Números do Amor
Editora:
Arqueiro

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Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.
Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.
O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.


Depois de presenciar Gabriel e Nicholas se apaixonarem nos primeiros livros da trilogia, chegou a hora de ver a história de Juliana, a meia-irmã italiana e cheia de escândalos. Eu esperei muito por esse livro, até mesmo porque desde o primeiro, já pude perceber quem seria o par de Juliana: O duque de Leighton. 

Eu sempre amo quando o livro envolve algum duque, isso significa que provavelmente vamos ter um cara muito podero, que vive por meio de regras, decoro e status. Isso também significa que logo atrás, vem uma mocinha pronta para tirar o mundo perfeito debaixo dos pés de dito duque e fará o mesmo ver que nem tudo na vida é título e reputação. 

Simon é exatamente esse tipo de duque, nada na vida dele pode envolver escândalos, não é a toa que o cara é conhecido como Duque do Desdém, pois ele sempre vai olhar desse jeito para aqueles inferiores a ele. 

Já Juliana é um espirito livre e mesmo que as vezes não queira ser, parace que os problemas a perseguem e ela sempre se vê em alguma situação comprometedora que vai escadalizar a sociedade (Não que ela vá se desculpar por isso. 

É exatamente por uma situação complicada que os caminhos de Juliana e Simon se cruzam (de novo). Depois de fugir de um nobre que tentou atacá-la e tendo a certeza de que ninguém acreditaria em sua palavra, Juliana se esconde em uma carruagem, para logo descobrir a quem pertence (ISSO MESMO!!!): o tão falado duque. 

Ela não consegue deixar de se sentir fascinada por ele, mas o homem só precisa abrir a boca para acabar o encanto e ele jura que Juliana se encontrar na carrugem dele é uma forma de o botar em uma situação comprometedora e forçar um casamento (Simon fofo, você precisa controlar suas manias de gradeza). 

Depois de notar o quão errado está, Simon promete ao irmão de Juliana que vai manter um olho nela, para que evite mais situações escandalosas. É então que Juliana resolve fazer uma aposta, que em duas semana ela consegue tirar aquela fachada de homem correto da cara dele e mostrar que paixão é muito mais importante que reputação! 

Gente, eu não sei se sinto pena do Simon, porque olha, a Juliana é incansável e maravilhosa. Eu sentia raiva dele tantas vezes, das manias de que tudo deve ser feito de acordo com regras e as coisas que muitas vezes ele disse pra Juliana. Mas dá pra entender que o modo como ele foi criado fez ele ter essas crenças e é ótimo ver como Juliana, como uma pessoa obstinada, vai mudando o pensamento dele com cada encontro (Gente ele só falta cair de quatro por ela, mas o bicho é teimoso). 

A química dos dois é maravilhosa, o diálago deles sempre me deixava ou rindo ou extremamente exasperada. Juliana é temperamental e Simon (mesmo escondendo isso) também é, e eles fazem um casal perfeito. O livro todo valeu a pena, seja pela história, pelo romance ou pelos momentos super fofos ou os hots. O livro encerrou a trilogia de forma perfeita. 



segunda-feira, junho 26, 2017

Eu li: Essa luz tão brilhante - Estelle Laure

Título:
Essa luz tão brilhante
Autora:
Estelle Laure
Editora:
Arqueiro


O pai dela surtou e foi internado. A mãe disse que ia viajar por uns dias e nunca mais voltou. Wren, sua irmãzinha, parece bem, mas já está tendo problemas na escola. Lucille tem só 17 anos, e todos os problemas do mundo. Se não conseguir arrumar um emprego para pagar as contas e fingir para os vizinhos que está tudo em ordem, pode perder a guarda da irmã. Sorte a dela ter Eden, uma amiga tão incrível que se dispõe a matar aulas para ajudá-la. Azar o dela se apaixonar perdidamente justo agora, e justo por Digby, o irmão gêmeo de Eden, que é lindo, ruivo... mas comprometido.Essa luz tão brilhante é a história de uma garota que descobre uma grande força dentro de si enquanto aprende que a vida e o amor podem ser imprevisíveis, assustadores e maravilhosos – tudo junto e misturado.
Depois de ler a sinopse do livro, só uma palavra me veio á cabeça: COITADA!
Imagine um cenário onde, no auge dos seus 17 anos, você precisa cuidar SOZINHA da sua irmã mais nova, por motivos de: seu pai foi parar em uma clínica de reabilitação porque não aguentou a pressão de ser pai de família e, sua mãe não aguentando a pressão de ter que ser pai e mãe de família, resolve tirar umas férias permanentes, sem previsão de volta. Conseguiram imaginar? Nem eu!

Pois é, meu amigos! Essa é a mais nova vida de Lucille Bennett. A adolescente que ainda está na escola, se encontra em um beco QUASE sem saída, se não fosse sua melhor amiga Eden. As duas se conhecem desde a infância, e Eden acompanhou todo o drama da amiga com a internação de seu pai e e o sumiço da mãe. E, como boa parceira que é, se ofereceu pra cuidar da sua irmã mais nova Wren enquanto Lucille tentava arrumar um emprego e, depois de ter conseguido o emprego, Eden também cuidava da criança enquanto Lucille estava trabalhando. 

A cada dia que passa, a garota sente o peso e a responsabilidade de tudo que está vivendo. Além de ter que trabalhar pra se sustentar, sustentar a irmã, estudar, e fazer com que Wren mantenha o desempenho na escola, Lucille também precisa esconder de todos o que de fato aconteceu com sua mãe: ela saiu da cidade e não pretende voltar. Em uma vizinhança tão intima como a dela, esse é um segredo que fica muito difícil de guardar. Em determinado as pessoas começam a questionar, na escola de Wren percebem como o comportamento da menina mudou, e sua professora tem quase certeza de que é por algum problema que esteja passando em casa. 

De repente, algumas ajudas anônimas começam a surgir. Tem dias que Lucille chega em casa e a despensa e geladeira estão cheias, com tudo que precisam pra passar o mês inteiro, alguns cômodos arrumados, algumas coisas consertadas, e quando questiona Eden ou Digby, seu irmão gêmeo, eles afirmam que não tem nada a ver com isso. Falando em Digby, o garoto é o crush de infância da Lucille. Um menino educado, inteligente, engraçado, que se aproximou mais da garota depois que os perrengues começaram. Como se já não bastassem todos os problemas que ela tem que enfrentar, ganha mais um: se apaixona de verdade pelo menino, que é comprometido e está quase colocando uma aliança no dedo da namorada. 

RESUMINDO: Lucille perdeu os pais, apesar de eles continuarem vivos, precisa amadurecer em dias o que levaria anos pra crescer, tem que cuidar da irmã mais nova e garantir que ela não desmorone, precisa lidar com o medo de alguém descobrir sua atual situação de órfã menor de idade, tem que dar conta da escola e do trabalho, tem que lidar com uma paixão impossível no momento, precisa lidar com o medo de alguém invadindo sua casa e enchendo os armários de comida e, por fim, tem que encarar uma situação muito difícil que acontece com Eden. TUDO ISSO AO MESMO TEMPO!

Eu não sei nem por onde começar a falar sobre esse livro, ele tem 200 páginas e acontecem muitas coisas. Cada capítulo começa contando a quantidade de dias que sua mãe desapareceu:

A mamãe tinha que ter voltado pra casa ontem, depois de duas semanas de férias. Catorze dias. Ela disse que precisava de um tempo de tudo (leia-se: nós) e que retornaria antes do primeiro dia de aula. Eu meio que sabia que ela não ia aparecer, por causa do que recebi ontem pelo correio, mas mesmo assim passei a noite toda esperando, torcendo, para que fosse só paranoia minha, para que a minha intuição quase infalível tivesse se estrepado (...) todo o meu ser ciente da verdade: estamos sozinhas, Wrenny e eu, pelo menos por enquanto. Vou fazer tudo o que for necessário. Ninguém vai nos separar. Isso significa manter as coisas na máxima normalidade possível. Fingir. A normalidade foi embora com o papai.

Gostei muito da narrativa da história, ela sendo contada por Lucille faz tudo parecer mais intenso, mais real. Saber os seus pensamentos, saber como ela planeja os próximos passos e a resolução dos problemas fez eu me sentir a própria Eden, uma amiga que está ali, ouvindo, opinando e dando muito mais que um ombro pra chorar. Ao longo da narrativa ficamos cada vez mais perto de algumas verdades, mas não todas.

Os pais de Eden acabam se tornando a família de Lucille e Wren, mesmo que no início eles ainda estivessem no escuro sobre o que estava realmente acontecendo. Acho que foi o ponto principal pra garota não ter desabado de vez. A autora nos faz amá-los e vê-los como eles realmente são: humanos! E é ótimo ler um livro em que você pode identificar pessoas reais, mesmo sendo personagens. 

No final nós conhecemos o anjo (ou os anjos) da guarda de Lucille, não porque eles queriam se mostrar, mas porque se descuidaram e acabaram sendo descobertos e, tenho que dizer, foi uma grata surpresa e até emocionante saber suas identidades. A mensagem que a autora quis passar é: você nunca está sozinho, há sempre alguém, em algum lugar se preocupando e cuidando de você. 

Não vou me ater muito ao romance, porque pra mim, esse livro não se trata disso. Não foi um garoto que salvou a mocinha de uma vida triste e sem sentido, foi um garoto maravilhoso que junto com todas as outras pessoas maravilhosas envolvidas SOMOU para que ela se sentisse amada e amparada. 

Esse é um livro que equilibra muito bem o sarcasmo, preocupações e dores que a adolescente está passando. Apesar da carga dramática, é muito fluido e rápido de ler. Eu senti falta de respostas para algumas perguntas, mas dando uma olhada na página da editora vi que eles pretendem lançar em breve uma continuação com o titulo But Then I Came Back ainda sem tradução oficial. Então, estou bem esperançosa de que todas as pontas que ainda ficaram soltas sejam amarradas em um final sólido pra Lucille. 



quarta-feira, junho 21, 2017

Eu li: Irmãos de Sangue - A Sina dos Sete #1 - Nora Roberts

Irmãos de Sangue
Título: 
Irmãos de Sangue
Autora: 
Nora Roberts
Trilogia:
 A Sina dos Sete
Editora: 
Arqueiro

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A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca.
Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra.
Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa,
Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade.
Em Irmãos de Sangue, Nora Roberts mostra uma nova faceta como escritora, dando início a uma trilogia arrebatadora em que o amor é a força necessária para vencer os sombrios obstáculos de um lugar dominado pelo mal.

Titia noraaa :D. Essa mulher, ela não para (Graças!!!) e eu faço questão de ler todos os livros dela. Então ela resolve juntar romance com suspense e AHHH. 

Tudo começa na misteriosa cidade de Hawkins Hollow, aqueles lugares pequenos em nada acontece, exceto que muita coisa começa a acontecer, coisas estranhas. É véspera do aniversário de 10 anos de Caled, Fox e Gage, e esses meninos, amigos desde o nascimento, quase irmãos, decidem comemorar em grande estilo. Isso significa enfrentar um local proibido na floresta: A pedra pagã. 

Quando o relógio dá meia-noite e uma promessa é feita, os três acabam por liberar uma força demoníaca e desconhecida. Desde esse dia, os três estão conectados e a cada sete anos, uma espécie de maldição toma conta da cidade no período de sete dias, onde tudo de ruim pode acontecer. 

Cal é o garoto mais tímido do grupo e o cheio de sensatez, ele preza pra que o segredo continue segredo enquanto os três amigos tentam encontrar uma saída dessa maldição. É por isso que vinte e um anos após os acontecimentos na floresta e ainda poucas respostas, ele resolve aceitar a proposta de Quinn Black para escrever um livro sobre a cidade e seus fenômenos estranhos. 

Ao mesmo tempo em que Quinn é uma esperança de descobrir coisas novas sobre a maldição, Cal também se vê relutante (e com razão) em revelar detalhes demais para uma pessoa que mal conhece, mas que parece saber muito da vida dele. Quinn então começa a se envolver demais na história de horror que Cal vive e também a se envolver com ele. 

Eu gostei muito do fato de que, apesar da Nora ser muito focada no romance, ela ter tido o cuidado de construir uma ótima história ao redor do casal principal. Na verdade, o livro em si não é focado no romance e sim em toda a trama cheia de mistérios e casualidades estranhas. Cal foi uma criança séria e carinhosa e cresceu com um fardo grande demais, somando isso a preocupação que sente com os amigos, faz dele o irmão mais velho da trupe. 

Quinn é uma personagem curiosa, decidida e cheia de opiniões, mas eu vou ser sincera e dizer que em muitos momentos me faltou profundidade nela e ela acabava por me causar irritação. Entretanto ela e Cal funcionaram extremamente bem. Onde ele tinha dúvidas, ela ia lá e soterrava tudo e construía algo concreto em cima. 

Tivemos também relances de Fox e Gage. Apesar de eu estar ansiosa para a história de Fox (que me pareceu ser o mais brincalhão dos três), é Gage quem me mantem em uma curiosidade constante sobre sua vida e sua personalidade (daqueles caras que não se amarrar em nada ou diz não se amarrar em nada nem ninguém). O importante é saber que os três têm um senso de lealdade e justiça digno de palmas. Quero dizer que eles são uns fofos uns com os outros também. 

De pouco em pouco a história foi introduzindo Layla e Cybil, ambas com muito pra revelar ainda. Layla demorou para embarcar na jornada do grupo, já Cybil chega na cidade com a corda toda para desvendar segredos. 

Gostei que o livro foi revelando gradativamente a história por trás da pedra pagã e nos próximos livros da trilogia, esse quebra cabeça vai continuar sendo feito até estar completo. 

Irmãos de sangue traz um estilo mais diferente para a rainhas dos romances, com uma história interessante, personagens intrigantes e muito mais pela frente. Super recomendo.


segunda-feira, junho 19, 2017

Eu Li: O Ceifador - Neal Shusterman

Título:
O Ceifador

Autor:
Neal Shusterman

Editora:
Seguinte

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Primeiro mandamento: matarás.
A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.

Imaginem um mundo perfeito onde não exista mais fome, doenças e morte. Isso mesmo, meus caros, os seres humanos, junto a um programa de computador incrível que organiza absolutamente tudo sobre a terra, alcançaram um nível insuperável. O único problema previsto agora é o índice populacional. E pensando nisso, essa sociedade tem os Ceifadores.
Olhem só que premissa interessante: a ceifa é a única morte aceitável nessa sociedade. Se um ceifador o matar, será a velha e boa morte que conhecemos: para sempre. 

É neste contexto que vamos conhecer Citra e Rowan, dois adolescentes que tiveram um contato atípico com um ceifador e que foram convidados para se tornarem aprendizes. É uma honra, ao mesmo tempo que é assustador. O acordo inicial era que ao final do treinamento o Ceifador Faraday escolheria um dos dois e o outro retornaria a sua vida normal. Pelo menos até onde fosse aceitável a normalidade.
No entanto, um acontecimento faz o acordo mudar. Agora, o aprendiz que o ceifador escolher terá que fazer do outro sua primeira ceifa.

Esse livro é interessante de várias formas. Não apenas pela premissa geniosa, mas também pela forma que o autor vai trabalhar alguns conceitos. A humanidade, mesmo que tenha alcançado a perfeição, sempre conseguirá dar alguns passos para traz. É impressionante como o ser humano pode ser tratante!

Na leitura teremos muito contato com o universo dos ceifadores. Alguns, como Faraday, são centrados e levam sua missão a sério com muito respeito. Mas outros estão com novos ideais. Acham que são deuses que detêm o poder da vida nas mãos. As pessoas dessa sociedade não mais conhecem esse termo mas nós sabemos muito bem: ceifadores são assassinos. A diferença é que a moralidade de alguns é para o dever e o de outros para a diversão. É muito interessante como o autor traça essa pequena parte a margem daquela sociedade e como ele aponta que pessoas possuidoras de um pouco de poder podem ser facilmente corruptíveis.

No mais, o livro é repleto de ação e aventura. Citra e Rowan são treinados com variadas formas para matar e suas próprias moralidades serão postas à prova. Há uma pequena sugestão de romance mas nada comparado aos pontos significantes da história. O enredo também é repleto de mudanças inesperadas. Algumas, confesso, pareceram até que caíram de paraquedas, mas ao final deu para compreender o que o autor planejava.

“O Ceifador” é apenas o inicio de uma trama que promete muitos plot twist para os leitores. É uma leitura fácil e acessível com uma história rica de discussões e acontecimentos. Acredito que tem um potencial enorme e estou animada para a continuação. Um adendo para essa capa linda também, gente. 
Agradeço muito pela cortesia da Editora Seguinte e também terá uma surpresinha em breve para vocês. Fiquem de olho nas redes sociais do blog. 


Leiam! 

sexta-feira, junho 16, 2017

3 Motivos para ler Academia de Vampiros

Olá, queridos!
Hoje vim tirar suas vidas da escuridão que é não conhecer "Academia de Vampiros".
Infelizmente, essa série de 6 livros não é tão conhecida como eu gostaria. 
Aí vocês estreitam os olhinhos e sussurram mentalmente "Aff, mais vampiros! Essa moda não vai acabar nunca?!". Vocês deveriam ter cuidado com o que pensam. Uma estaca pode parar em seu coração do nada e você nem vai saber de onde veio.
Estacas?! WHAT?! Sim, meu bem. Estacas. Batalhas. SANGUE! Mas claro que também tem amor. 
Vou expôr o porque você deve ler "Academia de Vampiros" nesse post. Podem me agradecer nos comentários.

Olar, Dimitri e Rose 


Sobre a autora: 

Richelle-diva-Mead é uma cidadã americana, casada, tem dois filhos e é ninja pois até o presente momento, não sei sequer os nomes de seus filhos. Ela tem 3 graduações: uma em Bacharel em Estudos Gerais pela Universidade de Michigan, Mestrado em Comparação Religiosa pela Universidade Western Michigan e Mestrado em Ensino pela Universidade de Washington. (E eu sofrendo para conseguir pagar minha primeira pós, tsc.) Ela é bastante twittera e vive nos fazendo sofrer quando está em processo de escrita. 

Richelle-ruiva maravilhosa-Mead é autora de antologias e 5 séries, sendo que 3 adultas:
Georgina Kincaid - 6 livros;
Dark Swan - 4 livros;
Age of X - 2 livros;
E 2 séries YA:
Vampire Academy - 6 livros;
Bloodlines - 6 livros;
Sou uma fangirl muito dedicada e obviamente que já li quase todas as suas séries; só me falta começar Age of X e Soundless, um stande alone que saiu recentemente
Praticamente todos os seus livros foram publicados no Brasil, com exceção da continuação de "Dark Swan" e o 2° livro de "Age of X". 

Porém, já como nosso papo aqui é sobre "Academia de Vampiros", então vamos à ele!

Resumo da série:

Aaaah

O universo de Academia de Vampiros se passa na escola St. Vladimir (e daí o termo academia), onde só estudam vampiros. Porém, há vampiros de 3 tipos, acompanhem:
Moroi: são os vampiros puros sangue. Eles tem presas e precisam se alimentar de sangue e são muito frágeis a luz do sol. Em tese, deviam ser os ~vampiros bons~. Eles manipulam elementos como águaar, terrafogo e um ainda desconhecido e raro que é chamado de espírito. Já que são pacíficos, não usam seus "poderes" para batalhas.
Dampiros: são os mestiços. Seus pais normalmente são moroi/dampiros ou moroi/humanos. Os dampiros não procriam entre si, ou seja, eles precisam dos moroi para que sua espécie sobreviva, então é esse o trabalho deles: defender os moroi.
Os dampiros tem o melhor das raças: são fortes, velozes, super resistentes, não tem problema nenhum com o sol e não precisam de sangue em sua dieta. Dampiros são fodas.
Strigoi: são os vampiros do mal que os fãs de Dráculas e haters de "Crepúsculo" vão adorar. Strigoi são criaturas malignas que só vivem a noite, pois morrem se forem afetados pelo sol. Se alimentam de sangue e seu tipo favoritos são os dos moroi. Os strigoi se transformam no que são, ou seja, um strigoi já foi moroi, dampiro ou humano. Eles são imortais; a não ser que alguma estaca os encontrem pelo coração e panz.

A narrativa é da perspectiva de Rose Hathaway. Ela é uma dampira cujo o objetivo maior é proteger sua melhor amiga e moroi da realeza, Lissa Dragomir.
Essas duas são amigas desde infância e um fato interessante as fará ter um laço psíquico, porém de mão única. Rose consegue ver e sentir coisas através de Lissa e isso não é muito legal. Lissa é uma das usuárias do elemento espírito, que é quase desconhecido, e ela sofre vários efeitos colaterais.
O espírito age de dentro para fora. Ele mexe com a sanidade. Lissa não sente coisas boas e passa tudo para Rose através do laço.
Lissa é a única integrante viva da sua família real e sua segurança é muito importante.
Como se não bastasse lidar com o conflito interno da melhor amiga, Rose ainda precisa se readaptar a escola. As atividades físicas são importantes, pois Rose está sendo treinada para ser uma guardiã. E ela quer ser especificamente a guardiã de Lissa.
Paralelo a relação das duas amigas, Rose se pega suspirando por seu instrutor de luta, Dimitri Belikov. Dimitri é um professor já adulto e muito responsável, claro que não vai dar mole para uma aluna.
Ou vai?

This is insane mexxxxxmo!

Para evitar os temíveis spoilers, vou parar o resumo por aqui.
Caso vocês tenham pulado tudo que escrevi acima, abaixo darei 3 motivos do porque causa, razão ou circunstância vocês devem ler "Academia de Vampiros". Venham:

1. TODOS OS LIVROS DA SÉRIE JÁ FORAM LANÇADOS; INCLUSIVE NO BRASIL! 

Conheço algumas pessoas que só querem ler séries com os livros já todos lançados porque ou não gostam de esperar, ou querem evitar sofrimento. Portanto, dampirinhos, não há desculpas nesse quesito.
Os 6 livros da série foram lançados em terras tupiniquis pela editora Agir. As capas são feias sim, eu sei, mas há boatos que Richelle Mead foi amaldiçoada. A mulher tem 5 séries e TODAS as capas originais, sem exceção, são feias que doem. Mas, óh, quem vê capa não vê coração quando se fala de Richelle Mead. Já li 4 séries completas e essa mulher é foda!

Capas gringas
A ordem dos livros no Brasil são: "O beijo das sombras"; "Aura Negra"; "Tocada pelas Sombras"; "Promessa de Sangue"; "Laços do Espírito" e "Último Sacrifício".

 2. HISTÓRIA, NARRATIVA, PERSONAGENS: FEELS!

Eu sei que a temática vampiros é meio tensa desde "Crepúsculo" (vocês são uns chatos! É amor!), mas "Academia de Vampiros" não tem N.A.D.A. a ver com "Crepúsculo". Acho que ambos os livros foram lançados no mesmo período, em 2007, 2008, e a maior preocupação de Richelle Mead era que se parece com "Harry Potter". Li umas entrevistas dela falando a respeito disso. "Harry Potter" também se passa em uma escola e tem suas aventuras mas "Academia de Vampiros" é bem único!

Richelle Mead se inspirou em mitos romenos (inclusive os nomes de vários personagens são do leste europeu) e visualizando a série por um todo, sua história é realmente inteligentíssima. Sério, é bem estruturado e super bem escrito.
Não sei o que atraí vocês em um livro, mas o que me pega pelo pé é: enredo, narrativa e personagens. E Richelle me pegou pelos dois pés!
Sua narrativa é fluída com um quê de humor negro. E esse é seu estilo (já li quase tudo disponível dessa mulher e sei do que estou falando). Ela é irônica, tratante, por vezes malvada mesmo, e claro que isso reflete em seus personagens. Richelle Mead não tem UM personagem idiota (os que aparentam costumam dar uma dor de cabeça que vocês nem imaginam). 
Todos os seus personagens, sobretudo suas protagonistas, são cheias de personalidade e muito atrativas.
No caso de "Academia de Vampiros", Rose é tão BADASS, MAS TÃO BADASS que ninguém a segura! Ninguém, amigos!

Você vai ter que passar por mim

A construção de enredo é interessante e o grande "porquê" da série vai sendo desvendado no decorrer dos livros; mesmo que cada livro tenha seu foco em certo propósito.
Os próprios personagens crescem muito com a evolução da história. A mudança é incrivelmente perceptível do começo para o fim da série.
Queria poder elevar meu espírito em teorias mas aí entraríamos no terreno de "Bloodlines" e ainda é não é hora. Mas aguardem.

3. TEM BATALHAS, SANGUE E... MORTE!

Esse tópico é especialmente para os chatinhos de plantão que acham que "Academia de Vampiros" é só mais uma historinha de amor de vampirinhos. Francamente, todo mundo gosta de um amorzinho gostoso vezequando, gente. EU GOSTO. GOSTO MESMO. QUERO E QUERO. QUERO AMOR, QUERO ATOS CALIENTES! 

Então, okay, a história tem romance sim, mas queridos, a narrativa é de uma aluna guardiã. No primeiro momento, ou seja, no livro 1, teremos basicamente a tensão escolar e as atividades de Rose que em suma é: lutar. Mas há surpresas significativas no começo da série.
E no futuro (a partir do 2° livro para ser mais exata), o negócio vai esquentar! As superficialidades vão ficando para segundo plano, a história vai pegar um ritmo mais tenso e pessoas morrerão. (WHY, RICHELLE?!)
Durante a série acontece muitas batalhas importantes e tensões dignas de ataques cardíacos (meu caso, claro). Os dampiros lutam por seu objetivo sem hesitar e mesmo alguns moroi vão bater de frente com seus tabus para lutar. Há muito sangue, dor, sofrimento. AI.

Para quem não sabe, existe uma adaptação de "Academia de Vampiros" que, para a minha tristeza infinita, flopou. Eu sei que coisas flopam mas queria tanto que tivesse dado certo. *Chutando pedrinhas* 
Mas nem tudo são flores, né non?

Bem, espero que eu tenha acordado vocês para a vida! Ler "Academia de Vampiros" é obrigatório para quem curte YA e uma ótima experiência para quem quer conhecer o gênero. 
Espero que tenham gostado e vão ler, vão. 

Beijos.


quinta-feira, junho 15, 2017

Quinta em Outra Língua #52 - Once and for All - Sarah Dessen

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Título: 
Once and for All

Autora: 
Sarah Dessen

Editora: 
Viking Books for Young Readers


Louna, filha da famosa cerimonialista Natallie Barrett, já viu todo tipo de casamento: na praia, em mansões históricas, em hotéis chiques e clubes. Talvez esse é o porquê de ela ser tão cínica a respeito dos finais “felizes para sempre”, especialmente desde que sua primeira história de amor terminou tragicamente. Quando Louna conhece o encantador, sempre positivo e galinha Ambrose, ela mantém sua distância dele. Mas Ambrose não vai se desencorajar tão facilmente, agora que ele conheceu a garota que realmente quer.
Muito amor...

Eu sempre admirei muito a Sarah Dessen por saber misturar a leveza e os verdadeiros desafios da vida em um livro. Ela consegue com facilidade transmitir uma história que poderia muito bem acontecer com você. Então se você acredita em histórias imperfeitas e que nós construímos nosso felizes para sempre, fique por aqui que não vai se arrepender. 

A Louna foi criada basicamente pela mãe e pelo sócio da mãe, ambos são bem cínicos a respeito de casamentos duradouros. Eles já viram tantos casamentos e divórcios que fica difícil acreditar em qualquer final feliz. Louna também convive no dia-a-dia dela cercada de festas e trabalho e tudo o que passa na vida só faz a mesma ficar mais confusa sobre o que acreditar, ainda mais com o mistério de seu relacionamento passado. 

Ambrose tem aquela pintinha de menino rico, que teve tudo na vida, mas foi sempre rebelde. Ele é irmão de uma das noivas e tão inconveniente que nem a própria irmã aguenta mais ele. É nisso que a mãe dele liga para a mãe de Louna e pede para que o menino trabalhe na empresa de casamentos para se manter ocupado e parar de perturbar os outros. A partir disso então ele e Louna precisam passar mais tempos juntos por causa do trabalho. 

Ambrose foi o personagem que, assim como Louna, eu de cara detestei. Ele parecia mesquinho, cheio de confiança e achava que podia se dar bem com qualquer coisa e qualquer garota. Ambrose então vai mostrando sua verdadeira cara de pouco em pouco e você vai passando a gostar dele cada vez mais e a querer que ele tenha mais espaço no livro cada vez mais porque ele é um amor, super engraçado, vive a vida um dia de cada vez, além de sempre se preocupar com Louna. 

Mas a história aqui é da Louna, uma garota que teve o coração partido, que está confusa (apesar de achar que não ta) e que aprendeu a se fechar pra vida. O livro se centra nela e nos obstáculos que ela tem que superar para ser feliz novamente. Com o tempo ela vai deixando o Ambrose entrar e eles começam uma amizade sincera que vai evoluindo sem que você perceba e então você se toca que ta vendo um romance acontecer. 

Eu ri bastante no livro, chorei um pouco também, odiei, adorei e entendi a Louna. Once and for all é aqueles livros que fazem seu coração se aquecer e que também tem muitas lições e coisas sérias para serem contadas, além de você mergulhar nesse mundo de casamentos e se sentir tão maravilhada quanto Ambrose ou tão estressada quando algo ruim acontece, como Louna. Livro perfeito para o verão, eu li em um dia tranquilamente e vale muito a pena ler para se apaixonar mais uma vez por um romance fofo e (im) perfeito.


terça-feira, junho 13, 2017

Eu li: Quando a Noite Cai - Carina Rissi

Quando a Noite Cai
Título: 
Quando a Noite Cai

Autora: 
Carina Rissi

Editora:
Verus

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Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos... e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar...

Olá queridos, quem aqui conhece uma autora brasileira maravilhosa chamada Carina Rissi? Bem, tenho certeza que vocês conhecem ela por causa de “Perdida” e outros livros maravilhosos que ela lançou. É com muito amor no coração que hoje eu venho falar sobre “Quando a noite cai”, novo livro dessa autora que eu amo tanto. 

Sabe quando você tem aqueles dias ruins, em que nada parece dar certo? Bem, todo dia é esse dia pra Briana e ela não aguenta mais. A má sorte persegue ela na vida e no trabalho e por causa disso ela vive mudando de emprego. Briana também tem um segredo, toda noite ela sonha com um irlandês maravilhoso, um guerreiro (ui ui) e com a história da vida dele. Ela se sente tão envolvida com esse “personagem” dos sonhos dela, que seu quarto é cheio de desenhos dele e seu coração parece ter uma queda nada saudável por esse homem misterioso. 

Certo dia, o mundo parece virar ainda mais de cabeça pra baixo quando por um golpe do destino ou da má sorte de Briana, ela se vê sendo contrata para uma empresa cujo dono é idêntico ao cara dos seus sonhos (eu surtaria um pouco). Gael é sério, cheio de segredos e começa a ganhar rapidamente o coração de Briana e ela o dele. 

Eu amei esse livro primeiramente por um motivo: IRLANDA. Gente, desde pequena eu sou fascinada pela Irlanda, a cultura, a fantasia, os contos, lendas e os mistérios, tudo parece me atrair pra lá. Obviamente, qualquer livro (principalmente romance) que tenha algo da Irlanda, eu vou surtar. Como “Quando a noite cai” se passa boa parte nesse lugar mágico, eu devorei esse livro. 

É fácil se identificar com a Briana, afinal, a maioria de nós tem seu momento estabanado na vida (claro que ela é outro nível), mas ela também é extrovertida, fala o que pensa e só falta derreter perto do Gael (Se eu literalmente encontrasse o cara dos seus sonhos na vida real, com certeza faria isso também). Gael já é mais reservado, mas parece que o mundo dele se expande toda vez que ele fica perto da Briana e isso é muito fofo. 

A história fluiu que foi uma beleza, adoro esses romances que te fazem ter vontade de viajar, conhecer pessoas novas, lugares novos, tudo novo e que te envolvem ao ponto de cativar de verdade o leitor. Acho que uma das coisas que eu mais amo nos livros da Carina é esse carinho que ela passa para quem ta lendo o livro, dá pra sentir que ela adorou escrever cada palavrinha daquela história. 

“Quando a noite cai” é o livro certo pra você que sente falta de um pouco da boa e velha magia que todos nós precisamos acreditar: o amor. 






segunda-feira, junho 12, 2017

Eu Li: Eleanor & Park - Raibow Rowell

Título:
Eleanor & Park 
Autora:
Rainbow Rowell 
Editora:
Novo Século 
Ano:
2014

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Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Os sentimentos por esse livro são desses que se gritam aos 7 ventos, de Leste à Oeste. Portanto, esta não é uma simples resenha. É um grito. É um empurrão.
E sobretudo: é um favor, meus caros. E vocês vão ficar me devendo essa. 

"Eleanor & Park" é um livro que fala sobre o primeiro amor. O violento e desesperado primeiro amor que nos corrói a alma. Todos já passamos por isso; e se ainda não passastes, aguarde. Não tem escapatória. 
Rainbow Rowell retrata esse primeiro sentimento de uma forma bem leal. Obviamente que as experiências são diferentes, mas acredito que o despertar do sentimento é tão forte que parece sufocar. Parece que somos pequenos demais para abrigá-lo. E é incrível acompanhar a evolução do amor de Eleanor e Park. 

Eles se conheceram no ônibus escolar e o amor a primeira vista passou longe. Eleanor é estranha. Como se não bastasse seus longos cabelos ruivos e enrolados, ela parece querer se destacar com suas roupas de números maiores e de combinações esquisitas. Sua composição física é grande; não gorda, mesmo que ela ache isso. Eleanor simplesmente chama a atenção, mas definitivamente não foi amor o que Park sentiu naquele primeiro encontro. 
Park é um cara normal que consegue passar bem pelo ensino médio sem ser o alvo dos perigosos. Seus olhos puxados delatam sua descendência asiática, seus gibis sempre a mão declaram sua nerdice e sua personalidade calma delata sua singularidade. Mesmo lutando taekwondo desde criança, Park não faz o tipo assustador.
Eleanor sentou ao seu lado em seu primeiro dia no ônibus escolar e algum tempo depois Park reparou que ela lia suas histórias em quadrinhos. E ele começou a virar as páginas mais lentamente para que ela pudesse acompanhar. 
A rotina de Eleanor e Park era estranha e agradável. Logo eles se pegaram pensando um no outro, esperando o momento em que estariam lado a lado no ônibus, primeiro mudos, lendo "X-Men" ou "Watchman" e, depois com a intimidade e afinidade crescendo, debatendo sobre as histórias que liam ou sobre música... até suas mãos se tocarem. Esse simples contato agitou ainda mais as borboletas em seus estômagos. 

"park: Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo. (...) Assim que a tocou, perguntou-se como aguentara tanto tempo sem fazê-lo...
eleanor: Desintegrada. Como se tivesse dado algo errado em seu teletransporte para a Enterprise. Se você, alguma vez, já parou para pensar na sensação de ser teletransportado, concluiria que é muito similar a derreter, só que mais violento. Mesmo estilhaçada em milhões de pedaços, Eleanor ainda sentia o toque de Park em sua mão..."
aff, amo demais ♥

Sendo assim, o amor de Eleanor e Park é algo de muito especial. O leitor acompanha o nascer, o crescer e o desesperar passo a passo. É tão adorável! E o legal é que a autora não se baseou apenas no romance dos dois. Ela nos apresenta suas vidas, suas rotinas particulares, suas perspectivas privilegiadas do que é viver um grande primeiro amor e de como eles tentam lidar com isso.
A narrativa é fácil e leve. A voz é em terceira pessoa e dividida entre Eleanor e Park em partes alternadamente longas e curtas. O enredo é bem estruturado e meio cruel, no meu ponto de vista. Ambos passam por conturbações em suas famílias, com seus graus variados de seriedade, e eles veem um no outro um porto. 

Devo estar soando muito clichê mas "Eleanor & Park" é uma história com um bom cunho realista. Esse soar do amor trágico é natural para adolescentes aos 16 anos. O tudo e o nada andam numa linha tênue. 
Mesmo sendo bem normais nos aspectos sentimentais, Eleanor e Park são adolescentes de conteúdo. Os personagens tem perspectivas maravilhosas, ótimos diálogos e dão um show de sugestões de bandas, livros e HQs. Ok, Park dá um spoiler grande de "Watchman", porém vale a pena. "Eleanor & Park" é um livro que definitivamente vale a pena. 

Gostei muito da edição que a Editora Novo Século trouxe para o Brasil. A capa é a semelhante a americana e, mesmo que tenha um apelo inegável para o feminino, quero que vários amigOs leiam. A parte de dentro do livro tem uns detalhes bonitos relacionados a história e a diagramação é ótima. Encontrei apenas um erro de revisão mas nada que abale sua beleza significativa. 
"Eleanor & Park" está acima do bem e do mal. O livro tocou meu coração de uma maneira inenarrável. Ele tem referências ricas e um texto bem inteligente, portanto, espero que vocês não pensem que é mais um livro bobo para adolescentes. O final é particularmente... doloroso. Rainbow Rowell nos embalou em mel, porém não fugiu da realidade que o livro inspira. E mesmo em meio as desventuras, o livro é tão cheio de quotes inteligentes e fofas que meu livro está praticamente mergulhado em grafite. 

"Eleanor & Park" entrou na minha lista de livros julgadores de caráter, juntamente com "A culpa é das estrelas", afinal, quem não gostar desse livro não pode ser uma boa pessoa. Saia do meu ciclo de amizades! Ê. Brincadeira a parte, o livro é realmente fabuloso porque quem for sem coração e achar o romance muito clichê, vai poder se embriagar das muitas referências sobre HQs e músicas que a autora faz.
A editora Novo Seculo Rainbow Rowell já lançou todos os livros da autora do Brasil. Inclusive, estavam uma pechincha na Feira Pan-Amazônica do Livro deste ano. Então quem aproveitou as promoções: Yay! 
Quem não deixou passar batido, espero que vocês acabem de ler essa resenha e saiam correndo para comprar "Eleanor & Park".
Por nada.

Post criado originalmente para o blog Nem te conto 

Amo!



sexta-feira, junho 09, 2017

Eu Li: Opala - Série Lux #3 - Jennifer L. Armentrout

Título:
Opala 
Autora:
Jennifer L. Armentrout 
Editora:
Valentina 
Série:
Lux 
Ano:
2017

Adicione ao Skoob
Ninguém é igual ao Daemon Black. Quando ele prometeu que iria provar seus sentimentos por mim, não estava brincando. Nunca mais vou duvidar dele. E agora que conseguimos finalmente aparar nossas arestas, bem... Tem rolado muita combustão espontânea. Mas nem mesmo ele pode proteger a família dos perigos de tentarem libertar aqueles que amam. Depois de tudo o que aconteceu, já não sou mais a mesma Katy. Tornei-me uma pessoa diferente... E não sei bem o que isso vai significar no final. Quanto mais nos aproximamos da verdade e nos colocamos no caminho da organização secreta responsável por torturar e testar os híbridos, mais me dou conta de que não existe limite para o que sou capaz de fazer. A morte de um ente querido continua afetando a todos, a ajuda surge do lugar mais improvável, e nossos amigos irão se tornar nossos piores inimigos, mas não podemos voltar atrás. Mesmo que com isso estejamos arriscando destruir nosso mundo para sempre. Juntos somos fortes... e eles sabem disso.

Hello, peaple.
Vamos falar sobre uma coisa muito séria hoje: COMO JENNIFER L. ARMENTROUT É CRUEL!!!
Pensa numa série que só melhora, gente! 
“Opala” e o 3º livro da série Lux e vocês podem conhecer um pouco mais sobre “Obsidiana” e “Ônix” aqui no blog. 
O fato é que muita coisa mudou na trajetória da história até este livro. Estou abaladíssima!

Olha elaaaaaa
Após alguns acontecimentos tensos no livro anterior, o irmão gêmeo de Daemon volta com uma proposta quase suicida. Ou seja, em “Opala” teremos um novo desafio para o casal Daemon e Katy: resgatar sobreviventes dos poderes do DOD. E esse sobreviventes não são qualquer pessoas: são híbridos, como Katy.

A autora trabalha uns conceitos bem legais sobre mutações alienígenas nessa série que envolve governo e tretas sem fim. Esse tema já deu muito pano para manga nos livros anteriores mas em “Opala” o negócio vai esquentar porque eles terão que se envolver diretamente e se alguém descobrir... bem, não. vai. ser. legal.

Paralelamente a esses conflitos, temos o amadurecimento do relacionamento de Daemon e Katy. Neste livro eles estão firmes e fortes e, grazaDeus, deixaram de lado o doce que faziam nos livros anteriores. Mas como comentei no começo, a autora é cruel, amigos. Põe o mel na nossa boca só para leva-lo embora depois.
O final e desesperador. 
Depois de dias que conclui a leitura ainda continuava pensando "égua, doido, e agora!?". Caso sério. 

Ai ai
“Opala” é o meu livro favorito da série até o presente momento pois e repleto de reviravoltas. Se em “Ônix” as coisas demoram para acontecer, em “Opala” eu não tive tempo nem de beber água para me acalmar antes de acontecer a próxima surpresa. É um livro intenso em vários sentidos e adoro isso. O crescimento e amadurecimento dos personagens é palpável. E isso é maravilhoso porque pessoas mudam, certo? Certo. Ou pelo menos é o que a gente espera. 

Agora a pergunta que não quer calar é: CADÊ O PROXIMO LIVRO, VALENTINA??? 

Tem que ler! 

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