quarta-feira, junho 21, 2017

Eu li: Irmãos de Sangue - A Sina dos Sete #1 - Nora Roberts

Irmãos de Sangue
Título: 
Irmãos de Sangue
Autora: 
Nora Roberts
Trilogia:
 A Sina dos Sete
Editora: 
Arqueiro

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A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca.
Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra.
Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa,
Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade.
Em Irmãos de Sangue, Nora Roberts mostra uma nova faceta como escritora, dando início a uma trilogia arrebatadora em que o amor é a força necessária para vencer os sombrios obstáculos de um lugar dominado pelo mal.

Titia noraaa :D. Essa mulher, ela não para (Graças!!!) e eu faço questão de ler todos os livros dela. Então ela resolve juntar romance com suspense e AHHH. 

Tudo começa na misteriosa cidade de Hawkins Hollow, aqueles lugares pequenos em nada acontece, exceto que muita coisa começa a acontecer, coisas estranhas. É véspera do aniversário de 10 anos de Caled, Fox e Gage, e esses meninos, amigos desde o nascimento, quase irmãos, decidem comemorar em grande estilo. Isso significa enfrentar um local proibido na floresta: A pedra pagã. 

Quando o relógio dá meia-noite e uma promessa é feita, os três acabam por liberar uma força demoníaca e desconhecida. Desde esse dia, os três estão conectados e a cada sete anos, uma espécie de maldição toma conta da cidade no período de sete dias, onde tudo de ruim pode acontecer. 

Cal é o garoto mais tímido do grupo e o cheio de sensatez, ele preza pra que o segredo continue segredo enquanto os três amigos tentam encontrar uma saída dessa maldição. É por isso que vinte e um anos após os acontecimentos na floresta e ainda poucas respostas, ele resolve aceitar a proposta de Quinn Black para escrever um livro sobre a cidade e seus fenômenos estranhos. 

Ao mesmo tempo em que Quinn é uma esperança de descobrir coisas novas sobre a maldição, Cal também se vê relutante (e com razão) em revelar detalhes demais para uma pessoa que mal conhece, mas que parece saber muito da vida dele. Quinn então começa a se envolver demais na história de horror que Cal vive e também a se envolver com ele. 

Eu gostei muito do fato de que, apesar da Nora ser muito focada no romance, ela ter tido o cuidado de construir uma ótima história ao redor do casal principal. Na verdade, o livro em si não é focado no romance e sim em toda a trama cheia de mistérios e casualidades estranhas. Cal foi uma criança séria e carinhosa e cresceu com um fardo grande demais, somando isso a preocupação que sente com os amigos, faz dele o irmão mais velho da trupe. 

Quinn é uma personagem curiosa, decidida e cheia de opiniões, mas eu vou ser sincera e dizer que em muitos momentos me faltou profundidade nela e ela acabava por me causar irritação. Entretanto ela e Cal funcionaram extremamente bem. Onde ele tinha dúvidas, ela ia lá e soterrava tudo e construía algo concreto em cima. 

Tivemos também relances de Fox e Gage. Apesar de eu estar ansiosa para a história de Fox (que me pareceu ser o mais brincalhão dos três), é Gage quem me mantem em uma curiosidade constante sobre sua vida e sua personalidade (daqueles caras que não se amarrar em nada ou diz não se amarrar em nada nem ninguém). O importante é saber que os três têm um senso de lealdade e justiça digno de palmas. Quero dizer que eles são uns fofos uns com os outros também. 

De pouco em pouco a história foi introduzindo Layla e Cybil, ambas com muito pra revelar ainda. Layla demorou para embarcar na jornada do grupo, já Cybil chega na cidade com a corda toda para desvendar segredos. 

Gostei que o livro foi revelando gradativamente a história por trás da pedra pagã e nos próximos livros da trilogia, esse quebra cabeça vai continuar sendo feito até estar completo. 

Irmãos de sangue traz um estilo mais diferente para a rainhas dos romances, com uma história interessante, personagens intrigantes e muito mais pela frente. Super recomendo.


segunda-feira, junho 19, 2017

Eu Li: O Ceifador - Neal Shusterman

Título:
O Ceifador

Autor:
Neal Shusterman

Editora:
Seguinte

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Primeiro mandamento: matarás.
A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.

Imaginem um mundo perfeito onde não exista mais fome, doenças e morte. Isso mesmo, meus caros, os seres humanos, junto a um programa de computador incrível que organiza absolutamente tudo sobre a terra, alcançaram um nível insuperável. O único problema previsto agora é o índice populacional. E pensando nisso, essa sociedade tem os Ceifadores.
Olhem só que premissa interessante: a ceifa é a única morte aceitável nessa sociedade. Se um ceifador o matar, será a velha e boa morte que conhecemos: para sempre. 

É neste contexto que vamos conhecer Citra e Rowan, dois adolescentes que tiveram um contato atípico com um ceifador e que foram convidados para se tornarem aprendizes. É uma honra, ao mesmo tempo que é assustador. O acordo inicial era que ao final do treinamento o Ceifador Faraday escolheria um dos dois e o outro retornaria a sua vida normal. Pelo menos até onde fosse aceitável a normalidade.
No entanto, um acontecimento faz o acordo mudar. Agora, o aprendiz que o ceifador escolher terá que fazer do outro sua primeira ceifa.

Esse livro é interessante de várias formas. Não apenas pela premissa geniosa, mas também pela forma que o autor vai trabalhar alguns conceitos. A humanidade, mesmo que tenha alcançado a perfeição, sempre conseguirá dar alguns passos para traz. É impressionante como o ser humano pode ser tratante!

Na leitura teremos muito contato com o universo dos ceifadores. Alguns, como Faraday, são centrados e levam sua missão a sério com muito respeito. Mas outros estão com novos ideais. Acham que são deuses que detêm o poder da vida nas mãos. As pessoas dessa sociedade não mais conhecem esse termo mas nós sabemos muito bem: ceifadores são assassinos. A diferença é que a moralidade de alguns é para o dever e o de outros para a diversão. É muito interessante como o autor traça essa pequena parte a margem daquela sociedade e como ele aponta que pessoas possuidoras de um pouco de poder podem ser facilmente corruptíveis.

No mais, o livro é repleto de ação e aventura. Citra e Rowan são treinados com variadas formas para matar e suas próprias moralidades serão postas à prova. Há uma pequena sugestão de romance mas nada comparado aos pontos significantes da história. O enredo também é repleto de mudanças inesperadas. Algumas, confesso, pareceram até que caíram de paraquedas, mas ao final deu para compreender o que o autor planejava.

“O Ceifador” é apenas o inicio de uma trama que promete muitos plot twist para os leitores. É uma leitura fácil e acessível com uma história rica de discussões e acontecimentos. Acredito que tem um potencial enorme e estou animada para a continuação. Um adendo para essa capa linda também, gente. 
Agradeço muito pela cortesia da Editora Seguinte e também terá uma surpresinha em breve para vocês. Fiquem de olho nas redes sociais do blog. 


Leiam! 

sexta-feira, junho 16, 2017

3 Motivos para ler Academia de Vampiros

Olá, queridos!
Hoje vim tirar suas vidas da escuridão que é não conhecer "Academia de Vampiros".
Infelizmente, essa série de 6 livros não é tão conhecida como eu gostaria. 
Aí vocês estreitam os olhinhos e sussurram mentalmente "Aff, mais vampiros! Essa moda não vai acabar nunca?!". Vocês deveriam ter cuidado com o que pensam. Uma estaca pode parar em seu coração do nada e você nem vai saber de onde veio.
Estacas?! WHAT?! Sim, meu bem. Estacas. Batalhas. SANGUE! Mas claro que também tem amor. 
Vou expôr o porque você deve ler "Academia de Vampiros" nesse post. Podem me agradecer nos comentários.

Olar, Dimitri e Rose 


Sobre a autora: 

Richelle-diva-Mead é uma cidadã americana, casada, tem dois filhos e é ninja pois até o presente momento, não sei sequer os nomes de seus filhos. Ela tem 3 graduações: uma Bacharel em Estudos Gerais pela Universidade de Michigan, uma Mestrado em Comparação Religiosa pela Universidade Western Michigan, e uma Mestrado em Ensino pela Universidade de Washington. (E eu sofrendo para conseguir pagar minha primeira pós, tsc.) Ela é bastante twittera e vive nos fazendo sofrer quando está em processo de escrita. 

Richelle-ruiva maravilhosa-Mead é autora de antologias e 5 séries, sendo que 3 adultas:
Georgina Kincaid - 6 livros;
Dark Swan - 4 livros;
Age of X - 2 livros;
E 2 séries YA:
Vampire Academy - 6 livros;
Bloodlines - 6 livros;
Sou uma fangirl muito dedicada e obviamente que já li quase todas as suas séries; só me falta começar Age of X e Soundless, um stande alone que saiu recentemente
Praticamente todos os seus livros foram publicados no Brasil, com exceção da continuação de "Dark Swan" e o 2° livro de "Age of X". 

Porém, já como nosso papo aqui é sobre "Academia de Vampiros", então vamos à ele!

Resumo da série:

Aaaah

O universo de Academia de Vampiros se passa na escola St. Vladimir (e daí o termo academia), onde só estudam vampiros. Porém, há vampiros de 3 tipos, acompanhem:
Moroi: são os vampiros puros sangue. Eles tem presas e precisam se alimentar de sangue e são muito frágeis a luz do sol. Em tese, deviam ser os ~vampiros bons~. Eles manipulam elementos como águaar, terrafogo e um ainda desconhecido e raro que é chamado de espírito. Já que são pacíficos, não usam seus "poderes" para batalhas.
Dampiros: são os mestiços. Seus pais normalmente são moroi/dampiros ou moroi/humanos. Os dampiros não procriam entre si, ou seja, eles precisam dos moroi para que sua espécie sobreviva, então é esse o trabalho deles: defender os moroi.
Os dampiros tem o melhor das raças: são fortes, velozes, super resistentes, não tem problema nenhum com o sol e não precisam de sangue em sua dieta. Dampiros são fodas.
Strigoi: são os vampiros do mal que os fãs de Dráculas e haters de "Crepúsculo" vão adorar. Strigoi são criaturas malignas que só vivem a noite, pois morrem se forem afetados pelo sol. Se alimentam de sangue e seu tipo favoritos são os dos moroi. Os strigoi se transformam no que são, ou seja, um strigoi já foi moroi, dampiro ou humano. Eles são imortais; a não ser que alguma estaca os encontrem pelo coração e panz.

A narrativa é da perspectiva de Rose Hathaway. Ela é uma dampira cujo o objetivo maior é proteger sua melhor amiga e moroi da realeza, Lissa Dragomir.
Essas duas são amigas desde infância e um fato interessante as fará ter um laço psíquico, porém de mão única. Rose consegue ver e sentir coisas através de Lissa e isso não é muito legal. Lissa é uma das usuárias do elemento espírito, que é quase desconhecido, e ela sofre vários efeitos colaterais.
O espírito age de dentro para fora. Ele mexe com a sanidade. Lissa não sente coisas boas e passa tudo para Rose através do laço.
Lissa é a única integrante viva da sua família real e sua segurança é muito importante.
Como se não bastasse lidar com o conflito interno da melhor amiga, Rose ainda precisa se readaptar a escola. As atividades físicas são importantes, pois Rose está sendo treinada para ser uma guardiã. E ela quer ser especificamente a guardiã de Lissa.
Paralelo a relação das duas amigas, Rose se pega suspirando por seu instrutor de luta, Dimitri Belikov. Dimitri é um professor já adulto e muito responsável, claro que não vai dar mole para uma aluna.
Ou vai?

This is insane mexxxxxmo!

Para evitar os temíveis spoilers, vou parar o resumo por aqui.
Caso vocês tenham pulado tudo que escrevi acima, abaixo darei 3 motivos do porque causa, razão ou circunstância vocês devem ler "Academia de Vampiros". Venham:

1. TODOS OS LIVROS DA SÉRIE JÁ FORAM LANÇADOS; INCLUSIVE NO BRASIL! 

Conheço algumas pessoas que só querem ler séries com os livros já todos lançados porque ou não gostam de esperar, ou querem evitar sofrimento. Portanto, dampirinhos, não há desculpas nesse quesito.
Os 6 livros da série foram lançados em terras tupiniquis pela editora Agir. As capas são feias sim, eu sei, mas há boatos que Richelle Mead foi amaldiçoada. A mulher tem 5 séries e TODAS as capas originais, sem exceção, são feias que doem. Mas, óh, quem vê capa não vê coração quando se fala de Richelle Mead. Já li 4 séries completas e essa mulher é foda!

Capas gringas
A ordem dos livros no Brasil são: "O beijo das sombras"; "Aura Negra"; "Tocada pelas Sombras"; "Promessa de Sangue"; "Laços do Espírito" e "Último Sacrifício".

 2. HISTÓRIA, NARRATIVA, PERSONAGENS: FEELS!

Eu sei que a temática vampiros é meio tensa desde "Crepúsculo" (vocês são uns chatos! É amor!), mas "Academia de Vampiros" não tem N.A.D.A. a ver com "Crepúsculo". Acho que ambos os livros foram lançados no mesmo período, em 2007, 2008, e a maior preocupação de Richelle Mead era que se parece com "Harry Potter". Li umas entrevistas dela falando a respeito disso. "Harry Potter" também se passa em uma escola e tem suas aventuras mas "Academia de Vampiros" é bem único!

Richelle Mead se inspirou em mitos romenos (inclusive os nomes de vários personagens são do leste europeu) e visualizando a série por um todo, sua história é realmente inteligentíssima. Sério, é bem estruturado e super bem escrito.
Não sei o que atraí vocês em um livro, mas o que me pega pelo pé é: enredo, narrativa e personagens. E Richelle me pegou pelos dois pés!
Sua narrativa é fluída com um quê de humor negro. E esse é seu estilo (já li quase tudo disponível dessa mulher e sei do que estou falando). Ela é irônica, tratante, por vezes malvada mesmo, e claro que isso reflete em seus personagens. Richelle Mead não tem UM personagem idiota (os que aparentam costumam dar uma dor de cabeça que vocês nem imaginam). 
Todos os seus personagens, sobretudo suas protagonistas, são cheias de personalidade e muito atrativas.
No caso de "Academia de Vampiros", Rose é tão BADASS, MAS TÃO BADASS que ninguém a segura! Ninguém, amigos!

Você vai ter que passar por mim

A construção de enredo é interessante e o grande "porquê" da série vai sendo desvendado no decorrer dos livros; mesmo que cada livro tenha seu foco em certo propósito.
Os próprios personagens crescem muito com a evolução da história. A mudança é incrivelmente perceptível do começo para o fim da série.
Queria poder elevar meu espírito em teorias mas aí entraríamos no terreno de "Bloodlines" e ainda é não é hora. Mas aguardem.

3. TEM BATALHAS, SANGUE E... MORTE!

Esse tópico é especialmente para os chatinhos de plantão que acham que "Academia de Vampiros" é só mais uma historinha de amor de vampirinhos. Francamente, todo mundo gosta de um amorzinho gostoso vezequando, gente. EU GOSTO. GOSTO MESMO. QUERO E QUERO. QUERO AMOR, QUERO ATOS CALIENTES! 

Então, okay, a história tem romance sim, mas queridos, a narrativa é de uma aluna guardiã. No primeiro momento, ou seja, no livro 1, teremos basicamente a tensão escolar e as atividades de Rose que em suma é: lutar. Mas há surpresas significativas no começo da série.
E no futuro (a partir do 2° livro para ser mais exata), o negócio vai esquentar! As superficialidades vão ficando para segundo plano, a história vai pegar um ritmo mais tenso e pessoas morrerão. (WHY, RICHELLE?!)
Durante a série acontece muitas batalhas importantes e tensões dignas de ataques cardíacos (meu caso, claro). Os dampiros lutam por seu objetivo sem hesitar e mesmo alguns moroi vão bater de frente com seus tabus para lutar. Há muito sangue, dor, sofrimento. AI.

Para quem não sabe, existe uma adaptação de "Academia de Vampiros" que, para a minha tristeza infinita, flopou. Eu sei que coisas flopam mas queria tanto que tivesse dado certo. *Chutando pedrinhas* 
Mas nem tudo são flores, né non?

Bem, espero que eu tenha acordado vocês para a vida! Ler "Academia de Vampiros" é obrigatório para quem curte YA e uma ótima experiência para quem quer conhecer o gênero. 
Espero que tenham gostado e vão ler, vão. 

Beijos.


quinta-feira, junho 15, 2017

Quinta em Outra Língua #52 - Once and for All - Sarah Dessen

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Título: 
Once and for All

Autora: 
Sarah Dessen

Editora: 
Viking Books for Young Readers


Louna, filha da famosa cerimonialista Natallie Barrett, já viu todo tipo de casamento: na praia, em mansões históricas, em hotéis chiques e clubes. Talvez esse é o porquê de ela ser tão cínica a respeito dos finais “felizes para sempre”, especialmente desde que sua primeira história de amor terminou tragicamente. Quando Louna conhece o encantador, sempre positivo e galinha Ambrose, ela mantém sua distância dele. Mas Ambrose não vai se desencorajar tão facilmente, agora que ele conheceu a garota que realmente quer.
Muito amor...

Eu sempre admirei muito a Sarah Dessen por saber misturar a leveza e os verdadeiros desafios da vida em um livro. Ela consegue com facilidade transmitir uma história que poderia muito bem acontecer com você. Então se você acredita em histórias imperfeitas e que nós construímos nosso felizes para sempre, fique por aqui que não vai se arrepender. 

A Louna foi criada basicamente pela mãe e pelo sócio da mãe, ambos são bem cínicos a respeito de casamentos duradouros. Eles já viram tantos casamentos e divórcios que fica difícil acreditar em qualquer final feliz. Louna também convive no dia-a-dia dela cercada de festas e trabalho e tudo o que passa na vida só faz a mesma ficar mais confusa sobre o que acreditar, ainda mais com o mistério de seu relacionamento passado. 

Ambrose tem aquela pintinha de menino rico, que teve tudo na vida, mas foi sempre rebelde. Ele é irmão de uma das noivas e tão inconveniente que nem a própria irmã aguenta mais ele. É nisso que a mãe dele liga para a mãe de Louna e pede para que o menino trabalhe na empresa de casamentos para se manter ocupado e parar de perturbar os outros. A partir disso então ele e Louna precisam passar mais tempos juntos por causa do trabalho. 

Ambrose foi o personagem que, assim como Louna, eu de cara detestei. Ele parecia mesquinho, cheio de confiança e achava que podia se dar bem com qualquer coisa e qualquer garota. Ambrose então vai mostrando sua verdadeira cara de pouco em pouco e você vai passando a gostar dele cada vez mais e a querer que ele tenha mais espaço no livro cada vez mais porque ele é um amor, super engraçado, vive a vida um dia de cada vez, além de sempre se preocupar com Louna. 

Mas a história aqui é da Louna, uma garota que teve o coração partido, que está confusa (apesar de achar que não ta) e que aprendeu a se fechar pra vida. O livro se centra nela e nos obstáculos que ela tem que superar para ser feliz novamente. Com o tempo ela vai deixando o Ambrose entrar e eles começam uma amizade sincera que vai evoluindo sem que você perceba e então você se toca que ta vendo um romance acontecer. 

Eu ri bastante no livro, chorei um pouco também, odiei, adorei e entendi a Louna. Once and for all é aqueles livros que fazem seu coração se aquecer e que também tem muitas lições e coisas sérias para serem contadas, além de você mergulhar nesse mundo de casamentos e se sentir tão maravilhada quanto Ambrose ou tão estressada quando algo ruim acontece, como Louna. Livro perfeito para o verão, eu li em um dia tranquilamente e vale muito a pena ler para se apaixonar mais uma vez por um romance fofo e (im) perfeito.


terça-feira, junho 13, 2017

Eu li: Quando a Noite Cai - Carina Rissi

Quando a Noite Cai
Título: 
Quando a Noite Cai

Autora: 
Carina Rissi

Editora:
Verus

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Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos... e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar...

Olá queridos, quem aqui conhece uma autora brasileira maravilhosa chamada Carina Rissi? Bem, tenho certeza que vocês conhecem ela por causa de “Perdida” e outros livros maravilhosos que ela lançou. É com muito amor no coração que hoje eu venho falar sobre “Quando a noite cai”, novo livro dessa autora que eu amo tanto. 

Sabe quando você tem aqueles dias ruins, em que nada parece dar certo? Bem, todo dia é esse dia pra Briana e ela não aguenta mais. A má sorte persegue ela na vida e no trabalho e por causa disso ela vive mudando de emprego. Briana também tem um segredo, toda noite ela sonha com um irlandês maravilhoso, um guerreiro (ui ui) e com a história da vida dele. Ela se sente tão envolvida com esse “personagem” dos sonhos dela, que seu quarto é cheio de desenhos dele e seu coração parece ter uma queda nada saudável por esse homem misterioso. 

Certo dia, o mundo parece virar ainda mais de cabeça pra baixo quando por um golpe do destino ou da má sorte de Briana, ela se vê sendo contrata para uma empresa cujo dono é idêntico ao cara dos seus sonhos (eu surtaria um pouco). Gael é sério, cheio de segredos e começa a ganhar rapidamente o coração de Briana e ela o dele. 

Eu amei esse livro primeiramente por um motivo: IRLANDA. Gente, desde pequena eu sou fascinada pela Irlanda, a cultura, a fantasia, os contos, lendas e os mistérios, tudo parece me atrair pra lá. Obviamente, qualquer livro (principalmente romance) que tenha algo da Irlanda, eu vou surtar. Como “Quando a noite cai” se passa boa parte nesse lugar mágico, eu devorei esse livro. 

É fácil se identificar com a Briana, afinal, a maioria de nós tem seu momento estabanado na vida (claro que ela é outro nível), mas ela também é extrovertida, fala o que pensa e só falta derreter perto do Gael (Se eu literalmente encontrasse o cara dos seus sonhos na vida real, com certeza faria isso também). Gael já é mais reservado, mas parece que o mundo dele se expande toda vez que ele fica perto da Briana e isso é muito fofo. 

A história fluiu que foi uma beleza, adoro esses romances que te fazem ter vontade de viajar, conhecer pessoas novas, lugares novos, tudo novo e que te envolvem ao ponto de cativar de verdade o leitor. Acho que uma das coisas que eu mais amo nos livros da Carina é esse carinho que ela passa para quem ta lendo o livro, dá pra sentir que ela adorou escrever cada palavrinha daquela história. 

“Quando a noite cai” é o livro certo pra você que sente falta de um pouco da boa e velha magia que todos nós precisamos acreditar: o amor. 






segunda-feira, junho 12, 2017

Eu Li: Eleanor & Park - Raibow Rowell

Título:
Eleanor & Park 
Autora:
Rainbow Rowell 
Editora:
Novo Século 
Ano:
2014

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Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Os sentimentos por esse livro são desses que se gritam aos 7 ventos, de Leste à Oeste. Portanto, esta não é uma simples resenha. É um grito. É um empurrão.
E sobretudo: é um favor, meus caros. E vocês vão ficar me devendo essa. 

"Eleanor & Park" é um livro que fala sobre o primeiro amor. O violento e desesperado primeiro amor que nos corrói a alma. Todos já passamos por isso; e se ainda não passastes, aguarde. Não tem escapatória. 
Rainbow Rowell retrata esse primeiro sentimento de uma forma bem leal. Obviamente que as experiências são diferentes, mas acredito que o despertar do sentimento é tão forte que parece sufocar. Parece que somos pequenos demais para abrigá-lo. E é incrível acompanhar a evolução do amor de Eleanor e Park. 

Eles se conheceram no ônibus escolar e o amor a primeira vista passou longe. Eleanor é estranha. Como se não bastasse seus longos cabelos ruivos e enrolados, ela parece querer se destacar com suas roupas de números maiores e de combinações esquisitas. Sua composição física é grande; não gorda, mesmo que ela ache isso. Eleanor simplesmente chama a atenção, mas definitivamente não foi amor o que Park sentiu naquele primeiro encontro. 
Park é um cara normal que consegue passar bem pelo ensino médio sem ser o alvo dos perigosos. Seus olhos puxados delatam sua descendência asiática, seus gibis sempre a mão declaram sua nerdice e sua personalidade calma delata sua singularidade. Mesmo lutando taekwondo desde criança, Park não faz o tipo assustador.
Eleanor sentou ao seu lado em seu primeiro dia no ônibus escolar e algum tempo depois Park reparou que ela lia suas histórias em quadrinhos. E ele começou a virar as páginas mais lentamente para que ela pudesse acompanhar. 
A rotina de Eleanor e Park era estranha e agradável. Logo eles se pegaram pensando um no outro, esperando o momento em que estariam lado a lado no ônibus, primeiro mudos, lendo "X-Men" ou "Watchman" e, depois com a intimidade e afinidade crescendo, debatendo sobre as histórias que liam ou sobre música... até suas mãos se tocarem. Esse simples contato agitou ainda mais as borboletas em seus estômagos. 

"park: Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo. (...) Assim que a tocou, perguntou-se como aguentara tanto tempo sem fazê-lo...
eleanor: Desintegrada. Como se tivesse dado algo errado em seu teletransporte para a Enterprise. Se você, alguma vez, já parou para pensar na sensação de ser teletransportado, concluiria que é muito similar a derreter, só que mais violento. Mesmo estilhaçada em milhões de pedaços, Eleanor ainda sentia o toque de Park em sua mão..."
aff, amo demais ♥

Sendo assim, o amor de Eleanor e Park é algo de muito especial. O leitor acompanha o nascer, o crescer e o desesperar passo a passo. É tão adorável! E o legal é que a autora não se baseou apenas no romance dos dois. Ela nos apresenta suas vidas, suas rotinas particulares, suas perspectivas privilegiadas do que é viver um grande primeiro amor e de como eles tentam lidar com isso.
A narrativa é fácil e leve. A voz é em terceira pessoa e dividida entre Eleanor e Park em partes alternadamente longas e curtas. O enredo é bem estruturado e meio cruel, no meu ponto de vista. Ambos passam por conturbações em suas famílias, com seus graus variados de seriedade, e eles veem um no outro um porto. 

Devo estar soando muito clichê mas "Eleanor & Park" é uma história com um bom cunho realista. Esse soar do amor trágico é natural para adolescentes aos 16 anos. O tudo e o nada andam numa linha tênue. 
Mesmo sendo bem normais nos aspectos sentimentais, Eleanor e Park são adolescentes de conteúdo. Os personagens tem perspectivas maravilhosas, ótimos diálogos e dão um show de sugestões de bandas, livros e HQs. Ok, Park dá um spoiler grande de "Watchman", porém vale a pena. "Eleanor & Park" é um livro que definitivamente vale a pena. 

Gostei muito da edição que a Editora Novo Século trouxe para o Brasil. A capa é a semelhante a americana e, mesmo que tenha um apelo inegável para o feminino, quero que vários amigOs leiam. A parte de dentro do livro tem uns detalhes bonitos relacionados a história e a diagramação é ótima. Encontrei apenas um erro de revisão mas nada que abale sua beleza significativa. 
"Eleanor & Park" está acima do bem e do mal. O livro tocou meu coração de uma maneira inenarrável. Ele tem referências ricas e um texto bem inteligente, portanto, espero que vocês não pensem que é mais um livro bobo para adolescentes. O final é particularmente... doloroso. Rainbow Rowell nos embalou em mel, porém não fugiu da realidade que o livro inspira. E mesmo em meio as desventuras, o livro é tão cheio de quotes inteligentes e fofas que meu livro está praticamente mergulhado em grafite. 

"Eleanor & Park" entrou na minha lista de livros julgadores de caráter, juntamente com "A culpa é das estrelas", afinal, quem não gostar desse livro não pode ser uma boa pessoa. Saia do meu ciclo de amizades! Ê. Brincadeira a parte, o livro é realmente fabuloso porque quem for sem coração e achar o romance muito clichê, vai poder se embriagar das muitas referências sobre HQs e músicas que a autora faz.
A editora Novo Seculo Rainbow Rowell já lançou todos os livros da autora do Brasil. Inclusive, estavam uma pechincha na Feira Pan-Amazônica do Livro deste ano. Então quem aproveitou as promoções: Yay! 
Quem não deixou passar batido, espero que vocês acabem de ler essa resenha e saiam correndo para comprar "Eleanor & Park".
Por nada.

Post criado originalmente para o blog Nem te conto 

Amo!



sexta-feira, junho 09, 2017

Eu Li: Opala - Série Lux #3 - Jennifer L. Armentrout

Título:
Opala 
Autora:
Jennifer L. Armentrout 
Editora:
Valentina 
Série:
Lux 
Ano:
2017

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Ninguém é igual ao Daemon Black. Quando ele prometeu que iria provar seus sentimentos por mim, não estava brincando. Nunca mais vou duvidar dele. E agora que conseguimos finalmente aparar nossas arestas, bem... Tem rolado muita combustão espontânea. Mas nem mesmo ele pode proteger a família dos perigos de tentarem libertar aqueles que amam. Depois de tudo o que aconteceu, já não sou mais a mesma Katy. Tornei-me uma pessoa diferente... E não sei bem o que isso vai significar no final. Quanto mais nos aproximamos da verdade e nos colocamos no caminho da organização secreta responsável por torturar e testar os híbridos, mais me dou conta de que não existe limite para o que sou capaz de fazer. A morte de um ente querido continua afetando a todos, a ajuda surge do lugar mais improvável, e nossos amigos irão se tornar nossos piores inimigos, mas não podemos voltar atrás. Mesmo que com isso estejamos arriscando destruir nosso mundo para sempre. Juntos somos fortes... e eles sabem disso.

Hello, peaple.
Vamos falar sobre uma coisa muito séria hoje: COMO JENNIFER L. ARMENTROUT É CRUEL!!!
Pensa numa série que só melhora, gente! 
“Opala” e o 3º livro da série Lux e vocês podem conhecer um pouco mais sobre “Obsidiana” e “Ônix” aqui no blog. 
O fato é que muita coisa mudou na trajetória da história até este livro. Estou abaladíssima!

Olha elaaaaaa
Após alguns acontecimentos tensos no livro anterior, o irmão gêmeo de Daemon volta com uma proposta quase suicida. Ou seja, em “Opala” teremos um novo desafio para o casal Daemon e Katy: resgatar sobreviventes dos poderes do DOD. E esse sobreviventes não são qualquer pessoas: são híbridos, como Katy.

A autora trabalha uns conceitos bem legais sobre mutações alienígenas nessa série que envolve governo e tretas sem fim. Esse tema já deu muito pano para manga nos livros anteriores mas em “Opala” o negócio vai esquentar porque eles terão que se envolver diretamente e se alguém descobrir... bem, não. vai. ser. legal.

Paralelamente a esses conflitos, temos o amadurecimento do relacionamento de Daemon e Katy. Neste livro eles estão firmes e fortes e, grazaDeus, deixaram de lado o doce que faziam nos livros anteriores. Mas como comentei no começo, a autora é cruel, amigos. Põe o mel na nossa boca só para leva-lo embora depois.
O final e desesperador. 
Depois de dias que conclui a leitura ainda continuava pensando "égua, doido, e agora!?". Caso sério. 

Ai ai
“Opala” é o meu livro favorito da série até o presente momento pois e repleto de reviravoltas. Se em “Ônix” as coisas demoram para acontecer, em “Opala” eu não tive tempo nem de beber água para me acalmar antes de acontecer a próxima surpresa. É um livro intenso em vários sentidos e adoro isso. O crescimento e amadurecimento dos personagens é palpável. E isso é maravilhoso porque pessoas mudam, certo? Certo. Ou pelo menos é o que a gente espera. 

Agora a pergunta que não quer calar é: CADÊ O PROXIMO LIVRO, VALENTINA??? 

Tem que ler! 

quinta-feira, junho 08, 2017

Eu li: Caraval - Caraval #1 - Stephanie Garber


Caraval
Título: 
Caraval
Autora: 
Stephanie Garber
Editora: 
Novo Conceito

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Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.

Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

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Você disse magia? 


Sejam bem-vindos a Caraval, aqui sua experiência vai envolver ilusão, magia, romance, aventura, ação e mistério no palco do mais conhecido festival onde o espectador pode participar do show. Por favor, não se arrependa do que fará e lembre-se: tudo é um jogo (ou será que não?). 

Desde de o livro “O Circo da Noite” eu não lia uma história de performances que me atraísse tanto a atenção. A capa do livro dá vontade de você conhecer essa história e é bom que você leitor entenda que tudo nesse livro é focado no mistério. Essa foi a ótima sacada de Caraval para prender a atenção. 

Tudo começa com Scarlett Dragna, que vive em uma ilha pequena e cujo pai é um verdadeiro tirano (acho que ele nem se encaixa como tirano também, ta mais pra monstro). Scarlett está noiva de um conde (Uau, vai ser rica e tals né? Hummm...) e esse conde é a corda de salvação dela e da irmã Tella, pra sair da ilha e começar uma nova vida. Mas apesar de tudo isso, o verdadeiro sonho de Scarlett sempre foi ser convidada para participar de Cavaral e conhecer o gênio por trás de tudo: Legend. 

Depois de anos e anos escrevendo para Legend e implorando para participar do show, finalmente uma resposta chega, duas semanas antes de seu casamento (que beleza!), e com três convites (um pra ela, um para a irmã e outro pro noivo que ela não conhece). Infelizmente nem tudo vai de acordo com o esperado e ela se vê indo para Caraval raptada pela irmã e um misterioso navegante, Julian. É apenas chegando na ilha que ela e Julian descobrem que Tella é o objeto que deve ser capturado pelos participantes naquele ano, para ganhar o jogo. 

O livro brinca com a sua cabeça de um jeito que eu precisei terminar ele o mais rápido possível para saber o que diabos tava acontecendo. Quem é quem na história? O quão importante é você? Ou a pessoa que você conheceu na esquina? Ou o cara que você não conhece e está te ajudando mesmo assim? Afinal, qual o sentido do jogo? 

Em um lugar que aceita memórias e desejos como pagamento para serviços, tudo é absolutamente possível ou tudo é só ilusão da sua cabeça e aquilo que estava começando a se encaixar na verdade não tem nada haver? O quão inteligente e são você é pra jogar um jogo de magia e ilusões? É como se fosse uma roda, você gira e gira, mas para parar em algum lugar você tem que ser empurrada ou pular. O jogo se baseia em você ter fé em si mesma. 

Scarlett foi uma personagem que me representou tão bem nesse livro. Se ela tava confusa, eu tava confusa e meia, se ela ficou deslumbrada com algo, eu também. E o livro tem o jeito de fazer acreditar que você também pertence ao jogo, você sente a magia e fica querendo mais. Julian foi um ótimo personagem também, a dose certa entre brincadeiras, seriedade, sarcasmo e mistério. O romance ficou na mão desses dois pombinhos e foi um relacionamento de altos e baixos que eu adorei. 

Tella foi a personagem que você acaba por conhecer menos (mas eu espero muito mais dela no segundo livro) e mesmo assim você sabe que a garota tem aço nas veias. Enquanto Scarlett sempre duvida de si mesma e tenta aprender a acreditar que ela também pode resolver as coisas e se aventurar, Tella tem isso de sobra e eu não sei, mas eu realmente torço pra que tenha muito mais por trás da história dela. 

Por fim, Legend, o dono do jogo e a pessoa que eu estou mais curiosa sobre. O cara claramente sabe o que ta fazendo, mas por que? Eu quero muito ver isso definido no segundo livro. 

Apesar de toda essa incrível história, teve umas poucas cenas no final que foram muito representadas (não dá para explicar muito bem sem dar spoilers), mas não sei se essa foi a intenção da autora. Tirando isso, eu já falei maravilhas do livro aqui e espero que vocês corram para ler (Eu fiquei realmente empolgada com essa história). Com uma escrita magica, a autora soube capturar momentos especiais e fazer de Caraval uma experiência realmente única. 






quarta-feira, junho 07, 2017

Eu li: "À sua espera" e "Ao seu encontro" - Rosemary Beach #10 e #11 - Abbi Glines

À Sua Espera

Título: À sua Espera
Autora: Abbi Glines
Série: Rosemary Beach
Editora: Arqueiro

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Mase sempre preferiu a vida simples em seu rancho no Texas à agitação do mundo do pai em Rosemary Beach. Na verdade, ele quase nunca visita o famoso astro do rock e Nan, sua meia-irmã mimada e egoísta. Mas tudo muda quando conhece uma das empregadas da casa, uma garota linda que, sem saber da presença dele, o desperta com seu canto desafinado.

Depois de anos sendo maltratada pela família e pelos colegas por causa de um distúrbio de aprendizagem, Reese conquistou sua liberdade e mora sozinha trabalhando como diarista para as famílias ricas da cidade. No entanto, seu sustento fica ameaçado quando ela causa um acidente na casa de Nan Dillon.

Ao ser salva por Mase, um rapaz atencioso e com charme de caubói, Reese fica surpresa pelo gesto dele e, depois, apavorada quando ele demonstra interesse nela. Nunca na vida Reese conheceu um homem em quem pudesse confiar. Será que Mase pode ser diferente?

Nessa ardente paixão que nasce entre a doce e batalhadora Reese e o centrado e sexy Mase, Abbi Glines mais uma vez mescla tristezas da vida real com amores de contos de fada e nos faz suspirar até a última página.


Ao Seu EncontroTítulo: Ao seu Encontro
Autora: Abbi Glines
Série: Rosemary Beach
Editora: Arqueiro

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Há apenas alguns meses, um encontro inesperado numa casa em Rosemary Beach se transformou num romance de conto de fadas. Agora Reese está prestes a ir morar com Mase na fazenda dele, no Texas. Com o apoio e o amor da família do namorado e a recente descoberta de que ela mesma tem uma família com a qual contar, Reese pode enfim superar os horrores do passado e se concentrar no futuro promissor que a aguarda.
No entanto, no que depender de Aida, isso não vai acontecer. A beldade loura e Mase foram criados como primos, mas logo fica claro para Reese que o amor da jovem por ele está muito longe do que se deveria ter por um parente.

Ao mesmo tempo que Reese tenta entender a relação dos dois e não se sentir ameaçada, entra em cena Capitão, um estranho que parece estar, convenientemente, em todos os lugares que ela frequenta. Bonito, sensual, misterioso e dono de uma franqueza desconcertante, ele não tem medo de dizer o que pensa de Mase - nem como se sente a respeito de Reese.

Enquanto a competição pelo coração de Mase e de Reese esquenta cada vez mais, algumas perguntas em relação ao passado dela começam a ser enfim respondidas, revelando verdades chocantes que vão mudar para sempre a vida do casal.

Em Ao Seu Encontro, Abbi Glines conclui a história que começou em À Sua Espera. Com a escrita romântica e voluptuosa que a consagrou, ela constrói mais uma narrativa envolvente, com personagens que vão mexer com as nossas emoções até o final.



A autora Abbi Glines é conhecida por sua série Rosemary Beach. “À sua espera” e “Ao seu encontro” fazem parte dessa série, quem por acaso já leu outros livros da série vai reconhecer Mase, filho de um astro de rock, mas que prefere uma vida bem mais simples administrando seu rancho no Texas. Apesar de Mase já ter aparecido em outros livros (como já me disseram), não me prejudicou em nada começar a ler a série pelo livro dele, na verdade, foi bem tranquilo entender quem era quem e passar a me fixar no romance principal. 

Pois bem, em “À sua espera”, Mase resolve fazer uma visita para sua irmã preferida em Rosemary Beach e fica hospedado na casa de sua outra irmã (nem tão preferida assim). A vida resolve então dar um empurrão na vida de Mase - ou um encontrão talvez - e é assim que ele conhece Reese, que trabalha como diarista na casa onde está hospedado. 

Reese não teve uma vida fácil, na verdade foi bem difícil. Fugindo de uma casa onde sofreu abusos ela tenta reconstruir sua vida bem longe do pesadelo que foi sua adolescência e tentando contornar problemas como dificuldade para escrever, dificuldade para confiar e agora, claro, um cowboy maravilhoso que chegou para tirar a paz dela (ou talvez restaurar essa paz). 

Reese é linda e cheia de segredos e Mase tem o típico complexo de herói e quem não quer um cara fofo preocupado com você? Mas Reese é forte o suficiente para batalhar pelo que quer. Nós temos então um protagonista que sabe ser super gentil e compreensivo e uma protagonista forte, que ainda está juntando alguns cacos do passado, mas que já conquistou muito sozinha. Juntos eles começam um relacionamento real e lindo, que vai sendo construído conforme ambos se conhecem melhor. 

“Ao seu encontro” continua a história de Mase e Reese já se situando no rancho de Mase no Texas e o relacionamento dos dois passam por novos problemas, com a “prima” de Mase e Reese tendo que se adaptar à nova vida, encontrar um novo trabalho e descobrindo segredos do passado. 

No geral eu recomendo ler os dois livros seguidos. Se a vontade é muita de conhecer a história de Mase e Reese, não se preocupem que a ordem não vai comprometer a história para vocês. Mas é claro, se vocês querem ler toda a série de Rosemary beach eu tenho certeza que terão uma ótima saga. 

Os livros são gostosos de ler, com um romance fofo, temos algumas coisas sérias retratadas e algumas cenas de mais ação. Os dois livros são ótimos passatempos para o verão e dão um gostinho de quero mais desse casal maravilhoso. Espero que gostem.




terça-feira, junho 06, 2017

Eu Li: Caminho das Sombras - Anjo da Noite #1 - Brent Weeks


Título: Caminho das Sombras
Autor: Brent Weeks
Editora: Arqueiro
Série: Anjo da Noite #1
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Para Durzo Blint, matar é uma arte... e ele é o artista mais talentoso da cidade. Temido por muitos, Durzo é uma lenda viva com as mãos manchadas de sangue e nenhuma culpa pelas vítimas que deixa pelo caminho.
Esse mundo sombrio também não é novidade para o jovem Azoth. Sobrevivendo entre becos sujos, ele aprendeu que a esperança é uma piada. Pelas regras das guildas, crianças são agredidas e surradas todos os dias.
Tentar contestar essa realidade seria um risco alto demais. Mas quando a morte se torna questão de tempo para ele e seus amigos, Azoth se vê forçado a vencer o medo e agarrar a chance de virar um derramador, um assassino. Ele precisa se tornar discípulo de Durzo Blint.
Para ser aceito, o garoto abandona sua antiga vida e abraça uma nova identidade. Ao se tornar Kylar Stern, ele aprenderá a transitar no mundo dos nobres, sobreviver às magias de seus inimigos e cultivar uma amizade muito especial: a da escuridão.

Meu Deus, quantos plot twists! Brent Weeks com certeza tem alguma inspiração em Shyamalan, só pode.

Caminho das sombras trás aquele universo fantástico bem agressivo. Violência, estupro, morte estão por todos os lados. Não existem heróis: não há maniqueísmo aqui. Todo mundo tem seu lado bom e mal. Alguns mais que outros e, justamente por isso, não confie em ninguém. Não torça por nenhum personagem!

Toda a história é focada em Azoth, um garoto que vive na cidade de Cenária, nesse universo extremamente caótico. Ele não possui família, mas faz parte de uma guilda de crianças que é comandada por Rato, um dos garotos mais velhos que exige dinheiro ou serviços sexuais das crianças que vivem ali. As, vezes, mesmo pagando para estar lá, algumas são espancadas. Eis que, Azoth conhece Durzo Blint, o mais famoso derramador (um tipo de assassino que se utiliza de um certo tipo de magia) daquelas terras. Desesperado, o garoto pede que o derramador seja seu mestre. Blint nunca aceitou um aprendiz antes, mas propõe um desafio ao garoto: se ele matar Rato, Durzo o aceitará e lhe ensinará o ofício de derramador. Entretanto, até que Azoth consiga cumprir esse desafio todos os seus amigos estarão em perigo.
Esperança. Certo. Esperança são as mentiras que contamos a nós mesmos em relação ao futuro.
Brent Weeks sabe criar um mundo em que a esperança é praticamente nula. Caminho das Sombras é dividido, basicamente, em três partes em que se constroem ao mesmo tempo a evolução do personagem de Azoth (que a partir da segunda parte ganha a alcunha de Kylar Stern), uma conspiração para se derrubar o poder em Cenária, e se desenvolvem todos os personagens periféricos da trama. E o que mais fica exposto nessas três partes (detalhe que vai piorando com o tempo) é a desperança que todos esse universo passa. Tudo tem uma camada de poeira e tristeza. Tudo é agressivo e violento.

Fora que, todos os personagens que estão em volta da trama e de Azoth (principalmente Durzo Blint) têm seu arco de evolução e crescimento. Durzo, mesmo sendo um mestre derramador e praticamente invencível, ainda tem traços a serem resolvidos. Ele é, de longe, um dos personagens mais complexos que eu já li até hoje. Mama K, a cortesã que está sempre nas sombras e aparentemente tem olhos em todos os lugares, também. Logan, um dos personagens que cresce junto de Azoth (e seu grande amigo) tem um arco espetacular com um final completamente inesperado.

Mais ainda, todo universo que envolve a trama de Caminho da Sombras parece ser bem grande. Somos apresentados a inúmeras formas de magias diferentes. O Talento é apenas àquela utilizada pelos derramadores de Cenária, mas cada reino e lugar aparenta ter seu modo de utilizar magia. Toda trama política, envolvendo o Saka'ge (uma organização criminosa que comanda o submundo, manda na cidades por trás das sombras e lidera todos os derramadores) e a conspiração aparecem muito nos detalhes e em alguns capítulos que parecem meio perdidos na história. Mas, quando se revela toda a intenção por trás, você passa a entender bem o que estava acontecendo.

E QUE FINAL! Vários personagens que você imaginava serem de uma forma vão enganar absurdamente e virar a trama de cabeça para baixo. Todas as lutas (e são várias) são bem descritas e uma coisa que eu achei o ponto alto da escrita de Brent Weeks são todas as cenas que envolvem ataques furtivos. O ofício de derramador é extremamente bem escrito e você se transporta para dentro da cena a cada missão cumprida por Durzo e outros.

Enfim, Caminho das Sombras foi livro espetacular para mim que sofre apenas por ser levemente arrastado na primeira parte. Mas a história e todo esse mundo espetaculare, compensam.



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