terça-feira, agosto 30, 2016

Eu Li: Apenas Um Garoto - Bill Konisberg

Título:
Apenas um garoto (Openly straight)

Autor:
Bill Konisberg

Editora:
Arqueiro

Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa.Por isso ele decide entrar em uma escola só para meninos em outro estado e manter usa orientação sexual em segredo: não com o objetivo de entrar no armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco.O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um dos seus novos amigos héteros.

Sim, Rafe estava cansado de ser o centro das atenções, de ter que ter opinião sobre as causas gays e direitos civis, das coisas serem associadas a ele unicamente por ele ser gay ou por ele não conseguir desenvolver uma amizade com os caras do colégio por causa disso, tudo para que não houvesse constrangimento entre as partes.
- Estou cansado de ser o garoto gay. Não quero mais isso pra mim. Eu só quero ser, tipo, um garoto normal.

É atrás disso que ele vai, ao se mudar para o colégio interno de Natick para garotos, em Massachusetts. É isso que ele parece conseguir ao sair de Boulder, no Colorado.

Mas algo acontece. Algo que ele não pode controlar. Ele começa a se tornar muito próximo de um dos caras do time de futebol, Ben, e essa amizade começa a se transformar em amor. E essa é uma das coisas mais lindas da narrativa que Bill nos traz, o desenvolvimento do amor de Rafe por Ben, que parece também corresponder. A gente fica naquele shipp doido, sabe, querendo logo que eles fiquem juntos e declarem amor eterno e, enquanto as coisas vão acontecendo, soltando vários “owns”.

Mas é aí que o bicho pega, afinal, Rafe sabe que é gay, sabe que está se apaixonando, porém não sabe lidar com o que está acontecendo, já que ele sabe que Ben gosta de meninas. Assim ele meio que vai vivendo um bromance e começando a se desesperar sobre o fato de estar mentindo para o cara de quem ele gosta.

Nesse meio tempo ele vai construindo uma espécie de diário para as aulas de redação, que vão ajudando a descobrir não só no seu processo de escrita, mas no autoconhecimento. É esse diário que o faz perceber as coisas que estão de erradas, e qual era o problema que ele tinha desde o início, sobre ser sempre o centro das atenções, como se estivesse todo o tempo sendo vigiado, de como as atitudes dele, enquanto homossexual atingiam as pessoas ao redor em vários níveis, diferentemente dos héteros.

A explicação que Bill nos dá para os sentimentos de Rafe fazem sentido, todavia, concordo com a sensação que o menino tem sobre ser o centro das atenções e sobre tudo parecer estar relacionado à orientação sexual dele, como quando ele se fantasiou de roqueira para uma festa de Halloween.

Já no que diz respeito à tensão criada após a segunda saída do armário de Rafe, achei que ela poderia ter sido mais bem explorada, no sentido de ter trabalhado mais os sentimentos de quem se torna diretamente o foco de atenção na narrativa. Ainda assim, o que temos é convincente.

Sobre como fica o bromance entre Rafe e Bem? Bom, você vai ter que ler o livro para descobrir.

O livro ganha fácil cinco livrinhos, por essa história fofa e de leitura super-rápida!

Tem que ler!
By: Daniel Prestes, do Folhetim Felino

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