[Listopia] - Adaptações Melhores que o Original

O filme fez valer a expressão "Filmão da Porra"
HOJE É DIA DE TRETA! Ok, talvez nem tanto. A gente sabe que sempre que anunciam uma adaptação de alguma obra que a gente gosta, sempre é preciso dar aquela baixada nas expectativas porque nunca é exatamente como a gente quer. Mas hoje vai ser diferente. Hoje nós vamos listar 5 adaptações que acabaram sendo melhores que o material original.

Começando...

1 - Homem de Ferro 3


Ok, esse deve ser o momento em que você está gritando "whaaaat?", mas, antes que você tenha um infarto, não, eu não estou aqui para defender Homem de Ferro 3. É praticamente um consenso que o terceiro longa do Tony Stark para o Universo Cinematográfico da Marvel é um dos piores já feitos (só não é o pior porque existe o primeiro filme do Thor). Mas, algo que pouca gente sabe, é que o filme foi baseado numa HQ relativamente recente do herói (2006). O arco se chama Extremis e figura na maior parte das listas de piores HQ's já publicada na história. Com uma trama realmente intragável, inúmeros personagens vazios e um Tony Stark mais insuportável que nunca, Extremis conseguiu ser algo que faria jus aos anos 90 da Marvel. No final, o quadrinho acabou sendo tão ruim, que você aceita classificar Homem de Ferro 3 pelo menos como "assistível".

2 - Maze Runner


Maze Runner é uma série de livros com a qual eu tenho uma relação de amor e ódio. Já resenhei o Primeiro Livro, o Segundouma HQ derivada do filmes e estou enrolando para ler o terceiro livro que fecha o primeiro arco dos personagens principais. A questão toda é que a ideia por trás da trama (algo entre o pós apocalíptico e o distópico) somado com os mistérios até era uma ideia muito boa. Mas o livro se perde entre todos os mistérios, as sub tramas que não chegam a lugar nenhum e personagens insuportáveis (essa é pra você Tereza). Por outro lado, adaptação para os cinemas trouxe uma trilogia com um roteiro muito mais enxuto e coeso, com um mínimo de sub tramas desnecessárias e uma boa revisada no arco de vários personagens. Ponto pros cinemas!

3 - Ataque dos Titãs

Animes adaptados de mangás, em geral costumam ser um tanto mais arrastados porque os produtores das animações precisam inventar arcos novos, enquanto os capítulos oficiais do mangá não saem (quem lembra do episódio de Dragon Ball Z do Goku tirando a carteira de motorista?). Em Ataque dos Titãs a estratégia utilizada foi outra: a animação foi dividia em temporadas, seguindo os arcos do mangá. Assim, anualmente é produzida uma quantidade específica de episódios, sem existir a necessidade de produzir além do que está no mangá. Fora isso, o mangá em si possui diversos problemas que foram corrigidos no Anime. A arte do autor é péssima ao ponto de depois de 20 edições ainda não ser possível diferenciar alguns personagens mais parecidos. O roteiro das edições também é uma coisa completamente perdida: tramas são cortadas para retornarem apenas duas ou três edições depois, personagens aparecem e desaparecem sem explicação e vários deles tem motivações que não fazem sentido nenhum. Por isso, minha indicação é sempre pelo anime, ao invés do mangá.

4 - Kick-Ass

Kick-Ass é o raro caso de uma HQ muito boa, sendo adaptada para um filme muito bom. Claro, mantidas as devidas proporções (um filme jamais seria violento no nível que o quadrinho é). Mas temos aqui dois pontos que dão uma vitória para o filme em cima do quadrinho: primeiro, a arte do material original é do John Romita Jr., um artista que absolutamente não sabe desenhar rostos, ficando todos os personagens mais ou menos com a mesma cara sempre. Segundo, apesar do filme ser bem fiel, há uma mudança absurda no personagem do Big Daddy (interpretado pelo Nicholas Cage) que foi consenso nas resenhas que ficou muito melhor que no material original.

5 - Logan
I hurt myself today...
É consenso que Logan é um dos melhores filmes produzidos adaptados de quadrinhos. A trama levemente baseada na HQ Velho Logan, conseguiu trazer um atmosfera depressiva, com camadas de western e um pouco de road trip. Por outro lado, apesar de Velho Logan até ser uma história interessante e trazer uns conceitos muito bons (e que plot twist!) ela acaba caindo em alguns clichês das histórias em quadrinhos que tiram boa parte da seriedade do que deveria ter uma Graphic Novel. Tem várias cenas que deveriam ser mega filosóficas e reflexivas que acabam sendo atrapalhadas por coisas como o Bug do Homem Aranha andando pelas paredes ou o Hulk como um vilão extremamente tosco. Ponto para as telonas!

Ufa... será que essa lista vai dar treta? O que vocês acham? Qual adaptação vocês acham que deveria ter aparecido nessa lista?

Por Victor Rogério

Nerdice Pai D'égua #22 - 4 títulos para Vingadores 4


Vingadores: Guerra Infinita já está nos cinemas quebrando todos recordes possíveis. Já falamos bastante do Universo Cinematográfico da Marvel com a resenha de Guerra Infinita, o Na Tela de Guerra Civil e o Nerdice Pai D'égua 12, detalhando algumas coisas sobre a Guerra Civil dos quadrinhos. Agora chegou a hora de especular sobre Vingadores 4, filme que será lançado em maio de 2019 e que ainda não possui título. 

Atenção! A partir de agora o texto pode conter spoilers de Guerra Infinita

Por Victor Rogério

[Quadrinhos] - Eu Li: Miss Marvel - Apaixonada - G. Willow Wilson, Takeshi Miyazawa e Elmo Bondoc


Título:
Miss Marvel: Apaixonada
Roteirista:
G. Willow Wilson
Ilustradores:
Takeshi Miyazawa e Elmo Bondoc
Editora:
Panini Comics


Adicione ao Skoob

O Dia dos Namorados está chegando em Jersey City e o clima de romance também! Ainda que os pais de Kamala não a deixem ir ao baile da escola, a Miss Marvel não tem esse problema! Quer dizer, mais ou menos... nossa jovem heroína invade a festa numa tentativa de capturar o trapaceiro mais irritante de Asgard! Sim, uma emocionante história de Dia dos Namorados com o charlatão favorito da Marvel: Loki! E, quando um estranho misterioso chega à cidade, será a vez da Miss Marvel lidar com... o amor! Porque esse novo garoto é muito, muito gato. Que sentimentos são esses, Kamala? Prepare-se para drama! Intriga! Romance! Suspense! Socar coisas! Tudo isso e mais! A nova série favorita dos fãs e da crítica continua, e Kamala Khan prova por que ela é a melhor (e mais adorável) nova super-heroína do pedaço! E ainda: veja o que acontece quando a agente da SHIELD Jemma Simmons se infiltra no colégio da Miss Marvel!

E lá vamos nós para outra edição de Miss Marvel. Para quem não sabe, já falamos sobre os dois primeiros encadernados AQUI e AQUI. Na terceira edição foram reunidas três histórias da super heroína inumana mais legal da Marvel.

Por Victor Rogério

Quinta em Outra Língua #68: Overwatch: Anthology


Título:
Overwatch: Anthology 
Autores: 
Vários
Editora:
Dark Horse
Ano:
2017



Do Soldado 76 a Ana, de Tracer a Symmetra, descubra a história por trás dos heróis de Overwatch. Como Bastion se tornou parte da equipe? Onde Tracer Obteve seu slogan? Saiba tudo isso e mais nesta antologia de capa dura com as primeiras doze histórias dos quadrinhos Overwatch da Blizzard, escritas e ilustradas pelo time de estrelas incluindo Matt Burns, Robert Brooks, Micky Neilson, Nesskain, Bengal e mais. Não importa se você é um novato ou um mestre, essa HQ é essencial.

Olá, pessoal, tudo bem?
Já rasguei mil elogios a Blizzard antes falando sobre Warcraft (AQUI e AQUI) e já tivemos um Nerdice Pai D'égua especial sobre o Universo Overwatch. E agora estou de volta para falar para vocês dessa HQ maravilhosa que detalha mais coisas sobre todo o universo do Game da Blizzard.
Por Victor Rogério

Eu Li: Castanha do Pará - Gidalti Jr.

Título:
Castanha do Pará
Autor:
Gidalti Jr.
Editora:
Independente
Ano:
2016

Adicione ao Skoob

O romance gráfico Castanha do Pará reconta, em forma de fábula, uma situação cada vez mais comum nos dias de hoje: Castanha é um menino-urubu que vive suas aventuras pelos cenários do tradicional mercado público Ver-o-Peso, em Belém. Mora sob o céu aberto e sobrevive dos furtos e das migalhas de atenção que sobram do mundo ao seu redor.
O romance gráfico de estreia de Gidalti Moura Jr. abusa da expressividade na pintura para dar vida a este conto urbano, criando uma visão lúdica e ritmada para a poesia da dura realidade.
1º lugar na categoria Histórias em Quadrinhos do Prêmio Jabuti 2017.

Olá, leitores!

Hoje indicarei para vocês uma HQ muito especial e premiada. Me refiro ao vencedor do prêmio Jabuti de 2017, na categoria história em quadrinho, "Castanha do Pará". 
O autor e ilustrador Gidalti Jr. cresceu no Pará e mesmo morando em outro estado atualmente, ele conseguiu eternizar suas memórias nesse quadrinho lindo visualmente e pesado emocionalmente. 


Por Fernanda Karen

Eu Li: O Despertar do Cthulhu em Quadrinhos



Título:O Despertar do Cthulhu em Quadrinhos 
Organizador:
Raphael Fernandes
Ilustradores/Roteiristas:Vários 
Editora
Draco
Adicione ao Skoob

O desespero é verde
A cultuada obra de H. P. Lovecraft é a principal inspiração dessa coletânea com oito HQs que transportarão a imaginação para o lado mais obscuro da mente humana, um horror cósmico em preto, branco e verde.

São 168 páginas desesperadoras onde criaturas tão antigas quanto o universo são capazes de corromper a alma humana apenas com sua presença. Onde a doença, a loucura e a perversão são pano de fundo para histórias que vão testar os limites de sua sanidade.

A organização do álbum envolveu Raphael Fernandes, que maculou a alma do time de quadrinistas formado por Dudu Torres, Antonio Tadeu, LuCas Chewie, Airton Marinho, Fabrício Bohrer, Caiuã Araújo, Marcio de Castro, Lucas Pereira, Samuel Bono, Jun Sugiyama, Daniel Bretas, Hilton P. Rocha, Bárbara Garcia e Elias Aquino. Todos perdidos em uma enigmática capa de João Pirolla.

O despertar de Cthulhu em Quadrinhos é o horror que não pode ser pronunciado, perca-se em imagens e histórias que não deveriam ter sido concebidas. Agora não há mais volta para os envolvidos pelos tentáculos do desespero, é hora de acordar para uma realidade decadente e tingida em apenas duas cores.


A editora Draco de tempos em tempos lança coletâneas de contos ou de quadrinhos. Vários livros de contos deles estão disponíveis a venda (todos bem interessantes). O Despertar do Cthulhu foi a segunda coletânea de uma série de quadrinhos lançada seguindo uma linha de terror. A primeira delas foi inspirada em O Rei de Amarelo e a terceira está para sair e é intitulada Demônios da Goetia. A ideia das três foi reunir HQ's inspiradas em obras de terror, roterizadas e ilustradas por artistas nacionais e deixar você perturbado. Cada uma delas também segue uma cor específica: O Rei de Amarelo em tons de amarelo, O Despertar do Cthulhu em tons de verde e Demônios da Goetia em tons de vermelho. A cor aliás é um ponto de destaque da arte dos desenhos: sempre em tons de cinza com os detalhes em verde revelando ou dando destaque a algo.

O Despertar do Cthulhu reúne oito histórias, todas com exatas vinte páginas e todas insanas. Mais interessante é que, quando se pensa nos mitos do Cthulhu, sempre se vem à cabeça um terror mais psicológico. Nessa HQ, o psicológico é bem presente, mas vem acompanhado de perto de várias outras inspirações, principalmente do gore e do visceral.


Tudo isso misturado a oito roteiros muito interessantes e todos passados em cenários que lembram muito a realidade brasileira: desde uma cidadezinha de interior sendo perturbada por uma moléstia até uma religião muito misteriosa que ganha adeptos através de shows de cura pela televisão. É realmente bem diferente ler algo que é claramente inspirado na obra de H. P. Lovrecraft, mas em um cenário completamente diferente do Norte Americano ou da Inglês.



Das oito histórias, destaco aqui quatro:

O Salmo do Sangue Antigo: o que você faz após receber a visita e um pedido de um amigo que se suicidou?

Os Tambores de Azathoth: esse é provavelmente o mais leve (ou menos pesado) dos contos. O único com um cenário que não tem aparência de ser brasileiro, conta sobre como a explosão da bomba atômica, o final da Segunda Guerra e um monstro bizarro estão interligados.

Macio: o final que me deixou mais chocado (HQ da imagem acima). Uma cidade está tendo problema com uma moléstia. O final (que é quando você entende o título) é muito insano.

O Caso da Truta Salmonada: o mais "What the hell?!" de todos. Depois de ler, tenho certeza que você vai pensar duas vezes antes de pedir um polvo no almoço.



Enfim, O Despertar do Cthulhu é uma das melhores HQ's de terror da atualidade e é espetacular saber que temos um produto nacional com tanto qualidade.

Ah, quer ganhar uma edição? Não percam a promoção que tá rolando no nosso facebook:

E tem funko!!!



Por Victor Rogério

Eu Li: Homem Aranha: Azul - Jeph Loeb e Tim Sale

Sim, ainda estamos na semana de
romances!
Título:
Homem Aranha: Azul 
Roteirista:
Jeph Loeb 
Ilustrador:
Tim Sale 
Editora
Salvat 
Adicione ao Skoob
Gwen Stacy foi o primeiro amor de Peter Parker. Mas, durante boa parte de sua vida, ele se dividiu entre ela e Mary Jane, sua vizinha. Apesar da dor da perda de Gwen e do casamento com MJ, Peter nunca esqueceu aquele romance da adolescência, e nem pretende! Afinal, entre lutas com o Duende Verde, confusões com o Rino e a implicância de seus colegas de turma, Peter Parker, o Homem-Aranha, viveu um grande amor.

Não, não estranhem. Sim, ainda estamos na semana especial de romances e sim, essa é uma resenha de uma HQ do Homem Aranha. Qual a relação? Vamos lá entender.

Primeiro, apesar de ser uma HQ do Homem Aranha, o foco aqui não será sobre o herói impedindo um assalto, nem sobre uma aventura salvando Nova York e muito menos uma batalha épica contra o Duende Verde ou o Venon. Até existem algumas lutas ao longo dessa história, mas o foco aqui é narrar como Peter Parker conheceu o primeiro amor de sua vida, Gwen Stacy. Aliás, como o próprio teioso diz: 

Essa é a história de como a gente se apaixonou. Ou, melhor dizendo, de como a gente quase não se apaixonou.

Para quem não sabe, Gwen Stacy foi a primeira namorada do herói nas HQ's e acabou morrendo nas mãos do Duende Verde (história que foi pessimamente adaptada naquela lástima chamada "O Espetacular Homem Aranha 2"). A cena aliás, é uma das mais icônicos do herói. Após superar a morte, Peter se envolveu com Mary Jane (que aliás é o par romântico do heróis na trilogia clássica de filmes). Entretanto, Gwen sempre foi o grande amor da vida dele. Quem teve a oportunidade de ler Dinastia M (que aliás, recomendo), uma HQ onde a Feiticeira Escarlate cria um mundo onde todos os personagens da Marvel vivem suas fantasias mais perfeitas, pôde perceber que a fantasia de vida perfeita de Peter era com a loira.

Azul é uma HQ que se foca justamente em narrar essa história de amor. Ela já começa de uma forma que eu achei genial, trazendo um texto bem diferente do que se vê em quadrinhos: em primeira pessoa, sendo uma gravação que Peter está fazendo como se estivesse conversando com Gwen e confessando tudo o que aconteceu no meio tempo em que eles se conheceram e passaram a namorar. 

...
Fora que, mesmo tendo várias cenas de luta e revisitando boa parte de galeria de vilões do Homem Aranha, esse quadrinho parece muito mais uma história cotidiana de romance, com as várias cenas bem estilo dia-a-dia inseridas pelo meio.


Indo mais longe, a trama reconta várias partes marcantes da vida do herói, como o início de sua amizade com Harry Osborn, sua primeira luta com o Lagarto ou quando o Duende Verde descobriu sua identidade secreta. Tudo isso, com um estilo envolvente, emotivo e um tanto melancólico. O roteiro de Jeph Loeb, aliás, é bem competente na missão de manter tudo que já fora contado sem contradições. Azul funciona como um ótimo complemento a histórias clássicas do herói, mas focando principalmente no crescimento e amadurecimento de Peter e no romance com a Gwen.

Um casal desses, bicho...

A arte de Tim Sale é muito bonita e combina com a melancolia da trama. No final das contas Azul é uma HQ belíssima, sobre um romance muito legal, que infelizmente a gente sabe que não vai terminar bem. Mas, para quem curte o herói (e, por que não, uma deprê de leve) é indispensável.



Por Victor Rogério

Eu Li: Os Leões de Bagdá - Brian K. Vaughan e Niko Henrichon

Título:
Os leões de Bagdá

Autor:
Brian K. Vaughan e Niko Henrichon

Editora:
Panini

Em seus premiados Y: O Último Homem e Ex Machina (eleito pela revista Entertainment Weekly como um dos melhores títulos de ficção de 2005), o roteirista Brian K. Vaughan mostrou-se capaz de entender tanto o instinto de sobrevivência quanto as nuances políticas do mundo moderno. Agora, nesta surpreendente graphic novel, Brian retrata as ruas destroçadas pela Guerra do Iraque.
Na primavera de 2003, um bando de leões escapou do Zoológico de Bagdá durante um bombardeio norte-americano. Perdidos, confusos, famintos e finalmente livres, os quatro leões perambularam pelas ruas destruídas de Bagdá numa batalha pela sobrevivência. Retratando o drama dos animais, Os Leões de Bagdá levanta algumas questões sobre o verdadeiro significado da liberdade - ela pode ser presenteada ou apenas conquistada por meio de luta e sacrifício?
Inspirado-se numa história real, Brian K. Vaughan e Niko Henrichon criaram um ponto de vista único sobre a vida durante a guerra, lançando luz sobre esse conflito como apenas uma graphic novel é capaz.

Olá, pessoal! 
Me chamo Juliana Dias (@jubs_chan) e faço parte de um grupo de leitores do PA Book Club em Belém. Fui convidada por uma das garotas pai d'égua para expor sobre uma HQ que AMEI e que já li há alguns anos. Vamos lá? 

Em "Os Leões de Bagdá" acompanhamos a jornada de quatro Leões (o macho Zili, as fêmeas Noor e Safa, e o filhote Ali) que, uma vez libertados do zoológico onde viviam em Bagdá - devido à bombardeios - lutam para sobreviver ao mesmo tempo em que tentam compreender o desconhecido que lhes é apresentado: uma cidade totalmente destruída, tanques de guerra (alegoricamente chamados "leões da Babilônia"), cadáveres e outras coisas que se possa imaginar em um cenário de guerra.

Muitos questionamentos são levantados através do conflito entre ideias e a necessidade de sobrevivência dos leões, de modo que é inevitável ao leitor se colocar no lugar deles em vários momentos. Afinal: quem são os verdadeiros predadores? Até que ponto podemos chegar para garantir nossa sobrevivência? Pelo quê e por quem vale à pena lutar? A liberdade é dada ou conquistada?


.
A HQ de volume único é lindíssima em todos os sentidos. Brian K. Vaughan aborta o tema guerra no Iraque com certa sensibilidade que, por mais que a linha dos acontecimentos seja cruel, a história consegue se manter lindíssima. Confesso que sou uma leiga nesses assuntos de HQ, traços, desenhos e afins... mas do pouco de já li nesta mídia, Leões de Bagdá foi o que mais me fez perceber a importância dos desenhos/cores; as imagens não são apenas bonitas (bonitas não... LINDAS), mas são o complemento PERFEITO para a história, em diversas situações... não foi preciso balões de diálogo para expressar um turbilhão de mensagens e emoções.

.
Meus sentimentos foram pisoteados do início ao fim e concluí esta HQ besuntada nas minhas próprias lágrimas. Abraço grupal em Brian, Niko, Vertigo e todos os responsáveis por esta obra maravilhosa!
R e c o m e n d a d í s s i m o!


Resenha produzida originalmente para o blog Nem te conto.

Leiam 

Por Fernanda Karen

Eu li: Miss Marvel - Questões Mil - G. Willow Wilson e Adrian Alphona

Título: Miss Marvel: Questões Mil
Roteirista: G. Willow Wilson
Ilustradores: Adrian Alphona e Jacob Wyatt
Editora: Panini Comics

Adicione ao Skoob
Quem é o Inventor e o que ele quer com a novíssima Miss Marvel e seus amigos? Talvez o Wolverine possa ajudar a encontrar a resposta! Isso é, se Kamala conseguir parar de bancar a tiete ao encontrar seu herói preferido. Depois, o caminho da jovem se cruza com os Inumanos quando ela encontra o cão da família real, Dentinho! Mas qual é o verdadeiro motivo para Dentinho acompanhá-la? Enquanto a Miss Marvel descobre mais sobre seu passado, o Inventor continua ameaçando seu futuro. A guardiã adolescente de Jersey City se junta a alguns heróis improváveis para evitar que o insano vilão faça algum estrago para valer, mas talvez ela esteja dando um passo maior do que as pernas. E por quanto tempo mais a vida da Miss Marvel poderá tomar o espaço da vida de Kamala Khan? Desvende esse mistério, enquanto ela continua provando por que é a melhor (e mais adorável) super-heroína do pedaço! Este volume de 140 páginas reúne as edições 6 a 11 de Ms. Marvel. Escrito por G. Willow Wilson e ilustrado por Adrian Alphona e Jacob Wyatt.


Segundo encadernado da Panini com as edições 6-11 da Miss Marvel pelo selo da Nova Marvel. O primeiro já foi resenhado e você pode conferir as impressões aqui.

Na segunda edição, temos uma continuação direta da primeira parte. Khamala Khan (mais conhecida como Miss Marvel) se deparou com um novo vilão em Jersey City. Ele é o Inventor e está sequestrando crianças para usá-las como combustível para suas máquinas de destruição. Khamala ainda não sabe exatamente o que aconteceu para conseguir seus poderes e ainda está longe de dominá-los totalmente, mas faz o possível para proteger a cidade, seguir com sua nada normal vida de adolescente e, ainda corresponder bem à sua família e religião. Uma das partes mais legais dessa edição é justamente quando ela acaba tendo que conversar com o Imam de sua Igreja a mando de seu pai.


E eis que a Miss Marvel percebe que precisa de um mentor para ensiná-la a arte de ser uma super heroína. E, claro, não há ninguém pior para essa missão que o Wolverine.
Porque shipps sempre dão mais audiência que fanfics de luta...
Toda a parte da HQ que tem a Miss Marvel e o Wolverine lutando juntos é impagável. O próprio vilão, o Inventor, é muito engraçado também. Afinal, como levar a sério um cientista que é um clone do Thomas Édison e teve o DNA contaminado por uma calopsita?

Miss Marvel e Dentinho
Mas aí, quando o Wolverine percebe que não será o melhor dos mestres para Khamala, ele pede ajuda à Medusa (dos Inumanos) e ela envia uma pequena grande ajuda para a Miss Marvel: o Dentinho. Para quem não sabe ele é um cachorro inumano gigantesco, com uma antena na cabeça e com o poder se teletransportar.

O roteiro é novamente escrito por G. Willow e é extremamente engraçado. Mas, vai além disso e traz por trás uma trama muito interessante sobre como os jovens se sentem atualmente e dá até uma leve alfinetada "Justiceiros Sociais". Pra quem leu a primeira edição esse arco se fecha em Questões Mil e, a partir da terceira edição deve-se iniciar uma nova história. A arte também continua muito boa. Dá para notar exatamente onde começam os e terminam os desenhos de cada artista (são estilos bem diferentes, um totalmente HQ de super heróis e o outro com um "q" meio mangá), mas ambos funcionam perfeitamente no que o roteiro propõe.

A HQ continua em alto nível e completamente leve e engraçada. Realmente recomendo para todo mundo. Foi um sucesso: a primeira edição é até difícil de achar atualmente. Minha nota final para a segunda edição é:

PS: Gente, sigam a G. Willow no twitter, ela é mega nerd. @GWillowWilson
Por Victor Rogério

Eu Li: Miss Marvel - Nada Normal - G. Willow Wilson e Adrian Alphona

Favor não confundir com a Capitã Marvel
Título:
Miss Marvel: Nada Norma

Roteirista:
G. Willow Wilson

Ilustrador:
Adrian Alphona

Editora
 Panini Comics
Adicione ao Skoob
Kamala Khan é uma garota comum de New Jersey - até que subitamente ganha dons extraordinários. Mas quem é realmente a nova Miss Marvel? Adolescente? Muçulmana? Inumana? Saiba a resposta conforme ela toma de assalto o Universo Marvel! Ao descobrir os perigos associados aos seus recém- descobertos poderes, Kamala precisa lidar também com o segredo que existe por trás deles. Estará a jovem Miss Marvel pronta para utilizar seus imensos dons? Ou o peso do legado que tem a carregar será mais do que ela pode aguentar? Nem a própria Kamala sabe ao certo, mas New Jersey que se prepare, pois a Miss Marvel chegou para ficar! Escrito pela aclamada roteirista G. Willow Wilson (Air, Cairo), com desenhos do brilhante Adrian Alphona (Fugitivos)! 
Os quadrinhos estão já há algum tempo passando por uma (necessária) reformulação. Vários personagens foram revisados e novos foram criados para aumentar a representatividade de vários grupos sociais diferentes. Tanto a Marvel quando a DC possuem agora um grupo de publicações dedicadas a outros públicos além do já cativo. Não vou dizer que isso é necessariamente bom, porque muita coisa ruim já foi publicada seguindo-se nessa ideia. Mas, a criação da Miss Marvel foi um exemplo de uma boa execução dessas ideias.

Antes de mais nada é importante não confundir com a Capitã Marvel (Carol Danvers) que antigamente se chamava Miss Marvel. Os poderes da Capitã Marvel são baseados numa tecnologia alienígena (dos Krees) e ela é uma das mais antigas heroínas da Marvel sua primeira aparição foi nos anos 80)

Já a personagem de Nada Normal é Kamala Khan. Ela é uma americana, nascida em Nova Jersey, mas sua família tem origens paquistanesas e segue fervorosamente a religião muçulmana. Extremamente fã dos super heróis, principalmente da Capitã Marvel, ela escreve fanfics dos Vingadores. Inclusive adora o ship Marvel-Aranha (os contos com relacionamentos entre Peter Parker e Carol Denvers). Viu? Até os personagens dos quadrinhos shipam errado...


Os maiores conflitos de Kamala envolvem justamente a dificuldade que ela tem em ser uma adolescente americana e, ao mesmo tempo, conviver com as regras e preceitos da religião muçulmana. E se isso já não fosse complicado suficiente, ela consegue arranjar mais problemas: certa noite, ela resolve ir escondida dos pais para uma festa. Entretanto nada sai exatamente como o esperado e ela acaba perambulando pelas ruas. Subitamente, Nova Jersey é envolvida por uma névoa estranha e ela desmaia. Após algumas alucinações ela acorda e percebe que seu corpo está diferente. Ela ganhou poderes e a partir de agora deverá descobrir a melhor forma de usá-los. 
É dorgas...
Os poderes da Miss Marvel envolvem alterar o formato de seu corpo (desde esticar e crescer, até parecer com outras pessoas ou objetos), fator de cura acelerado e bioluminescência. Claro, que no início ela não consegue controlar muito bem seus poderes o que acaba levando a situações bem engraçadas. 
Com baita poderes vem... deixa pra lá...
O roteiro inteiro escrito por G. Willow é extremamente cômico, metafórico e reflexivo. A Miss Marvel é uma super heroína, mas não se esquece em nenhum momento da sua origem muçulmana (até a sua roupa envolve um pouco da cultura paquistanesa), passa pelos problemas da adolescência e ainda fala um pouco sobre as diferenças entre homens e mulheres e em como as roupas das super heroínas podem ser desconfortáveis.  Em complemento, a arte de Alphona traz bastante leveza para toda a história. Fora isso, o primeiro vilão que ela enfrenta, o Inventor, inclusive é uma das coisas mais engraçadas da trama. 

Enfim, Miss Marvel: Nada Normal é uma ótima HQ para quem quer começar a acompanhar uma super heroína do zero, mas não quer se complicar comprando um milhão de edições diferentes. Também é muito indicado para os leitores de longa data, para fugir um pouco do senso comum de herois. Espero que todos leiam e, se já leram, não esqueçam de comentar.




Por Victor Rogério

Nerdice Pai D'égua #14: Injustice: a Guerra Civil da DC Comics


É isso, aí pessoal. Voltamos para mais uma episódio da nossa coluna de cultura nerd e vamos finalmente falar sobre a DC Comics. Hoje falaremos sobre um dos melhores games de luta já lançados e da HQ derivada dele: Injustiça: Deuses Entre Nós. Vamos começar?

O game é de 2013, produzido pela NetherRealm Studios (a mesma de Mortal Kombat), lançado para a 7ª geração de consoles (PS3, Xbox 360 e Wii) e é, basicamente, um jogo de luta entre personagens da DC. Posteriormente a história do jogo foi adaptada para um HQ que atualmente no Brasil está na edição nº 5 e é lançada pela Panini. A trama foi o grande diferencial trazendo uma pergunta que muita gente já fez: o que aconteceria se o Superman resolvesse virar um vilão? 



A história começa numa linha alternativa do tempo, com o Superman descobrindo que Lois Lane está grávida. Só que em meio a toda essa felicidade, um novo plano do Coringa entra em ação. Ele sequestra Lois e toda a Liga da Justiça é convocada para auxiliar nas buscas. O Superman é quem os encontra primeiro: a cena é num submarino e o Coringa e a Arlequina estão realizando alguma experiência com Lois. 

Antes que possa fazer qualquer coisa, o Superman acaba inalando um gás que o Coringa havia colocado no ambiente e, quando consegue se recuperar, percebe que naquele submarino está o Apocalipse e começa uma batalha contra o monstro, levando-o para a atmosfera da Terra. A batalha não dura muito e o vilão logo é derrotado, entretanto, quando volta a si, o Superman percebe que ele não estava lutando com o vilão, mas sim atacando Lois Lane. O gás que ele respirara era uma mistura da toxina do medo do Espantalho (vilão do Batman) misturada com kriptonita que o fez imaginar que sua esposa era o Apocalipse.


Ao mesmo tempo, o Coringa também havia programado uma bomba nuclear para explodir Metropolis assim que o coração de Lois parasse de bater. Com a esposa morta e sua cidade destruída, Superman muda completamente. Ele assassina o Coringa na frente do Batman e decide iniciar uma nova ordem mundial, onde ele define que todas as guerras devem cessar imediatamente. Com a maior parte da Liga da Justiça ao seu lado, o Superman resolve impor uma paz mundial a força, sendo que o Batman (discordando desse posicionamento) resolve fazer frente as suas ações autoritárias.

Batman: "Mas esse vilão era meu!"
No enredo do jogo essa é a cena inicial e logo em seguida somos levados a linha do tempo normal da DC, onde vemos que,após uma briga entre os heróis e os vilões, Aquaman, Batman, Coringa, Mulher-Maravilha, Arqueiro Verde e Hal Jordan são transportados para a dimensão onde o Superman agora é um ditador e governa o mundo. Controlando vários heróis e vilões a trama vai sendo desenvolvida e vamos descobrindo o que aconteceu exatamente com cada um dos personagens após a morte da Lois Lane e a explosão de Metrópolis e, também, vamos jogando para vencer várias lutas diferentes.

Já a HQ continua a trama e demonstra como a Liga da Justiça e os vilões da DC se separaram em dois times diferentes: um liderado pelo Superman com o objetivo de impor a paz mundial e acabar com todas as guerras a força; e o outro liderado pelo Batman tentando impedir que o Superman se torne o ditador do Mundo. 

Vale lembrar algumas partes mais interessantes da trama (e que lembram em muito a Guerra Civil da Marvel);
- O Superman é totalmente tratado como um vilão. Não há limites para o que ele faz, desde que ele consiga manter seu objetivo. Ele não exita em se aliar ao Sinestro, matar centenas de alienígenas que estão invadindo a Terra, espancar qualquer super herói que tente impedi-lo e por aí vai (mais ou menos como o Homem de Ferro); 

Detalhe para o barulho que a coluna do Batman fez...
- Os times são totalmente desbalanceados: a maior parte da Liga da Justiça permaneceu ao lado de Superman, sendo que o time Batman é composto, principalmente de personagens que não possuem poderes especiais (Arqueiro Verde, Arlequina, Aves de Rapina, Mulher Gato entre outros); 
Que time apelão, hein, Superman?
- O Flash é o personagem que fica em cima do muro: ele está do lado do Superman, mas, ao mesmo tempo, percebe que eles estão fazendo muita coisa errada para atingir o objetivo. Em muitas partes é ele quem tenta trazer um pouco de razão ao Superman, funcionando de uma forma muita parecida com o Homem Aranha em Guerra Civil.

Enfim, a HQ e o game são muito bons. A trama tem um pouco de tudo: ação, drama e até um pouco de comédia non-sense por parte da Arlequina (melhor personagem ever). Praticamente todos os personagens da DC vão aparecer até o fim da história. Até aqui já vimos desde Constantine até o Lobo e aparições do Monstro do Pântano e Mister Mxyzptlk estão confirmadas.  É super indicada para todo mundo e, para mim, uma das melhores histórias que estão sendo lançadas no momento.

Para terminar, vale lembrar que a continuação do jogo acabou de ser anunciada na E3. Segue o teaser de Injustice 2


E aí, curtiu? Não deixe de comentar...


Por Victor Rogério

Na Tela #12 - Scott Pilgrim Contra o Mundo

Olá, todo mundo. Vamos falar de boas adaptações de quadrinhos? Hoje temos um pouco sobre um dos quadrinhos mais engraçados que já foram criados: Scott Pilgrim Contra o Mundo. Já leu/assistiu?


Título: Scott Pilgrim Conta o Mundo

Autor: Bryan Lee O'Malley

Editora: Quadrinhos na Cia.

Adicione ao Skoob

Scott Pilgrim está feliz com sua preciosa vidinha. Aos vinte e poucos anos, esse canadense levemente excêntrico divide os dias entre o ócio do desemprego voluntário e os ensaios de sua banda de rock, a improvável Sex Bob-Omb. Sua namorada, uma chinesa de nome Knives Chau, tem dezessete anos, e o relacionamento casto - "Uma vez ela pegou na minha mão", ele conta - parece cair bem para o momento, digamos, introspectivo que Pilgrim vem vivendo. Afora a preocupação dos amigos quanto às intenções de nosso herói para com uma garota tão nova, tudo vai bem. 
A rotina de videogames e indolência, no entanto, está prestes a sofrer um abalo sísmico. E o nome dela é Ramona Flowers, americana recém-chegada ao Canadá, única entregadora da Amazon na região. Depois de encontrá-la brevemente em duas ocasiões, Pilgrim apaixona-se perdidamente, faz uma encomenda pela internet e senta à porta para esperar a sua amada. O incrível é que a conversa dá certo, Ramona gosta de Pilgrim e os dois começam a sair. Fim da história.

Só que as coisas nunca são assim, ainda mais para Pilgrim. Namorar Ramona, como ele logo vai descobrir, implica também enfrentar o passado da garota, talvez de maneira mais literal do que o próprio Pilgrim poderia imaginar. Liderada pelo misterioso Gideon, a Liga dos Ex-namorados do Mal de Ramona precisará ser derrotada, caso ele queira continuar saindo com ela. Cada um dos sete ex-namorados desafiará o herói para uma luta, enquanto ele ainda tenta contornar relacionamentos passados, o vibrante mundo do rock'n'roll canadense e a falta de mobília em sua casa.
Esse é o universo de Scott Pilgrim contra o mundo, cultuada série em quadrinhos do canadense Bryan Lee O'Malley que a Quadrinhos na Cia. traz ao Brasil. Combinando elementos dos universos do videogame, do mangá, dos filmes de kung fu, da música e do cinema às grandes questões do amor jovem e do início da vida adulta, O'Malley criou um mundo vibrante, com um humor tão particular - e desconcertante - quanto os personagens que o habitam. 
Publicado originalmente em seis volumes, Scott Pilgrim chega ao Brasil em três volumes, cada um contendo dois capítulos da história original.
O Quadrinho
Scott Pilgrim contra o mundo é um quadrinho em 6 capítulos (3 edições no Brasil) e é completamente surtado. Um ode a uma história de amor totalmente nerd e louca. Apesar disso é até bem simples: Scott Pilgrim vive sua preciosa vidinha como um nerd um tanto fracassado. Ele não tem casa, mora com um amigo gay (Wallace Wells, o melhor personagem, inclusive) e basicamente tudo que existe de valor no apartamento deles é de Wallace. Ele possui uma banda (o Sex Bob-Omb) onde toca com alguns amigos (Kim é a melhor), namora uma garota colegial chinesa chamada Knives Chau, tem 23 anos e nenhuma expectativa da vida

Mas tudo vira de cabeça para baixo quando ele conhece Ramona Flowers (a única entregadora da Amazon na área) e se apaixona perdidamente por ela. Ao contrário da nossa expectativa com a história, Ramona corresponde à Scott e os dois começam um relacionamento. Só é uma pena ele ter esquecido de terminar com Knives antes disso. Mesmo assim, para namorar Ramona Flowers é necessário antes derrotar a Liga dos 7 Ex namorados do mal dela (7 pessoas com habilidades extraordinárias de luta e um senso de vingança sobre quem consegue o coração de Ramona). O Plot é muito louco? Pois isso é só o começo.
- Hã, acho que você vai ter que lutar com meus... sete?... Ex-namorados do mal. Se.. hã... você quiser namorar comigo.
- Sete ex-namorados do mal?
- Seis ou sete.
- Você namorou seis cara do mal?
- Não ao mesmo tempo.
- Então tá... eu tenho que lutar...
- Derrotar.
- ...derrotar seus set ex-namorados do mal se quiser continuar namorando com você?
- É, bom, acho que sim. É por aí...
- Um de cada vez?
- Todos juntos com certeza não. Mas não sei se vai ser um de cada vez.
- Hum. Bom, acho que por mim tudo bem.
O mais interessante da trama é que Scott começa como um zero completo: basicamente ele não tem vida e fica à margem de tudo. Podemos pensar nele até como um cara um tanto babaca por começar um relacionamento com uma garota sem terminar com a outra. Mas encontrar Ramona Flowers é como a engrenagem que faltava à vida dele e, a partir de agora Scott não se importará em enfrentar tudo para ficar com ela: sejam inimigos poderosos ou seja a expectativa de ter de arrumar um emprego e deixar sua "Precious Little Life". Quem quiser ler, pode encarar como um simples quadrinho non-sense engraçado ou pode também, por trás das metáforas, ver a história de um nerd perdido que resolve assumir sua vida  e seus erros quando encontra aquela garota que vale realmente a pena.

A liga dos ex namorados do mal é uma loucura a parte, o mais surtado e engraçado trecho do quadrinho. Cada um deles tem uma poder especial, desde habilidades de luta até poderes psíquicos adquiridos com uma dieta vegana. Os combates, ainda mais loucos, se unem a uma arte descompromissada que se encaixa muito bem e tem um quê de video game da era 8-bit. Ao lutar, Scott ganha moedas, sobe níveis e tem até extra-lifes. E a trama segue o tempo todo entre a maluquice que é a vida cotidiana de Pilgrim e os enfrentamentos com os exes.

É um quadrinho que indico para todo mundo pois tem um humor muito inteligente, ácido e irônico. Minha nota para ele é:

O Filme
Em 2010 tivemos uma adaptação do filme para o cinema:


Protagonizada por Michael Cera (sério, não tinham como ter escolhido melhor, ninguém tem mais cara de nerd que ele) e pela (maravilhosa) Mary Elizabeth Winstead, a adaptação é uma das mais fiéis que já fizeram até hoje. Alguma comparações de cenas podem ser feitas quadro a quadro com a HQ para se verificar a fidelidade.


A trama da HQ é mantida quase sem mudanças. O filme também manteve toda a parte non-sense, a estética de video game (que aqui ganhar um ar bem psicodélico e cheio de neon) e todas as histórias surtadas de cada ex do mal. O cast dos exes também é ótimo e inclusive conta com Brandon Routh (o Superman de Superman Returns) e Chris Evans (o Capitão América).





As diferenças são realmente bem pequenas: o filme é um tanto mais romântico que o quadrinho, por exemplo. O final também tem uma leve diferença entre a HQ e o filme, mas ambos são ótimos, na minha opinião (não dá pra falar muito, senão acabo dizendo spoilers...). É realmente uma adaptação de quadrinhos que vale assistir várias vezes. Minha nota é:


Trailer


Por Victor Rogério