sexta-feira, dezembro 30, 2016

Eu Li: Dez Formas De Fazer Um Coração Derreter - Sarah MacLean

Título:
Dez formas de fazer um coração derreter
Autora:
Sarah MacLean
Série:
Os Números do Amor
Editora:                                                                       Arqueiro



Isabel Townsend não é exatamente o que se espera da filha de um conde. Apesar de ter a pele delicada e de saber se portar como uma dama quando necessário, a jovem também monta a cavalo, conserta telhados, administra a propriedade e cria o irmão caçula desde que a mãe faleceu – tudo isso sem despertar a menor suspeita de que não há um homem sequer para cuidar de sua família.

Para o pai dela, que só queria se divertir e gastar dinheiro em jogatinas, pouco importava o que ela fizesse. Porém, quando ele morre, Isabel se vê sem recursos e precisa defender os direitos do irmão, ameaçados pela chegada iminente de um tutor. Assim, não lhe resta saída senão vender sua coleção de estátuas de mármore, o único bem que herdou.

Para sorte sua, um especialista em antiguidades acaba de chegar ao condado. Inteligente e sensual, lorde Nicholas St. John é um solteiro convicto que deixou Londres para se livrar das jovens que passaram a persegui-lo desde que foi eleito um dos melhores partidos da cidade.

Em poucos dias, fica claro para Nick que Isabel é a mulher mais obstinada e misteriosa – além da mais interessante – que já cruzou seu caminho. Ao mesmo tempo, ao conhecê-lo melhor, a independente Isabel percebe que há homens em que vale a pena confiar. Enquanto eles põem de lado suas antigas convicções, seus corações se abrem para dar uma chance ao amor.


Eu sempre achei que nasci na época errada, meu sonho era ter nascido no século XIX e ter um romance histórico para chamar de meu. Mas bem, estou eu aqui no século XXI e a gente dá um jeito com o que tem. Logo, mergulhar em romances de época faz parte da jogada, obviamente. 

A Anne fez a resenha para o primeiro livro da série “Os números do Amor” da autora Sarah MacLean. Eu também li o primeiro livro e quero dizer que é um dos meus favoritos. Logicamente, minhas expectativas cresceram só de pensar no segundo e lembrar que o personagem principal ia ser o irmão gêmeo de Gabriel St. John. 

Pérolas e Peliças é o nome de uma revista para damas e nela se encontra o artigo ditando regras de como conquistar um lorde (quase uma revista Capricho da época heim?). E então, entra Lorde Nicholas St. John, que está no topo dessa lista e não está nada feliz com isso hehe. 

O duque de Leighton (tenho certeza que veremos mais desse ser no próximo livro), amigo de Nicholas, pede ajuda então para encontrar sua irmã mais nova, que fugiu de casa. Nick nem mesmo hesita em aceitar e parte para Duncroft em Yorkshire. É nessa busca que o caminho de Nick cruza com o de Isabel Townsend (garota sortuda!!!). 

Ela é uma garota batalhadora, cheia de dívidas deixadas pelo falecido pai e está em busca de soluções para salvar a propriedade em que vive, uma dessas soluções é vender seus bens mais preciosos e Nicholas (sendo um antiquário) entra na sua vida exatamente quando ela mais precisa. 

Isabel é uma pessoa independente, que não confia completamente em ninguém, resultado das diversas desilusões causadas pelo pai, mas Nicholas foi um mocinho exemplar, muito maravilhoso, charmoso, hot (posso continuar pra sempre) e mostrou que estava disposto a batalhar pela confiança dessa mulher teimosa e como nenhuma outra. 

No começo Nick está apenas intrigado e no decorrer do livro eles irritam demais um ao outro (hehe paixão heim?), mas ambos tentaram superar seus problemas para se entenderem (nem que seja com beijinhos) e admiração foi crescendo e se tornando em amor. 

Em quesito de história o livro é divertido, apaixonante, muito bem escrito, com ótimos personagens (Gente, tem muito personagem engraçado), e um plot que flui que é uma maravilha, você termina o livro sem sentir, sério! Eu tive vários momentos em que ri, momento que achei fofo (principalmente nas conversas entre Nick e o irmão de 10 anos de Isabel) e claro momentos sensuais e AWNNNNNNNNNN. 

Entrego então para vocês uma ótima opção para leitura na virada de ano e já imaginar encontrar um romance desse no ano de 2017! Aproveitem e se divirtam, pois Sarah MacLean é uma caixinha de surpresas.


quinta-feira, dezembro 29, 2016

Eu Li: Além-mundos - Scott Westerfeld

Título: 
Além-mundos
Autor: 
Scott Westerfeld
Editora:
 Galera Record

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Scott Westerfeld, autor da série Feios, retorna em mais uma aventura de tirar o fôlego.Darcy Patel escreveu seu primeiro livro em um mês. Não muito tempo depois, se mudou para Nova York, para realizar o sonho de viver de escrever. Lizzie se prepara para mais uma viagem de avião, até terroristas invadirem o aeroporto e começarem a atirar em todos. Desesperada, Lizzie se joga no chão. Eu estou morta, eu estou morta... No fim, está tão convencida de pertencer ao lugar dos mortos que acaba atravessando a fronteira do além-mundo. Darcy criou Lizzie. A menina de Além-mundos é sua protagonista. Enquanto Lizzie se vê cada vez mais envolvida nos assuntos dos mortos e do submundo, Darcy luta para se manter no paraíso do YA, na Big Apple, e quanto mais Darcy aprende e amadurece, mais a história de Lizzie também cresce. Ou seria o contrário? Sempre atravessando as barreiras entre mundos, as duas irão se redescobrir, se reescrever e explorar os infinitos mundos dentro de si mesmas.

Além-mundos nos apresenta duas protagonistas. Elas se encontram em histórias diferentes, onde Darcy faz parte do mundo real e Lizzie faz parte de um universo criado por Darcy. 

Darcy Patel é uma autora jovem, iniciando sua carreira como escritora. O lançamento de Além-mundos para essa menina indiana é um evento que vai mudar sua vida. A história aborda justamente os momentos em que Darcy deixa de ser uma menina que escreveu um livro - cheia de inseguranças e lutando com bloqueios - para uma verdadeira autora, essa já confiante do que fez e do que faz. 

Lizzie é a personagem principal do livro de Darcy, ela se encontra no aeroporto quando esse é atacado por terroristas e por sorte, destino ou instinto de sobrevivência, ela descobre que pode atravessar para o Além-Mundo (uma espécie de submundo para os mortos). Ela embarca então em uma aventura para entender o que é aquele poder, com a ajuda de um espírito indiano gato (Adivinha quem é o par romântico dela, pode adivinhar, eu deixo hehe...). 

Bem, eu poderia dizer que Darcy e Lizzie se interligam apenas pelo fator autor e personagem, mas na verdade, as duas tem muito mais em comum do que pode parecer. São garotas jovens, que estão se descobrindo na vida e essas descobertas são muito mais reveladoras e diferentes do que elas podiam imaginar. 

Eu vou ser sincera e dizer que me conectar com os personagens e com a história foi muito difícil, não que o livro não tenha capacidade de ser incrível (Vamos combinar que a ideia é bem original!), mas os pensamentos das personagens não se adequam ao que está realmente se passando e em muitos momentos eu acabava por achar a cena superficial. Eu queria tanto algo que me chamasse e dissesse: Olha esse mundo que incrível, veja o quanto a gente pode explorar e fazer você querer visitar isso ou conhecer essas pessoas. 

Talvez o fato de a história de ambas as personagens serem dividas em capítulos intercalados tenha prejudicado minha conexão, pois quando eu estava finalmente empolgada com algo, o capitulo acabava e pulava para história da outra. A intenção do autor pode ter sido a de criar o suspense entre as histórias, mas a retomada de capitulo exigia mais força para manter o leitor engajado. 

No geral o livro vale a pena pela experiência diferente e com muita capacidade de uma continuação incrível (não sei se vai ter gente). Para mim Além-mundos não foi um caso de amor, mas eu me diverti em certas partes, o romance é fofo e tem um plot inteligente.


terça-feira, dezembro 27, 2016

Eu Li: O Príncipe do Prazer - Nicole Jordan

Título:
O Príncipe do Prazer
Autora:
Nicole Jordan
Editora:
Planeta - Selo Essência
Série:
Notorious #5

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O marquês de Wolverton, Dare para os íntimos, é conhecido em todo o Reino Unido pela sugestiva alcunha de Príncipe do Prazer. Alto, forte, loiro e com penetrantes olhos verdes, dono de um charme arrasador e uma habilidade ímpar de lidar com cada curva do corpo das mulheres, ele tem o figurino perfeito para esse papel.

Porém, essa sua afamada expertise nada mais é do que uma fuga da dor de ter sido traído pelo grande amor de sua vida: a bela Julienne.
Sua vida tem uma reviravolta quando o caprichoso destino volta a colocá-lo frente a frente com a francesa, agora transformada em atriz famosa. Ao ser convocado para investigar um perigoso traidor da coroa, que trama em favor de Napoleão Bonaparte, ele precisará do talento para a dissimulação de Julienne para desmascarar o criminoso.
Olá meu povo liiiiiiindo...vamos de romance de época?

Nesse mês tive a oportunidade de participar como uma das mediadoras do evento 'Desvendando a Planeta' que teve como proposta apresentar para as pessoas a diversidade de livros lançados pela editora planeta. Cada blogueiro teve que escolher 2 livros para ler em mais ou menos 20 dias, e falar sobre ele no evento. Nem preciso dizer que minhas escolhas foram meio óbvias...um dos livros que escolhi se chama Êxtase, que apesar de não ter uma capa te 'informando' que se trata de um romance de época...justamente se trata disso, e ele foi escrito também pela Nicole Jordan.

Revirando a minha torre de livros 'para serem lidos' percebi que tinha o livro "O Príncipe do Prazer", que ganhei na bienal do livro deste ano da própria editora, que seria o livro seguinte ao Êxtase, então tratei logo de ler. E percebi que ler os livros fora de ordem não me provocou prejuízo na leitura de forma alguma. O livro "Príncipe do Prazer" conta a história por trás de como o Dare, o atual Marquês de Wolverton, se tornou o maior libertino. E o que aconteceu entre ele e a atriz beldade do momento há 6 anos, para que justifique ele querer se vingar dela?

Bem... tudo começa tranquilamente na história...Dare e Julienne 7 anos antes, super apaixonados com altos planos para o futuro e tudo ia bem até o Dare ir contar para o avô dele que iria se casar com uma jovem burguesa francesa...o avô dele naquela época Marquês de Wolverton foi totalmente contrário a essa união apaixonada, e disse ao neto que não iria permitir o casamento. Para um homem apaixonado as palavras do avô não surtiram o efeito esperado, Dare não se afastou de Julienne, até que aconteceu uma coisa imperdoável entre eles. E o compromisso foi desfeito!

Então no segundo capítulo 7 anos depois Julienne não é mais a proprietária de sua lojinha, ela passou a ser a queridinha dos palcos, com sua beleza exuberante e seu talento para a atuação ela conquistou o coração e os palcos por onde passou. Só que dessa vez ela está com a companhia de teatro em Londres, e sabe que corre um risco muito grande de ver Dare. 

Quando ele descobre o que Julienne é agora e como ela está sendo cortejada abundantemente, eis que surge na mente de Dare a oportunidade perfeita de matar 'dois coelhos de uma vez', para toda a sociedade ele é o libertino mais infame de todos os tempos, organizador das festas mais escandalosas, e lindo de doer...mas para um grupo seleto de pessoas ele é um agente de sua majestade, ou um espião por assim dizer, com uma missão: Descobrir quem é o Caliban e impedir que ele continue tramando contra a rainha e seus amigos.

Em meio a investigação Dare acaba relacionando uma pista a um nobre londrino, e Dare não tem outra forma de chegar a verdade a não ser solicitar que a atual paixão desse nobre ajude Dare a descobrir pista, e essa paixão não é ninguém mais ninguém menos que Julienne. Então desafiando o bom senso e os desejos de ambos, eles partem nessa missão de se ajudarem para descobrir quem é o traidor da coroa, claro que cada um deles com seus motivos particulares!

Dare acaba descobrindo o que de fato aconteceu há 7 anos atrás com Julienne, e descobre que as vezes nossa mente pode nos pregar peças irremediáveis. Todos os planos de Dare vão por água abaixo depois que ele descobre a verdade. #FOCANOPRESENTEDARE e a partir deste momento a história tomo um novo rumo. 

É um livro bem dinâmico, de fácil leitura, gostei muito da forma como a autora conseguiu casar mistério, suspense, drama, romance, flerte e algumas cenas hot. E ao contrário do que algumas pessoas podem estar pensando depois da resenha, esse livro é mais cheio de flertes do que cenas hots de fato, o que também pode se tornar um atrativo para as pessoas que estão tentando ler algo desse gênero, mas querem um livro que possam começar levemente. 

E devo admitir que a autora conseguiu inserir na história um vilão bem improvável, e que não teve muita relevância, além do nome e os feitos, no início da história. É como se a autora tivesse conseguido colocar um personagem 'nada haver' no texto de forma muito graciosa e estilosa. #CURTI 

Espero que tenham gostado da resenha..até a próxima!

Beijos!


segunda-feira, dezembro 26, 2016

Eu Li: The Kiss Of Deception - Mary E Pearson

Título:
The Kiss Of Deception
Autora:
Mary E. Pearson
Editora:
DarkSide
Série:
Crônicas de Amor e Ódio

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Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?  Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.

Oi gente...que tal a resenha de um livro que vai virar a sua cabeça?

Acho muito válido contar primeiramente para vocês quem é a mulher por trás dessa história incrível, original e novinha para todos nós. Ela se chama Mary E. Pearson. Esse foi o meu primeiro livro da DarkSide, e apesar da editora caprichar muitíssimo em suas edições, devo admitir que estou acostumada a ver uma foto dos autores nas orelhas dos livros e senti um pouquinho de falta disso. 

Segundo o Skoob:
Mary é formada em Arte pela Long Beach State University. Trabalhou um tempo como artista, até a maternidade. Mais tarde foi para San Diego State University onde recebeu a sua credencial de ensino. Ensinou em muitas séries, mas foram os seus alunos da Segunda Série que a empurraram de volta para a escrita, durante a Oficina de Escrita.
O livro começa contando sobre um mundo novo, onde existem 3 grandes reinos: Morrigan, Dalbreck e Venda. Estes três reinos têm cada um à sua versão da história de como eles pararam de manter relações diplomáticas e comerciais uns com os outros. Em Morrigan segundo as histórias passadas de mãe para filha, e primeira filha do reino tinha sempre poderes especiais que a tornava única e por isso se estabeleceram como uma sociedade mais 'matriarcal'. Dalbreck é um reino tão forte quando Morrigam, e por isso foi decidido a muito tempo que por meio do casamento da princesa de Morrigan com o príncipe de Dalbreck se restabeleceria as relações entre os reinos.

Mas também há o reino de obscuro de Venda, e enquanto os outros dois reinos, Morrigan e Dalbreck, tentam reatar alianças através do casamento, Venda é conhecida por todos como um reino muito bárbaro, e que almeja a guerra, sendo contraria a fusão dos reinos de Morrigan e Dalbreck, e por isso manda o assassino mais letal de sua legião com uma única missão: matar a princesa Arabella Celestine Idirs Jezelia, mas conhecida como Lia.

Lia por mais que tivesse muito respeito por seus pais e amor por seus irmãos, não queria um casamento como o de seus pais. Onde só pode ser visto uma relação comercial, e não há mais afeto. Enquanto ela pensa no que poderia ter acontecido entre eles para chegar a relação fria deles, sua mãe e parte da corte estão fazendo um desenho sagrado nas costas dela e a preparando para o casamento. Lia, tentou conhecer seu noivo antes do casamento para saber se eles poderiam pelo menos ser amigos, mas ele não respondeu ao seu chamado.

Desta forma Lia e sua dama de companhia fogem do castelo com alguns segredos na mochila e vão se esconder em um povoado litorâneo onde vão mudar de identidade e passar a trabalhar como atendentes em uma taverna. E tudo vai bem até o dia que dois amigos chegam na cidade e conhecem Lia na taverna, e ambos despertam o interesse dela, assim como parecem ter um interesse especifico por Lia. Um deles se chama Kaden e o outro se chama Raffe.

Eles não poderiam ser mais opostos, um é mio loiro e com uma face angelical, sempre parece sorrir perto de Lia, e está sempre disposto a ajudar. E o outro sempre parece perdido em pensamentos e sempre olha estranho para Lia, ele possui cabelos negros. Apesar dessas diferenças eles sempre estão cercando Lia. Mal ela sabe que um deles é o príncipe de Dalbreck que veio saber porque ela deixou ele no altar, e o outro é o assassino enviado por Venda para matá-la.

Lia não é o que se espera de uma princesa! Ela não é subserviente as vontades dos pais, sabe esconder muito bem seu rastro e adora passar o tempo com seus irmãos. Por vezes ela é muito teimosa e eu quis dar uns tabefes nela durante a leitura...para ver se ela reagia decentemente sobre algumas situações. Ela também é muito boa em estudar línguas diferentes e aprende com muita rapidez.

O mais interessante do livro é que tem capítulos que são do ponto de vista de Lia, assim como tem capítulos que vem logo em cima da página: Assassino ou Príncipe. E você vai ficando histérico durante a leitura porque até a metade do livro não tem como saber quem é quem...você toda a hora vai chutando qual deles é o assassino. Depois da metade do livro você descobre quem é quem e os capítulos já vem com o nome deles. Mas sugiro que você não vá procurar saber antes de dar continuidade na leitura quem é quem...pois isso meio que atrapalha a leitura...

Infelizmente para Lia ela descobre da pior forma possível qual deles é o assassino, e por fim descobre que o príncipe também estava atrás dela.

A narrativa do livro é bem corrente e sempre temos a sensação de que a autora não queria ter revelado nesse livro quem era o príncipe. Para as pessoas que gostam desse cenário medieval com intrigas, suspenses, assassinato e uma princesa nada recatada, imagino que você vá gostar do livro. E o fato de serem apenas 3 livros das crônicas de amor e ódio deve também ser levado em consideração.

Espero que vocês tenham gostado da resenha...até a próxima!


sexta-feira, dezembro 23, 2016

Eu Li: Delícia, Delícia - Donna Kauffman

Acho que eu nunca tinha visto
tanto trocadilho com doce numa
mesma sinopse...

Título:Delícia, Delícia
Autora:Donna Kauffman
Editora:Valentina
Série:Cupcake Club #1
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Quando a extraordinária confeiteira Leilani Trusdale trocou a agitação de Nova York pela pacata e doce Ilha de Sugarberry, não esperava que seu passado a seguisse. Seu antigo chefe, Baxter Dunne, também conhecido como Chef Hot Cakes, o homem que ensinou a ela que o creme compensa, reaparece desejando filmar seu famoso programa de culinária. O problema é que ele escolheu filmar na Cakes by The Cup, a minúscula e aconchegante confeitaria de Leilani. Com seu olhar de brigadeiro de colher e aquele irresistível sotaque britânico -- que faz a moça babar e seu rosto corar como calda de cereja --, ele fez as fofocas de cozinha rolarem soltas. 

Lani, lá no fundo, só deseja que algumas sejam deliciosamente verdadeiras... Os amigos estão convencidos de que o ex-chefe é o ingrediente que falta para a definitiva receita de felicidade dela. Porém, Baxter terá que botar a mão na massa se quiser tirar do forno um grande, verdadeiro, quentinho e saboroso amor. No Clube do Cupcake, cozinhar é apenas um detalhe. Entre altos papos e doces lambidas, amizades crescem como pão quentinho e a vida vai ficando, hummmm, mais saborosa. Mas quando é preciso decidir entre a vida que você sempre sonhou e o amor da sua vida, só as melhores amigas, as melhores receitas e uma caixa cheia de Red Velvets podem ajudar. É hora de praticar boloterapia!!!
E vamos novamente falar de um romance doce da Valentina! Sério, é doce, mesmo. Tem até receitas de cupcake no final.

Leilani é uma renomada pâtisserie que adora sua receitas e todos os tipos de doces. Ela fez uma longa carreira como confeiteira em Nova York e, inclusive, já trabalhou até com Baxter Dunne: um conhecido chef confeiteiro, dono de uma grande confeitaria (o Gateau, que ela já gerenciou por um tempo) e apresentador de um reality show de cozinha (o Hot Cakes), por quem ela já foi incrivelmente apaixonada. Entretanto, após ter vários problemas com essa paixão pelo chef e com a vida louca de Nova York, ela resolveu abandonar toda a sua vida de confeiteira profissional, para a abrir a pequena confeitaria Cakes by the Cup em uma cidadezinha aos arredores da Geórgia chamada Sugarberry.

Já acostumada com a vida nova e bem mais lenta, Lani só espera ver sua confeitaria crescer e levar suas receitas a todas as pessoas da cidade. O que ela não esperava era que Baxter voltasse para sua vida de repente: ele aparece em Sugarberry, informa que vai filmar seu programa de culinária lá e deseja utilizar a cozinha da Cakes by th Cup. E se isso não fosse suficiente, ele ainda se declara para ela.

Extremamente perdida com a confusão que sua vida vai virar, tentando fingir que já não sente mais nada pelo Chef e lutando para lidar com as fofocas da cidade, a única coisa que acalma Leilani é o clube do cupcake: um lugar para cozinhar com suas amigas, esquecer dos problemas do cotidiano e praticar a "boloterapia".

Lani cutucou a amiga, mas ela própria estava com dificuldades de conter um sorriso. Quando isto aconteceu?, se perguntou, parada ali em sua minúscula e lotada cozinha, no meio da noite. Mas a verdade era que... ela realmente não se importava. Na verdade, pensou, sorrindo para si mesma, estava divertido.- Sejam vem-vindas ao Clube do Cupcake - murmurou bem baixinho.

O Delícia, Delícia é aquele livro de romance sem muitas curvas de roteiro. É aquela história bem linear, que você sabe mais ou menos como vai terminar, mas se diverte com o meio da trama. A Leilani é um protagonista meio perdida: é apaixonada pelo Baxter, mas sofreu muito com isso na época em que trabalhava para ele por causa das fofocas dos outros funcionários. Quando ela abandonou tudo e foi para Sugarberry, resolveu esquecer dele também. Só que, quando ele aparece e se declara para ela, imaginei que o mais lógico seria ela ficar logo com ele e pronto, mas não acontece. Uma boa parte da trama vai se enrolando nisso e acaba sendo meio chatinho. Fora que, pra uma protagonista, achei o personagem da Lani raso demais. Donna Kauffman se preocupou tanto em se aprofundar no personagem do Baxter, que acabou esquecendo um pouco da confeiteira, coisa que pra mim fez falta.

A outra parte da trama que envolve o dilema de Leilani entre abandonar a vida calma de Sugarberry (que ela adora) ou seguir uma vida com Baxter (justamente por isso ela tentar fugir do romance com o Chef) até convence, mas acaba ficando repetitiva também. A minha sensação geral é que o livro poderia ser muito mais curto.

Por outro lado, toda a parte que envolve o Clube do Cupcake em si e as amigas de Leilani (em especial a Charlotte) é muito engraçado. A ideia por trás da boloterapia (um dia eu testo essas receitas do livro) de cozinhar para relaxar funciona muito bem na trama e trás os diálogos mais engraçados do livro. A parte hot (que é meio curtinha) é bem colocada (ui): Donna Kauffman trás umas descrições bem interessantes e melhores que muito livro erótico que eu vejo por aí. Aliás, a capacidade de descrever da autora como um todo é um ponto alto. Tem horas que dá pra sentir o cheiro de todas as receitas que estão sendo descritas ali: definitivamente preciso provar um cupcake red velvet.

Enfim, Delícia, Delícia é um bom romance para você sair daquela ressaca literária e curtir umas receitas de doces. Apesar de bem divertido, se fosse um tanto mais curto, teria me entretido mais.



sábado, dezembro 17, 2016

Nerdice Pai D'égua #16 - Livros, Quadrinhos e Mangás da CCXP

E foi épico mesmo!
Siiiim, pessoal, a Comic Con Experience 2016 acabou, mas ainda temos muita coisa para falar sobre ela. Não viu nossa cobertura? Mas que vacilo. Siga nosso Instagram e não perca as próximas novidades (vem algumas coisas por ai)! Enfim...

A Comic Con é o evento mais nerd do ano no Brasil e com ela vem, claro, os gastos. Várias editoras preparam atrações especiais e lançamentos para esse evento e vamos falar um pouquinho sobre alguma ótimas aquisições da feira, todas super indicadas para todos. Vamos lá:

1 - A Rosa e o Espinho - Theodora Goss

Duas história, um amor. 

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Quando Evelyn Morgan entrou na livraria da pequena cidade de Clews não imaginava que iria encontrar ali seu grande Amor... E quando Brendan Thorne entregou-lhe um romance medieval, também não sabia que tal fato mudaria tudo... Era como se os dois fizessem parte daquele velho livro e a história de Amor registrada naquelas páginas ganhasse vida. A Rosa e o Espinho é um artefato literário especial: o leitor é convidado a escolher qual lado da história prefere ler primeiro, pois, neste caso, o livro dispõe um formato sanfonado. Não há exageros estilísticos e estruturais, de forma que a leitura seja ainda mais prazerosa e apaixonante. Um Amor eterno, onde o fim é só o recomeço.



O Stand da Plataforma 21 (editora V&R) estava espetacular. A editora de Maze Runner criou um ambiente bem estilizado, meio steampunk e tinha ótimas promoções. 

Plataforma 21 e seu espaço
Eis que encontrei esse livrinho a venda: A Rosa e o Espinho. Ele tem um proposta diferente, que ainda não tinha visto. Ele é sanfonado, sendo que, cada lado do livro conta a história vista por um personagem diferente.



O livro estava R$15,90... Não deu pra resistir. Resenha em breve.



2 - Ghost in the Shell - Shirow Masmune

Segura esse hype

Influenciado por obras “cyberpunk” do final dos anos 1980 como Akira e por filmes como Blade Runner – O Caçador de Androides, o cenário escolhido por Shirow para The Ghost in the Shell foi o futuro distópico de 2029, onde a alta tecnologia se mistura a uma sociedade decadente e desigual.
É nesse mundo à beira do colapso que a Major Motoko Kusanagi encabeça a Seção 9 da Segurança Pública. Motoko é uma ciborgue altamente treinada incumbida de desmantelar uma série de crimes cibernéticos realizados por um hacker conhecido como o Mestre dos Fantoches.
Em meio à caça ao criminoso virtual, Masamune Shirow insere na trama questionamentos existencialistas, ponderando até mesmo se alguém provido meramente de Inteligência Artificial é, de fato, um ser vivo. E foi exatamente essa mistura de ficção científica, ação e temas filosóficos que fizeram do mangá The Ghost in the Shell uma leitura obrigatória.

Outra área que estava muito interessante foi a Anime Experience. Lá havia a exposição com as 12 armaduras de ouro de Cavaleiros do Zodíaco, alguma lojas de action figures de animes e a loja da JBC, que estava trazendo vários lançamentos. Um deles (esperadíssimo) é Ghost in the Shell.

Ghost in the Shell é uma das obras da cultura cyberpunk mais cultuadas que existem. Foi adaptado para uma versão anime em 1995, que fez sucesso e gerou uma grande quantidade de continuações, spin-ofs e stans-alones. Eis que ano que vem sairá uma versão live action protagonizada pela Scarlett Johansson e, aproveitando o hype, a JBC relançou no Brasil o mangá de Ghost In the Shell em uma edição única. 

E está linda. A capa da imagem acima é uma jacket. Por si só já é ótima, mas se você preferir, pode retirar e usar a capa original. Além disso, diferente da maioria das publicações de mangás no Brasil, algumas páginas dessa edição são coloridas, assim como a versão original.




3 - O cão de caça e outras histórias (H. P. Lovecraft) e Nijigahara Holograph (Inio Asano)

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Com adaptação e arte de Gou Tanabe, o mangá é baseado em três contos escritos pelo autor americano H.P. Lovecraft, famoso principalmente por seus trabalhos no gênero de horror e terror.

“H.P. Lovecraft: O Cão de Caça e Outras Histórias” foi publicado originalmente no Japão entre 2009 e 2014, nas páginas da revista Comic Walker, e apresenta adaptações dos contos “The Temple”, “The Hound” e “The Nameless City”.







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Com palco no terreno chamado Nijigahara, o passado e o presente dos alunos de uma escola se entrelaçam intensamente. O boato sobre o monstro que vive no túnel, o segredo que cada família carrega, um “surto” de borboletas que infestam a cidade… Através dos infindáveis eventos e “linhas do destino”, o mestre Inio Asano convida o leitor para adentrar um mundo nunca antes visto.



E mais uma vez a JBC esvaziando a minha carteira. Esse era o "Combo Terror Psicológico". Levando os dois mangás, você tinha um desconto muito interessante. Eu, como fã de Lovecraft e fã recente de terror não podia perder essa. 




4 - O Despertar do Cthulhu em quadrinhos - Vários Autores


Ó, o bicho vindo...
O Desespero é verde

A cultuada obra de H. P. Lovecraft é a principal inspiração dessa coletânea com oito HQs que transportarão a imaginação para o lado mais obscuro da mente humana, um horror cósmico em preto, branco e verde.



São 168 páginas desesperadoras onde criaturas tão antigas quanto o universo são capazes de corromper a alma humana apenas com sua presença. Onde a doença, a loucura e a perversão são pano de fundo para histórias que vão testar os limites de sua sanidade.



A organização do álbum envolveu Raphael Fernandes, que maculou a alma do time de quadrinistas formado por Dudu Torres, Antonio Tadeu, LuCas Chewie, Airton Marinho, Fabrício Bohrer, Caiuã Araújo, Marcio de Castro, Lucas Pereira, Samuel Bono, Jun Sugiyama, Daniel Bretas, Hilton P. Rocha, Bárbara Garcia e Elias Aquino. Todos perdidos em uma enigmática capa de João Pirolla.



O despertar de Cthulhu em Quadrinhos é o horror que não pode ser pronunciado, perca-se em imagens e histórias que não deveriam ter sido concebidas. Agora não há mais volta para os envolvidos pelos tentáculos do desespero, é hora de acordar para uma realidade decadente e tingida em apenas duas cores.


Outra área muito legal da Comic Con Experience é o Artists' Alley. Lá é possível encontrar uma infinidade de artistas nacionais e internacionais expondo suas obras, originais e posters, tudo a ótimos preços. Fora a oportunidade de conhecer o artista por trás dos quadrinhos que você curte. 

E nas andanças por lá encontrei esse quadrinho: o despertar do Cthulhu é uma coletânea organizada pela editora Draco, com oito contos em quadrinhos que buscam trazer um pouco do terror inominável de H. P. Lovecraft e sua mítica criatura, o Cthulhu. A edição está espetacular, toda em tons de verde e com artes impecáveis. Sem contar que a minha tem autógrafo. 

5 - Pretérito mais que Perfeito - Vários Autores


Um banco. Um lugar participa da vida de todas as pessoas que passam por ele compartilhando suas vidas, dramas, emoções, momentos. talvez com o tempo de sua existência, esse lugar comece a acumular esses pedaços de vida, esses pequenos momentos vividos de que ele só entendeu uma parte, um excerto, um quadro da história toda. 


Outra aquisição do Artists' Alley (também está autografado) e essa eu adquiri após uma indicação. A HQ traz uma viagem pelo tempo (desde 1869 até 2032) por Belém do Pará. Sempre tendo como pano de fundo a Praça de Republica. A edição está realmente muito bonita e com a arte impecável.


6 - Pieces: partes do todo e Terapia - Mario Cau





Um olhar poético sobre os pequenos pedaços que constroem a vida, seus encontros e desencontros, desejos, corações partidos e amizades. São peças de um quebra-cabeça que desconhecemos por completo.










Da bem-sucedida web-comic para as páginas de quadrinhos. Terapia é a história de um garoto que, mesmo tendo uma vida normal, não se sente feliz. E, o fato de não identificar o motivo de sua angústia, o leva a se afogar em um infinito de questões.
Contudo, na sala de seu terapeuta, passa a explorar seu presente, suas inseguranças, mergulhando fundo em recordações nebulosas, pela busca do eu.
Enquanto constrói e desconstrói tudo o que sente, vive e deseja, refugia-se em velhas canções de blues – visualmente bem expressadas nesta instigante HQ –, cujas letras empoeiradas parecem explicar o mundo (e a si mesmo) de forma muito mais satisfatória. 






Mais pérola do Artists' Alley. Conheço o Mario Cau já há um tempo, desde que eu comprei uma Graphic Novel da Dom Casmurro adaptada por ele e pelo Felipe Greco. A arte é espetacular e pude ver ele desenhando ao vivo o autógrafo na HQ.



Aproveitei a visita e comprei duas novas obras dele. A primeira, Pieces, é uma conjunto histórias curtas com tema cotidiano, vistas de uma forma poética. A segunda é Terapia, uma webcomic (é possível ler nesse link: http://petisco.org/terapia/) desenvolvida em parceria com Marina Kurcis e Rob Gordon e que saiu num impresso de capa dura pela editora Novo Século. Ambas são muito lindas, recomendo a leitura para todos.

Ufa... Foi muita coisa não? Mas aguardem que ainda tem mais sobre a CCXP.

terça-feira, dezembro 13, 2016

Eu Li: A Vida, O Universo e Tudo mais - O Guia do Mochileiro das Galáxias #3 - Douglas Adams

Título: A vida, o universo e tudo mais
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Série: O Guia do Mochileiro das Galáxias
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Após as loucas aventuras com seus estranhos amigos em O Guia do Mochileiro das Galaxias e O Restaurante no Fim do Universo, Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina.Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos terríveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.
Este é o terceiro volume da "trilogia de cinco" de Douglas Adams, um dos mas cultuados escritores de ficção científica de todos os tempos. Seu humor corrosivo e sua habilidade em criar situações improváveis tornam seus livros fundamentais para qualquer um que tenha capacidade de debochar de si mesmo.
Usando o planeta Krikkit como paródia da nossa sociedade e das guerras raciais, Adams cria uma história divertida, inteligente e repleta dos mais inusitados significados sobre a vida, o Universo e tudo mais.

E lá vamos nós mais uma vez para a loucura intergalática de Douglas Adams. Mas, atenção: essa é a resenha do terceiro livro e ela pode conter alguns spoilers leves do anteriores. Se quiser ler as outras resenhas é só clicar nos links a seguir:


Após todas as loucuras ocorridas desde a destruição da Terra; passando por uma visita ao Milliways, o restaurante que fica à beira do fim do universo; até uma viagem para tentar encontrar aquele que realmente manda na galáxia (esqueça o Presidente, ele é só uma marionete), Arthur Dent e Ford Prefect acabam presos no planeta Terra pré-histórico. Eles passam separados por cinco anos (Ford decidiu visitar a África pré-histórica e passar um tempo fingindo ser um limão) até que, quando Arthur já está a beira da loucura por não conseguir falar com ninguém, Ford reaparece. O reencontro de ambos seria ótimo, não fosse o surgimento repentino de um sofá chesterfield, viajante do continum espaço-tempo. Ao capturarem-no, ambos são transportados para o futuro: mais precisamente dois dias antes da destruição da Terra (que ocorreu no primeiro livro), para uma arena de críquete em Londres. 

Antes que pudessem ter qualquer reação, uma horda de robôs assassinos aparece e começa a atacar as pessoas da arena com o objetivo de roubar "As Cinzas" (em inglês "The Ashes", um dos troféus máximos do críquete). Em meio a toda a confusão surge ainda mais um alienígena, esse chamado Slartibatfast, que salva Arthur e Ford. Em sua nave, ele explica a eles tudo o que está acontecendo: os robôs são servos de um antiga raça do universo conhecida como Krikkit. Os Krikkit tinham como objetivo destruir todos os seres do universo que não pertencessem a sua raça e, justamente por isso haviam sido presos numa outra dimensão. As Cinzas eram um dos itens necessários para liberá-los dessa dimensão e por isso os robôs estavam atrás dela. Outros artefatos precisam ser encontrados para que os Krikkit voltem à liberdade e, aparentemente e sem nenhum motivo lógico, Arthur é o único que pode impedi-los

Muito doido? Não, é só o Douglas Adams surtando de novo.

Nesse terceiro livro da série, Douglas Adams está mais sarcástico que nunca. A trama em si, que em algum momento vai acabar juntando novamente toda a tripulação da Coração de ouro (sim, esperem Zaphod e Trillian aparecerem novamente) para que eles tentem frustrar o plano dos alienígenas xenófobos é apenas um pano de fundo para que o autor surte cada vez mais nas críticas a sociedade e no humor non-sense. A própria raça ter um nome parecido com um jogo que o ingleses adoram (krikkit e críquete) em certo momento vira uma daquelas piadas que você sente culpa por rir. Douglas Adams aproveitas esse contexto e faz várias críticas pesadas às guerras raciais, à dominação que a Inglaterra impôs a outros países e a todo um panorama político de uma forma que ainda funciona perfeitamente nos dias de hoje

Fora isso, as citações do Guia do Mochileiro da Galáxias (e agora de algumas outras obras da literatura galática) aparecem um pouco mais pontualmente nesse livro, mas igualmente hilárias.

Fatos importante extraídos da História Galáctica, número um:
(Reproduzido do Livro de História Galáctica Popular do Sideral Daily Mentioner's)
O céu noturno do planeta Krikkit é a vista menos interessante de todo o Universo
Sem contar todas as tramas paralelas que fazem ótimas pontuações em toda a trama. Desde um alienígena imortal que resolveu viajar por todos os tempos da galáxia para xingar todos os seres vivos em ordem alfabética e apareceu para Arthur quando esse ainda estava preso na pré-história:

A criatura alienígena franziu o rosto e consultou uma espécie de prancheta que estava segurando com sua mão esguia de alienígena.
- Arthur Dent? - disse ele.
Arthur assentiu, balançando a cabeça.
-Arthur Philip Dent? - prosseguiu o alienígena, com tom de voz firme.
- Ahhh... ah,,, sim,,, éééé... éééé - confirmou Arthur.
- Você é um idiota - repetiu o alienígena -, um bundão completo.
- Ehhh...
(...)
A nave elevou-se no ar, removendo seu peso como quem joga uma capa no chão, e pairou por um instante. Balançava estranhamento no céu da tarde. Passou pelas nuvens, iluminando-as brevemente, e depois se foi, deixando Arthur sozinho, naquela imensidão de terra, dançando uma pequena dança patética e sem sentido
Ou a trama de Agrajag, um alienígena que foi morto por Arthur várias vezes, por acidente e deseja se vingar do terráqueo. Ou, ainda a trama de Marvin, o androide depressivo, conversando com vários colchões num pântano. E o non-sense segue por aí em diante.

Enfim, A Vida, O universo e Tudo mais conseguiu ser mais louco que  O Restaurante no fim do universo e mais sarcástico que o Guia do Mochileiro das Galáxias. Não dava pra dar outra nota senão:

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