terça-feira, dezembro 13, 2016

Eu Li: A Vida, O Universo e Tudo mais - O Guia do Mochileiro das Galáxias #3 - Douglas Adams

Título: A vida, o universo e tudo mais
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Série: O Guia do Mochileiro das Galáxias
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Após as loucas aventuras com seus estranhos amigos em O Guia do Mochileiro das Galaxias e O Restaurante no Fim do Universo, Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina.Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos terríveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.
Este é o terceiro volume da "trilogia de cinco" de Douglas Adams, um dos mas cultuados escritores de ficção científica de todos os tempos. Seu humor corrosivo e sua habilidade em criar situações improváveis tornam seus livros fundamentais para qualquer um que tenha capacidade de debochar de si mesmo.
Usando o planeta Krikkit como paródia da nossa sociedade e das guerras raciais, Adams cria uma história divertida, inteligente e repleta dos mais inusitados significados sobre a vida, o Universo e tudo mais.

E lá vamos nós mais uma vez para a loucura intergalática de Douglas Adams. Mas, atenção: essa é a resenha do terceiro livro e ela pode conter alguns spoilers leves do anteriores. Se quiser ler as outras resenhas é só clicar nos links a seguir:


Após todas as loucuras ocorridas desde a destruição da Terra; passando por uma visita ao Milliways, o restaurante que fica à beira do fim do universo; até uma viagem para tentar encontrar aquele que realmente manda na galáxia (esqueça o Presidente, ele é só uma marionete), Arthur Dent e Ford Prefect acabam presos no planeta Terra pré-histórico. Eles passam separados por cinco anos (Ford decidiu visitar a África pré-histórica e passar um tempo fingindo ser um limão) até que, quando Arthur já está a beira da loucura por não conseguir falar com ninguém, Ford reaparece. O reencontro de ambos seria ótimo, não fosse o surgimento repentino de um sofá chesterfield, viajante do continum espaço-tempo. Ao capturarem-no, ambos são transportados para o futuro: mais precisamente dois dias antes da destruição da Terra (que ocorreu no primeiro livro), para uma arena de críquete em Londres. 

Antes que pudessem ter qualquer reação, uma horda de robôs assassinos aparece e começa a atacar as pessoas da arena com o objetivo de roubar "As Cinzas" (em inglês "The Ashes", um dos troféus máximos do críquete). Em meio a toda a confusão surge ainda mais um alienígena, esse chamado Slartibatfast, que salva Arthur e Ford. Em sua nave, ele explica a eles tudo o que está acontecendo: os robôs são servos de um antiga raça do universo conhecida como Krikkit. Os Krikkit tinham como objetivo destruir todos os seres do universo que não pertencessem a sua raça e, justamente por isso haviam sido presos numa outra dimensão. As Cinzas eram um dos itens necessários para liberá-los dessa dimensão e por isso os robôs estavam atrás dela. Outros artefatos precisam ser encontrados para que os Krikkit voltem à liberdade e, aparentemente e sem nenhum motivo lógico, Arthur é o único que pode impedi-los

Muito doido? Não, é só o Douglas Adams surtando de novo.

Nesse terceiro livro da série, Douglas Adams está mais sarcástico que nunca. A trama em si, que em algum momento vai acabar juntando novamente toda a tripulação da Coração de ouro (sim, esperem Zaphod e Trillian aparecerem novamente) para que eles tentem frustrar o plano dos alienígenas xenófobos é apenas um pano de fundo para que o autor surte cada vez mais nas críticas a sociedade e no humor non-sense. A própria raça ter um nome parecido com um jogo que o ingleses adoram (krikkit e críquete) em certo momento vira uma daquelas piadas que você sente culpa por rir. Douglas Adams aproveitas esse contexto e faz várias críticas pesadas às guerras raciais, à dominação que a Inglaterra impôs a outros países e a todo um panorama político de uma forma que ainda funciona perfeitamente nos dias de hoje

Fora isso, as citações do Guia do Mochileiro da Galáxias (e agora de algumas outras obras da literatura galática) aparecem um pouco mais pontualmente nesse livro, mas igualmente hilárias.

Fatos importante extraídos da História Galáctica, número um:
(Reproduzido do Livro de História Galáctica Popular do Sideral Daily Mentioner's)
O céu noturno do planeta Krikkit é a vista menos interessante de todo o Universo
Sem contar todas as tramas paralelas que fazem ótimas pontuações em toda a trama. Desde um alienígena imortal que resolveu viajar por todos os tempos da galáxia para xingar todos os seres vivos em ordem alfabética e apareceu para Arthur quando esse ainda estava preso na pré-história:

A criatura alienígena franziu o rosto e consultou uma espécie de prancheta que estava segurando com sua mão esguia de alienígena.
- Arthur Dent? - disse ele.
Arthur assentiu, balançando a cabeça.
-Arthur Philip Dent? - prosseguiu o alienígena, com tom de voz firme.
- Ahhh... ah,,, sim,,, éééé... éééé - confirmou Arthur.
- Você é um idiota - repetiu o alienígena -, um bundão completo.
- Ehhh...
(...)
A nave elevou-se no ar, removendo seu peso como quem joga uma capa no chão, e pairou por um instante. Balançava estranhamento no céu da tarde. Passou pelas nuvens, iluminando-as brevemente, e depois se foi, deixando Arthur sozinho, naquela imensidão de terra, dançando uma pequena dança patética e sem sentido
Ou a trama de Agrajag, um alienígena que foi morto por Arthur várias vezes, por acidente e deseja se vingar do terráqueo. Ou, ainda a trama de Marvin, o androide depressivo, conversando com vários colchões num pântano. E o non-sense segue por aí em diante.

Enfim, A Vida, O universo e Tudo mais conseguiu ser mais louco que  O Restaurante no fim do universo e mais sarcástico que o Guia do Mochileiro das Galáxias. Não dava pra dar outra nota senão:

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