Publicações literárias para o mês do Orgulho LGBTQIA+
7 de junho de 2021
Olá, querides!
Junho é um mês muito significativo para quem é ou acompanha pautas LGBTQIA+ pois é o mês do Orgulho!
É um mês representativo que, além de celebrar o amor em todas as suas formas, é um período de diversos eventos que pautam e celebram assuntos e pessoas LGBTQIA+.
Como supracitado, é um mês representativo pois as pautas levantadas são necessárias e pertinentes todos os dias! Cabe à nós, enquanto sociedade, defender e celebrar a diversidade e o amor! (Sim, é um dos meus delírios comunistas!)
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Fonte |
Visto que o blog Garota pai d´égua é um espaço para promover literatura, queremos celebrar os nossos querides escritores!
Abaixo aponto algumas publicações de autoria ou protagonismo LGBTs com lançamentos para o mês de junho, então fiquem atentes às indicações:
Por Fernanda Karen
#Diferentona 06 - A pata da gazela - José de Alencar
1 de maio de 2019

Título:A pata da gazelaAutor:José de AlencarEditora:Martin Claret
José de Alencar é um dos maiores representantes da ficção romântica nacional e um dos fundadores de uma literatura brasileira autônoma de Portugal.
Em A pata da gazela, Alencar dialoga com dois clássicos da literatura ocidental: a Cinderela de Perrault e o leão amoroso de La Fontaine.
Por ser um romance urbano, procura fotografar a alta sociedade carioca do século XIX, retratando com ironia, humor e elementos de suspense a história de um triângulo amoroso entre Amélia, Horácio e Leopoldo.
A pata da gazela é uma obra leve e divertida, que lida com diferentes perspectivas do amor à primeira vista.
Olá, leitores!
Dia 01 de maio, além de ser o dia do trabalhador, também é dia de celebrar a literatura brasileira!
O dia foi instituído em homenagem ao aniversário de um dos mais importantes autores do Romantismo Brasileiro, José de Alencar, que nasceu em 1829, no Ceará.
Quem prestou vestibular para universidades públicas no Pará deve lembrar muito bem do nome pois o autor era cotado para nossas temidas leituras obrigatórias. No entanto, a diferentona que vos escreve lia muito esses autores clássicos na adolescência. Inclusive, li primeiro Machado de Assis para depois mergulhar no mundo viciante de Stephanie Meyer rsssssss.
Assim sendo, no ensino médio, logo após ler "A moreninha" de Joaquim Manuel de Macedo, e me apaixonar pela prosa deliciosa, uma professora me indicou "A pata da gazela". Não o li logo após a indicação (/aquelas), mas li vários livros de José de Alencar e sempre os achei doces num ponto que não enjoativos. A linguagem é rebuscada, sim, mas temos que levar em consideração a época que a obra foi escrita e publicada.
Porém, se engana quem acha que é uma leitura difícil. Sem falar que os termos daquela época são charmosíssimos com o adendo de que os romances de José de Alencar costumam serem simples, mas bem trabalhados.
Por Fernanda Karen
Bem-vindos a semana nacional pai d'égua
15 de outubro de 2018
Olá, leitores!
Neste mês de outubro estamos promovendo semanas temáticas em comemoração ao nosso aniversário de 8 anos de blog Garota Pai D'Égua e, nesta terceira semana focaremos em livros, autores e eventos nacionais!
A Semana Nacional já é uma tradição nossa pois queremos estimular a leitura local e, claro, celebrar nossos queridos e maravilhosos livros brasileiros. Falamos sobre muitos no decorrer desses 8 anos de existência e continuaremos trabalhando com essa iniciativa por muito mais tempo.
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Ordem, progresso e #EleNão |
É uma temática bastante conveniente para a semana em questão visto que teremos diversas programações de autores nacionais durante esses dias e iniciarei constando essa agenda para vocês!
Por Fernanda Karen
Experiências de Leitura: Agenda para a Bienal de SP 2018
1 de agosto de 2018
Olá, leitores mais lindos do Brasil!
A Bienal do Livro de SP de 2018 está chegando e alguns dos colunistas aqui do blog vão marcar presença para amar livros e, claro, para trazer novidades (e brindes) para vocês!
ESTAMOS MUITO ANIMADOS!
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Vem, Bienaaal |
Provavelmente teremos as perspectivas de Anne e Victor em formas de posts aqui no blog também então os conteúdos irão fervilhar!
Eu, particularmente, já tenho em mente os eventos que irei dar as caras por lá - que serão basicamente para celebrar autores nacionais - portanto irei dividir a minha agenda com vocês para, quem sabe, nos encontrarmos pelas filas e etc.
Só deixando claro que ficarei apenas no 1° final de semana de evento, portanto, terão muitas outras atrações. Vocês podem conferir a programação completa da Bienal de 2018 AQUI.
Por Fernanda Karen
Garota Pai D'égua entrevista o autor Maurício Coelho
7 de junho de 2015
Oiiiiiiiiii gente!
Estou ficando muito empolgada com as oportunidades que surgem de entrevistas com autores nacionais para o blog, se você conhece algum autor de livros físicos ou de e-books, que tenha uma história bem legal, mande a dica para mim! Vou fazer o máximo para entrar em contato e perturbar o referido autor até eu conseguir...kkk... desde já agradeço as dicas!!!
Dessa vez, tive o prazer de conhecer e bater um papinho cabeça rápido (mesmo que virtualmente, né Maurício? kkk) através de um dos contatos da Miss Fofinha (@FernandaKaren), os trabalhos do autor e tradutor, Maurício Coelho.
Apaixonado por Lewis Carroll e um historiador fantástico de nossa amada terrinha das mangueiras, teremos o prazer de conhecer um pouco mais do seu trabalho e de sua jornada no mundo editorial. E claro, conferir as respostas a algumas perguntinhas básicas.
Então mais uma vez, obrigada pela entrevista Maurício!! E lá vamos nós às apresentações.
Obras:
- A Cuidadosa Alice;
- Autor selecionado em 2014 no concurso nacional de novos poetas;
- Autor de Fogo Fátuo, uma história fantástica bem regional;
- E um dos autores presentes no livro Horas Sombrias;
Bem diversificado o trabalho do Maurício, heim? Histórias de terror, antologias, poemas e Lewis. E esses são APENAS os trabalhos publicados dele, ainda podemos encontrar ele no nosso amado Wattpad, com as histórias:
E agora, hora da entrevista!
Anne Magno entrevista:
1 - Direto das ciências biológicas para as páginas dos livros. Como surgiu essa oportunidade no universo literário?
Acho que surgiu no inicio de 2014 quando publiquei a minha tradução de Lewis Carroll.
2 - Pode parecer meio clichê, mas com essa versatilidade entre contos, poesias e antologias, de onde vem a inspiração?
2 - Pode parecer meio clichê, mas com essa versatilidade entre contos, poesias e antologias, de onde vem a inspiração?
Sempre gostei de ler, desde criança, acho que a inspiração para os meus contos veio das tantas obras que costumo ler.
3 - Conheço autores que leem e releem várias vezes seus trabalhos, e às vezes são muito críticos com os mesmos. Como se dá sua relação com as suas? Você tem leitores betas?
3 - Conheço autores que leem e releem várias vezes seus trabalhos, e às vezes são muito críticos com os mesmos. Como se dá sua relação com as suas? Você tem leitores betas?
Eu
releio o meu trabalho apenas para ver se tem algum ponto faltando ou
até mesmo se errei alguma coisa. Como são histórias
curtas, não me preocupo em ser muito critico comigo mesmo.
Não tenho
leitores betas, mas sempre envio os meus contos para alguns amigos, mas
eles simplesmente respondem se gostaram ou não gostaram. Também publico
alguns contos no Wattpad.
4 - Muito além de seus próprios manuscritos, você ainda acha tempo e disposição para traduzir uma das obras de Lewis Carrol. Como surgiu essa oportunidade? Qual a sua ligação com o autor?
4 - Muito além de seus próprios manuscritos, você ainda acha tempo e disposição para traduzir uma das obras de Lewis Carrol. Como surgiu essa oportunidade? Qual a sua ligação com o autor?
A oportunidade surgiu quando eu vi que a obra The
Nursery Alice ainda não tinha versão para o português e como eu gosto de Alice
desde criança resolvi traduzir a obra para a língua portuguesa.
5 - Sendo Carrol um clássico, podemos compreender que suas tendências literárias estão entre esses clássicos? Você poderia nos dar 3 nomes de autores de que gosta?
5 - Sendo Carrol um clássico, podemos compreender que suas tendências literárias estão entre esses clássicos? Você poderia nos dar 3 nomes de autores de que gosta?
Mark Twain nos diz que “clássico” é todo um livro em que as pessoas elogiam, mas ninguém lê. Mark Twain é um clássico. E sim, eu gosto e leio muito os clássicos. Citar 3 autores é muito pouco. Gosto bastante das obras de H.G Wells, Verne e Philip K. Dick
6 - Para nossos leitores que almejam escrever seus contos e livros, você poderia deixar uma mensagem?
Acredito que eles devam ter perseverança e não desistirem quando uma editora recusar um original. Devem continuar tentando
e devem ler bastante. A leitura é fundamental.
Adorei minha conversinha com o autor e a curiosidade sobre as histórias dele só aumentou ainda mais. #PARTIU começar as leituras pelo Wattpad. Espero que vocês estejam curtindo essa semana pai d'égua, e esse post no blog, tanto quanto eu!
Abraços de urso...até a próxima!
Por Anne Magno
[Resenha Dupla] O Artífice - Tony Ferraz
27 de setembro de 2014

Título:
O Artífice
Autor:
Tony Ferraz
Editora:
Universo dos Livros
Onde Comprar:
Saraiva | Submarino | FNAC
Em dias de tempestade, um assassino que mata através de armadilhas extremamente elaboradas vem enganando a polícia londrina numa série de crimes inusitados. Haryel Kitten é um detetive inteligente, prático e muito dedicado ao seu trabalho, que agora tem o desafio de desvendar o que há por trás desse mistério.
Mas será que há forças sobrenaturais agindo? Detalhes dos crimes permanecem obscuros, o serial killer, apelidado pela mídia de Artífice, faz com que Haryel trilhe um caminho sem volta. Quanto mais ele se aprofunda na investigação, menos compreende o que está acontecendo. O detetive fará tudo que estiver ao seu alcance para montar esse quebra-cabeça. Mesmo que sua própria vida corra perigo...
A: A capa chamou muito a minha atenção em uma das minhas andanças na bienal deste ano em São Paulo. Li a sinopse na capa do livro, e achei interessante, apesar de não curtir muito romances policiais. O que me convenceu definitivamente a ler o livro, foi o autor falando sobre o mesmo para mim.
B: A polícia londrina está tendo que lidar com um serial killer que mata através de armadilhas muito bem elaboradas, usando materiais de fabricação própria, que não podem ser rastreados. Diante do mistério envolvendo os crimes, Haryel Kitten, um detetive habilidoso, é convocado para se unir ao time que investiga os motivos dos crimes e o assassino.
B: A polícia londrina está tendo que lidar com um serial killer que mata através de armadilhas muito bem elaboradas, usando materiais de fabricação própria, que não podem ser rastreados. Diante do mistério envolvendo os crimes, Haryel Kitten, um detetive habilidoso, é convocado para se unir ao time que investiga os motivos dos crimes e o assassino.
A: No inicio da leitura admito que alguns parágrafos foram um desafio, pois eles eram descrições de ensinamentos e dizeres Budistas e Taoistas. Mas eu resolvi seguir o conselho do mestre budista logo no inicio do livro, não parei para tentar decifrar, só deixei as palavras vagarem em minha mente, nesses parágrafos.
B: Eu não consegui fazer isso! É contra minha natureza não tentar decifrar, o que geralmente é bom, mas que nesse caso me deixou totalmente perdida. Eu lia e relia os trechos, mas não conseguia entender. Frustração define!
B: Eu não consegui fazer isso! É contra minha natureza não tentar decifrar, o que geralmente é bom, mas que nesse caso me deixou totalmente perdida. Eu lia e relia os trechos, mas não conseguia entender. Frustração define!
A: Com o decorrer dos assassinato e das investigações, eu comecei a ficar ainda mais curiosa, acredito que isso é um ponto positivo do livro, pelo menos para mim, que as vezes preciso ser provocada pelo livro para continuar a leitura.
B: A investigação é realmente muito boa. O modo como o assassino mata é intrigante, e não conseguimos achar nenhum ligação aparente entre as vítimas. Num primeiro momento só acompanhamos a descoberta dos corpos, as impressões inicias, a surpresa pelo fato de todas as armas usadas terem fabricação artesanal. Depois começamos a acompanhar os assassinatos do ponto de vista do assassino e o modo como ele age, como ele amedronta as vítimas, começa a nos levar a tentar fazer ligações como os ensinamentos taoistas e budistas do mestre que "ajuda" Haryel durante a investigação. E nesse ponto minha mente não me deixava continuar lendo sem tentar decifrar alguma coisa.
A: Um dos pontos negativos, é que algumas pessoas podem ficar meio confusas, ou desmotivadas a continuar a leitura devido aos embates psicológicos e filosóficos entre mestre budista e o detetive ou ele com o o artífice. O leitor pode ficar meio tipo, oi? Que aconteceu aqui?
B: Que foi exatamente o que aconteceu comigo em algumas partes do livro. Eu ficava pensando "Meu Deus, quando é que eu vou entender o que está acontecendo?" hahaha. Foi um exercício e tanto para o cérebro!
B: Que foi exatamente o que aconteceu comigo em algumas partes do livro. Eu ficava pensando "Meu Deus, quando é que eu vou entender o que está acontecendo?" hahaha. Foi um exercício e tanto para o cérebro!
A: Para mim foi uma leitura rápida, em um dia eu devorei o livro. E ainda fiquei quase uns 40 minutos para assimilar as possibilidades do final. Você meio que sente que foi um final na velocidade de um tiro. E inteligente, deixa a sua mente escolher a possibilidade. Não segui a indicação do autor, ele sugere que o livro seja lido a
noite, comecei numa tarde, e finalizei durante a madrugada, e realmente
acho que ter lido o final nesse horário foi mais tenso ainda. Fiquei muito impactada com o final do livro, ate estava teclando com a Bianne nesse momento, e joguei em cima dela todo o meu choque, e frustrações.
B: Eu fiquei de queixo caído com o final. Tipo, muito legal, muito engenhoso! Um assassino muito inteligente, planejou tudo direitinho, fez e aconteceu, cara, muito inteligente mesmo. E é como a Anne falou, o final te deixa com duas possibilidades, que eu não posso explorar melhor porque seria um baita spoiler. A possibilidade mais provável é assustadora, porque só de imaginar eu morri de pena do Haryel! Ah, o autor é tão assassino quanto o serial killer! hahaha
B: Eu fiquei de queixo caído com o final. Tipo, muito legal, muito engenhoso! Um assassino muito inteligente, planejou tudo direitinho, fez e aconteceu, cara, muito inteligente mesmo. E é como a Anne falou, o final te deixa com duas possibilidades, que eu não posso explorar melhor porque seria um baita spoiler. A possibilidade mais provável é assustadora, porque só de imaginar eu morri de pena do Haryel! Ah, o autor é tão assassino quanto o serial killer! hahaha
A: Não tem como se apegar a um personagem, a todos você uma hora vai entender, e na outra vai querer soca-los. Faz parte!
B: É uma leitura muito boa, bem rápida (também li o livro em apenas um dia) e para quem gosta de livros policiais com ingredientes adicionais, tipo filosofia, vai adorar tentar desvendar o mistério e "bater cabeça" junto ao Haryel.
B: É uma leitura muito boa, bem rápida (também li o livro em apenas um dia) e para quem gosta de livros policiais com ingredientes adicionais, tipo filosofia, vai adorar tentar desvendar o mistério e "bater cabeça" junto ao Haryel.
Por Anne Magno
Eu Li: A Última Nota - Felipe Colbert & Lu Piras
20 de março de 2014
Título:
A Última Nota
Autores:
Felipe Colbert e Lu Piras
Editora:
Novo Século
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC
Em "A Última Nota", dois grandes autores da atualidade se reúnem para contar uma história apaixonante, vibrante e inovadora, que vai encantar você do início ao fim.
Quando Alícia Mastropoulos se apresenta pela primeira vez como a principal violinista na Orquestra de sua Universidade, ela não tem ideia dos acontecimentos que este fato desencadeará. Decidida a tocar uma composição inédita deixada por seu falecido avô, em vez da música programada, ela se emociona e erra a última nota, mas ninguém parece perceber. No dia seguinte, recebe a notícia de que um jovem desconhecido é encontrado no coreto próximo ao local da apresentação e levado para um hospital. Quando acorda, ele não se lembra de nada, apenas chama pelo nome dela. Ele, o belo e misterioso rapaz de olhos azuis, é exatamente o que Alícia precisa evitar. Só que, aos poucos, ela começa a descobrir uma intensa atração pelo rapaz desconhecido, que a levará a entender, enfim, o mistério que o envolve, a resgatar histórias do passado e a tomar importantes decisões para o futuro.
Olá novamente gente!
Como estamos?
Quais livros estão lendo no momento?
Estou voltando hoje para falar (ou escrever..rsrsrs) de um livrinho que comprei ano passado durante a minha andança na Bienal Internacional Do Livro, no Rio de Janeiro. Vocês podem estar se perguntando, como uma "Bookaholic" comprou um livro ano passado, e só conseguiu ler agora? Gente, além de ter uma torre de livros que só faz aumentar, eu ainda tenho uma vida particular...rsrrs...ou tento!
Normalmente quando estamos olhando/namorando livros por aí, algumas das coisas que chamam a nossa atenção, para um em especial, podem ser: a capa, a sinopse, a recomendação de um amigo de quem temos confiança em seu bom gosto literário, ou por novos amigos (porque eu me considero assim para com vocês/ #UMABUSOSÓ...kkk) blogueiros que leram e fizeram resenhas.
No caso desse livro em especial, foi um pouco diferente. Essas duas pessoas na foto me abordaram, enquanto eu visitava e deixava um rastro considerável de baba (kkk..como não deixar?) em vários estandes de livros da Editora Novo Século.
Perguntaram se eu conhecia o livro? Da onde eu era? Se tinha Blog? Se lia a muito tempo? Se eu tinha interesse nesse estilo literário? Qual foi o primeiro livro que eu li (foi 5 minutos de José de Alencar)? E por fim, se eu não gostaria de levar ele para casa? Eles foram muito atenciosos. Gente, como não ficar feliz por ser abordada pelos autores do livro, de forma tão carinhosa?
Bom esse que esta na foto veio direto do Rio De Janeiro para Belém o Pará. E autografado, (tietagem literária) o que é melhor ainda ... rsrsr. Então, passemos aos finalmente, ou melhor dizendo, passemos a resenha.
O cenário que vamos encontrar no livro é a cidade maravilhosa. Descrições do Catete, Aterro do Flamengo, mesmo de um rápido passeio de ônibus, dentre outros pontos marcantes do Rio de Janeiro. O que me chamou a atenção para essa abordagem da cidade, foi que eles não procuraram inserir elementos que não pertencem ao Rio De Janeiro, pois eu já li alguns títulos (gostei bastante), onde São Paulo ficou tão diferente, que só faltou nevar.
Os autores procuraram descrever um Rio De Janeiro, lindo, apaixonante, simples, saudoso, e por que não dizer, saudável? E nesse lugar lindo, conhecemos uma jovem de vinte e poucos anos, Greco-Brasileira, chamada Alícia Mastropoulos, uma moça imersa na cultura Grega, mas com um coração caloroso como uma brasileira. Alícia, estuda música clássica na universidade, mesmo contra a vontade de seus pais (que preferiam que ela tivesse mais interesse em construir uma família, e desse logo continuidade as tradições Gregas) ela se tornou a SPALLA da sua turma, nas apresentações.
Em uma das suas apresentações no parque, junto com a sua turma, Alícia desafia as ordens do maestro (Oscar, o Ogro) e toca uma música "muito" especial, ainda que tenha errado a última nota, ninguém pareceu notar, só apreciaram demasiadamente a apresentação.
O que ela não levou em consideração foi as consequências "extraordinárias" do seus atos. Mas no lugar dela: O que você faria se no dia seguinte a sua apresentação aparecesse um rapaz pelado, no correto do parque pronunciando o seu nome? E ainda por cima, sem trocadilhos, um deus grego?
Em um livro que por alguns, poderia ser descrito como um conto de fadas contemporâneo, onde Alícia vai se conhecendo melhor e passa a perceber o compasso de seu coração, ela vai se permitindo apreciar e escutar o significado de Sebastian (foi assim que a avó dela resolveu chamar ele em homenagem a Johann Sebastian Bach) em sua vida. Um lindo (apesar de não se perceber) desconhecido que nada sabe sobre o seu passado, ou sobre si mesmo.
O livro apesar de realista em certos pontos, como a difícil vida de Alícia com seus pais, também conta com um ar de sobrenatural, de certo bem leve, mas ele esta presente e você constantemente lembra dele quando ela começa a descrever a imensidão azul, que são os olhos do misterioso Sebastian.
Sebastian, pode não saber de onde vem, do que gostava antes, e "se" o seu nome é realmente este, mas nessa nova vida, ele tem apenas uma certeza: seu amor por Alícia. E dentro de suas possibilidades, e de seu romantismo demasiado, ele cerca a Alícia de amor, forçando ela a se questionar se é isso o que ela realmente sente, faltando descobrir por quem: Theo, seu noivo grego? Ou Sebastian, um deus grego, que caiu como um raio em sua vida?
Levei um tempinho para terminar de ler este livro, porque fiquei enrolando eu admito, não queria que acabasse em uma tarde. Adoro música clássica, e como a música, para ler este livro, recomendo que vá aos poucos absorvendo a essência ou a melodia total sem deixar de prestar atenção a nota inicial, assim como a última nota.
E para concluir essa resenha eu deixo vocês com o clímax do livro, não é um spoiller, e sim a linha final dele, para deixar a todos com muita curiosidade. Espero que vocês tenham curtido a resenha. Até a próxima.
- Alícia?
Anne Magno Sou uma Assistente Social formada, especializada e apaixonada pelo assunto Família, e que adoro trabalhos voluntários. Na verdade sou uma apaixonada por muitas coisas tipo: doramas (coreanos por favor ^^, o meu favorito é Devil Beside You!!!), filmes, series de TV...mas nenhuma dessas paixões supera o meu amor por livro. Faço parte da comunidade Bookaholic com muito orgulho, e não tenho o habito de desistir de leituras. Os dois gêneros literários que mais leio são: romances (épicos) e/ou sobrenaturais (em especial os de vampiro).
Por Anne Magno
Pai D'égua
É uma expressão comumente utilizada no Pará no sentido de qualidade positiva; Interjeição de admiração. Alguns sinônimos são: Bom, ótimo, fantástico, excelente.