quarta-feira, setembro 19, 2018

Master Post: Bloodlines (parte 1)

Olá, leitores!

Hoje vamos conversar sobre uma série relativamente antiga, já toda publicada no Brasil, mas que surpreendentemente aconteceu algo sem sentido: NÃO FEZ O SUCESSO QUE MERECIA! 
Sim, me refiro à série "Bloodlines", de Richelle Mead. 
A série é composta por seis livros e foram lançados pela maravilhosa Editora Seguinte. 
Aos desavisados de plantão que não sabem: sou MUITO fã de Richelle Mead. Tipo, MUITO. 
Amo as histórias dessa mulher e já li a maioria de seus séries (mas ainda faltam e desse ano não passará!). 

Eu lendo Bloodlines
A série Bloodlines é um spin-off de Academia de Vampiros. Significa que: é o mesmo universo só que com perspectivas diferentes. 
E eu esperava algo depois do final de VA. Bem, na verdade eu desesperava!
Entendam, a proposta de Academia de Vampiros foi concluída com louvor, SÓ QUE alguns personagens ficaram com finais inconclusos E EU JAMAIS ACEITARIA UMA COISA DESSAS! 
Crueldade de Richelle-maldita-Mead a parte, estava ansiosa para saber a proposta de Bloodlines e fiquei realmente surpresa com algumas delas. Não me refiro especificamente ao romance, que desde aquela época já desconfiava, mas de outros pontos significantes para a estrutura do enredo. A proposta inicial que invadiu os fãs era de que Richelle iria acabar com todas as dúvidas que ficaram abertas em Academia de Vampiros nesta série: as perguntas sobre o poder do elemento espírito, o funcionamento interno dos alquimistas e ainda outros pontos que ela trouxe para a abordagem. 
Vou ser sincera: Bloodlines é a minha série favorita da minha autora (de ficção-fantasia) (e até agora) favorita. Então aguentem os feels que não serão poucos.

Neste primeiro momento vou expor apenas os dois primeiros livros da série e posteriormente pretendo elaborar um post nesse esquema para falar dos demais, okay? Então okay.

O primeiro livro no Brasil é "Laços de Sangue" e nele teremos a perspectiva privilegiada de uma humana no meio vampírico; mas não uma humana qualquer. Sydney Sage é uma alquimista e a visualizamos na série Academia de Vampiros, porém só vamos conhecê-la em profundidade aqui. 
Achei interessante de várias maneiras a escolha dessa personagem para protagonizar a série Bloodlines. Para começo de conversa, ela é um ótimo começo para a história. Quem já leu Academia de Vampiros sabe que a perspectiva de Rose é de dentro. Ela é uma dampira e vive aquele mundo desde sempre. Sydney não. Mesmo sendo alquimista e sabendo das tretas do mundo das trevas, ela não é ligada à esse mundo pessoalmente. Na verdade, ela se encrencou com os alquimistas por ter interagido com Rose em VA e a missão que a levará proteger uma Moroi importante, que vai amenizar conflitos internos no mundo vampírico, será uma espécie de tentativa de redenção à ela. 
A função de Sydney é simples: esconder Jill no mundo humano e deixá-la longe de alguns morois dissidentes que atentaram contra a sua vida. Para isso, a rainha e os alquimistas decidiram escondê-la em um colégio em Palm Springs; uma cidade ensolarada e quente em que poucos procurariam (e mais seguros de Strigoi).
Acontece que lidar com essas criaturas das trevas não é fácil. Entendam, Sydney foi criada desde o berço a encarar vampiros como malignos. Eles são criaturas anti-naturais e não deveriam existir. Conviver com eles será difícil para Sydney, no entanto, o dever é mais importante. Proteger os humanos é o essencial. 
O dia-a-dia no colégio interno é diferente de tudo que Sydney já viveu. Ela foi educada em casa, mas sempre sonhou em fazer faculdade, então essa é uma experiência que ela está levando à sério (como tudo em sua vida, aliás). Sydney se destaca tanto que chegam a pensar que sua tatuagem de lírio, que é simbolo dos alquimistas, é algum tipo de tatuagem especial que dá à ela inteligência sobre-humana. A partir daí ela percebe que os alunos da Amberwood são cheios de tatuagens "especiais". 
Dentre disposição e força fora do comum, Sydney sente que há algo muito errado nessa história e decide descobrir a causa. Sua doce sapiência chamou atenção até de sua professora de história e Sydney acabou com um estudo independente sobre histórias antigas. Sra. Terwilliger, no entanto, tem planos mais... especiais para ela. Paralelo à isso, há sua relação com Jill, Eddie e Adrian. Os vampiros e dampiro em questão estão longe de ser os seres infernais que ela pensou. Várias surpresas e perigos nos pegam pelo pé em "Laços de Sangue", e olha que é apenas o primeiro livro.


"O Lírio Dourado" é o segundo livro da série e um indicador interessante para o rumo que a história vai tomar. Sem falar que aqui vemos o despertar de um certo romance. *suspira*
Bem, sobre aos pontos que a autora toma, teremos vários problemas a serem resolvidos. Sydney descobrirá alguns mistérios que diz respeito ao passado histórico dos alquimistas e não vai gostar nada. A sua perspectiva de mundo começa a expandir. Quem serão os verdadeiros monstros? Claro que seus (pré)conceitos ainda são profundos. Mesmos ao analisar personalidades de seus novos amigos, Sydney não ignora o fato de que os vampiros ainda são seres anti-naturais; afinal, eles bebem sangue humano e usam magia. E isso é imoral e errado... não é?
Quando Dimitri Belikov e Sônia Karp chegam em Palm Springs para fazer uma pesquisa sobre o uso do espírito com Adrian, Sydney percebe que a magia pode ajudar em uma causa muito nobre: a erradicação de Strigoi. Este é um objetivo que diz respeito tanto aos moroi quanto aos alquimistas de uma forma grandiosa. Seria a cura para o maior mal do mundo. 
Sydney entende a importância desse feito, porém há limites que ela não consegue ultrapassar. 
Quero que vocês compreendam de verdade o peso da crença alquimista. É como se fosse uma religião xiita. 
Trabalhar com os vampiros é uma necessidade. O peso da simpatia que Sydney sente por eles se manifesta quase como culpa. A função de Sydney em proteger Jill e a convivência direta com ela, Eddie e Angeline (uma nova guardiã designada para ajudar na segurança da moroi) a transforma aos poucos. A forma como Richelle-gênia-Mead trabalha gradualmente a expansão do horizonte de Sydney é maravilhosa. 
Uma das coisa que mais prezo em Richelle-perfeita-Mead são as relações de seus casais. Elas são graduais, em banho maria. O casal chave de Bloodlines em especial é incrível. Raças diferentes? Ok. Mas vamos nos aprofundar, amigos. Eles são parecidos em seus íntimos. Eles passaram pela mesmas dificuldades, apenas lidam com isso de forma diferente. Ao passo que eles são completamente diferentes em personalidades, eles se complementam de uma maneira que eu não sei lidar! 
Adrian está se recuperando do pé da bunda que levou em Academia de Vampiros e o amadurecimento desse personagem é uma coisa tão significante! Ele não é o mesmo que conhecemos em VA. Quer dizer, o jeito adoravelmente tratante continua o mesmo, mas o modo como Sydney o encara muda as perspectivas que tínhamos dele na série anterior. E que fique claro que no primeiro momento, não há nada de romântico. O próprio sentimento de Adrian desperta aos poucos de uma forma natural e certa; através de conhecimento e convivência.

"Quando estou com você, eu quero ser uma pessoa melhor porque... bem, porque parece certo. Porque eu quero. Você me faz querer ser uma pessoa melhor. Eu quero me superar. Você me inspira em todas as ações, todas as palavras, todos os olhares. Eu olho para você e você parece... luz transformada em carne e osso... você é a criatura mais linda que já caminhou sobre a terra. (...)" 

Adrian sente as coisas intensamente. Uma parte por causa do poder do espírito, outra é por sua própria personalidade. Suas declarações de amor são. as. melhores. MY. GOD!

Esse gif sou eu todinha

Até aqui, do ponto de vista romântico, só tem dor no coração e muitos feels. Mas já dá para perceber nitidamente o crescimento dos personagens por um todo. Não apenas Sydney e Adrian, mas Jill, Eddie e a própria Angeline. Essa série é inteligente e bem feita. Ela primeiro caminha para depois correr. Sabe quando tu sentes que tudo está em seu devido lugar? Então. 
A trama de Bloodlines é extensa, porque não toma apenas um rumo. Richelle-deusa-Mead aponta para várias direções que se entrelaçam na conclusão. É fabuloso!

Bem, queridos, eu amo esses livros de todo o meu coração e vim compartilhá-los com vocês porque quero ir para o céu. 
Eu cheguei a fazer uma resenha muito surtada de "Laços de Sangue" aqui no blog há muito tempo atrás (e o termo surto não é um exagero, espia aqui) mas hoje quis trazer algo mais compassado para atraí-los para o maravilhoso universo de VA que Richelle-musa da minha canção-Mead criou. 
Leiam para marcarmos um café para falar de amor! 

Beijos! 


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