quarta-feira, janeiro 03, 2018

Eu Li: O Teorema Katherine - John Green

Título:
O Teorema Katherine

Autor:
John Green

Editora:
Intrínseca

Ano:
2013

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Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Depois de anos no forno, John Green finalmente lançou outro livro! Yay! 
Atualmente estou no meio da leitura de "Tartarugas até lá embaixo" e enquanto eu não termino para dividir com vocês, trarei a dica de um outro livro muito legal que adorei do autor (cês podem conferir outras dicas aqui, aqui e aqui). Então, vem comigo!

Venga
“O Teorema Katherine” é o terceiro livro de John Green publicado no Brasil (para a festa dos nerdfighter) e conta a história de Colin Singleton, um garoto viciado em anagramas e “célebre menino prodígio, célebre veterano de conflitos Katherinícos, célebre nerd e sitzpinkler*.”
Colin não foge das características dos personagens de John Green: nerd, fofo e apaixonado. O problema de Colin é que ele sofre de um estranho caso de circulo vicioso em seus relacionamentos amorosos: Katherine(s).

Logo após levar um pé na bunda de sua décima nona Katherine, seu melhor amigo, Hassan, o convence a pegar o Rabecão de Satã, carro de Colin, e sair pela estrada.
Em sua parada em Gunshot, Colin tem seu momento “Eureka”. Ele decide criar o ~Teorema da Fundamentação da Previsibilidade das Katherines~ que, em tese, prevê a duração de relacionamentos e determina quem será o Terminante e o Terminado. O livro é recheado de gráficos que, honestamente, não entendi nada (e nem me culpo por ser péssima em matemática, pois o criador do supracitado teorema é um prodígio, e eu... bem... não).

Gosto do tom trágico que John Green dá aos sentimentos de Colin. Vamos ser sinceros, um rompimento dói e na pele de um adolescente a dor é sempre elevada ao quadrado. Colin sai em busca de esquecimento, superação, mas... não é fácil. 

“Colin sentia a queimação incessante na barriga, e pensava: Isso é tão INFANTIL... PATÉTICO. VOCE É UMA VERGONHA. PARE COM ISSO PARE COM ISSO PARE COM ISSO. Mas ele não sabia bem ao certo o que era ‘isso’.” 

Colin quer fazer algo importante. Ele quer ultrapassar a linha que separa um prodígio de um gênio e no Teorema, ele vê a chance de conseguir seu objetivo.
Seu tempo em Gunshot, em companhia de Hassan e Lindsey Lee Wells, será de um aprendizado diferente do qual Colin está acostumado. 

“O Teorema Katherine” é um livro muito divertido que exala jovialidade. Os personagens são adolescentes comuns (ok, não tão comuns, afinal... John Green!), que sentem, agem, flertam de acordo com a idade. Há os palavrões básicos, as piadinhas de cunho sexuais, o humor (às vezes sutil, às vezes escancarado. Sério, ri muito!), e, não posso deixar de constar, o texto inteligente (afinal, o cara é um prodígio). Sem falar nas belas citações; esse livro é cheio delas.

Uma singularidade muito interessante no livro são as notas de rodapé. Os esclarecimentos feitos são... impagáveis! Os comentários são muito engraçados, mas, claro, totalmente de acordo com o contexto a ser explicado.
*(Sobre o termo “sitzpinker” que citei no começo da resenha, esta incluso no nota de rodapé o seguinte: “Palavra alemã, gíria para ‘maricas’, que significa literalmente ‘homem que mija sentado’. Esses alemãs excêntricos... têm sempre uma palavra para tudo.”)

A narrativa do livro é em terceira pessoa (uma voz muito engraçadinha, diga-se de passagem), o que para nós, leitores, é ótimo. Creio que seria complicado acompanhar a cabeça de Colin. Ele é completo de informação, do tipo cultura inútil (a não ser que seja interessante para você saber quem foi o senador dos EUA há décadas atrás ou como se diz “único” em sete idiomas. Ok, isso é interessante.). Serio, algumas informações vêm em situações completamente fora de hora.

“- Ai, meu Deus! – Colin disse, por fim. – Ai, meu Deus!, meu saco.
Colin se expressou mal. Se estivesse em melhor estado, teria admitido que não era seu saco que estava doendo, mas o cérebro. Impulsos nervosos foram enviados dos testículos para lá, onde os receptores cerebrais da dor foram acionados e o cérebro disse a Colin para sentir dor no saco, e foi o que ele fez, porque o corpo sempre obedece ao cérebro. Saco, braços, estômago – eles nunca doem. Toda dor é cerebral. (...)
(...) – Mein Held, obrigada por defender minha honra. Onde foi que ele bateu em ocê?
- No cérebro – Colin disse, acertando na mosca dessa vez.”

“O teorema de Katherine” é um livro awesome, bem ao estilo de John Green: engraçado, inteligente e viciante. 
Indico muito!

Leiam! ♥

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