sábado, março 26, 2016

Nerdice Pai D'égua #9: Os melhores mangás que pouca gente conhece. Parte 2


E voltamos com mais um Nerdice Pai D'égua e a parte final de lista de mangás pouco conhecidos, que merecem ser conferidos. Vamos continuar?

Mas, se você não leu a primeira parte, não perca as outra indicações:
Nerdice Pai D'égua 8 - Os melhores mangás que poucas gente conhece - Parte 1

4 - Planetes


Em um futuro não tão distante, viver no espaço é uma realidade. Com a recente colonização lunar, é preciso lidar com os problemas que surgem nesse ambiente tão hostil para os humanos. Yuri, Hachimaki e Fee são três lixeiros espaciais que enfrentam seus próprios medos e dramas, ao mesmo tempo em que mudam a vida de muitos à sua volta.

O ano é 2075. A humanidade descobriu um novo combustível de fusão nuclear, o Hélio - 3 e, graças a essa descoberta, nunca a tecnologia humana avançou tanto. A Terra agora é ocupada por 11 bilhões de humanos, as primeiras colônias lunares e marcianas estão sendo criadas e existe um grande projeto para uma viagem espacial à Júpiter. Com o crescente número de viagens comerciais interplanetárias, existe mais lixo espacial que nunca e, nesse cenário, acompanhamos uma equipe que trabalha realizando o recolhimento de lixo espacial. 
A capitã da nave Fee Carmichael, o astronauta veterano Yuri Michailov e o novato Hachirota Hoshino (Hachimaki, personagem da capa acima) são os protagonistas desse mangá que funciona como um livro de crônicas de um cotidiano futurista. Aqui não veremos nada de batalhas espaciais, alienígenas ou tramas mirabolantes. Vivemos pequenas histórias, as vezes isoladas, as vezes interligadas, sobre os pontos de vista desses personagens. As tramas são tão bem construídas e variadas (vamos da comédia ao drama) que é realmente possível acreditar nesse futuro e é até difícil classificá-lo como um Shonen ou Shoujo.
A arte é de tirar o fôlego, talvez seja o mangá mais bonito desse lista. Várias páginas principais são coloridas e a arte compõe muito à trama.




O mangá saiu no Brasil pela Panini em 4 edições e, inclusive, o trabalho gráfico da editora nesse quadrinho merece palmas.

5 - Limit
Mizuki Konno leva a vida tentando se envolver o mínimo possível nos problemas que surgem à sua volta, se omitindo do bullying que suas amigas praticam. Porém, seu “mundo perfeito” cai por terra quando um acidente acaba com a vantagem de seu ambiente escolar e põe em xeque seu comportamento.  
O bullying é um tema recorrente em mangás japoneses. O próprio Assassination Classroom que falamos no post anterior trata bastante do assunto, mas de forma cômica. Muito diferente, Limit trata o assunto de forma brutal. A protagonista Mizuki Konno é uma das "garota populares" da escola onde estuda, que acha seu mundo perfeito e pouco se importa com as pessoas que vivem à sua volta. Entretanto, tudo muda quando, em um acampamento da escola, o ônibus que transportava os alunos sofre um grave acidente e vários deles morrem.
Os poucos sobreviventes devem ser unir para descobrir como resistir vários dias presos no local onde estão e como encontrar ajuda. O problema é que entre eles estão alunos que sofriam bullying praticado pelo grupo de Konno e vão tentar utilizar a situação para se vingar.
A arte desse mangá é agressiva. A imagem do acidente e os quadros que se seguem após eles são realmente pesados. A trama também pesada sofre várias viradas ao longo das edições, que fazem esse mangá muito interessante.
Saiu no Brasil em 6 edições pela editora JBC.

6 - All You Need is Kill

A trama mostra o soldado inexperiente Keiji, que morre em sua primeira investida em campo de batalha contra alienígenas que invadiram a terra, mas acaba acordando logo em seguida na manhã anterior a esse mesmo primeiro ataque. Agora ele terá que entender o que aconteceu e, ao mesmo tempo, ajudar as forças da Terra a vencer os inimigos do planeta.
Outro mangá de ação, All you need is kill aborda uma invasão alienígena dos seres conhecidos como mímetizadores. Nesse cenário acompanhamos a historia de Keiji Kiriya, um soldado novato que ao participar de sua primeira investida militar contra os alienígenas, acaba morrendo. Entretanto, a morte o leva a acordar na manhã anterior como se nada tivesse acontecido. Ele percebe, então que está preso em um loop temporal que reinicia toda vez que ele morre, sendo que sua única chance de sair é descobrir uma forma de sobreviver à batalha.
É outro mangá com arte brutal. A arte é de Takeshi Obata (de Death Note) e ele estava particularmente inspirado ao desenhar essa história. Cada morte de Keiji é mais brutal que a anterior e as batalhas são bem sangrentas. 
Já fizemos um Na Tela sobre a adaptação desse mangá para o cinema, que pode ser lido aqui:
O mangá saiu no Brasil pela JBC em duas edições simples e também numa edição única de luxo.


E então? Gostaram? Espero que tenham curtido as indicações e deem uma chance a esses mangás. Todos são ótimos e merecem um tempo de leitura. Até a próxima.
 

2 comentários:

  1. Cheguei no volume 2 de Limit e está na hora de comprar o resto. Adorei e confirmei que gosto da autora após ler Vitamin (embora a Keiko Suenobu aparentemente foque boa parte do trabalho dela no bullying). Limit me lembrou um Battle Royale, ainda que mais light no quesito grafismo (embora a cena do ônibus tenha sido tão bem executada que chega a chocar) e mais psicológico. Você já leu Battle Royale? Acho que ia curtir!

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    Respostas
    1. Ainda não li Battle Royale, mas se você está dizendo que consegue chocar mais que Limit (a cena do ônibus é realmente pesada), fiquei interessado.

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