terça-feira, março 08, 2016

Na Tela #11 - All You Need is Kill/No Limite do Amanhã


Olá a todos. Estou trazendo mais um Na Tela e dessa vez é sobre um filme que pouquíssima gente deve saber que é uma adaptação.

Primeiro vamos à sinopse:




Título:
All you need is kill
Autor:
Hiroshi Skurazaka
Artista:
Takeshi Obata
Editora:

JBC

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A humanidade está em uma guerra nunca antes vista. Os inimigos são alienígenas chamados "Mimetizadores". O soldado novato Keiji Kiriya e a "valquíria" do campo de batalha, Rita Vrataski, fazem parte de uma tropa especial. Porém, Keiji está preso em um ciclo de batalhas intermináveis e, agora, somente ele vive no limite do amanhã...!

O Mangá 

A Terra foi invadida por alienígenas bizarros e extremamente poderosos chamados Mimetizadores. Aos poucos eles estão dominando várias áreas estratégicas do planeta e boa parte da Oceania, África e Europa já caíram. A humanidade se organizou na forma das Forças de Defesas Unidas e está contra-atacando. A próxima investida dos humanos tentará barrar o avanço dos mimetizadores das proximidades do Japão, último reduto onde são produzidas as armaduras especiais de batalha para enfrentar os extraterrestres. 
A humanidade está agora numa guerra sem precedentes. Pois não estamos em guerra contra outros humanos. Mas, sim, contra monstros que chamamos de “mimetizadores”. De onde vieram? Que tipo de criatura são? Não há como saber. A única coisa que sabemos é que eles querem exterminar a humanidade.
Nesse ponto aparece o Keiji: um soldado novato que é brutalmente ferido durante a investida e, em seu sacrifício final, consegue matar um dos mimetizadores. Entretanto, ao invés de morrer, ele acorda no dia anterior ao ataque, como se nada tivesse acontecido. E, a partir de agora, ele precisará descobrir o que está acontecendo, pois toda vez que morre, ele reinicia o loop. 

Essa premissa de viver o mesmo dia várias vezes não é nova. Vários filmes e séries já usaram esse tipo de narrativa em algum momento. O grande diferencial do mangá é utilizar isso de uma forma mais brutal, incrementar a história da guerra (que funciona mais ou menos como qualquer filme de invasão alienígena) e manter um mistério até bem interessante sobre esse poder especial. Os loops também conferem um poder especial pra Keiji: a experiência dele continua aumentando mesmo após as mortes, de forma que ele fique cada vez melhor em batalha. 

No meio da trama conhecemos Rita Vrataski, uma garota bem jovem, mas que já faz parte da elite do exército dos Estados Unidos. Sua equipe é enviada ao Japão para auxiliar na investida contra os mimetizadores e as tramas dela e de Keiji se cruzam. As aparições de Rita nas batalhas no início são meio misteriosas, até que seu passado é explicado e entendemos sua ligação com a guerra. Há uma insinuação de romance entre os dois, mas bem leve e o final da trama de ambos é bem interessante (faz mais sentido que o do filme) apesar de eu não ter curtido muito. 

Keiji fazendo o que sabe de melhor: morrer
A arte do mangá é brutal e todas as mortes são bem sangrentas. O artista por trás dos desenhos é Takeshi Obata (o mesmo de Death Note) então quem quiser ler, pode esperar algo no mesmo nível. A única coisa que me incomodou foi o design geral dos mimetizadores e do arsenal do exército humano.

Não existe a mínima condição de respeitar esses mimetizadores
Minha nota para o mangá é:

O Filme

Em 2014 tivemos a adaptação do mangá para o cinema com o filme No Limite do Amanhã (vamos combinar que esse nome é muito mais comercial) estrelado por Tom Cruise e Emily Blunt.

O slogan também é muito bom

No filme não temos nem Keiji, nem o Japão como cenário. A guerra é bem parecida com a do mangá, mas a humanidade está perto de perder tudo. A Inglaterra é o reduto militar, a investida será na França (no mesmo cenário da do Dia D) e essa será a última batalha. O protagonista da vez é William Cage (Cruise), um assessor de imprensa da guerra nunca entrou em batalha, mas é levado a força para a concentração na Inglaterra e terá de participar da investida no dia seguinte. O Resto nós já sabemos: batalhas, quebra pau com os mimetizadores e milhares de loops de morte. 

Emily Blunt é Rita Vrataski e tem uma função um pouco diferente na trama do filme. Ela também é uma soldado extremamente experiente, mas funciona muito mais como mentora para Cage que parceira de batalha como é no mangá. O romance aqui é muito mais real que o sugerido na trama do quadrinho e acaba trazendo boas reviravoltas na trama.

Diferente da tragicidade do mangá, o filme tem muito mais a pegada de um filme de ação que a de drama. Em certas partes as diferentes formas como Cage morre chegam a ser um alívio cômico. Junte também algumas boas referências a outros filmes e uma certa crítica política e temos um ótimo filme de ação. O único problema é o final que não faz muito sentido com as próprias regras apresentadas no filme, mas dá pra abstrair. Faltou um pouquinho de coragem do diretor ali, mas, enfim....

Senta a bala neles, Cage
As armaduras tem um design muito menos Homem de Ferro e bem mais Máquina de Combate, o que acaba sendo muito mais visual pra um filme. Os mimetizadores também receberam um design melhor e, inclusive, são muito mais ameaçadores no filme e se movimentam bem mais rápido.

Isso sim é um bicho que a gente respeita
Em resumo, uma das raríssimas boas adaptações de mangás para o cinema (sim, Dragon Ball Evolution, isso é uma indireta para você). Minha nota para o filme é:

Trailer
Obs: se você não curte spoilers, é altamente recomendável que você não veja o trailer

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