quinta-feira, maio 11, 2017

Eu Li: Pandemônio - Delírio #2 - Lauren Oliver

Título Pandemônio
Autora:
Lauren Olivier
Editora:
Intrínseca
Série:
Delírio 
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Em Pandemônio, o segundo livro da série, Lena Haloway está dividida entre o "antes"- que mostra seu sofrimento por ter perdido Alex ao mesmo tempo que precisa se transformar em alguém forte o suficiente para sobreviver na Selva - e o "agora", seu cotidiano infiltrada na cidade como integrante da Resistência. Ela terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor, sem, porém, se transformar em um zumbi: modo com os Inválidos se referem aos curados. E não importa o quanto o governo tema as emoções: as faíscas da revolta pouco a pouco incendeiam a sociedade, vidas de todos os lugares... inclusive de dentro.
Pandemônio é o segundo livro da série Delírio e essa resenha pode conter alguns spoilers do primeiro livro. Já resenhamos Delírio AQUI.

Pandemônio é um livro que eu até acho interessante, mas, pelo menos para mim, acabou sendo um tanto inferior ao primeiro livro da série. A trama é contada em dois tempos diferentes revezando capítulos como "Antes" e "Agora". "Antes" dá prosseguimento à história imediatamente após o fim do primeiro livro com Lena tentando sobreviver na floresta, encontrando-se com algumas pessoas que, em teoria são a "resistência" e convivendo com todo o conflito de ter nascido numa sociedade repressiva e agora estar convivendo com todo o tipo de pessoa (e dificuldade). "Agora" narra uma Lena mais madura, agora inserida novamente na sociedade repressora do amor e, aparentemente, armando uma grande conspiração.

Além disso, se no primeiro livro tínhamos apenas a Hana (melhor amiga de Lena) como coadjuvante, agora temos vários personagens interessantes ao desenvolvimento da distopia:  Graúna, que é a líder do grupo com o qual Lena se encontra; Julian, filho de um dos maiores líderes da sociedade repressora, mas que está em conflito; Prego, um dos guerreiros da resistência. 
Na Zumbilândia, sempre há alguém observando. As pessoas não têm nada mais para fazer. Elas não pensam. Não sentem paixão, nem ódio, nem tristeza; não sentem nada além de medo e desejo de controle. Assim, elas observam, se intrometem, xeretam.
Analisando rapidamente Pandemônio, fiquei refletindo se não teria sido válido a autora tê-lo separado em dois livros distintos. A trama da sobrevivência da Lena e a trama da conspiração simplesmente não se conversam bem. A leitura ficou bem prejudicada com essa organização e em certos pontos acabou sendo até anti climática: vários capítulos terminam em momentos cruciais e trocar para a outra trama acaba sendo decepcionante.

Fora que a personagem da Lena (que em teoria é a protagonista) acabou ficando meio apagada. Ela aparece pouco e toda a preparação do primeiro livro para torná-la uma personagem mais forte não surte tanto efeito. Ela até está mais cinica e dura e menos indefesa, mas isso não aparece tanto e, às vezes, não convence. Por outro lado temos ótimos coadjuvantes: todos adicionam um pouco a trama da trilogia e, de certa forma compensam a falta de protagonismo e a confusão de histórias. Em específico o personagem do Julian (que em dado momento acaba virando um interesse amoroso de Lena) é um dos pontos altos do livro.

Um ponto que eu achei extremamente interessante é a manutenção da sociedade como um vilão. No primeiro livro temos vários trechos de livros e músicas que foram adaptados para reprimir qualquer sentimento (até a Bíblia é alterada) e isso segue sendo desenvolvido no segundo livro. E vai além: o pai de Julian, que surge como um dos principais vilões da trilogia inteira, dá uma cara para essa sociedade. Ele representa muito bem aquele estereótipo apresentado no primeiro livro como um cidadão ideal: duro, rígido, totalmente desprovido de emoções e odiando qualquer demonstração afetiva. 

No final das contas Pandemônio traz muito do que me interessou no primeiro livro, mas alguns detalhes e algumas partes meio arrastadas, me deixaram com uma sensação de não ter sido um livro tão bom quanto o primeiro.


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