sexta-feira, novembro 04, 2016

Eu Li: Delírio - Delírio #1 - Lauren Oliver

A capa metalizada é legal, mas fica
terrível depois de um tempo... :(
Título:Delírio 
Autora:Lauren Oliver
Editora:Intrínseca 
Série:Delírio 
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Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos.
Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas.
Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?


A trilogia Delírio foi mais uma das distopias lançadas por volta de 2012, junto com a onda que veio de Jogos Vorazes. O primeiro livro, Delírio, funciona muito bem como ambientação a esse novo universo. A história se passa nos Estados Unidos (sempre) e nessa nova sociedade o amor é uma doença. O Amor Delíria Nervosa é uma ameaça a sociedade e deve ser erradicado. Todas as pessoas que chegam a idade de 18 anos passam por um procedimento (como uma injeção diretamente no cérebro) para serem curadas do mal. Após isso são pareadas, se casam e vivem a vida sem muitas emoções. Mais que isso, todos os livros foram revisados para remover qualquer incitação ao mal do amor. Várias obras são proibidas e há até uma nova versão da Bíblia. Músicas, internet, conteúdos, tudo é controlado pelo Consórcio e pelo Governo. Nada relativo ao amor, baderna e subversão pode chegar as pessoas.

Nesse mundo, conhecemos Lena, uma garota que está há alguns dias de completar 18 anos e passar pela cura para nunca mais se preocupar com o Amor Delíria Nervosa. Ela vive com sua tia: seus pais morreram há algum tempo e sempre houve a suspeita de que sua mãe tivesse contraído a doença do amor. As vezes Lena chega a ser mal vista pelos vizinhos por causa disso.

No dia de sua avaliação para pareamento com algum garoto da cidade e para avaliar a aplicação da cura, várias coisas dão erradas. Um delas é que Lena acidentalmente acaba conhecendo Alex, um garoto muito misterioso, e se apaixona por ele. O sentimento é mútuo e vai levá-la a questionar a sociedade em que vive e a rigidez das regras. Afinal, será que o amor é realmente uma doença?

A primeira coisa a se elogiar do livro é o texto. Bastante fluido e bem descrito. Delírio é um livro que dá para ler bem rápido: a rapidez da trama, faz vocês querer saber o que vai acontecer com os personagens. A distopia em si e o funcionamento dessa sociedade é outro ponto alto: cada capítulo é iniciado com um trecho de um livro aprovado pelo governo. Vemos versões de contos clássicos de amor e até de parábolas da Bíblia, manipuladas pelo governo para fazer a sociedade temer o Amor Delíria Nervosa. Toda a construção do medo sobre a doença e as imposições que o governo coloca em cima das pessoas é muito boa.

Por outro lado, tem o romance inevitável para levar a história à frente. O problema aqui é que o clichê do amor a primeira vista pesou demais na trama. Ficou um pouco forçado. Lena e Alex formam um casal, e, sempre motivada pela sua melhor amiga, Hana, Lena acaba criando coragem para quebrar as regras e se deixar levar pelo amor. Alex mostra a ela muitas coisas além da sociedade em que vive e Lena começa a perceber que há um mundo além daquela sociedade controlada. Mas em nenhum momento o romance se torna lá muito interessante. Durante o leitura eu estava muito mais interessado em saber como funcionava aquela sociedade, o que iria acontece quando os protagonistas quebravam as regras e outras tramas paralelas do que sobre o romance em si, que em teoria seria o ponto central do livro. 

Mesmo assim, foi uma leitura que eu curti bastante. Ainda vou resenhar os outros livros da trilogia (Pandemonio e Réquiem). Não percam as próximas resenhas.

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