quarta-feira, setembro 24, 2014

Eu Li: A Ameaça Invisivel - Anômalos #2 - Bárbara Morais


Título:
A Ameaça Invísivel
Autora:
Bárbara Morais
Editora:
Gutenberg
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC


O cerco se fecha contra os anômalos e o cotidiano nas Cidades Especiais começa a mudar. De início, o direito de ir e vir é privado, e a isso se seguem outras medidas restritivas, o que inspira uma rebelião e deixa a situação a um passo de uma guerra civil. Em meio a diversas facções, que defendem ideologias e métodos diferentes de fazer justiça, cada vez é mais difícil enxergar a situação com clareza, e Sybil tem pela frente novos desafios, que põem à prova suas convicções. Em situações desgastantes e por vezes desesperadoras, ela e seus amigos sentem na pele uma grande ameaça, mas não conseguem perceber quem é e onde está o verdadeiro inimigo.



“A Ameaça Invisível” é o livro 2 da trilogia Anômalos, de Bárbara Moraes e minha conclusão para esse livro é: WOW! A autora apresenta ao leitor uma nova forma de conflito. Algo mais sutil, porém não menos perigoso.

Após 3 meses dos eventos ocorridos em “A Ilha dos Dissidentes”, Sybil e seus amigos estão tentando esquecer o caos de sua missão, mas não é fácil superar. Pesadelos ainda assolam a cabeça de Sybil e ela percebe que não está só com as noites mal dormidas. Leon e Andrei também guardam sua própria cota de cicatrizes. Porém, não há mais tempo para remoer seus erros. Fenrir enfim aparece para lhe cobrar o ~favor~ e Sybil não tem outra alternativa senão cooperar.

Seria preciso uma longa conversa sobre o universo complexo que a autora criou para apontar todos os conflitos que o livro aborda, então vou tentar resumir bem superficialmente: Os anômalos vivem em cidades especiais porque não são bem-vindos pelos humanos. A sociedade que a autora criou é muito preconceituosa com o que é diferente e teremos um grande problema motivado por essa falta de aceitação. E, atentem vocês, temos a perspectiva de uma anômala recém-descoberta; Para Sybil, a questão racial me parece quase irrelevante, mas para o cônsul humano, obviamente, não é.

Há um ano Sybil não sabia de sua condição e vivia como humana em uma zona de guerra. Ou seja, ela tinha mais com que se preocupar, como tipo: sobreviver. Ao sair de Kali para Pandora tudo parece ter mudado positivamente, mas a garota vai perceber que era apenas uma doce ilusão. Imaginem a dificuldade que é absorver todas as coisas ruins de novo?

Os humanos são muito agressivos, sim, mas a lógica inversa também é trabalhada: O que aconteceria se os anômalos se revoltassem e tentassem assumir o controle? Muitas opções viáveis são abordadas para as questões predominantemente trabalhadas - preconceito racial e o conflito político – e achei de ótimo tom Bárbara ter levantado várias perspectivas. Mas, obviamente, teremos uma visão mais privilegiada do ponto de vista dos anômalos.

“Você não fica indignada quando sai de Pandora e vai para Prometeu e não pode entrar em uma loja? Não se sente humilhada quando trocam de rua porque você é algo que nem pode escolher? Você não acha absurdo tudo isso, de estarem nos prendendo dentro do único santuário que temos, de estarem cortando nossa comida...? Você não se sente impotente? (...)”

Gostei muito da forma que o enredo foi nos oferecendo informações gradativas sobre como os problemas vão surgindo. Observando de uma forma crítica, o título do livro é muito adequado. A perspectiva de Sybil é bastante apurada e fica fácil entender as reais dificuldades que a sociedade anômala está passando. As singularidades que se dão entre eles também são apontadas como um meio de conflito, portanto não é apenas com os humanos que eles devem se preocupar.

“A Ameaça Invisível” é um livro inteligente e interessante, e mesmo não tendo tanta ação como em “A Ilha dos Dissidentes” é ágil, tenso e emocionante. Os personagens são marcantes e muito carismáticos (estou me referindo a Andrei, sim). Vários personagens que tivemos um simples vislumbre no livro 1, terão mais destaque nessa continuação e conheceremos outros interessantes. Algumas surpresas farão parte da leitura e, aviso logo, senti uma pontada de traição por ter sido ludibriada por tanto tempo. Mas acontece, é o que dizem.

Paralelo a todos os problemas, Sybil também está com sérias dúvidas com relação a sua amizade com Andrei. Ele anda esquisito (mais do que o normal) e parece meio nervoso em sua presença. Será que a relação deles vai evoluir para algo mais?

Quero constar aqui e agora que shippo MUITO Sydrei e espero que eles casem e tenham vários filhos que nadem como tubarões. É necessário frisar que Sybil tem 16 anos e que esses sentimentos amorosos são absolutamente normais para seu contexto etário e não empobrece em nada a distopia. (E para quem é shipper, como eu, não é necessário mais do que uma faísca.)

Bárbara Morais me surpreendeu de forma muito positiva e “A Ameaça Invisível” é uma ótima mediação para a conclusão. Obviamente que algumas perguntas ficaram sem resposta, mas, não tem jeito, teremos que esperar pelo livro 3. Já a Editora Gutenberg merece uns abraços muito bem dados pelo trabalho maravilhoso. A diagramação do livro é ótima, as páginas são amareladas e grossas e a capa do livro, que é muito bonita, condiz bastante com a história.

Bárbara Moraes é super tuitera e sempre interage com os leitores sobre a história no seu Twitter. Também podemos encontrar a autora em sua página no Facebook, e não podemos esquecer a fanpage do grupo Trilogia Anômalos onde podemos teorizar sobre os acontecimentos, ameaçar a autora e compartilhar a empolgação pela história.

E vocês, conhecem os livros? Se não, corrijam essa falha de vida. Se sim, vem surtar comigo!






Fernanda Karen Estudante de Serviço Social com o coração no curso de Letras. Apaixonada por séries, dramas e café. Bookaholic  irrecuperável e promíscua literária. Eventualmente estou trocando um de meus rins por livros muito desejados. (Qualquer coisa é só entrar em contato). Amo YA, ficção-fantasia, clássicos (brasileiros, portugueses, ingleses, latinos etc), chick-lits... Perceberam que meu preconceito literário é zero? Ops, quase zero; não leio auto-ajuda.


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