Dia da Biblioteca e a importância da participação social

Dia 09 de abril é comemorado o Dia Nacional da Biblioteca e hoje quero convidá-los a refletir sobre a importância dessa instituição em nossa vida cotidiana. 

Imagem: Fundação Cultural do Estado do Pará

Em Belém do Pará temos a honraria de ter uma biblioteca pública à nosso dispor. Eu já fui uma usuária bem mais ativa nos tempos do meu ensino médio, quando ia fazer minhas pesquisas ou até mesmo só para passar o tempo com um livro (quem nunca?). 

Ocorre que a Biblioteca Pública Arthur Vianna, carinhosamente chamada de CENTUR, oferece serviços que abrangem ações de incentivo à leitura, visitas institucionais e monitoradas, palestras, exposições, cursos e oficinas e programações culturais para todos os públicos, que são atendidos todos os dias em seus espaços e contam com Seção de Obras Raras, Seção Braille, Seção de Obras do Pará e ainda tem Fonoteca, Gibiteca e Brinquedoteca. 
Esses serviços são oferecidos gratuitamente e, como supracitado, diariamente nas dependências do CENTUR distribuídas em vários andares.

Apesar de haver a crítica muito pertinente de falta de incentivo orçamentário por parte do Estado às instituições que promovem arte, também preciso fazer uma provocação: o quanto nós, como sociedade civil, estamos fazendo pela manutenção desses espaços. E com isso quero apenas questionar nossa presença nesses ambientes. 

Sim, a participação social é de fundamental importância para manter o funcionamento desses espaços institucionais que promovem arte e cultura. 
Nós, sociedade civil, somos co-participantes nesse processo. 

Imagem: Fundação Cultura do Estado do Pará

Depois de um longo e tenebroso inverno, voltei à biblioteca pública ontem e me deparei com um espaço saudoso que fez parte fundamental da minha história como leitora. 
Na biblioteca pública há uma variedade incrível de livros para todos os gostos; de romance chick-lit à clássicos, de terror à acadêmicos. Esse espaço nos pertence e precisamos fazer uso dele.

Também existem as bibliotecas das universidades que são abertas ao público para pesquisa, no entanto, elas são majoritariamente acadêmicas. No CENTUR, além da variedade, temos a oportunidade de experimentar até levar os livros para casa!

A biblioteca publica Arthur Vianna promove a socialização de alguns livros de seu acervo, o que é uma mão na roda para quem não pode viver comprando livros (eu). 
Para adquirir a permissão dos empréstimos é necessário levar cópias de documentos pessoais como RG, CPF e comprovante de residência. 
Esse processo vai gerar uma carteirinha onde poderás emprestar livros e vais ter que devolver para pegar mais, claro. 
Faça uso de seu direito, leitor!

Há quanto tempo tu não vais à biblioteca, leitor pai d'égua?
Para os de fora de Belém, como andam as bibliotecas da cidade de vocês?
Vamos ocupar!

Assistente social apaixonada por livros. Militante da transformação social através da literatura.

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