Na Tela #22 - Caixa de Pássaros - Josh Malerman

Título:
Caixa de pássaros
Autor:
Josh Malerman
Editora:
Intrínseca


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Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.


Cheguei atrasada no hype!

Olar

No finalzinho de 2018 a Netflix liberou a adaptação de "Caixa de Pássaros" e as pessoas que acompanho me deram um gás entrar na onda. Sim, sou altamente influenciável. 
No entanto, li o post do blog Pausa para um capítulo sobre o filme e assisti o vídeo da Bel Rodrigues e pronto: fiquei com um fogo ardente de ler o livro antes de assisti o filme. 
O e-book estava em conta então comprei e comecei na hora. Gostei logo de cara. 

Só a nível de informação, eu assisti o filme antes de terminar o livro e antecipo que gostei dos dois (e não, não estragou a experiência), portanto, neste post darei minhas impressões de ambas as obras.

O livro

Para começar: o filme é bem fiel ao livro, sim, mas devemos ter em mente que nenhuma adaptação será 100% a obra pois são mídias diferenciadas. Elas podem se complementar, como foi o caso perfeito desta adaptação em especial.
No livro, nada se sabe daquelas criaturas. Nem mesmo o vento forte com pequenos redemoinhos que o filme traz. 
A obra é da perspectiva de Melorie e dividida em duas linhas temporais; a de quando começou o surto e de 05 anos depois, quando ela já está sozinha com as duas crianças.

Algumas das diferenças marcantes no meu ponto de vista foram as próprias crianças. No livro elas são hipersensíveis aos sons e Melorie sabe disso. Tanto que, eventualmente, a personagem pensa que os treinou bem. E quando me refiro que as crianças ouvem bem estou falando muito sério!
São coisas bizarras, do tipo, ouvir um passarinho pousando em uma árvore fora de casa ou ouvir uma lágrima cair. MUITO X-MENS, SIM!

O livro também trabalha aspectos mais intensos. Algumas partes que não foram adaptadas nos dão uma perspectiva mais cruel de como este surto atingiu o mundo, mesmo que sem dar pista nenhuma do que de fato aconteceu; Cenas com crianças, animais e até experiências a mais de outros personagens que foram bastante suavizadas nas telinhas.

O filme

Como supracitado, a adaptação teve que se utilizar de alguns métodos para dar certo na TV e, como consumidora compreensiva que sou, aceitei as mudanças de coração aberto. 
O fato de a criatura não ter forma concreta muito me agradou pois, acompanhem minha linha de raciocínio: já como a história está se passando na perspectiva da protagonista, se ela visse a criatura significa que ia ficar com o djabo no coro e logo após de matar, né non?
Os produtores do filme confirmaram que ia mostrar a criatura mas não deu certo. Não lamento. Deu a nós, como telespectadores a mesma experiência da protagonista.

E por falar nisso, que experiências agoniantes! As cenas onde "vemos" através da venda são horríveis e eu só conseguia pensar que isso acontecesse na vida real eu levaria o farelo nos primeiros 10 minutos.

Retomando ao métodos para a TV: a criatura no filme, apesar de não ser visível, tem uma representação que dá aos telespectadores a noção de que a tragedia vai acontecer. Também achei ótima a mudança física dos personagens através dos olhos para termos a certeza que, sim, já era.

No mais, o trajeto que a personagem precisa fazer com duas crianças pequenas para se salvar é como vocês devem imaginar: DIFÍCIL E DOLOROSA. E olha que a adaptação suavizou de forma interessante a vida de Melorie.
Vou deixar para vocês, leitores que ainda não assistiram o filme ou leram o livro, viver essa experiência sem spoilers.

Quando estiverem em dia com ambas as obras voltem para trocarmos uma ideia, tá bem?
Só espero que não fiquem paranoicos, como eu, pois terminei o filme e só faltei ir tateando para o banheiro, rssss.

Até a próxima!



Assistente social apaixonada por livros. Militante da transformação social através da literatura.

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