quinta-feira, dezembro 06, 2018

Na tela #21 - Duff - Kody Keplinger

Título:
Duff 
Autora:
Kody Keplinger
Editora:
Globo Alt
Ano:
2015


Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o cara bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.
"Nunca julgue um livro pela capa" e ainda te digo mais: Nunca julgue pela adaptação cinematográfica também. Um amigo muito querido chamado Saulo Sisnando (Oi Saulo!) certa vez me ensinou que não devemos julgar o filme pelo livro pois são obras distintas. Talvez compartilhem se certos elementos, mas podem as vezes serem trabalhadas ou abordadas de forma diferente. E este foi o caso do livro Duff.

Tem alguns filmes na Netflix que eu assisto toda a semana, principalmente naqueles dias em que estou bem cansada do trabalho ou aconteceu alguma coisa que me deixou bem "down". E o filme de Duff é um deles... só depois de assistir incessantemente ao filme fui procurar o livro para ler. Aproveitei meu encontro com o livro na bienal deste ano e trouxe ele para casa. E como diria meus amigos do Pa Book Club (o clube do livro que rola na minha cidade e é organizado também pelo nosso amado blog) li o livro em "uma sentada só".

Quando terminei de ler e parei para digerir o livro fiquei tipo: o que foi isso?

O livro e filme focam em aspectos um tanto quanto diferentes da saga da vida da Bianca Pipper. E isso é um pouco chocante quando o filme é comédia romântica e o livro o drama corre solto. Mas tudo bem! Vamos trabalhar com eles de formas diferentes!

O Filme:
  • É uma comédia romântica;
  • A Bianca é engraçada;
  • Ela mora com a mãe;
  • Suas duas melhores amigas superpopulares e descoladas;
  • Ela gosta de estudar;
  • Curte filmes B de terror;
  • Está mais para uma Punk rock gótica.
  • É espontânea e divertida.
  • E gosta de simplificar as coisas.

O livro:
  • É drama;
  • A Bianca tem vários traumas no passado;
  • Ela mora com o pai;
  • Suas duas melhores amigas são bonitas e tal... mas são bem comuns.
  • Ela gosta de ficar dobrando suas roupas insistentemente para se acalmar.
  • Ela curte compartimentalizar sentimentos.
  • É muito retraída.
  • Não consegue resolver as coisas, fica escondendo e não consegue pedir ajuda.
O filme te apresenta devidamente o que é a definição de "Desengonçada, Útil, Feia e Fofa - DUFF" e mostra como a Bianca Pipper tem o poder de virar a inicialmente sua vida de cabeça para baixo para quebrar o rotulo associado a ela. Ela passa por vários momentos hilários e destrambelhados para conseguir mudar as coisas. Mas como ela não era a pessoa mais articulada ou sábio que conhecemos ela primeira coloca tudo fora do lugar para de falar como pessoas vai ao fundo do poço para então pedir ajuda a última pessoa que ela cogitaria na face da terra. 

Tudo porque ela se apaixonou!

E assim ela vai descobrindo que sair de sua zona de conforto para te propiciar uma liberdade incrível e ver que você tem potencial para fazer o que quiser na vida, basta se prontificar e se jogar nisso com a devida organização para concretizar os seus sonhos. A Bianca Pipper do filme tem um amadurecimento considerável no decorrer da trama. Mas acima de tudo ela passa a se aceitar! E faz as pessoas perceberem que é normal ser diferente... se é que deu para entender...

No livro a Bianca tem uma história de vida bem obscura. Seus pais estão passando por certos problemas e ela não consegue entender como ele permitiu que sua mãe se transformasse em uma mulher tão pouco preocupada com a família. E ainda por cima o comportamento da mãe reflete muito o do pai, que é alcoólatra em tratamento e desde que sua mãe saiu de casa de "férias" da família vem apresentando comportamentos estranhos sobre bebida.

Bianca anda escondendo de quem se preocupa com ela o que está acontecendo em casa, e não consegue pedir ajuda pois tem medo do que possa acontecer com seu pai. Ela vê nele uma vítima das circunstancias. Logo Bianca acaba se tornando a pessoa que lida com os problemas de casa no lugar de ser só uma adolescente.

No decorrer da trama Bianca descobre em um garoto a forma perfeita de fazer com que sua mente pare de ficar pensando em tudo, a dor de cabeça passe e ela consiga erguer a cabeça para as coisas que tem que ser resolvidas em casa... por ela mesma. E assim compreendi que Bianca descobriu uma forma de "escapismo" de seus problemas e da realidade que não satisfaz.
"Na sociedade atual, escapar significa libertar-se, seja do caos no trânsito, do estresse na empresa, da complexidade nos trabalhos universitários, do desentendimento na família, do ciúme no relacionamento. Teletransportar-se é um desejo comum de toda pessoa inserida em qualquer ambiente perturbador." (Fonte: Site Escapamente)
 Não sei se li o livro de forma diferente... ou me deixei "linkar" muito como o tema por conhecer algumas pessoas adeptas de escapismo... mas não consegui ler o livro sem enxergar além de uma garota que tem sede de viver a sua vida, mas uma garota que cedo demais não está aprendendo a enfrentar seus problemas, ou pior ainda não pedir ajuda.

Não sei se foi bem isso o que a autoria queria de mim como leitora devorando a obra. Eu amei mesmo o livro... e recomendo a todos. Assim como continuo amando o filme e também recomendo este. O que me deixa sensibilizada sobre a obra é que você tenha acesso a ambas de forma a se permitir absorver pelos assuntos que essa te apresenta. 


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