quarta-feira, novembro 07, 2018

Eu Li: Em pedaços - Lauren Layne

Título:
Em pedaços
Autora:
Lauren layne
Editora:
Paralela
Ano:
2018
Série:
Recomeços #1

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Uma garota com segredos corrosivos. Um ex-soldado com cicatrizes externas e internas. Um amor que pode salvar ambos... ou destrui-los de vez.

Aos vinte e dois anos, Olivia Middleton tem Nova York aos seus pés. Por fora, ela é a garota perfeita — linda, inteligente e caridosa — mas, por dentro, guarda um segredo terrível: um erro que a afastou das duas únicas pessoas que realmente importavam na sua vida. Determinada a esquecer o passado, ela deixa Manhattan e vai trabalhar como cuidadora de um soldado recém-saído da guerra. O que ela não esperava era que seu paciente seria um jovem enigmático de vinte e quatro anos tão amargurado quanto atraente.
Paul Langdon está furioso — com o mundo, com a vida, com o seu pai e, principalmente, consigo mesmo. Depois de sofrer na pele os horrores da Guerra do Afeganistão, a última coisa que ele quer é a companhia de uma princesinha nova-iorquina linda, mimada e irritante. A presença de Olivia parece tóxica para Paul: ela o incomoda, mas ele não consegue afastá-la, por mais que tente. 
Nessa recontagem moderna de A Bela e a Fera, Lauren Layne nos traz uma história irresistível de perdão, cura e, acima de tudo, amor.

O que uma consciência culpada pode fazer com você?


No livro "Em pedaços" somos apresentados a um mundo de pessoas falsas e relações por interesse tão superficiais quanto, de certa forma, pouco amistosas. E de cara nos deparamos com uma festa de despedida pouco convencional onde a poderosa família Middleton convida os amigos mais próximos para dizerem até logo a linda Olivia Middleton com seu enorme coração para a empatia com as dores alheias. A filha querida da família decidiu largar a faculdade faltando pouca coisa para se formar para passar um ano em atividades humanitárias e depois retornar ao mundo dela. E assim todos foram dar apoio a causa de Olivia e parabenizar os pais dela pela excelente educação que a deram.

Essa é a versão da história fomentada pela família de Olivia para a sociedade importante e para os jornais para poder justificar que, na verdade, Olivia não vem se comportando como deveria e largou a faculdade de vez para ir a algum lugar a esmo para compensar seus pecados. Ou seja, a família está tentando 'abafar o caso'.

O que as pessoas não sabem é que a consciência de Olivia tem pesado bastante sobre seus ombros depois de tudo o que ela fez com outra pessoa. E a forma que achou para tentar começar a redimir sua culpa é embarcando em uma viagem de autodescobrimento e redenção. O plano inicial era viajar para um lugar em que precisassem de ajuda com mão de obra para atividades humanitárias e onde não a conhecessem. Mas a família de Olivia acaba conseguindo desviar seus planos para que ela não se coloque em risco desnecessário sobre doenças ou mesmo perante a pobreza extrema e assim eles conseguem que ela seja designada para outro Estado para cuidar de um invalido de guerra, filho de um amigo rico próximo da família.

Olivia não aguentando mais permanecer onde está, embarca nessa missão tendo em mente que aconteça o que acontecer ela vai aguentar tudo, pois possui a esperança de se redimir.

O que Olivia não sabia era que estava sendo mandada para o 'castelo' da fera local... e que várias pessoas já haviam tentado participar da vida do monstro e todas haviam saído fugindo do castelo. Pois Paul Langdon era o pior tipo de fera.

Paul era considerado por muitos, e principalmente por ele mesmo, como uma fera monstruosa de se ver e conviver. Possuindo uma perna machucada para sempre e um rosto parcialmente desfigurado, ele decidiu se isolar e não se impor a ninguém. Então toda vez que seu velho pai aparece em sua propriedade e atrapalha seu habito de leitura para informar que está mandando outro cuidador para ver se consegue fazer com que ele reitere ao mundo, Paul apenas sorri e pensa logo como pode colocar mais uma pessoa para correr.

Só que dessa vez o pai de Paul tem uma novidade. Se Paul não aguentar um mês com a nova acompanhante e não apresentar novos hábitos saudáveis, será deserdado e perderá tudo. Na hora, Paul só acha graça pois ele é filho único e seu pai possui um império para governar, porém ele percebe que seu pai não está de brincadeira quando apresenta Olivia como sua nova cuidadora. Como pode o pai dele colocar alguém tão linda e pura perto de alguém tão medonho e horripilante? A decisão do pai foi premeditada pois Olivia é o tipo de mulher que sempre chamou a atenção de Paul em seus dias de ouro.

Paul começa a mostrar para Olivia porque é chamado de fera pela comunidade local. Pois, apesar de ter que aturá-la por um mês, isso não significa que esses dias vão ser fáceis para ela. O erro de Paul foi 'julgar o livro pela capa'! Ele achou que Olivia sairia correndo por aparentar fragilidade. Mas ela está decidida a se redimir, mesmo que isso signifique aturar as birras de Paul. E assim eles passam a conviver de forma bem brusca inicialmente... Com o decorrer dos dias, eles vão percebendo que suas aparências não os definem e juntos podem fazer uma releitura de mundo e se dar apoio.

O livro é na verdade uma releitura do conto de A Bela e a Fera e eu amo esse tipo de história!

Quando comprei o livro tinha ouvido algumas críticas bem pesadas sobre a forma crua e violenta que Paul passa a tratar Olivia. Acredito que nessa leitura, a minha vivência como Assistente Social na vida 'real' tenha me ajudado a perceber que, na verdade, Paul estava em situação pós-traumática e sem nenhum tipo de acompanhamento terapêutico. Já vi alguns casos assim no trabalho e não levei muito para o lado pessoal, assim como trabalho com o acolhimento de algumas famílias que possuem suas 'feras'. Sei que nada no mundo dá o direito a ninguém de ser cruel com outra pessoa... e não estou tentando defender o comportamento de Paul no livro. 
Só estou dizendo que Paul não é cruel por natureza... e sim um reflexo de suas vivências brutais de guerra que precisam ser acompanhadas por um profissional habilitado para entender e trabalhar em cima desse tipo de comportamento.

Nesse livro, além de ter gostado do romance e como foi se construindo com o decorrer da narrativa, também me ajudou a trazer para a ficção uma reflexão baseada na minha vida profissional.

Acredito que isso faz deste um livro que está na minha lista top #10 de leituras deste ano, pois a ficção me ajudou a refletir sobre a não-ficção. Eis um dos maiores propósitos dos livros na minha humilde opinião!

Espero que tenham gostado da resenha. E, por favor, leiam o livro!

Até o próximo post.


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