quinta-feira, abril 12, 2018

Diferentona 03 - Jane Eyre - Charlotte Brontë




Título: 
Jane Eyre
Autor: 

Charlotte Bronte
Editora: 

Martin Claret


Jane Eyre, romance de estreia da consagrada e renomada escritora inglesa Charlotte Brontë, narra a história de vida da heroína homônima. Quebrando paradigmas e criticando a realidade vitoriana da época, Jane Eyre desafia o destino imposto às mulheres e as posições sociais que elas deveriam ocupar. Recheado de características góticas, o romance possui personagens inesquecíveis e transformadores, como a figura do misterioso Rochester, patrão de Jane e peça vital da narrativa.



Sou grande admiradora dos clássicos ingleses que li. Adoro essas prosas que respiram refinamento e polidez.
Depois de muito ler Jane Austen achei que não me surpreenderia por uma heroína forte e independente; estava enganada. "Jane Eyre" é um espelho para a força feminina, e não esqueça que estou falando do século XIX, onde essas proezas eram raras. 
Charlotte Brontë criou uma história fantástica com muitos dramas e muito romance. E o que mais valorizei: nada muito 'água com açúcar'. 
A autora aborda temas, como: loucura, violência, rancor e amor, com um cunho realista que nos faz pisar em terrenos possíveis. E isso me cativa muito. Me agrada ler e pensar que eu poderia ter aquela reação se passasse por tal situação. E em "Jane Eyre" não acontece nada do outro mundo (na maioria das vezes), então podemos visualizar a história de Charlotte Brontë por uma perspectiva bem palpável. 

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A narrativa é em primeira pessoa e começa com Jane Eyre relatando sua infância. Após perder os pais ela fica a mercê de sua tia e primos que são extremamente duros e deixam claros que ela não é bem vinda. Gateshead Hall nunca foi um lar para Jane e após algumas situações, sua tia à manda para um colégio que recebe meninas carentes, chamado Lowood. Sua vida é cheia de privações, mas ela se sente um pouco mais agradável do que na casa da tia.
Já tirando a infância de Jane como base, o leitor percebe que essa menina feia, magra e pequena é singularmente superior. 

Após passar seu tempo como aluna na escola, Jane leciona por dois anos, mas seu espirito inquieto anseia por mais. E é o que ela vai atrás. Quando Jane consegue um emprego como preceptora de uma pequena francesinha, chamada Adèle, em Thornfield, sua vida começa a mudar, pois seu estranho patrão, o Sr Rochester, mostra à ela novos horizontes. Por enquanto, sua relação é puramente empregada-patrão, mas o Sr Rochester percebe o espirito superior de Jane, e a mantem sempre por perto para entretê-lo. É interessante a perspectiva de Jane Eyre à respeito do Sr Rochester, pois mesmo admitindo que ele é um homem feio e de feições duras, ele a atrai. 

Os diálogos deles são inteligentes e divertidíssimos, cheios de farpas mútuas. Jane já sente algo que ela julga ser impróprio por seu patrão, mas quem pode julga-la? O Sr Rochester um é homem muito interessante.
Após uma temporada de visita de alguns amigos do Sr Rochester em Thornfield, onde a bela Srta Igram parece ser o centro das atenções, Jane percebe verdadeiramente que está em apuros em relação aos seus sentimentos. Devo dizer que seus monólogos são extraordinários. Ela luta consigo internamente, mas consegue manter uma faixada calma e uma postura respeitosa. 

Acontece que o Sr Rochester também já está entregue à singularidade de Jane, mas ele não é desses que perde a oportunidade de ser sarcástico e a tal declaração de amor, a qual Sr Rochester foi cruel no começo e lindamente intenso em seu climax, me fez chorar. Sério.
Seria maravilhoso se esses fatos não fosses apenas a metade do livro. Como os dramas de Jane Eyre não tem limites acontecerão fatos que mudarão os bons caminhos da felicidade. (E que me tiraram mais lágrimas)

Chora não, coleguinhaaa

Charlotte Brontë foi fundo nos dramas humanos e criou Jane Eyre com uma percepção de mundo impressionante. Os personagens profundos, humanos e fascinantes dessa história são daqueles que marcam o leitor.
A obra tem grande influencia na vida da autora, pois certas semelhanças de sua realidade nesta ficção não passam despercebidas. 
"Jane Eyre" é uma leitura deliciosa e maravilhosa e dá aquela sensação de perda quando termina o livro. Uma obra prima que faz rir e chorar, onde Charlotte Brontë, com sua escrita primorosa, invade o coração do leitor e deixa sua marca permanentemente.

E vou constar: Todo ser humano que respira deve ler essa obra.


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