quarta-feira, abril 12, 2017

Eu Li: Nerve - Jeanne Ryan


Título:Nerve
Autora:Jeanne Ryan
Editora: Planeta
Ano:2016


Você já se sentiu desafiado a fazer algo que, mesmo sabendo que pode se arrepender depois, acaba levando em frente? A heroína deste livro também. 
Vee cansou de ser só mais uma garota no colégio, e quer deixar os bastidores da vida para assumir seu merecido posto sob os holofotes. E o jogo online Nerve, febre nacional transmitida ao vivo, pode ser o início dessa trajetória de sucesso. Basta que ela clique no botão “Jogador” em vez de “Espectador” para entrar na disputa, que propõe, a cada etapa, um desafio novo. 
A adolescente acaba formando uma dupla imbatível com Ian, um garoto desconhecido com quem trava contato ao se inscrever em Nerve. Juntos, vão galgando posições no jogo. Mas, conforme os dois avançam na disputa, os desafios ficam cada vez mais complexos... e perigosos.

Nerve é aquele livro para você terminar de ler e ficar paranóico com as informações que insere no celular em em redes sociais.

Vee é uma garota do ensino médio como qualquer outra: tem um desejo gigante de ser popular, uma queda por um dos garotos mais populares da escola e vive ofuscada pela sua melhor amiga, Sidney. Maquiadora, ela sempre está atrás do palco da peça de teatro de seu grupo, enquanto a melhor amiga contracena um beijo com seu crush, Matthew. Meio que por indicação dele e meio que por vontade própria (para ao menos uma vez ser a estrela e ofuscar sua amiga), ela resolve se inscrever para ser uma jogadora do Nerve, um jogo via aplicativo onde os participantes são desafiados a realizar tarefas ridículas e/ou humilhantes em troca de prêmios e fama.

Em seu primeiro desafio, Vee deve ir a um café, se molhar da cabeça aos pés com água e cantar uma música, na frente de todos os clientes e dos expectadores do Nerve que estiverem presentes. Tendo sucesso na sua primeira missão, ela nem imagina o que está por vir, muito menos o quanto esses desafios podem se tornar complicados e perigosos.
Olho para a minha blusa embaixo da lâmpada da rua e paro de respirar por um instante. O que eu não considerei antes de jogar água na minha cabeça era que vestia uma blusa de algodão branco. E que o sutiã era de seda fina. Eu, a coordenadora de figurino, funcionária de uma loja de roupas em meio período, devia ter levado em conta o efeito da água nesse tipo de tecido. Era a famosa camiseta molhada. E eu havia sido filmada.
Ai, meu Deus, o que foi que eu fiz?
Não é muito difícil imaginar na realidade onde existiria um jogo do gênero do Nerve. Com todo o tipo de coisa ridícula que já se faz atualmente para se conseguir fama no youtube, é bem fácil acreditar em pessoas fazendo de tudo num reality show via celular. A questão toda é que, ao longo do livro inteiro e com o desenvolvimento da personagem da Vee e do Ian (um participante que passa a ser a dupla dela nas fases avançadas), o Nerve vai ganhando aquele ar de corporação do mal. Vee começa a realizar os desafios (que inicialmente parecem bobos) e tudo parece ser uma cosia inocente para entreter o público fã do aplicativo. Mas, a medida que o jogo avança, as tarefas vão sendo levadas a extremos terríveis. Pior, cada vez que um dos dois resolve que o jogo já foi longe demais e que irá desistir, a corporação oferece um prêmio melhor ainda, sempre um objeto de desejo ou algo que só uma pessoa muito íntima saberia.

A evolução dos personagens é um ponto alto. O livro se passa num prazo de tempo que se estende no máximo em uma semana, mas, mesmo assim, a autora sabe passar para o leitor o quanto Vee e Ian (e os personagens coadjuvantes) evoluem e mudam de acordo com o avanço do jogo. Mais ainda, a trama foge daquele clichê de dar destaque para os personagens principais e esquecer os outros. Aqui todo mundo tem diversas camadas e há até um leve plot twist envolvendo um dos coadjuvantes (só que esse eu adivinhei antes da revelação)

A trama tem um início um tanto lento, mas, a medida que novos desafios do jogo são cumpridos, mais frenético o texto fica. Todos os pontos descritos se interligam diretamente com o problema criado no clímax, coisa que me deixou algumas 100 páginas extremamente tenso  (algo que raramente acontece comigo). O final não tem nada de muito inesperado, mas mesmo assim é muito bom, apenas, desnecessariamente aberto: a história até pode acabar por aqui, mas existem alguns ganchos para uma continuação.

Em 2016 o livro ganhou uma adaptação para o cinema que eu ainda não assisti, mas só pelo trailer (e por alguns spoilers que me deram) já percebi que a trama de ambos é consideravelmente diferente. 

Enfim, Nerve é um ótimo livro que eu realmente recomendo a todos que curtam aquelas tramas com bastante suspense e tensão.



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