quarta-feira, outubro 19, 2016

Eu Li: Eragon - Ciclo da Herança #1 - Christopher Paolini

Porque, se tem dragões não tem como
ser ruim
Título:
Eragon

Autor:
Christopher Paolini

Editora:
Rocco

Série:
Ciclo da Herança

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Eragon é o romance de estréia de Christopher Paolini, uma história repleta de ação, locais fantásticos e perigosos vilões. Com dragões e elfos, cavaleiros, lutas de espadas, inesperadas revelações e, claro, uma linda donzela que é muito bem capaz de cuidar de si própria. O protagonista, de quinze anos, é um pacato rapaz do campo, que ao encontrar na floresta uma pedra azul polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império, na qual ele é peça principal.

Eragon é o primeiro livro de uma maravilhosa série fantástica, que bebe de várias fontes clássicas: desde Senhor dos Anéis, passando pelo Ciclo de Terramar e até um pouco de Harry Potter (Eragon é de 2003). Aqui conhecemos a Alagaësia, um grande e antigo continente onde várias raças convivem desde tempos remotos. Num passado distante ocorreu uma grande guerra entre os Dragões e os Elfos. Com o fim do conflito e para garantir a paz entre as duas raças, foram criados os Cavaleiros dos Dragões, uma ordem de elfos com uma marca característica nas mãos (gëdwey ignasia), dominadores da magia da Língua Antiga e extremamente poderosos. Cada cavaleiro era escolhido por um dragão e esses passavam a ter uma ligação única, compartilhando pensamentos e forças.

Os Cavaleiros de Dragões ser tornaram mantenedores da paz, curandeiros, educadores e filósofos, além de possuírem grande poder mágico e vida longa. Quando os humanos apareceram pela primeira vez nas terras da Alagaësia, eles também foram aceitos como membros dessa ordem de elite. Tudo seguia em paz e o continente vivia uma era dourada até que os monstruosos e hostis Urgals (inimigos antigos dos Cavaleiros) capturaram um jovem cavaleiro chamado Galbatorix e mataram seu dragão. É dito que a morte de qualquer um dos dois (dragão ou cavaleiro), o fim da ligação mental e o silêncio dos pensamento que ambos compartilhavam causa uma dor absurda que pode levar a loucura. Eis que Galbatorix, insanamente traumatizado, resolve exigir dos ancião um novo dragão, mas tem seu pedido recusado. 

Enlouquecido com sua perda e sentido-se traído pela ordem, Galbatorix consegue roubar um dragão para si (Shruikan) e controlá-lo usando magia negra. Ele também consegue juntar treze cavaleiros dispostos a trair a ordem (os renegados) e, usando sua força, consegue derrubar a ordem dos Cavaleiros de Dragões e se autoproclamar rei de Alagaësia. Apesar disso, seu controle é limitado: os anões, elfos e alguns humanos refugiados numa terra ao norte, conseguem se manter autônomos em suas terras. 

Mapa do continente da Alagaësia
Em Eragon, vários anos se passaram desde a traição de Galbatorix. A ordem dos Cavaleiros de Dragões foi extinta e os últimos 3 ovos de dragão existentes, além do próprio dragão Shruikan, estão sob controle do rei tirano. Além disso, os 13 renegados também já foram derrotados. Os elfos, anões e humanos livres estão reclusos em suas capitais ocultas (Elesmera, Farthen Dur e Aberon, respectivamente) e o conflito segue ocorrendo nas sombras.

Nesse cenário acompanhamos a história de Eragon, um jovem fazendeiro que vive com seu tio e primo numa área conhecida como A Espinha, completamente alheio a todo o passado da terra onde vive. Eis que um certo dia ele é surpreendido ao encontrar um pedra azul polida, que mais tarde descobre ser um dos ovos de dragão que estavam sob controle de Galbatorix. Desse ovo nasce Saphira, uma dragão fêmea que escolhe Eragon como seu cavaleiro e ambos passam a ter suas mentes interligadas, assim como o garoto passa a ter a marca da gëdwey ignasia. Eragon se torna um cavaleiro do dragão e acaba sendo empurrado para o centro desse conflito. 

A trama do livro tem um "q" de road trip (no caso, sem as estradas e carros): após vários acontecimentos, Eragon decide atravessar todo o mapa da Alagaësia em companhia de Brom (o contador de histórias de sua vila) e de Saphira para realizar uma certa busca. Ao longo do caminho eles acabam testemunhando e contando para o leitor, como esse continente funciona sob controle de Galbatorix, com um cenário bem medievo-feudal. Ao mesmo tempo, o garoto começa seu treinamento para dominar tanto sua ligação com sua companheira dragão, quanto para aprender a lutar corpo a corpo e usar a magia da Língua Antiga. 

A Magia da língua antiga é um dos pontos altos da trama. Existem regras específicas para a utilização dela. A língua antiga é uma linguagem a parte (inteiramente criada por Christopher Paolini), através da qual é impossível mentir. Cada comando mágico dito nessa língua será executado automaticamente, utilizando a energia do corpo do usuário. Se o usuário ordenar uma magia que seja muito absurda (como mover uma montanha ou transformar um deserto em água), sua energia será drenada até que a ação aconteça ou até que ele tenha sua energia drenada até a morte. Por isso, um mago deve aprender muito bem a linguagem, para evitar falar algo errado, pois as consequências são imprevisíveis (coisa que acaba invariavelmente acontecendo). Além disso, cada indivíduo possui um nome único nessa linguagem que deve ser sempre guardado em segredo. Aqueles tem seu nome em língua antiga revelados a outra pessoa, podem ser controlados por ela. 

O texto de Christopher é bem dinâmico: o livro tem 460 páginas, mas é extremamente denso. A história de Eragon apenas nesse primeiro livro já é bem longa e várias coisas acontecem, sendo que no final, o personagem já evoluiu bastante e é uma pessoa totalmente diferente do início. Interessante também é a quantidade de personagens coadjuvantes que aparecem na trama. São vários e cada um tem sua história e seus mistérios. 

O livro possui várias batalhas inseridas no meio trama e, essas talvez sejam o único ponto fraco: algumas são um tanto confusas. O autor criou várias raças diferentes que tem papeis importantes na história e em alguns pontos onde elas entram em conflito, acaba sendo um tanto confuso. Mesmo assim, no final do livro, o autor se redime um pouco nesse quesito.

No final das contas, o Ciclo da Herança é um universo bem rico e Eragon é um ótimo início para ele. Recomendo de verdade a todos aqueles que curtem uma boa história de jornada do heroi, mundos fantásticos, magia, dragões e grandes batalhas.



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