domingo, janeiro 10, 2016

Eu Li: O Último dos Canalhas - Loretta Chase

Título:
O Último dosCanalhas
Autora:
Loretta Chase
Editora:
Arqueiro
Onde Comprar:
Saraiva | FNAC | Submarino

O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, esta´ pronto para sua pro´xima conquista e ja´ escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. So´ que desta vez, ale´m de seduzir uma bela mulher, ele deseja tambe´m se vingar dela. Ao se envolver numa discussa~o numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputaça~o da moça.
Mas Lydia na~o esta´ interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insen- satos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a der- rota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atrac¸a~o que o adversa´rio lhe desperta. E, nessa divertida batalha de seduça~o e mali´cia, resta saber quem sera´ o primeiro a ceder a` tentaça~o.

Oi gente...cá estamos nós mergulhando no século XIX (de novo)!

Bem temos aqui um livro com uma pergunta chave inicial bem importante: Ele é a continuação do livro "O Príncipe dos Canalhas"? O que posso dizer é que é, e não é. O livro conta a história de um personagem que aparece no livro citado, mas sinceramente? Você consegue ler ele sem ter lido o anterior de boa, e sem prejuízo no decorrer da leitura, só que no final acho que vocês podem ficar um pouco curiosos sobre a família do Lorde Dain, do livro anterior.

Até porque a autora te faz o favor de pincelar os fatos ocorridos anteriormente e que são importantes nessa história. Mas,  sinta-se a vontade para ler só esse livro (se você quiser) sem culpa. Particularmente, considerando que  li o primeiro livro, admito que me deixei envolver bem mais com a história do Lorde Dain e da Lady Jessica. Foi mais engraçada, e cheia de altos e baixos, mas essa aqui é bem mais cheia de intrigas e mistérios.

Gostaria de começar essa resenha com a citação do segundo paragrafo do livro:

Segundo etimologistas, ´´Mallory`` significa ´´infeliz`` ou ´´azarado``. Mas na história da família do duque, queria dizer ´´encrenca``, com ´´E`` maiúsculo. Alguns antepassados do duque tinham vivido muito, outros pouco, mas todos tiveram em comum uma vida intensa, porque essa era sua natureza: serem canalhas notórios de nascença.
A autora tem um humor bem ácido e as vezes até mórbido quando ela começa os livros dela, nestes dois casos. Lembro que ela começou o Príncipe dos Canalhas contando as tragédias da vida infantil de Lorde Dain e a construção da fama dele. Esse livro não começou diferente! Dessa vez ela começa contando sobre os inúmeros funerais em que o primo pobre, o devasso Vere Mallory, teve que comparecer até ser nomeado com o título da sua família, e o quanto ele odiou receber esse título.

A história não começa da melhor forma possível, mostra um homem na faixa dos 30 anos, com um título de nobreza na mão, duque de Ainswood, e inúmeras sombras da morte fungando no cangote dele, e apesar disso ele continua um canalha e o maior libertino da atualidade, como se nada tivesse acontecido. Até o dia que ele salva uma pessoa na rua de ser atropelada por uma carroça, e corre atrás da carroça para salvar uma donzela indefesa.

Mais errado ele não poderia estar. A tal donzela indefesa não é ninguém mais ninguém menos que a jornalista mais comentada da cidade, a senhorita Lydia  Grenville, que também esconde um passado tortuoso, e que atualmente vive como uma mulher moderna e trabalha ferozmente em uma revista, assim como também tem um nome falso masculino, com que ela assina a história romântica e ´´desnecessária`` chamada A rosa de Tebas. Ela não é nenhum pouco romântica, no fundo ela também tem umas vontades bem singulares.

E no meio da confusão onde a Lydia tenta salvar uma donzela indefesa, o Duque de Ainswood aparece e atrapalha tudo, deixando Lydia irada. Adorei a construção do primeiro encontro deles, pois a Lydia é uma Femme Fatale, muito diferente das mocinhas da sociedade que só sabem ficar batendo as pestanas perto dele, e nem preciso dizer que a última coisa que ele quer é casar! Ela é descrita por ele como uma gótica viking...kkkk...e eu totalmente concordo com ele, porque ela usa uma blusa com botões até o queixo, sempre está de preto. Uma beldade loira platinada de olhos glaciais. Ele descreve que a beleza dela é pouco usual, e deixa os homens intimidados para investir no caso, pois ela é tão cheia de si! Ou seja, ela é o número dele!

Nesse dia o maior erro foi cometido por ele, quando a subestimou, e acabou de bunda no chão e com um belo soco dela no nariz. Nas palavras dela ele não passava de um libertino idiota machista, e que devia despedir seu valete, porque ele sempre parecia um mendigo todo desconjuntado.

Na verdade Lydia é uma moça que já teve que viver muita coisa ruim na vida e que está sempre disposta a ajudar os injustiçados, sem que isso precise virar uma manchete na revista que ela trabalha. Ela é muito prática em sua vida, ela trabalha e sustenta uma casa com 2 moças que lhe auxiliam. Ela tem uma cadela chamada Susan, que é o amor de sua vida, e sabe que mulheres tem necessidades tanto quanto os homens, e que sua condição de virgem pode ser vulnerável, mas sua posição como voz de injustiças e crimes na revista não é.

Então quando ela começa a ter sua vida na mira do Duque e ele começa a ter ela como meta da vida dele, ela entra em parafuso. Enquanto ela quer experimentar, ele quer compromisso. E assim em papeis trocados e no meio de investigações, crimes, sequestros e histórias na revista, eles começam a se conhecer melhor.

Como disse inicialmente,  a autora não se atém ao lado hot, ela se prende na trama de intrigas e mistérios que envolvem os dois, e suspeito que as situações de flerte agressivo e adorável sejam a paixão dessa autora, pois o livro está recheado deles. O livro também traz alguns trechos interessantes que ocorriam nesse período (ou não)!

O que mais me divertiu foi esse cabo de guerra traçado entre eles, para ver como cada um vai dar a revanche no outro, como cada um deles vai começando a afetar o outro. Por coisinhas que se não prestar atenção você passa batida. Tipo, quando ele começa a se vestir adequadamente, quando ela começa a se inspirar nele para escrever sobre o vilão/heroi/sedutor da história romântica dela, e acaba se tornando natural quando eles começam a trabalhar juntos para solucionar certos crimes e combater injustiças.

Ele sempre de olho nas travessuras dela, que na sua sede de mostrar que as mulheres podem tudo, acabava se expondo e colocando aos dois em perigo.

Nem preciso dizer que o livro chamou mais a minha atenção pelas intrigas e o pouco uso de cenas hots!

Fica a dica!


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