terça-feira, janeiro 05, 2016

Eu Li: Minha Vida Mora ao Lado - Huntley Fitzpatrick


Título:
Minha Vida Mora ao Lado
Autora:
Huntley Fitzpatrick
Editora:
Valentina
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“Minha mãe nunca ficou sabendo de uma coisa, algo que ela reprovaria radicalmente: eu observava os Garrett. O tempo todo.”
Os Garrett são tudo que os Reed não são. Barulhentos, caóticos e afetuosos. São de verdade. E, todos os dias, de seu cantinho no telhado, Samantha sonha ser uma deles, ser da família. Até que, numa noite de verão, Jase Garrett vai até lá e...
Quanto mais os adolescentes se aproximam, mais real esse amor genuíno vai se tornando. Contudo, precisam aprender a lidar com as estranhezas e maravilhas do primeiro amor. A família de Jase acolhe Samantha, apesar dela ter que esconder o namorado da própria mãe.
Até que algo terrível acontece, o mundo de Samantha desmorona e ela é repentinamente forçada a tomar uma decisão quase impossível, porém definitiva. A qual família recorrer? Ou, quem sabe, Sam já é madura o bastante para assumir suas próprias escolhas? Será que está pronta para abraçar a vida e encarar desafios?
Quem você estaria disposto a sacrificar pela coisa certa a se fazer? O que você estaria disposto a sacrificar pela verdade?


Samantha Reed e sua irmã Tracy cresceram com uma mãe meio que paranoica, preconceituosa e que se importava muito com aparências. Quando os Garrett se mudaram para a casa ao lado a mãe delas quase teve uma síncope. Afirmou logo que eles seriam os tipos de vizinhos que não manteriam o jardim em ordem, que seriam desorganizados e bagunceiros. Para uma mãe como a de Samantha isso seria o fim. 

Mamãe suspirava, sacudia a cabeça, e tirava o aspirador do armário, como se fosse um Valium. A canção de ninar da minha infância era minha mãe trabalhando com o aspirador de pó, fazendo linhas perfeitamente simétricas em nosso tapete bege da sala. As linhas de alguma forma pareciam importantes para ela, tão essenciais que ela ligava a máquina enquanto Tracy e eu estávamos tomando café da manhã, em seguida, lentamente nos seguia até a porta enquanto pegávamos nossos casacos e mochilas. Então ela voltava, eliminando nosso rastro de pegadas, e o seu próprio, até que estávamos fora. Finalmente, ela guardava o aspirador de pó com cuidado atrás de uma das nossas colunas da varanda, só para pegá-lo de volta à noite, quando ela chegava em casa do trabalho.

Em suma, os Garrett com seus 5 filhos (que se tornaram 8 ao longo dos anos) eram tudo que a família Reed não era. Sam considrava que eles sim eram uma família, onde seus membros gostavam de estar juntos uns dos outros, se divertiam, brincavam, riam, se amavam e demonstravam esse amor sem ter vergonha. Logo Sam transformou a observação secreta da família ao lado num precioso passatempo. 

Eu saia depois de deitar, olhava através das janelas iluminadas, e via a Sra. Garrett fazendo os pratos, um dos filhos mais jovens sentado no balcão ao lado dela. Ou o Sr. Garrett lutando com os meninos mais velhos na sala de estar. Ou as luzes continuando acesas onde o bebê devia dormir, a figura do Sr. ou Sra. Garrett andando para lá e para cá, se esfregando um pouco. Era como assistir a um filme mudo, tão diferente da vida que eu vivia.

Sam nunca pensou que chegaria perto dos Garrett até que um dia foi surpreendida em seu esconderijo secreto por Jase, um dos filhos mais velhos, e descobriu que ele também vinha observando-a por um tempo. E ele é tão seguro de si e dos seus, que de desconhecida ele a transforma em mais uma amiga da família, que por sinal a recebe de braços abertos! Foi uma trnasição tão natural, sabe gente? Eu fiquei tão feliz quanto Sam! Passou a sensação de que era aquele lugar que ela pertencia, de que ela precisava de todo essa carinho que os Garrett estavam dando gratuitamente a ela. 

A amizade entre Jase e Sam logo de transformou em romance, um fofo, divertido, natural e "suspirante" romance. Mas Sam escondeu tudo isso de sua mãe: sua amizade, seu namoro. Sua mãe jamais a deixaria continuar com isso se soubesse, e Sam não estava disposta a perder os Garrett. Mas então um acidente acontece e Sam sabe mais sobre esse acidente do que gostaria. E agora? Até que ponto é justificável mentir para proteger alguém que se ama? Ou não existe justificativa? Sam se vê em meio a um doloroso dilema.
 
Foi um dos meus livros preferidos de 2015. Adorei desde a narrativa aos personagens, da trama aos diálogos. Os personagens são tão naturalmente imperfeitos como eu, você e qualquer um que se diga perfeito. Encontramos pessoas preconceituosas, aproveitadoras, interesseiras, mentirosas, amorosas, gentis, naturalmente felizes em qualquer lugar. Os Garrett tem que lidar com o preconceito diariamente. Pessoas perguntando se eles não conhecem a camisnha, por exemplo, só porque esolheram ter uma grande família. Pessoas que não tem empatia e se importam demais com a vida dos outros. Quem não conhece alguém assim, hein? Enfim, um livro cheio de situações que você pensa que bem poderiam estar acontecendo na casa ao lado. Situações bem reais. 

Ah, tenho que falar do George. Ele é um dos irmãos mais novos de Jase e é a sensibilidade em pessoa. Tão puro, tão inocente e amoroso. Ele me rendeu umas boas gargalhadas e vai te cativar tanto quanto me cativou. Lindo demais! 

Enfim, adorei o livro e super recomendo. Agora dá licença que eu vou ali no Facebook perturbar a Editora Valentina para ela publicar logo os outros livros da editora. Até!





4 comentários:

  1. Nunca li esse livro, mas de cara já acho a capa dele linda :)
    Gostei da resenha :)

    www.vivendosentimentos.com.br

    ResponderExcluir
  2. Esses livros que adicionam uma sensibilidade na história por mostrar traços de realidade me emocionam muito. Fiquei muito interessada nessa história e espero lê-lo em breve.
    Amei a resenha!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, eu adoro livros assim! Você vai adorar também!

      Beijos!

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