segunda-feira, novembro 09, 2015

Eu Li: Proibido - Tabitha Suzuma

Título:
Proibido
Autor:
Tabitha Suzuma
Editora:
Valentina
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC 

Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa?
Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.
Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.

 Esse livo me foi muito indicado pela chefe do blog, Bianne, e quando surgiu a oportunidade de solicitar para a resenha, aproveitamos.
Concordei com tudo que me foi dito sobre ele: intenso, angustiante, arrebatador e muito bonito.
"Proibido" é sobre incesto. Eu sei que é forte chegar assim e jogar a palavra no ar, mas é isso que acontece. Lochan e Maya são irmãos e não tem uma vida fácil. Abandonados pelo pai quando crianças e com uma mãe terrivelmente irresponsável (que vontade de dar na cara dessa mulher, Jesus) os dois são, praticamente, pai e mãe de seus 3 irmãos caçulas.
Eles fazem tudo: cozinham, ajudam na lição, vão buscá-los na escola, cuidam, fazem dormir... Simplesmente não é fácil. E nesse cotidiano, eles só tem um ao outro. Quem mais entenderia o que eles passam?

Particularmente, vejo a rotina complicada deles como um ponto de partida para o amor não fraternal que cresceu entre eles.
Neste vídeo (assistam, sério), a autora pontua algumas coisas interessantes sobre incesto e em como ela não tem a intensão de nos influenciar na prática.
Achei legal ela ter comentado que os casos que são expostos normalmente pela mídia são abusivos. Mas esse livro não se trata de abuso. Se trata de amor.
Ele mostra ao leitor que não escolhemos a quem amar.
Tem uma parte que Lochan fala isso. Que se ele pudesse escolher, obviamente que não seria Maya. Que não seria alguém que a sociedade não apoiaria, que não seria alguém que, ao que tudo apontava, não daria certo.

"Proibido" é um livro emocionante que dá ao leitor uma perspectiva completamente nova sobre o surgimento do amor. Eu, que sou acostumada a ler livros românticos e a shippar loucamente os casais mais aleatórios, me vi com um baita tabu. Eu não queria shippar. Eu não queria que eles sofressem tanto por causa de um amor proibido. Mas a história me levou à refletir sobre eles dois de uma forma que eu jamais pensei que conseguiria.

*cry*
O livro é bem dramático e obviamente polêmico, mas também muito amado pela maioria dos leitores. A autora expressa os sentimentos dos personagens de uma forma bonita, mesmo levando em consideração todos os conflitos. É injusta as circunstancias que Lochan e Maya são obrigados a passar; É injusta a carga de responsabilidade que eles carregam, por causa da isenção dos pais. E paralelo a isso, é tão bonito (e, admito, meio desesperador) vê-los se dando conta que o amor dos dois é diferente do amor que irmãos deviam sentir.
"Proibido" é narrado em 1ª pessoa, por capítulos alternados da perspectiva de Lochan e Maya, então o leitor vai ter pontos de vista privilegiados sobre como circunstancias e personalidades influenciam num romance.

O mesmo que a autora diz, vou pontuar: leiam o livro de cabeça aberta. Não se trata de concordar ou não com os eventos narrados, trata de tentar compreender a vida dos personagens.
Eu sei que é difícil, mas garanto que é um bom exercício.

Leiam






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