terça-feira, setembro 15, 2015

Eu Li: Fragmentados - Neal Shusterman


Título:
Fragmentados
Autor:
Neal Shusterman
Editora:
Novo Conceito
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC

Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .
Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.
O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.

Grata surpresa, grata surpresa. Peguei esse livro para ler sem saber muito sobre ele e sem esperar muito também. Ultimamente tenho feito isso com livros e me dado super bem, pois não cria aquela expectativa crescente que no final te decepciona, sabe? Usei esse método com Fragmentados e não me decepcionei, pelo contrário, me surpreendi.

Primeiro é necessária uma introdução sobre o livro, que você encontra logo no começo. Ela diz o seguinte: Durante a Segunda Guerra Civil, um conflito longo e sangrento que ficou mais conhecido como "Guerra de Heartland", foi criada a Lei Da Vida, que diz que a vida humana não pode ser tocada desde o momento da concepção até que a criança chegue aos treze anos. Todavia entre os treze e os dezoito anos os pais podem escolher abortar retroativamente uma criança entregando-a para a fragmentação, onde ela será ao mesmo tempo eliminada e mantida viva pelo reimplante de suas partes em pessoas que as necessitam. A prática é comum e aceita pela sociedade. Okay né? Eu que não quero fazer parte de uma sociedade assim, apesar de ter passado da idade. 

No livro conhecemos muitos fragmentários (os jovens que foram entregues para a fragmentação), mas três são nossos personagens principais, cujas vidas vão se entrelaçar e nos levarão a refletir muito, MUITO: Connor, Risa e Lev. Connor é um adolescente problemático que descobriu recentemente que seus pais assinaram a ordem de fragmentação para ele. Desde então ele tem sido o melhor filho do mundo, fazendo de tudo para seus pais sofrerem o arrependimento de terem mandado seu filho para a fragmentação.

Risa cresceu em uma instituição do Estado e dedicou grande parte de sua vida à ser uma grande musicista, na esperança de ser considerada útil e não ser enviada para a fragmentação. Porém o governo precisa limpar uma porcentagem de jovens de seu sistema para abrir espaço para outras crianças, e como Risa não é uma das mais brilhantes é claramente dispensável. Será fragmentada, óbvio. Lev é o personagem cuja história mais me chocou. Ele tem 13 anos e é um dízimo, alguém que nasceu somente para ser enviado para a fragmentação, como um presente de seus pais para a humanidade, um sacrifício a Deus, um cordeirinho a caminho do abate. O fruto horrendo do fanatismo religioso, da crença de que Deus está feliz com o sacrifício humano, da cegueira humana. E ele está feliz com isso, coitado. Foi criado para acreditar que é especial por ser um sacrifício humano. 

As vidas desses três jovens se interlaçam durante um acidente causado por Connor em uma auto-estrada durante sua tentativa de fuga. Risa vê uma chance de escapar de sua fragmentação e foge também. Os dois, achando que estão fazendo um favor, sequestram Lev, que não quer nada mais do que ser fragmentado. A partir de então, em meio a fugas, aventura e ação, encontramos também muitos questionamentos. Qual o valor da vida? A partir de que ponto algo horrendo se torna aceitável perante a sociedade? Qual a extensão da culpa por omissão? O que o fanatismo religioso é capaz de fazer com a mente das pessoas?

Amo, amo!, livros que além de nos proporcionarem uma alta dose de diversão também nos proporcionam momentos de emoção e de reflexão. Em minha opinião a literatura serve para isso, para divertir e ensinar, nos ensinar a questionar, a refletir. Em meio a toda a aventura que é a fuga dos três jovens da fragmentação nos encontramos muitas vezes na cabeça confusa de Lev (o livro é contado dos três pontos de vista, principalmente). Lev é fascinante. Sua história é comovente. É triste ver o que foi feito de sua mente durante os anos da criação enganosa que ele teve. Dá repulsa de seus pais. E Lev nos ensina muito também, pois o que poderia se um eterno personagem irritante por causa de seu desejo insano de ser fragmentado se transforma em um personagem fundamental na história.


Já tinha ouvido falar muito bem dos livros no Neal Shusterman e com certeza é uma opinião acertada. Ela sabe conduzir a história sem deixar o ritmo diminuir, nos deixando a cada capítulo com a sensação de que seremos surpreendidos constantemente ao longo dos próximos capítulos. Eu com certeza recomendo esse livro. Escrita diferente, enredo original e questionador, muita ação e uma dose de suspense. Adicionem à suas listas de leitura e venham conversar comigo! 

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Um comentário:

  1. Gostei muito da Resenha, já estava namorando o livro nas livrarias, pois me pareceu ser uma história bem instigante mesmo, posso adicionar a lista dos livros desejados, com certeza! Abraços.

    www.sobreososlhosdaalma.blogspot.com

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