sexta-feira, março 27, 2015

Eu Li: Fingindo - Perdendo-me #2 - Cora Carmack


Título:
Fingindo
Autora:
Cora Carmack
Editora:
Novo Conceito
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC

Meu nome é Cade Winston. Aluno de mestrado em belas-artes, voluntário, abraçador de mães e seu namorado pelas próximas vinte e quatro horas. Prazer em conhecê-la.
Com seus cabelos cloridos, tatuagens e um namorado que combina com tudo isso, Max tem exatamente o estilo que seus pais mais desprezam... E eles nem sonham que a filha vive assim.
Ela fica em apuros quando seus pais a visitam na faculdade e exigem conhecer o futuro genro. A solução que Max encontra para não ser desmascarada é pedir para um desconhecido se passar por seu namorado.
Para Cade, a proposta veio em boa hora: é a chance que ele esperava para acabar com a sua fama de bom moço, que até hoje só serviu para atrapalhar sua vida.
Um faz de conta com data marcada para terminar... E um casal por quem a gente vai adorar torcer. Fingindo vai seduzir você.

Preciso começar constando que me surpreendi por gostar TANTO desse livro. “Perdendo-me” foi fofo, então estava esperando aqui algo também fofo e leve, mas Cora Camarck deu uma intensidade tão boa nesse livro 2, que fiquei encantada.

“Fingindo” não é exatamente a continuação de “Perdendo-me”. Esse livro está mais para spin-off e o ultimo spin off com personagem rejeitado que li se tornou a minha série favorita (oi, Bloodlines). Este é um dos lançamentos da Editora Novo Conceito deste mês e, acreditem: que maravilha de livro!

Conhecemos Cade Winston em “Perdendo-me”. Ele é o melhor amigo de Bliss e era apaixonado por ela, porém não havia competição. O coração de Bliss estava completamente envolvido com Garrick e Cade teve que aceitar que esse amor não era para ser.

Obviamente que não é fácil.

Sendo assim, Cade decide se afastar. Cuidar de sua carreira como ator enquanto faz o mestrado em Belas Artes é uma prioridade... até que o destino se interpõe.

Max é uma mulher que exala intensidade. Com seus cabelos coloridos, suas tatuagens e sua postura, ela passa uma confiança incrível... quando o assunto não são os seus pais. Ela trabalha em um estúdio de tatuagem e é dançarina em uma casa noturna e seus pais nem sonham com isso, e Max vai fazer de tudo para mantê-los na ignorância.

Então quando eles a avisam de surpresa que estão na cidade e que vão vê-la em 5 minutos, ela dá um jeito de se livrar de seu namorado com aparência de bad boy e precisa conseguir um pretendente com cara de adorável para impressionar seus pais. E quem melhor do que um ator para interpretar esse papel?

Cade e Max se provocam, flertam, se estressam, no entanto algo definitivamente os tiram de seus comodismos. A atração é inegável, mas eles são um casal improvável. Eles não combinam, sabe. Mas o amor não se importa com rótulos ou estereótipos e a história desses dois vai tocar vários corações. (O meu já foi.)

O enredo é bem simples se visto superficialmente, mas a bagagem desses personagens deixa essa história intensa de uma forma deliciosa. Cade está com o coração partido e Max tem vários conflitos sérios que precisam ser resolvidos e, meio que indiretamente e sem querer, eles vão ajudar um ao outro a superar seus medos.

“Vou lembrá-la todos os dias de como é bom ter seu corpo no meu. Vou lembrá-la todos os dias dos bons tempos e vou ajudá-la a esquecer o que foi ruim. Vou lembrá-la de quem você é quando a vida colocá-la pra baixo e fazê-la duvidar. Vou aparecer na sua porta no meio da noite e beijá-la até que você se lembre de que seus medos são apenas medos e que eles não vão controlar você. Vou apostar contra o seu coração inconstante se ele for meu.”
A narrativa é em primeira pessoa e alternada entre a perspectiva de Cade e Max. É lindo ver como um enxerga o outro, mas o que se expressa é: Ele, o garoto de ouro. Ela, a menina furiosa.

Suas personalidades são tão marcantes e é muito legal vê-los sendo destrinchados no decorrer da história. Os diálogos são adoráveis e engraçados, sim, mas no avançar do livro percebemos a carga que ambos carregam e os vemos com olhos mais compreensíveis, mesmo que o envolvimento entre eles tenha sido rápido demais. Cada um tem algo que o outro nunca procurou, mas agora que foi encontrado faria parte deles e seria terrível se fosse arrancado.

“Fingindo” é um livro fabuloso que oferece algo mais que um romance leve e divertido. Ele dá ao leitor um sentimento agridoce de perda e coração partido, mas também esperança no amor. (Ain, fui tão viadhênha mas foi o que senti! Juro!)

A Editora Novo Conceito ainda vai lançar um outro spin off no universo de “Perdendo-me” e se o terceiro livro for tão bom quanto “Fingindo”, podem lançar amanhã que já quero!

Fernanda Karen Estudante de Serviço Social com o coração no curso de Letras. Apaixonada por séries, dramas e café. Bookaholic  irrecuperável e promíscua literária. Eventualmente estou trocando um de meus rins por livros muito desejados. (Qualquer coisa é só entrar em contato). Amo YA, ficção-fantasia, clássicos (brasileiros, portugueses, ingleses, latinos etc), chick-lits... Perceberam que meu preconceito literário é zero? Ops, quase zero; não leio auto-ajuda.

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