quinta-feira, agosto 21, 2014

Eu Li: O Peculiar - Peculiar #1 - Stefan Bachmann



Título:
O Peculiar
Autor:
Stefan Bachmann
Editora:
Galera Júnior
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC


Parte romance gótico, parte mistério e aventura steampunk. Após a invasão do mundo pelos seres mágicos, as fadas foram aceitas entre os mortais, mas os mestiços não têm lugar. Os irmãos Barthy e Hettie vivem com medo. Tudo piora quando Peculiares são encontrados, ocos, boiando no Tâmisa. Mas eles estão seguros em Bath, não? Talvez... Se não fosse pela misteriosa dama em veludo ameixa que aparece na vizinhança. Quem é ela? E o que quer?

Eu tenho ficado cada vez mais encantada com o mundo das fadas, mas não aquelas boazinhas, que querem o bem de todos, são fofinhas e etc. As fadas más, interesseiras e cínicas, são as que me chamam atenção. Em O Peculiar encontramos este tipo de fada, em uma trama onde a história da Inglaterra foi reinventada de modo a nos mostrar uma Inglaterra Vitoriana onde fadas, duendes e outros tipos de seres convivem com os humanos...mas não em paz.

Esta Inglaterra alternativa é resultado de uma guerra, a Guerra das Flores, iniciada em um belo e terrível dia onde um portal do mundo das fadas se abriu para o mundo humano, e elas, em sua personalidade essencialmente egoísta, lutaram com os humanos pelo poder do mundo, visto que o portal para o delas se fechou. Depois de muito tempo as coisas se acalmaram, resultando em fadas que perderam grande parte de sua essência durante o convívio com os humanos. Mas essa domesticidade não agrada a todos, e a vingança planejada afetará especialmente um tipo bem especial de criatura: os peculiares, maldosamente chamado de medonhos,  filhos de humanos e de fadas, e desprezados por ambas as raças por sua feiura.

Bartholomew e Henrietta são duas crianças peculiares que vivem escondidos em uma periferia. Eles são irmãos, e enquanto Barthy pode ser confundido com uma criança humana em algumas situações, com a garota é diferente, pois ela tem galhos saindo de suas cabeça, como se fossem seus cabelos. Barthy tem um único amigo, uma garoto que ele vê brincando de vez em quando na rua quando as coisas estão calmas, e quando ele testemunha esse garoto ser levado por uma mulher misteriosa, tudo começa a desandar. Paralelamente, ou não, a isso, crianças peculiares têm sido achadas mortas, sem nada por dentro, somente pele, no rio Tâmisa. Será que a mulher de roxo tem alguma coisa a ver com isso?

Esse aventura tem nuances steampunk e góticas, e apesar da bizarrice das mortes, a narrativa é para um público mais jovem, como uma linguagem fácil mas não simplória. O primeiro capítulo é um arraso só! Parece que você mergulhou em uma história de fadas realmente, com uma narrativa com um quê de poética que te faz visualizar os acontecimentos como se estivessem acontecendo bem na sua frente. Só o primeiro capítulo já contou muitos pontos para mim. 

Barthy é um dos protagonistas, e é um garoto corajoso e aventureiro, e não é difícil se envolver na trama. O outro é Arthur Jelleby, um parlamentar inglês que sempre imaginou que sua vida fosse ser uma calmaria, entre idas ao parlamento e sua família, mas acaba tendo sua vida agitada e sua coragem testada ao se ver envolvido em uma trama perigosa. As descrições do autor sobre a Londres gótica, sobre o clima, sobre as fadas, são todas muito reais, muito palpáveis. Adoro isso! Ele realmente consegue nos fazer acreditar em uma Londres vitoriana povoada por fadas. O livro termina no estilo "OMG não! " e dá uma pena tão grande do Barthy! Mas do jeito que ele é, sua busca promete muitas aventuras no próximo livro.

Por ser infanto-juvenil, e já sabendo disso de antemão, eu iniciei a leitura com isso em mente, e concluo que é uma ótima aposta para jovens leitores - mas não só para eles - , pois também trata de assuntos sérios, como o preconceito e a morte. É um livro que tem seus defeitos, como a lentidão em alguns momentos, mas que conquista pelos personagens e pela curiosidade que desperta sobre a misteriosa dama de roxo, as mortes e os interessantes peculiares.



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