terça-feira, abril 22, 2014

Eu Li: As Mentiras de Locke Lamora - Nobres Vigasristas #1 - Scott Lynch


Título:
As Mentiras de Locke Lamora
Autor:
Scott Lynch
Editora:
Saída de Emergência Brasil
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC

O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula.
Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas.
O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.

Locke Lamora...este é um nome de um grande vigarista, ou Nobre Vigarista, para ser mais exata. Ele é um ladrão desde que se entende por gente,  e segundo um de seus aliciadores, gosta demais de roubar, o que ele diz como se fosse algo ruim. Imaginem, se um ladrão diz que outro gosta demais de roubar, deve ser algo realmente ruim. Mas é porque Locke era uma criança muito engenhosa, que bolava planos bem complexos para uma criança de sua idade, e cujos alvos nem sempre eram os mais fáceis, o que colocava em perigo a segurança do golpe.

Locke cresceu, mas não perdeu sua sagacidade. Existe um mito em torno dele, que lhe rendeu o nome de Espinho de Camorr, um ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres. A última parte não é verdade, já que o dinheiro fica todo para ele e seus parceiros Nobres Vigaristas: os irmãos Sanza, Jean, e Pulga. Esse carismático grupo de ladrões (de alta classe né? Não são ladrões qualquer rsrs) está envolvido em um super golpe, daqueles cuja grande quantidade de detalhes te faz apostar que não vai dar certo, e você vai se surpreendendo com o desenrolar bem sucedido de tudo. Porém alguém misterioso e realmente cruel pretende usar os Nobres Vigaristas em um golpe que colocará em risco seu anonimato e suas vidas. 

Locke e seus amigos são muito carismáticos, o que torna impossível não torcer por eles, mesmo sendo ladrões. O sentimento é facilitado pelo fato de eles roubarem dos ricos, que por sua vez não conseguiram sua fortuna das formas mais honestas, então você liga o 'dane-se' e torce muito mais ainda por eles haha. Outra coisa que eu admirei muito na caracterização deles é o fato deles utilizarem mais o cérebro do que a força bruta. Eles são ladrões cultos, que sabem idiomas a fim de dar veracidade aos golpes, sabem se fingir de lacaios altamente treinados, ou seja, são preparados para assumir qualquer posição se isso significar levar o golpe até o fim. Eu AMEI isso neles.

Toda a narrativa se passa em um mundo novo, mundo que o autor não se dá ao trabalho de explicar nem de onde veio nem pra onde vai. Eu achei isso meio chato, visto que eu me perdia entre os diversos nomes de cidades - ou vilarejos? ou estados? ou províncias? Não dá para saber - porém depois eu passei a ignorar esse nomes e me atentar ao desenvolvimento dos golpes, a tentar buscar pistas para descobrir quem estava tentando acabar com o Locke e seus amigos. 

Uma coisa interessante é que a narrativa no tempo atual da história é interrompida por interlúdios da época de quando Locke era criança, e dessa forma podemos acompanhar o início de sua amizade com os outros Nobre Vigaristas, sua instrução na arte dos golpes baseados na 'finesse', seu erros e seus acertos, enfim, podemos conhecer mais os personagens dos livros e nos apegamos mais a eles. Ah, cada interlúdio apresenta um detalhe 'antigo' que será importante no momento 'atual'. 

Eu gosto muito de personagens inteligentes, e Locke se encaixa nessa definição. Não gosto de ficar perdida em relação ao ambiente, e eu fiquei. O clima evolui de algo morno para a pura expectativa em relação ao modo como Locke se livrará da armadilha em que caiu sem arriscar mais ainda a vida de seus amigos, porém esse clima demorou um pouco a evoluir. Na verdade é compreensível, visto que é o primeiro livro de uma série e havia muitas informações, muitas características, muitos fatos sobre a infância de Locke para serem introduzidos, mas isso não deixou uma parte da história menos morna. 

Mesmo assim, toda a expectativa e tensão do final foram suficientes para me fazer superar quase todos pontos ruins. Eu não esperava nada muito violento da história, mas me surpreendi em relação a isso também. Mesmo assim eu gostei do livro, e principalmente dos personagens, e por isso mesmo é certeza que eu vou acompanhar as outras aventuras dos Nobres Vigaristas.

Um comentário:

  1. Vigaristas, piratas, fantasmas: :O

    Como ainda não tinha visto esse livro? rsrsr

    Apesar de não gostar muito de anti-heróis (que se tornam mocinhos) a história me pareceu muito bacana.

    Vou procurar saber mais, e procurar algumas promoções, porque eu adorei.

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