sexta-feira, outubro 26, 2012

Eu Li: Nabetse e os Guardiões da Justiça - Nina Oliver


Título:
Nabetse e os Guardiões da Justiça
Autora:
Nina Oliver
Editora:
Dracaena
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC | Livraria Cultura | Cia dos Livros | Dracaena | Site Oficial (autografado)

Com um abrir de olhos e a visão de uma manhã estrelada, recomeça a vida de Nabetse, um menino refugiado de 13 eras que retorna para seu lugar de origem: o Território, lugar residente no aglomerado estelar de Arqueiro, bem no centro da Via Láctea.
Filho do relacionamento entre um sábio e uma estrela, nasceu com a essência indefinida, a irisinter, e, portanto, nesse regresso ao Território, precisará decidir entre a natureza do pai e a natureza da mãe, sendo essa escolha importante na garantia da segurança de todos.
Para tanto contará com o suporte do compreensivo Guardião da Justiça Otrebor, com a vigilância do mal-humorado Guardião da Justiça Rotciv, com os quitutes da Ajudante Enila, com a maestria infantil de Onalos, com o pulsar infinito das estrelas e com os doces de um homem que a tudo sabe.
Nem tudo será agradável. Nem todos serão amigos. As Oliveiras estão com suas seivas em alerta. O Velho Sábio está em exílio. O passado será decisivo, o presente, desconhecido, e o futuro uma escolha personalíssima que apenas Nabetse poderá enfrentar.
Hic est veritas.
Ad futuram memoriam. Ad perpetuam rei memoriam.


Eu fiquei muito feliz ao receber um e-mail de uma conterrânea sobre o lançamento de um livro de sua autoria, Nabetse e os Guardiões da Justiça. Fiquei mais feliz ainda ao ler a sinopse e notar um enredo super diferente, como seres incomuns (na verdade não lembro de ter visto antes)  como personagens principais: Estrelas e Árvores (Oliveiras, mais especificamente). Isso mesmo! 

Nabetse é fruto do amor entre um humano e uma estrela, e por isso tem sua irisinter indefinida entre homem e estrela. Ele precisa escolher se será homem ou estrela, e essa escolha é tão importante para o futuro de todos que Nabetse esteve adormecido por 10 eras aguardando o momento em que fosse capaz de pensar em sua decisão. Para isso contará com o auxílio dos Guardiões da Justiça Otrebor e Rotciv, das estrelas que conheceram sua mãe, dos sábios que conviveram com seu pai. Claro, nem todos querem que ele faça essa escolha, e por isso Nabetse precisa de proteção.

Eu achei muito interessante a presença das Estrelas, dos Sábios, das Oliveiras. Um lugar onde estrelas descem do céu ao chão e conversam com os humanos através do pulsar (apesar de eu ter demorado eras para me acostumar com essa estória de pulsar) é interessante e novo para mim. Talvez por ser novo eu tenha demorado para engatar na leitura. Adorei os personagens, simpatizei muito com Otrebor e Rotciv (com rabugice e tudo mais! rs), com Onalos e sua paixão por doces (\o/) e com Nabetse e sua difícil escolha. 

Não sei se o meu desejo enorme dos últimos dias de reler Harry Potter influenciou nessas observações, mas eu vi muitos aspectos similares entre as estórias. Escola para os sábios.Okay. Os alunos vão de trem. Okay. Há um grupo de seres que ataca os sábios de surpresa. Okay. O protagonista tem os pais ausentes. Okay. Ele não sabia de sua estória até ter certa idade. Okay. Isso não chegou a me incomodar muito, mas foi impossível para mim não notar essas similaridades. Outra coisinha que me incomodou foram as frases e termos em latim sem nota de rodapé. Eu nem podia traduzi-las por que sempre estava no ônibus no momento em que as lia. Fiquei irritada por não saber o que estava escrito, sim ou claro? rs

No geral a estória é bem legal e diferente, disso vocês podem ter certeza! E é realmente renovador ler algo diferente assim de vez em quando. A autora foi corajosa e bem sucedida em investir nessa ideia, e eu com certeza acompanharei a saga de Nabetse. Esse mundo novo, os nomes invertidos ( Alocse - Escola, Nabetse - Esteban, etc. ) e o pulsar podem ser um pouco difíceis de se acostumar, mas depois passa. A Nina escreve muito bem, não de um jeito que dá vontade de correr com a leitura, mas sim de um jeito que te faz ir saboreando os acontecimentos. 

Gostei, e poderia ter gostado muito mais se não fossem esses aspectos que eu citei . A novidade presente no tema é interessante, mas eu acho que poderia ter sido um pouco melhor introduzida, para não deixar os leitores com a sensação de estarem perdendo alguma coisa, como eu fiquei. Logo que eu iniciei a leitura eu fiquei com essa sensação e passei a prestar tanta atenção aos detalhes que me senti cansada. Essa sensação me marcou, mesmo que depois eu tenha me acostumado.

Apesar disso eu recomendo. É mais um talento para a literatura nacional e eu fico muito feliz com isso, com essa nova variedade de temas, com essa criatividade e esses enredos novos. Chega a ser renovador ler algo assim, sair um pouco do que é comum hoje em dia. Eu amo o comum, mas adoro a sensação que o novo me traz. Como eu disse, a Nina foi corajosa e escreveu o primeiro volume de uma série que tem tudo para fazer sucesso. Confiram a sinopse do segundo volume, Nabetse e a Espada do Destino (essa capa não é oficial, mas está linda! *-*) .


2 comentários:

  1. Oi Bia! Em primeiro lugar muito obrigada por ter aceitado a parceria! Vi sua observação acerca dos nomes em latim e a falta de referência sobre seus significados. Essa observação/sugestão foi devidamente anotada e será colocada em prática na segunda edição!
    Aleluia!!! Finalmente alguém simpatizou com os dois Guardiões!!! rsrs Quanto as observações com as semelhanças com Harry Potter, gostaria de deixar bem claro que os alunos vão de trem sim a uma escola de sábios, mas esse não é o mote da história, pois Nabetse não a frequenta. Em um mundo marcado tão positivamente pelo amado bruxinho (sim, eu o amo!), é comum vermos Hogwarts até em um juiz de toga. Afinal, todos queremos fazer parte daquele mundo, nem que seja em coisas simples de nosso cotidiano.

    Um forte abraço,


    Nina Oliver

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  2. Elementos novos em uma fantasia?? Hmm, o livro me pareceu bastante interessante e estou curioso para lê-lo principalmente por ser diferente, o que é algo raro no gênero, atualmente! Outro motivo que me motiva a querer lê-lo, é claro, é o fato da autora ser uma conterrânea e considerando minha ótima experiência com a autora Roberta Spindler e seus Contos de Meigan, minhas expectativas são as melhores para Nabetse e os Guardiões da Justiça.

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