quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Eu Li: Amor Amargo - Jennifer Brown


Título:
Amor Amargo
Autora:
Jennifer Brown
Editora:
Gutenberg

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Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado.
Até Cole aparecer.
Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…
Em um retrato realista de um relacionamento conturbado, a autora Jennifer Brown – do sucesso A Lista Negra – nos leva até o limite de nossos sentimentos.

Vamos direto ao ponto: “Amor Amargo” é um livro que fala sobre relacionamento abusivo. Esse é um tema forte e, infelizmente, bem real entre jovens e adultos. A autora Jennifer Brown tem um histórico interessante de escrever livros sobre temáticas desconfortáveis, porém necessárias – seu outro livro fala sobre bullying em escola - e eu considero de extrema importância tais temas serem retratados em livros para públicos infanto-juvenis.

Como o próprio título sugere, “Amor amargo” não é um livro gostosinho. Eu demorei um pouco para terminar pois costumo ter aversão a qualquer tipo de violência e me doeu o sofrimento de Alex por “amar” a pessoa errada. E não pensem vocês que Cole já chegou escrotinho, não. 
No primeiro momento era um amor. Eles se conheceram quando ele mudou de escola e Alex o ajudou com algumas matérias. Cole tocava violão, compunha canções e falava a coisa certa na hora certa. Claro que Alex iria se apaixonar mesmo que o ano letivo tenha iniciado com o plano de viajar com seus melhores amigos, Bethany e Zach; um planejamento que Alex tinha há tempos para tentar superar um trauma do passado.
Mas não se planeja essas coisas de amor, né não?! Cole apareceu e tudo começou a se readequar. E por mais que seus melhores amigos não ficassem tão confortáveis perto dele, Cole era o namorado de Alex então o convívio existiria.

Foi sutil, no começo. 
Uma pequena discussão porque Alex e Zach se tocavam muito. 
Ou porque ela não ligou quando disse que ligaria. 
Ou porque os planetas giram em torno do sol. Sério, era por qualquer coisa. 
E o mais interessante é que, em meio às conversas (calmas no começo, seguido de alguns apertões, empurrões, coisas básicas) Alex tomava toda a culpa para si.

“E chorei pensando que talvez a culpada fosse eu. Culpada por deixar Zach fazer cócegas em mim no estacionamento e por não ter contato que ia à sua casa naquela noite... No seu lugar, o que eu teria pensado? Também teria ficado irritada se tivesse visto Cole deixando a casa de uma garota à noite. Teria ficado magoada. Teria ficado furiosa.
Em dado momento, lágrimas de dor deram lugar a lágrimas de tristeza e arrependimento. Isso seria o fim do nosso namoro... E, por incrível que parecesse, esse era o pensamento mais doloroso de todos. Ainda que estivesse magoada, constrangida, humilhada e indignada pelo que tinha feito comigo, continuava louca de amor por ele.”

Eu, como leitora, dei várias dicas para Alex, claro. Algumas aos gritos de “DEIXA ESSE MACHO, PELAMORDI” mas, gente, é difícil. É bom deixar muito claro que Cole pedia desculpas sempre. E ele prometia que nunca mais aconteceria de novo, claro, e Alex, apaixonada e esperançosa, sempre acreditava e cedia. Mas, adivinha? Acontecia de novo e de novo.
“Ele estava indo longe demais. Que tipo de pessoa chamava a namorada de vagabunda na cara dela? Quem fazia esse tipo de coisa? Eu amava Cole, mas, às vezes, amá-lo era como andar de montanha-russa sem conseguir recuperar o fôlego entre curvas e quedas...”

A história de Alex alcançou níveis insuportáveis que envolviam mais que xingamentos e cenas lamentáveis. Chegou ao ponto da violência ser física. Aí vocês perguntam “por que ela não terminava com ele???”. Ela tentou, mas sua fé que as coisas iam melhorar era maior. 

É exaustivo até escrever sobre essa história pois machuca de verdade ver o que um “amor amargo” pode proporcionar.
É importante constar que esse livro não está muito longe da vida real. E eu gostaria de pontuar que, por mais que Alex tenha apanhado na cara, a violência com ela começou bem antes, quando o namoradinho queria impedí-la de ver seus amigos, enquanto ele a chamava de vagabunda, enquanto ele amaçava terminar quando ela não queria fazer algo que ele queria. Relacionamento abusivo não é apenas sobre tapa na cara, queridos, e é muito bom que a gente (visto que todos nós estamos suscetíveis a isso) se lembre disso constantemente.

“Amor amargo” é um livro triste, revoltante mas necessário. Uma leitura que tem o potencial de ajudar muitas pessoas e eu amo quando a literatura proporciona esse tipo de auxilio. Por mais que eu esteja usando esse tom, não é um livro de auto-ajuda, viu. É um infanto-juvenil que precisa ser divulgado e lido. Recomendo fortemente. 

Leiam!

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