quarta-feira, junho 10, 2015

Eu Li: O que não diz a lenda - Christine M.



Título:
O que não diz a lenda
Autora:
Christine M.
Editora:
Underworld
Onde Comprar:
Submarino | Saraiva | FNAC

“Meu nome é Alice e, acredite, eu não estou no país das maravilhas.”
E se tudo o que você conhece não fosse real? E se as desordens climáticas, desastres naturais e catástrofes ecológicas fossem estrategicamente planejados? E se fosse seu destino mudar tudo isso?
Criada num ambiente ambíguo e com frágil estabilidade, Alice sempre soube que havia peças que não se encaixavam no delicado quebra-cabeça de sua vida. Até que ela decide preencher as lacunas de seu presente utilizando pistas de seu passado. Para acompanhá-la nessa jornada estão: Ian Orlov, um misterioso russo que abriga suas mais ternas e agora perigosas lembranças, e o capitão Natan, um jovem que promete remexer suas concepções já estabelecidas. Conforme avançam em suas descobertas, todos terão que decidir entre suas escolhas pessoais e tomar parte na maior revolução da humanidade.
Esta é a história de uma garota que buscou respostas onde ninguém poderia imaginar, mesmo que isso significasse perder-se dentro de si própria. Entretanto, quando mergulhamos tão fundo, há volta?


A história se passa em um futuro governado pela ditadura após a Terceira Guerra Mundial. Tudo começou com boatos de que estariam sendo desenvolvidas tecnologias que pudessem provocar fenômenos até então considerados naturais, como terremotos e tsunamis. Pena que não eram só boatos, pois os EUA realmente estavam investindo em tecnologia que utilizasse de estímulos a placas tectônicas e ondas sonoras para provocar desastres “naturais”, e foram bem sucedidos, conseguindo resultados como pequenos tremores, apenas uma amostra do que estava por vir. Rússia e China, sabendo dos boatos e desconfiando desses pequenos desastres naturais em áreas muito específicas, resolveram investir na mesma tecnologia – e foram bem sucedidos. 

Quando os primeiros grandes desastres ocorreram todos pensaram que era devido ao aquecimento global e etc., mas a verdade é que eram apenas testes para saber a eficácia e potência da nova tecnologia. Quando o imperador chinês resolveu se pronunciar e acusar publicamente os EUA de terem realizado os primeiros testes e por sua vez demonstrando sua própria capacidade de destruição ao provocar um tsunami que devastou a Califórnia, a população achou que era uma vingança justa. Mas uma vingança levou a outra, e a outra. Para evitar que o mundo se destruísse em meio a terremotos e tsunamis, o globo terrestre foi dividido em três grandes áreas, cada uma delas pertencente a EUA, Rússia e China. E aí a ditadura começou. E a tecnologia continua intacta.

Alice nasceu no mundo tomado pela ditadura, mas sua condição de historiadora a permite saber como tudo começou. Ela é filha de americanos, inclusive pai militar e atuante da ditadura, porém sua mãe morreu logo que ela nasceu e seu pai, em um gesto considerado de amor, conseguiu identidades falsas para ela e seu irmão e os mandou para o Brasil (território controlado pelos EUA), para serem criados por uns parentes distantes. Apesar de seu pai ter tentado afastá-la dos militares, ela é funcionária de uma instituição militar que cuida de agentes feridos durante o serviço, e está noiva de um coronel. Nesse período de paz envolvido pela tensão provocada pela possibilidade das antenas que provocam os desastres serem ativadas novamente, estar tão perto deles pode ser considerado um tipo de certificado de segurança. Mas Alice nasceu para algo grande, algo que está em seu sangue, e seu papel nessa história será de protagonistas e não de coadjuvante.

E isso tudo que eu falei é só o começo de uma longa história de encontros e desencontros, amores perdidos e reencontrados, mortes, perdas e decisões difíceis. Christine é mestra em despertar sensações. Desde que li Sob a Luz dos Seus Olhos e me emocionei horrores prometi a mim mesma que leria tudo que a autora escrevesse, tanto que comprei logo esse livro, que foi publicado pela já "falecida" Underworld. É um livro de estilo diferente do primeiro que eu li, mas não me decepcionei, óbvio. Mergulhei totalmente no universo proposto pela autora e torci como ninguém pelos personagens. E que personagens!

Alice, Ian, Henry, Felícia, Jeremy, todos tem características bem marcantes e mesmo os que não aparecem com muita frequência estão sempre no fundo da mente, pois todos são importantíssimos para a causa defendida por Alice, que é encontrar um jeito de acabar com a guerra fria. Em meio a tudo isso há o romance entre ela e Ian, um russo líder de guerrilha que ela conheceu quando criança e que a resgatou de uma situação muito difícil causada pelo parentesco dela com uma antiga líder de guerrilha. 

Recentemente eu soube que a Christine M, agora conhecida como Chris Melo, assinou contrato com a editora Rocco para o lançamento de uma nova edição de Sob a Luz dos Seus Olhos e para a publicação de Sob um Milhão de Estrelas. Espero que a editora também dê uma chance para O Que não diz a Lenda, por que esse livro vale muito à pena ser lido e vocês precisam conhecer o talento da Chris em suas várias facetas. 


2 comentários:

  1. Não costumo gostar de distopias não, Bianne, mas não sei dizer o porquê essa me despertou o interesse pela leitura. Vou dar uma chance a esse livro, quem sabe vai ser uma distopia que vou conseguir ler até o final.

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  2. Bem legal a proposta deste livro. Não conhecia ainda e fiquei empolgada com oque li aqui. Espero ter a oportunidade de ler. Estou curiosa a respeito dessa distopia.
    Beijos.

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