sexta-feira, abril 21, 2017

Eu li: Três coisas sobre você - Julie Buxbaum

Título:
Três coisas sobre você
Autora:
Julie Buxbaum
Editora:
Arqueiro
Ano:
2016 
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Setecentos e trinta e três dias depois da morte da minha mãe, 45 dias após o meu pai fugir para se encontrar com uma estranha que ele conheceu pela internet, 30 dias depois de a gente se mudar para a Califórnia e apenas sete dias após começar o primeiro ano do ensino médio numa escola nova onde conheço aproximadamente ninguém, chega um e-mail. Deveria ser no mínimo esquisito, uma mensagem anônima aparecer do nada na minha caixa de entrada, assinada com o bizarro nome Alguém Ninguém. Só que nos últimos tempos a minha vida tem estado tão irreconhecível que nada mais parece chocante.
Existe vida após TCC? EXISTE! E cá estou para provar isso. Vou falar de um livro que deixou meu coração quentinho depois de terminar de lê-lo, e vou começar contando três fatos sobre moi:
1. O primeiro livro que li na vida foi "Lucíola" de José de Alencar, aos 13 anos;
2. AMO brócolis. Poderia viver só de brócolis pelo resto da vida;
3. Meu jeito favorito de tomar café é sem açúcar e com canela. 
Dito isso, vamos ao que interessa: RESENHA!

A vida de Jessie vira de cabeça pra baixo quando seu pai se casa com uma mulher rica que conheceu pela internet, aproximadamente dois anos após a morte de sua mãe. Por ordens da madrasta, ela vai estudar em uma escola que riquinhos em que seu (agora) meio irmão Theo também estuda. A menina, de cara, já percebe que não vai se dar muito bem ali. Foi "arrancada" de sua cidade, sua escola, sua melhor amiga, pra viver em um mundo que ela claramente não pertencia. Uma patricinha aqui, um jogador de futebol acolá, e as chances de Jessie conseguir se enturmar cada vez mais distantes. Até que, uma semana depois do seu ingresso nesse universo paralelo ao seu, ela recebe um e-mail com o remetente "Alguém Ninguém", e o seguinte assunto: "seu guia espiritual no colégio Wood Valley".

ei, Srta. Holmes. nós nunca nos encontramos e não sei se um dia vamos nos encontrar. quero dizer, provavelmente vamos, em algum momento - talvez eu pergunte a você que horas são ou outra coisa igualmente banal e abaixo do nosso nível intelectual -, mas nunca vamos nos conhecer de verdade, pelo menos não de forma significativa... e por isso pensei em mandar este e-mail sob o manto do anonimato.
Essa pessoa, conhecida carinhosamente como "AN", fez um breve resumo do que Jessie iria encontrar pela frente nessa escola que ele denominou como "uma droga de uma zona de guerra". E ofereceu sua ajuda para ser seu guia espiritual virtual nessa luta árdua pela sobrevivência. Ele a deixou à vontade para fazer qualquer pergunta, exceto sobre a sua identidade, claro. Jessie fica desconfiada, acha que pode ser algum tipo de pegadinha, mas responde o e-mail, e esse é o inicio da amizade mais estranha que eu já vi na vida.

Depois de um tempo, e com as dicas de AN, Jessie acaba fazendo alguns amigos, o que também atrai algumas inimizades. Chega um momento em que ela pede para que ele conte três coisas sobre ele que ela ainda não saiba (além do nome), e isso acaba virando uma rotina entre eles, e também dá nome ao livro.

Posso dizer que, além de Jessie, eu também fiquei louca pra descobrir quem era o misterioso AN. E em um determinado momento da trama, não tem como não formar uma certa torcida pra um dos personagens. Junto com ela, nós bolamos teorias, buscamos sinais, uma dica minima, pra tentar desvendar esse mistério, e é muito divertido fazer isso. AN é um personagem sensacional, sarcástico, bem humorado, o tipo de amigo que todo mundo quer ter, exceto pelo fato de que ele, até um certo momento, não passa de mensagens em uma caixa de e-mail. Mas quando sua identidade é revelada, não tem como não ficar feliz.

Paralelo a isso, Jessie vive o drama familiar de uma madrasta totalmente estranha, uma relação com o pai que é quase inexistente, e um meio irmão que não a trata com muita simpatia. No final, nós temos explicações para o comportamento dos personagens, e percebemos que todo mundo tem um drama particular com o qual precisa aprender a lidar. 

No fim das contas, é um livro com uma certa carga dramática, mas muito amorzinho quando se trata de Jessie e AN (alguém duvidava que ia rolar romance?), divertido e viciante. Não dá pra largar até a gente saber de TUDO, e ainda fica querendo mais. A editora apostou tanto nesse livro, que na época do lançamento fez uma ação: quem não gostasse do livro poderia devolvê-lo e ter seu dinheiro de volta. O meu não sairá da estante e já entrou pra lista de favoritos!

Agora é a vez de vocês! De lerem, e de me contarem três coisas sobre vocês. Vou adorar saber! 

Muito amorzinho <3

quinta-feira, abril 20, 2017

Eu Li: Ônix - Série Lux #2 - Jennifer L. Armentrout

Título: 
 Ônix
Autora: 
Jennifer L. Armentrout 
Editora: 
Valentina
Ano:
2016

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Estar conectada a ele é uma droga!
Graças ao seu abracadabra alienígena, Daemon está determinado a provar que o que sente por mim é mais do que um efeito colateral da nossa bizarra conexão. Em vista disso, fui obrigada a dar um “chega pra lá” nele, ainda que ultimamente nossa relação esteja... esquentando.
Algo pior do que os Arum ronda a cidade.
O Departamento de Defesa está aqui. Se eles descobrirem o que o Daemon pode fazer e que nós estamos conectados, vou me ferrar. Ele também. Além disso, tem um garoto novo na escola que, tal como a gente, guarda um segredo. Ele sabe o que aconteceu comigo e pode ajudar, mas, para fazer isso, preciso mentir para o Daemon e ficar longe dele. Como se isso fosse possível!
Até que, de repente, tudo muda.
Vi alguém que não deveria estar vivo. E tenho que contar ao Daemon, mesmo sabendo que ele não vai parar de investigar até descobrir toda a verdade.
Ninguém é o que parece ser. E nem todo mundo irá sobreviver às mentiras.

Caros leitores, eu falhei com vocês.
A resenha deste livro WOW deveria estar em vossas mesas há meses! No entanto, vou me redimir fazendo-os desejar a série Lux de todo os vossos corações. Vambora? Vambora!

“Ônix” é o livro 2 da série Lux. O primeiro chama “Obsidiana” e tem resenha aqui no blog então quem ainda não conhece a série pode começar por lá. 
Só para recapitular depois de tanta demora, a série Lux fala sobre eles: ALIENÍGENAS.


oi

Okay, okay, admito que o negócio é mais assim, rsss: 

olaaaaar, tenho interesse

“Ônix” vai iniciar imediatamente após os acontecimentos de “Obsidiana” então temos uma boa percepção de continuidade. No entanto, algumas coisas fundamentais mudaram do primeiro para o segundo livro e, sim, eu amei.

A primeira é que Daemon não é mais aquele babaca arrogante que tem estilo criança do primário que, de acordo com algumas pessoas estranhas, tratam a coleguinha mal como forma de mostrar que gosta dela. Vamos desconstruir isso imediatamente, queridos. Com as crianças e com os caras. 
Em “Obsidiana” o protagonista era assim, cês acreditam? Ele melhorou um pouco no decorrer do livro e agora, em “Ônix” ele se propôs ser o que Kate Swartz precisa. 
Então, amigos, ele está no ponto! Porque Daemon não é um daqueles personagens gentlemans; ele é um tratante, essa é a verdade, mas agora um tratante adorável.

Kate, por outro lado, continua aloka dos livros blogueirinha mas de tanto sofrer  os supracitados surtos like criança do primário, está com o pé atrás. Então por mais que a tentação seja grande, ela ainda fica receosa com o que acreditar quando as coisas vem dele. A diferença é que, por conta dos eventos que aconteceram no livro anterior, agora ela está meio “Carrie, a estranha”, movendo objetos, abrindo portas, quebrando as vidraças e tudo isso com apenas a força da sua mente. Uma mudança e tanto para uma humana, não? 

O fato é que, tirando a confusão de Kate com suas novas habilidades, a autora ficou bastante tempo nessa história de “Daemon está na tua, Kate” vs “Não posso acreditar nele”.
Confesso que estava ficando maçante, inclusive. No entanto, eis que surge um novo aluno na escola deles, chamado Blake, e claro que ele é uma gracinha e gosta de Kate. Até então o clichê está formando, não é mesmo? Eu mesma pensei “Rá, li essas histórias diversas vezes”. Mas aí, meus amores, lá pela metade do livro, a autora puxa o nosso tapete bonito!

Fiquei WOW

Finalmente a história começa a tomar forma e o negócio começa a ferver! 
“Ônix” conseguiu dar um salto duplo twist carpado na evolução de seu enredo e isso é louvável. Em outras épocas eu teria parado imediatamente mas já como sou uma mulher que não desiste facilmente das coisas, consegui ser alcançada por uma história incrível e, adivinhem, QUERO MAIS!

A Editora Valentina é a responsável pela publicação livros da série "Lux" no Brasil e está sendo muito eficiente em seu feito. As capas são parecidas com as capas americanas e isso pode ser bom ou ruim, dependendo da perspectiva. Eu não tenho nada contra. 

E para a felicidade geral da nação, “Opala”, terceiro livro da série, já foi lançado no Brasil e já está em minhas mãos. Então provavelmente na próxima semana, teremos mais alienígenas sexys para vocês!
Por nada. 

Leiam!

quarta-feira, abril 19, 2017

Na Tela #15 - A Cabana

A Cabana é um livro daqueles de autoajuda que cai muito no ame ou odeie. Fez bastante sucesso um tempo atrás e agora está de volta com uma adaptação para os cinemas.

Ok, essa sinopse parece clickbait do facebook...

Título: A Cabana

Autor: William P. Young

Editora: Sextante

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A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.

O livro
Mack (Mackenzie) nunca teve uma vida muito fácil. Desde pequeno ele já sofria bastante nas mãos de um pai violento e alcoólatra, coisa que o assombra até a vida adulta. Mas sua maior dor (que ele nomeou de Grande Tristeza) envolve o fato de que, durante um acampamento de férias, sua filha mais nova, Missy, foi sequestrada por um maníaco e dada como morta. Sua relação com Deus e a religião sempre foi complicada e, depois da Grande Tristeza parecia não ter retorno, afinal, se Deus possui toda essa bondade que dizem, como ele pode permitir que seu filhos sofram desse jeito? Eis que certo dia, Mack encontra na sua caixa de correio uma mensagem supostamente enviada por Deus para que ele retorne a Cabana onde foram encontradas as últimas pistas do sequestrador de Missy e o vestido dela. Apesar de todos os indícios de uma armadilha ele retorna ao local do seu pesadelo e lá, ele será confrontado por todos os seus pensamentos e julgamentos.

A Cabana é um livro meio difícil de descrever. Ele apresenta uma visão sobre Deus e toda a religiosidade cristã que é bem diferente do que qualquer religião prega (conseguindo assim o ódio de muita gente que é extremamente religiosa). Ao mesmo tempo trás algumas reflexões interessantes de serem discutidas sobre fé e perdão (e olha que eu nem sou muito fã de autoajuda). Obviamente, Mack realmente encontra com Deus na Cabana, as Esse é apresentado de uma forma completamente diferente do usual. Alias, a chamada Santíssima Trindade, é apresentada aqui bem diferente do usual: Deus é uma senhora negra; Jesus tem traços árabes; e o Espírito Santo aparece na forma de uma moça com traços orientais com o nome Sarayu.

O livro inteiro é construído em cima de diálogos entre Mack, Deus (que ele chama de Papa), Jesus e Sarayu e levam o leitor a refletir sobre tudo que é ensinado e conduzido pelas diversas religiões existentes sobre perdão, fé, punição, pecado, julgamento entre outros. E, ao longo de todas essas discussões, Mack é levado a refletir sobre todo o acontecido na sua vida, desde sua infância difícil até a morte trágica de sua filha. A mensagem ao final do livro é bem positiva e tenta passa a ideia de que não importa muito a religião que você siga, desde que você saiba lidar com as outras pessoas, perdoar os outros e se perdoar.

A Cabana é um livro que eu lá reli algumas vezes e sempre acho interessante encontrar uma camada nova no seu texto a cada leitura. Recomendo muito, desde que você não seja extremamente religioso ou extremamente ateu.

O Filme
Sam Worthington! PQ?!!!!!
E em 6 de abril estreou nos cinemas a adaptação do livro em filme. Estrelado por Sam Worthington (que para quem não lembra é o Jake Sully de Avatar e o Perseu em Fúria de Titãs) como Mack, com Octavia Spencer (de Estrelas Além do Tempo, Histórias Cruzadas e que recentemente ganhou o Oscar de Atriz Coadjuvante) e com uma ponta espetacular da Alice Braga.

A primeira coisa a dizer do filme é que ele é extremamente fiel ao livro: poucas adaptações seguiram a risca a trama da obra original, como A Cabana fez. Tem falas que são transcritas exatamente como no livro. Isso, no entanto, não impediu a direção de alterar algumas coisas e inovar outras. O resultado final é muito bom. A trama é exatamente a mesma do livro, sem alterações, mas se permite reinventar alguns trechos, sem macular o objetivo final. Ponto pra adaptação de roteiro.

A fotografia está espetacular. As cenas que envolvem algo fantástico acontecendo estão muito boas e toda a tristeza envolvida na trama reflete nos cenários e planos de fundo. A cena em que a cabana no meio da neve passa a se transformar num local florido e todas as cenas envolvendo a Sarayu e seu jardim são lindas. Peças de arte.

O casting é o único grande problema do filme para mim. Octavia Spencer, Avraham Avi (Jesus) e Sumire Matsubara (Sarayu) estão muito bem. A dinâmica entre eles, como a Santíssima Trindade ficou ótima e deixou o filme bem emocional. Aliás, o filme inteiro é bem emocionante e isso graças ao casting principal e aos atores do elenco de suporte. O grande problema é o próprio Sam Worthington: ele praticamente não consegue passar emoção em nenhuma cena. Nas cenas em que ele chora, você não consegue acreditar na tristeza e ele tem as mesmas expressões o filme inteiro, seja por estar com fome, seja por descobrir que assassinaram sua filha, seja por ver algo fantástico acontecendo na sua frente.

Mas no final das contas o resultado final é muito bom e vale muito a pena.

Trailer
 

sexta-feira, abril 14, 2017

Nerdice Pai D'égua #18 - Os personagens mais overpower dos mangás (Parte 1)

Estamos de volta ao universo dos Mangás e dessa vez para levantar uma das questões mais polêmicas das discussões nerds: quem é o personagem mais poderoso dos mangás? 

J-Stars Victory VS: Game de luta do PS4 que reúne os personagens mais poderosos dos Mangás da Shonen Jump
Muito diferente dos quadrinhos americanos, os mangás de ação em geral possuem história bem mais fechadas e redondas, sendo divididas em sagas. A continuidade funciona muito melhor que nas HQS (que sofrem com trocas de artistas e roteiristas) e acabamos tendo a oportunidades de ver vários personagens se desenvolverem infinitamente ao longo de vários anos. Por isso sempre existe aquele herói ou vilão que é completamente overpower. Poderes insanos, vilões que são quase deuses e destruições absurdas é o que mais aparecem nesses tramas (quantas pessoas já tentaram destruir a Terra em DragonBall?).  

Baseado nisso, pensamos numa lista top 10 com aqueles personagens de mangá que chegaram a um nível absurdo de poder e já se tornaram quase inatingíveis. Maaaaas, antes de começarmos valem alguns avisos:
- A lista a seguir não é absoluta. Provavelmente existem vários personagens de outros mangás que mereciam estar aí, mas, infelizmente (ou felizmente) existem diversas publicações que eu ainda não li;
- A lista pode conter alguns spoilers sobre as tramas dos personagens e dos mangás em si;
- Não inseri nenhum personagem que já está morto;
- Não estou contando nenhum tipo de fusão de personagens.

Vamos começar:
10 - Time Kakashi - Sasuke Uchiha/Naruto Uzumaki/Sakura Haruno (Naruto)


O trio de protagonistas de Naruto ocupa a décima posição. Importante destacar os três em um único tópico pois cada um deles treinou com um Ninja Lendário da Vila da Folha (Sakura com Tsunade, Sasuke com Orochimaru e Naruto com Jiraya) e ao final de seu desenvolvimento conseguiu superar seu mestre. Fora que, apesar de cada um deles já ter um poder bem exagerado, o overpower da coisa é justamente quando os três lutam juntos. Vamos as descrições:
- Naruto possui o poder da Raposa de Nova Caudas que garante força, agilidade e uma quantidade absurda de chakra. Além disso, domina o uso da energia natural no modo sennin e dispõe da natureza de chakra do vento para usar golpes como o Rasenshuriken. 
- Sasuke possui o Mangekyou Sharingan (um dos poderes mais roubados já inventados em histórias de mangás) que lhe permite o controle do Amaterasu (o fogo negro perpétuo), do Susanoo (um gigante de chakra que auxilia seu usuário durante a luta) e do Tsukuyomi (a técnica ninja de ilusão mental mais poderosa que existe). Ele ainda possui o controle do trovão.
- Sakura tem um grande poder de cura (assim como sua mestra Tsunade) e força física absurda podendo canalizar seu chakra nas mãos para desferir golpes. Ela também possui o selo de regeneração que quando liberado fornece ainda mais força para luta física e habilidade de cura corporal quase infinita.


9 - Ronronoa Zoro (One Piece)



Um espadachim que luta com três espadas ao mesmo tempo é a nona posição. Talvez o segundo mais poderoso lutador da tripulação dos Piratas do Chapéu de Palha (perdendo apenas para o próprio Luffy), seu maior sonho é se tornar o maior de todos os espadachins. Ele já lutou e treinou com Dracule Mihawk (falaremos mais a frente), ja usou suas espadas para cortar um guerreiro feito de ferro, possui uma força absurda e seu maior poder é o de resistência (que já sabemos ser maior que o do Luffy). Ele apanha muito, mas praticamente nunca para, por pior que seja o seu estado de saúde.

8 - Monkey D. Luffy (One Piece)



Capitão do Bando do Chapéu de Palha, Luffy, quando criança, comeu o Gomu Gomu no Mi (um dos lendários frutos encontrados no mundo de One Piece) que lhe concedeu os poderes de um homem elástico. Assim, ele pode manipular a vontade o formato de seu corpo para desferir os golpes mais estranhos possíveis, além de possuir muita força e resistência. Além disso ele sabe usar o poder dos Gears: uma técnica que utiliza o controle sobre a circulação sanguínea para aumentar a força e a velocidade do corpo.

7 - Boa Hancock (One Piece)


Única mulher membro da Shichibukai (grupo composto pelos mais perigosos piratas do mundo, à serviço da marinha) e uma das personagens mais complexas dos mangás. Ela com certeza não é uma heroína, nem uma anti-heroína. Ela joga sempre para defender os seus interesses como líder de Amazon Lily e da tribo das Kuja (império composto apenas por mulheres e oculto nos mares) ou para defender sua paixão pelo Luffy. Ao seu lado ela conta uma grande força e habilidade de luta, além de ter comido o Mero Mero no mi. A fruta lhe concedeu o poder de transformar em pedra qualquer pessoa que a olhe com "pernsamentos sujos" e o poder de sedução que pode fazê-la controlar praticamente qualquer pessoa.

6 - Dracule Mihawk (One Piece)




Outro membro da Shichibukai, esse sim é o maior espadachim do mundo (Zoro ainda vai ter que superar ele para realizar seu sonho). Outro personagem meio difícil de entender, mas com muito mais cara de ser um anti-herói. Mesmo sem ter comido nenhum Akuma no mi (os frutos lendários citados nos textos sobre Luffy e Boa) ele é um dos mais poderosos personagens de One Piece e dos mangás. Possui o poder de enxergar a grandes distâncias e encontrar qualquer pessoa no meio de uma multidão (habilidade de lhe conferiu o título de "Olhos de Falcão"). Além disso ele usa a Kokutou Yoru, a espada negra que é quase do tamanho dele, apesar de que ela só é utilizada quando ele considera seu adversário digno. Senão, ele se limita a usar a adaga Kogatana, uma lâmina que carrega em seu colar.

Ufa... Muito poder doido, não? Não percam na próxima semana, mais 5 personagens e seu poderes exagerados.





quarta-feira, abril 12, 2017

Eu Li: Nerve - Jeanne Ryan


Título:Nerve
Autora:Jeanne Ryan
Editora: Planeta
Ano:2016


Você já se sentiu desafiado a fazer algo que, mesmo sabendo que pode se arrepender depois, acaba levando em frente? A heroína deste livro também. 
Vee cansou de ser só mais uma garota no colégio, e quer deixar os bastidores da vida para assumir seu merecido posto sob os holofotes. E o jogo online Nerve, febre nacional transmitida ao vivo, pode ser o início dessa trajetória de sucesso. Basta que ela clique no botão “Jogador” em vez de “Espectador” para entrar na disputa, que propõe, a cada etapa, um desafio novo. 
A adolescente acaba formando uma dupla imbatível com Ian, um garoto desconhecido com quem trava contato ao se inscrever em Nerve. Juntos, vão galgando posições no jogo. Mas, conforme os dois avançam na disputa, os desafios ficam cada vez mais complexos... e perigosos.

Nerve é aquele livro para você terminar de ler e ficar paranóico com as informações que insere no celular em em redes sociais.

Vee é uma garota do ensino médio como qualquer outra: tem um desejo gigante de ser popular, uma queda por um dos garotos mais populares da escola e vive ofuscada pela sua melhor amiga, Sidney. Maquiadora, ela sempre está atrás do palco da peça de teatro de seu grupo, enquanto a melhor amiga contracena um beijo com seu crush, Matthew. Meio que por indicação dele e meio que por vontade própria (para ao menos uma vez ser a estrela e ofuscar sua amiga), ela resolve se inscrever para ser uma jogadora do Nerve, um jogo via aplicativo onde os participantes são desafiados a realizar tarefas ridículas e/ou humilhantes em troca de prêmios e fama.

Em seu primeiro desafio, Vee deve ir a um café, se molhar da cabeça aos pés com água e cantar uma música, na frente de todos os clientes e dos expectadores do Nerve que estiverem presentes. Tendo sucesso na sua primeira missão, ela nem imagina o que está por vir, muito menos o quanto esses desafios podem se tornar complicados e perigosos.
Olho para a minha blusa embaixo da lâmpada da rua e paro de respirar por um instante. O que eu não considerei antes de jogar água na minha cabeça era que vestia uma blusa de algodão branco. E que o sutiã era de seda fina. Eu, a coordenadora de figurino, funcionária de uma loja de roupas em meio período, devia ter levado em conta o efeito da água nesse tipo de tecido. Era a famosa camiseta molhada. E eu havia sido filmada.
Ai, meu Deus, o que foi que eu fiz?
Não é muito difícil imaginar na realidade onde existiria um jogo do gênero do Nerve. Com todo o tipo de coisa ridícula que já se faz atualmente para se conseguir fama no youtube, é bem fácil acreditar em pessoas fazendo de tudo num reality show via celular. A questão toda é que, ao longo do livro inteiro e com o desenvolvimento da personagem da Vee e do Ian (um participante que passa a ser a dupla dela nas fases avançadas), o Nerve vai ganhando aquele ar de corporação do mal. Vee começa a realizar os desafios (que inicialmente parecem bobos) e tudo parece ser uma cosia inocente para entreter o público fã do aplicativo. Mas, a medida que o jogo avança, as tarefas vão sendo levadas a extremos terríveis. Pior, cada vez que um dos dois resolve que o jogo já foi longe demais e que irá desistir, a corporação oferece um prêmio melhor ainda, sempre um objeto de desejo ou algo que só uma pessoa muito íntima saberia.

A evolução dos personagens é um ponto alto. O livro se passa num prazo de tempo que se estende no máximo em uma semana, mas, mesmo assim, a autora sabe passar para o leitor o quanto Vee e Ian (e os personagens coadjuvantes) evoluem e mudam de acordo com o avanço do jogo. Mais ainda, a trama foge daquele clichê de dar destaque para os personagens principais e esquecer os outros. Aqui todo mundo tem diversas camadas e há até um leve plot twist envolvendo um dos coadjuvantes (só que esse eu adivinhei antes da revelação)

A trama tem um início um tanto lento, mas, a medida que novos desafios do jogo são cumpridos, mais frenético o texto fica. Todos os pontos descritos se interligam diretamente com o problema criado no clímax, coisa que me deixou algumas 100 páginas extremamente tenso  (algo que raramente acontece comigo). O final não tem nada de muito inesperado, mas mesmo assim é muito bom, apenas, desnecessariamente aberto: a história até pode acabar por aqui, mas existem alguns ganchos para uma continuação.

Em 2016 o livro ganhou uma adaptação para o cinema que eu ainda não assisti, mas só pelo trailer (e por alguns spoilers que me deram) já percebi que a trama de ambos é consideravelmente diferente. 

Enfim, Nerve é um ótimo livro que eu realmente recomendo a todos que curtam aquelas tramas com bastante suspense e tensão.



quinta-feira, abril 06, 2017

Eu Li: A Soma De Todos Os beijos - Julia Quinn

Título:
A Soma De Todos Os Beijos
Autora:
Julia Quinn
Editora:
Arqueiro
Série:
Smyth-Smith
Ano:
2017

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Lorde Hugh Prentice é um gênio da matemática e teve sua perna (e sua vida) arruinada por causa de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith.

Nesse livro, conheceremos um pouco da história de Hugh, antes e depois do acontecido. Sua família, o desespero de seu pai para conseguir que um de seus filhos lhe desse um herdeiro, visto que um não é chegado à mulheres e o outro, provavelmente terá dificuldades em encontrar uma esposa, e principalmente em ter filhos.
E, claro, sua relação de amor e ódio com Sarah Pleinsworth, prima mais velha de Daniel, que mesmo antes de conhecê-lo, já odiava Hugh por ter arruinado sua família através desse duelo.
Mas, as coisas começam a mudar quando Honoria, sua prima, pede para Hugh substituir seu padrinho no casamento e para Sarah ser sua acompanhante durante sua estadia, para que ele ficasse mais confortável diante dos familiares de Daniel. E esse tempo se prolonga, já que Daniel se casará duas semanas depois da irmã e resolve torná-los uma única festa...
É claro que eles não se dão no início, mas com o tempo, ainda mais depois do primeiro casamento, quando ela fica impossibilitada de andar, eles deixam as diferenças de lado e começam a se conhecer realmente, e, o que era ódio, acaba se tornando uma paixão avassaladora.
Mas as limitações de Hugh vão ser apenas um dos problemas que o casal enfrentará pelo caminho...
Olá quinta-feria, estamos quase lá... já estamos em contagem regressiva para o grande domingo chegar... mas enquanto ele não chega, vamos continuar a nossa saga desta semana com resenhas diárias de romances de época publicados pela editora Arqueiro! 

O livro de hoje é sem nenhum exagero, um livro para se ´´amar ou odiar``, no meu caso passou a ser o meu favorito do quarteto, mas ainda assim preciso dizer para vocês que não é fácil dizer isso sobre ele, mas preciso deixar todos avisados. Então não digam que eu não avisei!

A história do nosso herói da vez começa a ser contata desde o primeiro livro, pois por causa dele (também) a história da família Smyth-Smith passa por percalços. Sim, se você leu a sinopse, ou chutou Lorde Hugh Prentice acertou! 

O livro começa contando a versão dele do que de fato aconteceu entre ele e Daniel Smyth-Smith há 3 anos atrás para que ele terminasse coxo e Daniel expulso do País. E nesse início percebemos que Lorde Hugh esconde um passado muito traumatizante na infância, e uma das válvulas de escape que ele se utilizou para se manter, o quanto possível, são a sua mente fotográfica e seu alto Q.I. Ele não é o primeiro filho da família Prentice, mas para seu pai é como se fosse, e isso deixa Hugh irado, pois o pai não respeita as escolhas do irmão mais velho de Hugh. Na verdade o pai não considera o irmão mais velho de Hugh, e isso é o que motiva Hugh a continuar enfrentando o pai.

Hugh precisou ameaçar o pai, em destruir o que o pai mais queria, em troca dele conseguir que o pai parasse de perseguir Daniel. E assim Hugh parte em socorro ao amigo e traz ele de volta para casa. Mas as pessoas não sabem desses por menores da história entre eles, e para a sociedade Hugh e Daniel ainda querem se matar.

Então para tentar acabar com essas fofocas infundadas, e para alegrar um pouco a vida do amigo Hugh, e devido ao seu papel fundamental nos dois livros anteriores, Hugh é convidado a participar do casamento de Honoria com Marcus, e posteriormente o de Anne e Daniel, e ainda é obrigado a ficar na casa das famílias como um convidado de honra.

E isso deixa Hugh feliz de uma forma que ele não está acostumado, e tudo o deixa mais tranquilo, mesmo as dores permanentes na perna machucada ele meio que se sente um homem de verdade novamente. É como se as pessoas da família Smyth-Smith não olhassem para ele como se ele fosse de todo inválido. Todos os membros da família, menos uma em especial que ele não suporta: Lady Sarah Pleinsworth.

14 homens elegíveis se casaram na temporada em que ela foi obrigada a não participar devido o acontecido com o primo Daniel. Nada mais nada menos que 14! E tudo foi culpa de Hugh... se ele não tivesse desafiado ou duvidado de Daniel isso nunca teria acontecido, ela estaria casada, e o melhor de tudo: não precisaria tocar piano no concerto da família, e morrer de vergonha!

Então durante um baile, a muitos anos atrás, 3 para ser mais precisa, descobre que Lorde Hugh está lá, então vai até ele pedir satisfações sobre o que ele fez a ela indiretamente, e o que acontece? Ele nem sabe quem ela é...e isso a deixa ainda mais irada com ele. E eis aí o motivo de no casamento de Honoria ela não ficar nada satisfeita de ter sido ligada a ele como anfitriã. De todos, logo ele?

Hugh não gosta da dramaticidade e incoerência de Sarah. E ela não conhece ele direito mas não perdoa o fato de ele ter ´´tirado`` a chance dela de ser uma das 14 mulheres casadas na temporada há 3 anos atrás. Já sabemos no que isso vai dar, não é mesmo? Pois é...

Motivos para amar esse livro:
  1. O Hugh é um nerd herói traumatizado.
  2. Frances (a irmã mais nova de Sarah) continua ainda mais louca por unicórnios do que nunca!
  3. O livro me lembrou um pouco de Orgulho e Preconceito, e vocês sabem que esse é o meu livro favorito de todos os tempos!
  4. A forma como eles, aos poucos, passam a se permitir um ao outro é cativante.
  5. E o final do livro é totalmente inusitado!
  6. A amizade de Hugh e Francis é muito fofa, dá vontade de colocar os dois em um potinho e guardar para sempre eles comigo.
  7. O livro na minha humilde opinião, roubou totalmente a cena dentre os 4 livros dessa série.
  8. Eu já disse que o Hugh é lindo?
  9. Ele realmente é lindo em muitos aspectos!
  10. Dê uma chance ao Hugh!
Espero que vocês tenham gostado da resenha, fica a dica, e não esqueçam do nosso encontro domingo na Saraiva! 


quarta-feira, abril 05, 2017

Eu Li: Uma Noite Como Esta - Julia Quinn

Título:
Uma Noite Como Esta
Autora:
Julia Quinn
Editora:
Arqueiro
Série:
Qarteto Smythe-Smith #2
Ano:
2017

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Daniel Smythe-Smith passou três anos exilado na Itália depois de um duelo com seu amigo, o gênio matemático Hugh Prentice, e quase o fez perder uma perna. Com isso o pai de Hugh, Lorde Ramsgate, o ameaçou dizendo que se ele não saísse do país seria morto, mas um dia ele recebe a visita de seu amigo, que o libera para voltar à Inglaterra...
Ele volta justamente no dia da apresentação do Quarteto, mas encontra uma pessoa diferente ao piano (já que sua prima Sarah fingiu estar doente para não participar, Anne Wynter, a governanta das irmãs dela a substituiu), ao olhar para ela, ele fica encantado e, ao final da tortura apresentação ele corre para encontrá-la. Ao vê-la, não resiste e a beija, mesmo sem conhecê-la direito e ela, depois de um tempo escapa dele e se esconde.
Por falar em se esconder, Anne Wynter (ou melhor, Annelise Shawcross) esconde seu passado de todos, pois ela teve que se afastar de sua família, após ser enganada e humilhada por seu amado, que prometeu se casar com ela, sendo que na verdade já estava comprometido com uma mulher mais rica. Além de ter perdido a virgindade, o que já era terrível, ainda leva toda a culpa pelo que aconteceu, e por isso, ela não pode mais ter contato com a família e ela é levada para viver como governanta numa residência na Ilha de Man. Depois de um tempo, Anne foi contratada para cuidar das meninas Pleinsworth, primas de Daniel. E apesar da tentativa de manter seu passado oculto, a Lady Pleinsworth desconfiava que ela era de origem nobre e tinha motivos para negar sua criação.
Daniel, ao saber que Anne é a governanta de suas primas, resolve ir sempre à casa Pleinsworth sob o pretexto de vê-las, e sempre ia passear com elas, porque sabia que ela iria junto. E, com isso eles vão ficando cada vez mais apaixonados, mesmo que ela não adimita. Mas, o que ele não sabe, é que os segredos de Anne, vão além do tipo de criação que teve, e que agora, mais do que nunca, precisará conhecer o seu passado, pois ambos estão correndo perigo, e, desta vez, não tem nada a ver com o Lorde Ramsgate ou o duelo.
Oláaaaaaaaaaaa quarta-feira sua linda!

Enfim chegamos a metade da semana, sabe o que isso quer dizer? Que estamos mais perto do nosso evento! Vale lembrar que será às 15h do dia 09/04 na Livraria Saraiva do Shopping Boulevard!

Também quer dizer que chegamos ao segundo livro do quarteto mais desafinado da literatura. O livro de hoje conta a história da minha xará, a Anne Wynter e como ela virou alvo das investidas do Daniel Smythe-Smith!

Ela surgiu literalmente do nada e no último minuto do primeiro livro para salvar a apresentação do quarteto que quase foi cancelada por que Sarah foi subitamente acometida por alguma doença que nem ela sabe dizer bem o que é, e a mãe de Sarah por insistência dela colocou a Senhorita Anne Winter para tocar em seu lugar! Nem preciso dizer que as primas de Sarah ficaram soltando fogo pelas ventas... com a atitude desleal da prima! 

Vimos que no fim do primeiro livro temos uma grande reviravolta na história, O Lorde Daniel Smythe-Smith consegue voltar para casa e começa a brigar com Marcus e Honoria. Mas antes de pegar Honoria e Marcus aos beijos no quintal, Daniel tinha conseguido dar uma espiadinha na apresentação do quarteto para matar a saudade das primas e família, só que ele viu uma estranha lindíssima ao piano, e que não era uma Smythe-Smith, ainda, mas que se dependesse dele se tornaria muito em breve.

Após toda a confusão com Marcus e Honoria, Daniel se vê perseguindo Anne Wynter, que posteriormente ele descobre se tratar da cuidadora de suas primas menores e irmãs de Sarah. Mais isso em nada diminuiu a atração que ele sente por ela, e decide que vai mesmo cortejar a governanta de sua tia, desafiando quem aparecer em seu caminho. E fazendo tudo ao seu poder para conseguir passar todo o tempo possível com Anne, nem que para isso ele também tenha que passar muito tempo com suas três primas menores Harriet, Elizabeth e Frances (atenção a esse último nome!).

O que ele não esperava era ter Anne Wynter no caminho dele a felicidade conjugal, já que ele colocou na cabeça que tem que casar com ela. Mas, Anne se torna resistente as investidas de Daniel, pois sabe que a qualquer momento o passado dela pode vir a toda e colocar a todos em perigo devido a uma estupidez que ela fez quando era mais nova, ou melhor quando ela era outra pessoa. E a tia dele as vezes a lembra meio que sutilmente que eles são diferentes, e que ela é uma pessoa inteligente o suficiente para não deixar as coisas irem mais adiante.

Neste livro as palavras de ordem são: Passado e mistério. Ambos os personagens Anne e Daniel tem um passado que os atormentam e perseguem. Ele não consegue parar de pensar que o Pai de seu amigo Hugh ainda está perseguindo ele por quase ter matado Hugh em um duelo estupido por honra e cartas de baralho, e ela porque acreditou em uma pessoa mentirosa, fez o que não queria, e precisou virar uma párea para sua família.

Nos horários entre estar com a família e perseguir Anne, Daniel também precisa ir até Hugh para eles acertarem suas diferenças sobre o passado, mas o que vai COM TODA A CERTEZA DO MUNDO ganhar seu coração é Hugh como personagem secundário neste livro. Ele é todo nerd, e mesmo com muita dor por ser coxo é um personagem com um espirito único. E ele muito Leal a Daniel.

Esse livro é tão recheado de tretas que é até difícil resenhar sem contar spoilers, sabe quantas horas eu fiquei em frente ao computador para terminar a resenha? Pensando como contar a história sem contar TODA a história.

Todos já conhecemos o modo de escrita fluido e leve de Julia Quinn, mas nesse livro eu fiquei ainda mais impressionada com o poder que essa mulher tem de conseguir fazer personagens secundários que roubam totalmente a cena. Francis e Hugh vão começar a ganhar o seu coração aqui nesse livro...e vale ressaltar que é nesse livro que você vai descobrir como um unicórnio pode muito bem fazer parte da história!

Espero que vocês tenham gostado da resenha...fica a dica e até amanhã!


terça-feira, abril 04, 2017

Eu Li: Simplesmente o Paraíso - Julia Quinn

Titulo:
Simplesmente o Paraíso
Autora:
Julia Quinn
Editora:
Arqueiro
Série:
Quarteto Smythe-Smith #1
Ano:
2017

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Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido.

Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.

Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado.
Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família.
Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.
Olá terça-feira...vamos de Bridgertons? Ops... livro errado... mas espera um pouquinho... Simplesmente o Paraíso nos leva de volta aos redores da família Bridgerton de uma forma diferente. Afinal, você nunca quis saber o que aconteceu com as coitadas das Smythe-Smith?

Bom, finalizar uma série de livros de romances de época tão querida não é fácil, mas graças a Deus a autora Julia Quinn é abençoada com a capacidade de escrever milhões de livros apaixonantes, e hoje vamos falar sobre o primeiro livro de uma nova série da autora chamada Smythe-Smith. Como já deu para sentir vamos falar das musicistas mais desafinadas da literatura. E de quebra ainda vamos ver mesmo que de longe, alguns dos nossos personagens favoritos antes de terem seus finais felizes para sempre!

A família sempre foi tudo para Honoria Smythe-Smith, mas a dela está passando por uma situação muito triste. Por causa de uma desavença idiota durante um jogo de cartas que quase teve consequências fatais, mas ainda assim seu irmão detentor do título de conde, Daniel Smythe-Smith, precisou fugir da Inglaterra. Deixando sua irmã e mãe em Londres para ficarem expostas aos comentários maldosos de todos. 

Mas antes de sair de Londres, Daniel obriga seu melhor amigo desde a infância, Marcus Holroyd, o atual Conde de Chatteris a tomar conta de sua irmã mais nova Honoria. E não permitir que ela se case com qualquer um caçador de dotes por aí. O que Lorde Chatteris faz, sem o conhecimento e consentimento dela!

Honoria começa a ficar preocupada com a possibilidade de se tornar uma solteirona. Ela já está chegando a uma idade preocupante, junte isso ao fato de estar preocupada com a apresentação do quarteto desse ano. Ela tem plena noção de que o quarteto é um desafio a sanidade dos ouvidos de todos, mas se trata de uma vivência familiar, e desde que seu irmão fugiu, sua casa já não abriga mais sorrisos e risadas, só as lagrimas de sua mãe que não presta muita a atenção se Honoria casa ou não. Então ela é a força que deixa o quarteto unido e que move céus e terras para que a apresentação aconteça.

Ela parte em uma vigem para ´´estudos`` na mesma cidade em que os jovens Lordes estão frequentando a faculdade. E em meio a um passeio com as primas, Honoria se vê presa devido a chuva sob a entrada de uma loja, quando do nada uma carruagem para e na escuridão do interior da carruagem ela ouve seu nome ser pronunciado por uma voz masculina algumas vezes.

Jamais ela poderia imaginar que seu herói em meio a chuva seria Marcus, o melhor amigo de seu irmão. Afinal, faz anos que eles não se encontram, e ainda assim ele reconheceu ela na chuva. E a convidou para se abrigar dentro da carruagem... o que não seria nada apropriado pois ele é um jovem Lorde e ela uma Lady desacompanhada, mas isso nem passa direito na mente dela que só consegue ver o amigo de infância.

É impressionante como ele ainda consegue lembrar de coisas que Honoria adora, como bolo. E parece que a chuva trouxe de volta uma amizade incrível para alegrar seus dias nebulosos. O que ela não esperava era ter que virar a ponte entre mães casamenteiras e Lorde Chatteris, devido a amizade intima dele com a família dela. Até porque Honoria não via Marcus como um homem, só como o menino quieto e sem família que sempre ia nas férias escolares com Daniel para a casa Smythe-Smith. Mas não era bem assim que Marcus lembrava dela!

A ausência de Daniel e um infeliz acidente com um buraco de toupeira, se tornaram os motivos necessários para fazer com que eles passem mais tempo juntos, e deixem de lado todas as regras da sociedade! A forma como eles passam a ver um ao outro como homem e mulher e não mais como crianças é muito lindo. A forma como Honoria joga tudo (ou quase tudo) para o alto para cuidar de Marcus, e se permite estar com ele, é ainda mais lindo, apesar dos momentos aterrorizantes que Marcus passa pós acidente.

Marcus é muito na dele e não gostar de estar em Londres, mas quando ele percebe que está apaixonado por Honoria ele coloca todo o seu poder e esforço para conquistar ela, mesmo que isso signifique ir a temida apresentação anual do quarteto e colocar o queridinho das Ladys, Colin Bridgerton para correr de perto de Honoria. Ainnnnn gente ele é um fofo!

Quando a gente pensa que a Julia Quinn não pode mais escrever algo fofo, lindo e cativante ela e a editora Arqueiro te apresentam ao quarteto todo de uma vez, em um único lançamento! #VALEU

O livro é fluido e muito rápido de se ler, além de engraçadinho e cativante!

Fica a dica e até amanhã com mais resenhas de romances de época da editora arqueiro para deixar todo muito ainda mais animado com o evento de domingo!!!


segunda-feira, abril 03, 2017

Eu Li: Quando a Bela Domou a Fera - Eloisa James

Título:
Quando A Bela Domou A Fera
Autora:
Eloisa James
Editora:
Arqueiro
Série:
Fairy Tales #1
Ano:
2017

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Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?
Oi gente... para já entrarmos no clima do evento de romances de época da Arqueiro do próximo dia 09/04 às 15h na Saraiva do Shopping Boulevard, resolvi que vamos passar esta semana inteira juntos e mergulhados em resenhas quentinhas dos romances de época da editora! Vamos, lá?

Eloisa James é a nova autora de romances da família Arqueiro e este ano foi lançado seu primeiro livro aqui chamado ´´Quando a Bela Domou a Fera`` tendo por proposta apresentar uma re leitura para um dos mais queridos contos de fadas de todos os tempos: A Bela e A Fera. 

O livro começa contando para os leitores como um vestido mal talhado pode arruinar a vida de uma jovem Lady para sempre. Quer saber como? Acontece que Linnet é a rosa mais bela desta temporada social britânica, ela tem as características mais adoráveis e invejáveis para uma moça bem nascida e mais luxuriantes e sedutoras segundo os Lordes de plantão. 

Por toda a sua vida Linnet tentou ir contra os seus instintos e pensamentos rebeldes e lutou para se tornar a jovem Lady mais bem educada, bonita e prendada da sociedade. Os homens a desejavam e cobiçavam, e ela passa a ser almejada até por um príncipe. Mas nada disso foi o suficiente para evitar que Linnet fosse publicamente dispensada pelo príncipe e ainda por cima passa a ser vítima de fofocas escandalosas por causa de um infeliz vestido que a deixou parecendo grávida de um bastardo real, e um beijo roubado.

E as coisas só pioram a partir desse momento, a tia e o pai dela insistem em não acreditar nela, e sim nas fofocas que rondam o nome dela. O enfadonho e vaidoso pai dela culpa a mãe de Linnet, pois essa mãe era uma libertina assumida e tinha vários casos. A beleza da mãe de Linnet subiu à cabeça dela, e sempre dizia a filha pequena que precisava ser amada, e isso queria dizer por vários homens e não só pelo pai de Linnet. E por isso o pai de Linnet não acredita nela, e passa a culpa a filha por ser uma libertina como a mãe.

Depois de muitas páginas de enlouquecer qualquer leitor, finalmente o pai e a tia de Linnet resolvem acreditar nela. Quando isso acontece a tia de Linnet tem a genial ideia de procurar um certo Lorde que está tendo problemas com o único e herdeiro filho e tentar convencê-lo de que Linnet está grávida e o filho dela é do príncipe, e pode levar adiante o legado e nome da família deles, já que o filho sofreu um acidente e agora é incapaz de se tornar pai.

Feitos os devidos arranjos e mesmo contra a vontade de Linnet ela parte para a fronteira com a Escócia para conhecer o filho do referido lorde que é carinhosamente conhecido no meio da sociedade como ´´A fera``.

Piers Yelverton foi bem claro com o pai, ele só se casaria com a mulher mais bela da face da terra, e fez uma lista de outras qualidades que ela deveria ter. Então quando ele recebe uma carta do pai dizendo que ele encontrou essa mulher e que está indo para o castelo do filho com ela, ele não acredita e pensa logo em mil formas de fazer a mulher sair correndo do castelo. O que ele não esperava é que o pai de fato tivesse conseguido achar tal magnitude em forma de mulher. E não é que o velho achou mesmo?

O pai descreve a situação delicada em que Linnet se encontra (supostamente grávida de um príncipe idiota) mas o que Linnet não sabia é que Piers é um excelente médico, e percebe assim que a vê, que na verdade ela estava com uma almofada na barriga, e não grávida como todos supõem. Mesmo desmascarada Linnet não se abateu pela descoberta dele, e colocou na cabeça que consegue fazer Piers se apaixonar por ela, ou no mínimo fazer com que ele case com ela.

Piers acha Linnet linda e desejável, mas ainda assim não vai casar com ela. Porém decidiu deixar a historinha do seu pai rolar e ver onde isso os levaria, claro que ele não contava que todos os homens do castelo, incluindo seu leal primo/ melhor amigo fossem ficar babando por ela. Afinal de contas ela era a ´´noiva`` dele! E para variar ele conhece a verdadeira personalidade dela, o que a torna ainda mais atraente para ele.

Linnet acredita que a descrição de ´´A fera`` pode ser até certo ponto um equívoco, ele é muito atraente apesar da personalidade horrível dele, e por ter se tornado coxo. Ela gosta de passar horas com ele, pois o gênio dele a desafia e ela gosta disso, pois pode ser ela mesma. Só que passar muito tempo com ele faz com que ela comece a prestar mais atenção as formas dele, o que as vezes a deixa meio triste pois sabe que casar com ele vai deixar ela imaculada, já que ele não possui mais a habilidade de consumar o casamento devido ao acidente que o deixou coxo.

Por Linnet pensar assim de Piers e por ele ser um médico excêntrico as vezes, ela faz as mais desconcertantes perguntas para ele sobre a anatomia do corpo dele. Pois na cabeça dela Piers é meio que assexuado. Só que Lorde Piers esconde segredos naquele castelo e do pai, e parece inclinado a compartilhar eles com ela. E esses segredos podem colocar em risco o imaculado corpo de Linnet.

Os diálogos entre eles são tãoooooooooooo deliciosos que tive que ler duas vezes seguidas o livro. Por vezes me questionei se estava mesmo lendo um romance de época pela liberdade de fala que encontrei nos dois personagens principais. E é uma pena que não possa compartilhar direito minhas impressões sobre o plot twist no final da história, pois seria mesmo muito spoiler em uma resenha, mas posso dizer sem medo de ser feliz: ELOISA JAMES O QUE VOCÊ ESTAVA PENSANDO QUANDO FEZ O QUE FEZ COM ELES NO FINAL?

Eu sobrevivi a leitura desse livro e estou aqui para super recomendar ele!

Espero que vocês tenham gostado da resenha e vejo vocês amanhã!


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